terça-feira, 25 de junho de 2013

Sugadores de Energia / www.etcaritas.com.br

UMA COISA É DENUNCIAR...ELUCIDAR...AJUDAR...E OUTRA, COMPLETAMENTE DIFERENTE, É SENTIR PRAZER NA DESGRAÇA. BYA

Parece mentira, mas há pessoas que parecem "sugar" energia da gente! O Ph. D. em Administração de Empresa Luiz Almeida Marins Filho, relatou em um dos seus livros, que certa vez estava muito bem, alegre e satisfeito. E encontrou-se num shopping com um amigo e em meia hora de conversa, o amigo deixou-o um verdadeiro "trapo", deprimido, triste.
Depois ficou pensando no que aconteceu e logo percebeu que aquela conversa horrível do “amigo”, falando só de doenças, roubos, estupros, filho de amigos que haviam caído no vício, desemprego, falta de dinheiro, etc. acabou roubando-lhe a sua energia positiva! Quando acabou a conversa (onde só o amigo falou) ele parecia estar melhor do que nunca e, diz o Dr. Luiz, eu... em profunda depressão. Cuidado com esses “sugadores de energia positiva”. Eles estão em todo o lugar: no trabalho, na família, na roda de amigos. Eles só sabem falar de desgraças. Só lêem obituário dos jornais e a seção de crimes horrendos, gravam em vídeo o noticiário policial. Fazem estatísticas e sabem de cor quantos seqüestros ainda não foram desvendados, quantas crianças continuam desaparecidas, quantos sem-teto, sem-terra, sem-emprego, sem-tudo existem no mundo! Essas são aquelas pessoas que quando você propõe um piquenique elas logo dizem: "- Vai chover!". São pessoas que azedam baldes de sal-de-fruta. Eles são sempre "do contra". Avisam que "não vai dar certo" e torcem para que nada aconteça. Depois dizem: "- Eu sabia que não ia dar certo...".
Esses "sugadores de energia" vivem da energia alheia e é muito difícil conviver com alguém "puxando você prá baixo" o tempo todo. Não seja você também um "sugador de energia"
Que felicidade que seria a nossa, se aprendêssemos a expulsar da nossa memória as coisas desagradáveis, idéias tristes e deprimentes. Com certeza, nossa força iria multiplicar se pudéssemos conservar só os pensamentos que elevam e animam. Há pessoas que não podem se lembrar das coisas agradáveis. Quando nos encontram, tem sempre algo de triste a contar. Com qualquer mal que sofreram, se angustiam muito. Como se não bastasse, se preocupam até com que vão sofrer... Sabem lembrar-se só de fatos discordantes. Dão a idéia de um armazém de quinquilharias, objetos inúteis e deteriorados. Retém tudo mentalmente, com medo de precisarem uma vez ou outra, disto ou daquilo, de maneira que o seu armazém mental está entulhado de detritos...
Bastaria que estas pessoas fizessem uma limpeza regular, que as livrassem dos montões inúteis e depois, organizassem o que sobrou, para terem êxitos. No entanto, não são incomuns, pessoas que se "enterraram" na infelicidade e na desarmonia. Outras fazem exatamente o contrário. Falam sempre de coisas agradáveis e interessantes experiências que têm feito. São indivíduos que passaram até perdas, aflições, mas falam delas tão poucas vezes, que parece nunca terem tido na vida, senão boa sorte e amigos. Estas pessoas fazem-se amar.
O hábito de mostrar aos outros o nosso aspecto positivo, é o resultado do nosso equilíbrio interior.
Quando estamos tristes por algum sofrimento, devemos procurar a sua causa para eliminá-lo.
Geralmente, porém, quando sofremos, buscamos a causa fora de nós.
Vemos pessoas se queixando que tem má sorte, suspeitando que seu vizinho seja a causa, porque não se dá com ele, ao passo que ele é bem favorecido com a sorte nos negócios, na vida familiar, sendo estimado inclusive, pelos conhecidos. Se examinarmos as circunstâncias da vida destas pessoas, verificaremos que a queixosa é negligente, gastadora, intolerante nas opiniões e indisciplinada, ao passo que a outra pessoa é cumpridora dos seus deveres, econômica, modesta, não calunia, nem adula. Emprega bem o seu tempo disponível lendo bons livros, fazendo cursos, esportes, ajudando seu próximo, sendo útil. Por isso, é estimada. Ao passo que a queixosa, está sempre perdendo (tempo, trabalho, fregueses, dinheiro, a família e os amigos), e sempre não tem tempo. Vamos eliminar dos nossos corações, a desconfiança, o ódio, a inveja e a descrença e vamos cultivar a alegria, a fé e a crença no amor e na Justiça Divina, e será certo que venceremos na luta que a vida nos destina.

Pornografia infantil: faltam ações educativas, diz especialista / Pedofilia: Não feche os olhos para isso

Em sete anos, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos da SaferNet Brasil — associação civil de direito privado reconhecida internacionalmente, que tem parceria com o Ministério Público Federal — registrou 148 denúncias de pornografia infantil no país. O diretor de Prevenção da SaferNet, o psicólogo Rodrigo Nejm, diz que o caso de Y. não é o mais frequente entre as denúncias recebidas pela instituição, porém é o mais grave.

— Conforme aumenta o número de usuários no Brasil, tende a crescer também o número de pessoas que cometem crimes pela internet. Apesar de haver mais crianças com acesso à internet, não cresce, na mesma proporção, a quantidade de ações educativas, de uso do espaço cibernético de forma cuidadosa, evitando o contato com criminosos. Falta essa conscientização — diz Rodrigo.
Para ele, não é preciso privar crianças e adolescentes da internet, e sim assegurar o acompanhamento por pais e professores:

— Crianças não andam na rua sem a companhia de adultos. Da mesma forma, elas não podem navegar sem alguém que as oriente. A internet não é mais ou menos perigosa do que deixar uma criança sozinha numa praça pública. Ela exige que crianças e adolescentes conheçam e tenham a noção do perigo.

O diretor de Prevenção da SaferNet Brasil aconselha jovens e pais a não acreditarem em qualquer pessoa que faz um convite pela internet. Às meninas que querem ser modelos, a procuradora da República Gabriela Rodrigues Figueiredo recomenda que elas nunca mandem fotos íntimas para um desconhecido. E ressalta que os contatos devem ser feitos pessoalmente e, no caso dos menores, na companhia dos pais.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Quando aprender é um sofrimento / Disléxicos têm voz

TENHO 3 DISLÉXICOS AQUI EM CASA. BYA

Crianças com distúrbios de aprendizagem podem chegar à vida adulta sem desenvolver plenamente suas capacidades
É na idade escolar que os sintomas dos distúrbios de aprendizagem tornam-se mais visíveis. A criança tem dificuldades em áreas como escrita, leitura e matemática – problemas frequentemente confundidos com falta de inteligência, preguiça ou desleixo. É verdade que nem todos os casos são de distúrbios de aprendizagem. A maioria, aliás, está relacionada à falta de motivação, inadequação ao método de ensino, problemas na interação com o professor e até doenças como anemia, depressão ou comprometimento da visão e audição. Todas essas questões influenciam o aprendizado e devem ser descartadas antes de se partir para o passo seguinte: investigar a existência de distúrbios de aprendizagem, que são disfunções de bases neurobiológicas.

Os mais frequentes são dislexia (afeta leitura e escrita), transtorno não-verbal de aprendizagem (afeta distinção de formas, quantidades e tamanhos) e discalculia (dificuldade com cálculos). Também comum é o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDHA), um distúrbio de comportamento que pode prejudicar severamente a aprendizagem.

“Quando essas disfunções não são adequadamente identificadas e tratadas, a criança pode ter seu desenvolvimento escolar, psicológico e social comprometido e, por vezes, carregar o problema ao longo da vida. Além de afetar o desempenho educacional, esses transtornos acabam com a autoestima e podem, ao longo do tempo, desencadear outros sintomas, como ansiedade e depressão”, afirma o Dr. Erasmo Barbante Casella, neuropediatra do Einstein e coordenador do ambulatório de Distúrbios do Aprendizado do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A dificuldade de aprender é uma das queixas mais frequentes nos consultórios pediátricos.
Segundo ele, a dificuldade de aprender é uma das queixas mais frequentes no consultório pediátrico, respondendo por cerca de 5% de todas as consultas nessa especialidade. “Mas, antes de investigar eventuais disfunções neurológicas, é preciso analisar a existência de outras causas que possam estar levando ao problema”, observa o Dr. Erasmo.

O diagnóstico não é fácil, pois não há exames de imagem ou laboratoriais que permitam identificar esses distúrbios. Em geral, isso é feito por meio da avaliação da criança por diferentes profissionais, como neurologista, psicopedagogo, psicólogo e fonoaudiólogo. Mas há tratamento – e ele funciona! “Com estimulação e orientação, a criança encontra outras maneiras de aprender, superando as dificuldades”, diz Melina Blanco Amarins, psicóloga e psicopedagoga do Einstein “Para isso, é importante que essas disfunções sejam identificadas o quanto antes”, ressalta ela.


Dislexia

A dislexia atinge de 4% a 5% da população e é caracterizada pela falta de fluência na leitura, dificuldade para soletrar, fazer rimas e escrever corretamente. O disléxico costuma trocar sílabas e letras parecidas, como “v” e “u”, na hora de ler e escrever. “Mesmo sendo inteligente e apresentando bom desempenho em outras áreas, quem tem o problema acaba ganhando o rótulo de burro e preguiçoso. A tendência é, com o tempo, perder o interesse pela escola”, alerta o Dr. Erasmo.

O diagnóstico é feito a partir da avaliação de uma equipe multifuncional formada por neurologista, psicopedagogo, psicólogo e fonoaudiólogo, com base na história da criança e em uma série de testes que mostram sua capacidade para desenvolver determinadas atividades. É necessário ter, ao menos, dois anos de alfabetização. No entanto, é possível detectar os sinais mais precocemente. A criança com dislexia pode ter como antecedentes atraso no desenvolvimento da fala, na locomoção e no aprendizado de tarefas como segurar a colher e comer sozinho, por exemplo.

O tratamento inclui exercícios de decodificação fonológica para reabilitar as funções neurológicas envolvidas no aprendizado. O portador é estimulado a fazer rimas, cópias, soletrar palavras ou formar novas após a retirada de uma sílaba ou letra (tirar a primeira sílaba de sapato ou a primeira letra de casa, por exemplo). Vários estudos comprovam que, após dois meses recebendo esses estímulos, há significativa ativação nas regiões do cérebro responsáveis por essas funções.

Transtorno não-verbal da aprendizagem

Algumas pessoas leem fluentemente, mas não conseguem interpretar o conteúdo de um texto, têm dificuldade para realizar operações matemáticas mais complexas e executar tarefas como desenhar um cubo, jogar tênis ou andar de bicicleta. Nesses casos, a suspeita recai sobre o transtorno não-verbal da aprendizagem. O distúrbio tem origem neurológica e provoca comprometimento psicomotor e visoespacial, dificultando distinguir formas, quantidades, tamanhos e expressões faciais, entre outros.

A avaliação, como na dislexia, é feita por uma equipe interdisciplinar, a partir da aplicação de testes neuropsicológicos. O tratamento também deve envolver diferentes profissionais, como neurologista, psicólogo e fonoaudiólogo.

Discalculia

A criança com discalculia pode apresentar um desenvolvimento cognitivo normal e, mesmo assim, enfrentar sérias dificuldades com a matemática. O transtorno pode afetar a capacidade para contar, executar operações e cálculos, escrever e compreender até mesmo conceitos mais simples, como relacionar um número a uma quantidade de maçãs em uma cesta de frutas.

O tratamento, orientado pelo neurologista, envolve a realização de jogos e atividades psicopedagógicas que facilitam a descoberta de novos processos de aprendizagem.

TDAH

Observado em 5% a 6% das crianças e jovens de até 18 anos, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) afeta a aprendizagem, principalmente em razão da impulsividade, dificuldade para se concentrar e memorizar.

Quando chega ao final da leitura de um texto, o portador de TDAH muitas vezes não lembra mais do início. Outro problema que pode estar associado é o difícil relacionamento com pais, professores e colegas de classe. No adulto, o TDAH costuma afetar o sucesso profissional e o convívio familiar, afetivo e social.

“Vários estudos científicos demonstram que a doença tem bases neurológicas, atrasando a maturidade da área do cérebro ligada ao comportamento e ao aprendizado”, afirma o Dr. Erasmo. Em 60% a 70% dos casos, o TDAH está associado a outras doenças, como transtorno bipolar, depressão, ansiedade e dislexia.

O diagnóstico não é simples. A criança precisa ser submetida a uma avaliação extensa, na qual se busca identificar os prejuízos causados nos diferentes ambientes frequentados, como o familiar e o escolar, em um período mínimo de seis meses. A doença pode ser tratada com medicamento, acompanhamento de psicopedagogo para o paciente e também para a família.

Sinal de atenção

É importante que pais e professores estejam atentos aos sinais que a criança apresenta e que podem indicar que é hora de buscar ajuda de um especialista. Dificuldades na escola podem ter várias causas, inclusive os distúrbios de aprendizagem que, quanto antes forem identificados, melhor.

Como observam o neuropediatra Erasmo Casella e a psicóloga e psicopedagoga Melina Blanco Amarins, o estímulo, acompanhado de orientação para a criança, pais e professores, ajuda quem tem esses distúrbios a descobrir caminhos para o conhecimento. O importante é não deixar que a criança passe a vida encarando a escola como um sofrimento. Ela é, acima de tudo, um lugar de descobertas.

Postagem da Comunidade Pedofilia: Não feche os olhos para isso

Google reserva 5,25 milhões de euros para o combate à pedofilia

A Google anunciou este sábado que pretende erradicar as imagens online de abuso infantil que indexa, visto o número ter vindo a aumentar de ano para ano. Jacquelline Fuller, diretora do Google Giving, frisa: "por trás dessas imagens existem crianças reais que são vítimas sexuais e que sofrem pela distribuição desse conteúdo".

Deste modo, aproximadamente 3,75 milhões de euros serão destinados aos grupos: National Center for Missing and Exploited Children e Internet Watch Foundation, assim como a outras organizações nos Estados Unidos da América, no Canadá, na Austrália e na América Latina. O restante (1,5 milhões de euros) está reservado para a Child Protection Technology Fund, fundo criado com o objetivo de financiar o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que auxiliem o combate à pornografia infantil.

"Isso vai permitir que companhias, entidades e a Justiça colaborem de forma mais efetiva na detecção e remoção dessas imagens, além da identificação dos criminosos", conclui Jacquelline Fuller.

Ministra Maria do Rosário / Direitos Humanos Brasil

"Enquanto presido reunião ordinária do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) que hoje debate uma pauta muito relevante para afirmação dos Direitos Humanos e enfrentamento da violência, com uma resolução para não utilização de armamentos menos letais em manifestações e cumprimento de decisões judiciais, recebo a notícia de que a Comissão da Câmara aprovou o projeto absurdo da chamada cura gay.

Trata-se de um movimento absolutamente contrário a esse momento que o Brasil vive, de mobilização social por direitos e contra os fundamentalismos. É um retrocesso que o Parlamento brasileiro não pode deixar passar. Faço um apelo aos parlamentares e estarei dialogando com as bancadas para que esse projeto seja rejeitado nas demais comissões da Câmara.

O que precisamos no Brasil é de leis para criminalização da homofobia e reconhecimento dos direitos da população LGBT, não de retrocessos como este."

quarta-feira, 19 de junho de 2013

NEM TODO PEDÓFILO É UM ABUSADOR SEXUAL / FONTE: CHILDHOOD

Com o aumento da divulgação de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, no Brasil ou no exterior, a mídia tem usado indiscriminadamente o termo “pedófilo” ao se referir a um abusador sexual.

Embora devamos entender que todos eles estão cometendo uma violência e uma violação de direitos contra uma criança ou um adolescente, a ausência dessa distinção prejudica uma compreensão mais objetiva do fenômeno, ao mesmo tempo em que simplifica as análises e as políticas de intervenção ao incluir, em um mesmo grupo, indivíduos com motivações e características psíquicas bem diferentes”, afirmam os pesquisadores Renata Coimbra Libório e Bernardo Monteiro de Castro, ambos psicólogos, em seu artigo Exploradores Sexuais, Pedofilia e Sexualidade: Reflexões para o Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, publicado em 2010.

Nem todo pedófilo é abusador. E nem todo abusador sexualé um pedófilo. Entenda, a seguir, as diferentes categorias de agressores:

Pedófilo: Para a Psiquiatria, o pedófilo é um indivíduo que apresenta um transtorno sexual caracterizado por fantasias sexuais excessivas e repetitivas envolvendo crianças. Tem, portanto, uma parafilia – definida, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), como a recorrência de impulsos sexuais muito intensos e por fantasias e comportamentos não-convencionais de caráter compulsivo. “A motivação que está por trás da busca pelos corpos infantis é o desejo sexual que o pedófilo nutre pela criança per se e o prazer obtido por meio dela. Dificilmente um pedófilo sente atração sexual por uma pessoa adulta”, escrevem os pesquisadores Renata e Bernardo no artigo. Segundo o psiquiatra francês Patrice Dunaigre, especialista em pedofilia citado no texto, os pedófilos provavelmente não tiveram um desenvolvimento psicossexual satisfatório. Revelam uma sexualidade imatura e pouco elaborada, o que os leva a temer a aproximação com parceiros adultos, já que esses podem resistir às suas investidas afetivo-sexuais. Por serem sexualmente inibidos, escolhem como parceiros as crianças (são mais vulneráveis e com menor capacidade de resistência), com as quais se identificam.

Ainda conforme o artigo, o pedófilo não consegue estabelecer um controle racional ou objetivo diante de sua demanda erótica. Por isso, pode se tornar um abusador. E, se evita o contato com uma criança ou um adolescente, é provável que busque imagens de pessoas naquela faixa etária ou textos que correspondam a suas fantasias para se satisfazer.

Abusador: Longe do estereótipo de “monstro”, atribuído muitas vezes pela mídia, o abusadorgeralmente não apresenta comportamento condenável social ou legalmente. Pode pertencer a qualquer classe social e, na maioria dos casos, está próximo da criança e conta com a confiança dela. Aproveita-se da relação assimétrica de poder que mantém com a vítima. “O abuso do poder para fins de gratificação e satisfação sexual pode acontecer através de mecanismos de chantagem, ameaça ou violência explícita, mas pode configurar-se também por meio de um jogo emocional onde os desejos e conflitos não são explícitos e a vítima torna-se refém da trama de seus sentimentos”, afirma a psicóloga Maria Aparecida Martins Abreu em sua dissertação de mestrado Trágica Trama: o abuso sexual infantil representado no filme Má Educação (2005).

Conforme a publicação Reconstrução de Vidas (2008), do Centro de Referência às Vítimas de Violência, do Instituto Sedes Sapientiae, o agressor sabe que seus atos abusivos são errados, ilegais e prejudicais à criança, mas mesmo assim os mantém. “O abuso não provoca uma experiência primária de prazer, e sim alívio de tensão. A excitação e a gratificação sexual levam à dependência psicológica e à negação dessa realidade”, diz o texto. Ainda de acordo com a obra, nas famílias onde ocorrem práticas abusivas, há com frequência a presença de condições que favorecem esse tipo de interação, como fronteiras frágeis entre as gerações; estrutura familiar simbiótica, rígida ou caótica e vínculos disfuncionais que superprotegem ou excluem um ou outro de seus membros.


http://brasil-sempedofilia.blogspot.com.br/2012/01/nem-todo-pedofilo-e-um-abusador-sexual.html


Foto: NEM TODO PEDÓFILO É UM ABUSADOR SEXUAL

Com o aumento da divulgação de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, no Brasil ou no exterior, a mídia tem usado indiscriminadamente o termo “pedófilo” ao se referir a um abusador sexual.

Embora devamos entender que todos eles estão cometendo uma violência e uma violação de direitos contra uma criança ou um adolescente, a ausência dessa distinção prejudica uma compreensão mais objetiva do fenômeno, ao mesmo tempo em que simplifica as análises e as políticas de intervenção ao incluir, em um mesmo grupo, indivíduos com motivações e características psíquicas bem diferentes”, afirmam os pesquisadores Renata Coimbra Libório e Bernardo Monteiro de Castro, ambos psicólogos, em seu artigo Exploradores Sexuais, Pedofilia e Sexualidade: Reflexões para o Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, publicado em 2010.

Nem todo pedófilo é abusador. E nem todo abusador sexualé um pedófilo. Entenda, a seguir, as diferentes categorias de agressores:

Pedófilo: Para a Psiquiatria, o pedófilo é um indivíduo que apresenta um transtorno sexual caracterizado por fantasias sexuais excessivas e repetitivas envolvendo crianças. Tem, portanto, uma parafilia – definida, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), como a recorrência de impulsos sexuais muito intensos e por fantasias e comportamentos não-convencionais de caráter compulsivo. “A motivação que está por trás da busca pelos corpos infantis é o desejo sexual que o pedófilo nutre pela criança per se e o prazer obtido por meio dela. Dificilmente um pedófilo sente atração sexual por uma pessoa adulta”, escrevem os pesquisadores Renata e Bernardo no artigo. Segundo o psiquiatra francês Patrice Dunaigre, especialista em pedofilia citado no texto, os pedófilos provavelmente não tiveram um desenvolvimento psicossexual satisfatório. Revelam uma sexualidade imatura e pouco elaborada, o que os leva a temer a aproximação com parceiros adultos, já que esses podem resistir às suas investidas afetivo-sexuais. Por serem sexualmente inibidos, escolhem como parceiros as crianças (são mais vulneráveis e com menor capacidade de resistência), com as quais se identificam.

Ainda conforme o artigo, o pedófilo não consegue estabelecer um controle racional ou objetivo diante de sua demanda erótica. Por isso, pode se tornar um abusador. E, se evita o contato com uma criança ou um adolescente, é provável que busque imagens de pessoas naquela faixa etária ou textos que correspondam a suas fantasias para se satisfazer.

Abusador: Longe do estereótipo de “monstro”, atribuído muitas vezes pela mídia, o abusadorgeralmente não apresenta comportamento condenável social ou legalmente. Pode pertencer a qualquer classe social e, na maioria dos casos, está próximo da criança e conta com a confiança dela. Aproveita-se da relação assimétrica de poder que mantém com a vítima. “O abuso do poder para fins de gratificação e satisfação sexual pode acontecer através de mecanismos de chantagem, ameaça ou violência explícita, mas pode configurar-se também por meio de um jogo emocional onde os desejos e conflitos não são explícitos e a vítima torna-se refém da trama de seus sentimentos”, afirma a psicóloga Maria Aparecida Martins Abreu em sua dissertação de mestrado Trágica Trama: o abuso sexual infantil representado no filme Má Educação (2005).

Conforme a publicação Reconstrução de Vidas (2008), do Centro de Referência às Vítimas de Violência, do Instituto Sedes Sapientiae, o agressor sabe que seus atos abusivos são errados, ilegais e prejudicais à criança, mas mesmo assim os mantém. “O abuso não provoca uma experiência primária de prazer, e sim alívio de tensão. A excitação e a gratificação sexual levam à dependência psicológica e à negação dessa realidade”, diz o texto. Ainda de acordo com a obra, nas famílias onde ocorrem práticas abusivas, há com frequência a presença de condições que favorecem esse tipo de interação, como fronteiras frágeis entre as gerações; estrutura familiar simbiótica, rígida ou caótica e vínculos disfuncionais que superprotegem ou excluem um ou outro de seus membros.

FONTE: CHILDHOOD

http://brasil-sempedofilia.blogspot.com.br/2012/01/nem-todo-pedofilo-e-um-abusador-sexual.html

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nem Tudo o que é Legal é Moral !!! / Sandra Domingues

A Constituição garante a todos o Direito Essencial; O Direito à Vida e proíbe veementemente as seguintes penas:

Art. 5º Parágrafo XLVII - não haverá penas:

a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;

No entanto...
A pena de morte é declarada pelos marginais, a qualquer momento, dia e hora, sem motivos, sem piedade ou dó....independente de estarmos ou não em guerra;

As famílias das vítimas são apenadas com a Prisão Perpétua...condenadas a chorar e sofrer até o último dia de suas vidas, pela ausência do ente querido;

Os presos não podem ter trabalhos forçados, mas bem sabemos que existem milhares de crianças, Brasil à fora, que trabalham feito escravos em troca de alguns míseros trocados, para ajudarem no sustento de suas famílias.;

Ninguém pode ser banido, exilado, expulso do país, porém o Paulo Pavesi teve que ser exilado e fugir do Brasil por acusar médicos de terem retirado os órgãos do seu pequeno filho, que havia sido dado como morto, quando na verdade ficou provado posteriormente que o menino Paulinho estava vivo;

Existe mais crueldade do que você ver um chefe de família, sair de madrugada, com a marmita vazia...para ir em busca do sustento de seus filhos e de sua família...trabalhar de Sol a Sol e receber muitas vezes apenas um salário mínimo, no valor de R$ 622,00 enquanto o marginal, que tira a vida dos nossos entes queridos recebe R$ 915,00 de auxílio com a "bolsa bandido"...

* Fazendo logo um adendo para os DEFENSORES DE BANDIDOS nem precisarem se manifestar...Sei que o benefício se estende aos filhos do preso e somente àqueles que tinham carteira assinada ou que contribuíam com o INSS na ocasião do delito...ainda que entenda que os filhos não podem e não devam pagar pelos erros dos pais, não me parece JUSTO que o filho da vítima receba, em boa parte dos casos, um salário mínimo enquanto o filho do marginal tenha direito a um valor fixo de R$ 915,00

Existe maior crueldade do que saber que os nossos amigos de luta passam os finais de semana visitando os filhos e entes queridos numa cova fria de cemitério, enquanto os MARGINAIS recebem visitas íntimas e gozam dos prazeres da vida...completamente alheios e indiferentes a dor que causaram a essas famílias?!

Aos amigos, advogados, promotores e juízes...

"Teu dever é lutar pelo DIREITO, mas o dia em que encontrares o DIREITO em conflito com a JUSTIÇA, lute pela JUSTIÇA" (Eduardo Couture)


"Quando temos que ser a voz dos inocentes Justiça é o que se Busca" 

domingo, 16 de junho de 2013

CVV / Claudia Sobral

Conheça
O CVV - Centro de Valorização da Vida é uma das organizações não-governamentais (ONG) mais antigas do Brasil.

Fundada em 1962 por um grupo de voluntários, foi reconhecida como entidade de utilidade pública federal pelo decreto lei nº 73.348 de 20 de dezembro de 1973.

Sua atuação baseia-se essencialmente no trabalho voluntário de milhares de pessoas distribuídas por todas as regiões do Brasil.

É associado ao Befrienders Worldwide (http://www.befrienders.org/), entidade que congrega instituições de apoio emocional e prevenção do suicídio em todo o mundo.

Em 2004 e 2005 fez parte do Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde para definição da Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio.

Sua principal iniciativa é o Programa de Apoio Emocional realizado pelo telefone, chat, e-mil, VoIP, correspondência ou pessoalmente nos postos do CVV em todo o país (veja como acessar o serviço). Trata-se de um serviço gratuito, oferecido por voluntários que se colocam disponíveis à outra pessoa em uma conversa de ajuda e preocupados com os sentimentos dessa pessoa.

O Centro de Valorização mantém também o Francisca Julia Saúde Mental e Dependência Química e trouxe ao Brasil em 2004 o Programa Amigos do Zippy. Trata-se de um programa de desenvolvimento emocional para crianças de seis e sete anos em escolas públicas e particulares. Após o amadurecimento do Programa, foi fundada a Associação pela Saúde Emocional de Crianças - ASEC, para sua gestão. São mais de 18.500 crianças beneficiadas por ano em 323 instituições de 39 cidades. Conheça mais no site www.amigosdozippy.org.br.

Missão

Valorizar a vida, contribuindo para que as pessoas tenham uma vida mais plena e, conseqüentemente, prevenindo o suicídio.

Visão

Uma sociedade compreensiva, fraterna e solidária.
(As pessoas Vivendo Plenamente, tendo o CVV contribuído para isso)

Valores

Confiança na Tendência Construtiva da Natureza Humana
Trabalho Voluntário motivado pelo espírito samaritano, de acordo com a Proposta de Vida
Direção Centrada no Grupo
Aperfeiçoamento Contínuo
Comprometimento e Disciplina

http://www.cvv.org.br/site/conheca.html

Suicídio / Priscilla Odara

Pesquisas realizadas no mundo inteiro na área de psiquiatria revelam que cerca de 40% dos suicidas procuram os serviços de saúde dias ou semanas antes de tirar a própria vida. Segundo os estudos, eles chegam a estes locais sem especificar de que doenças estão sofrendo. Esse pode ser um último pedido de socorro. Um profissional de saúde preparado para enfrentar a situação tem condições de identificar o problema, ouvir a pessoa, encaminhá-la para uma terapia adequada e tentar evitar que o suicídio ocorra.
Calcula-se que um suicídio afete de 6 a 10 pessoas próximas à vítima, entre parentes e amigos. 
Segundo a Associação Internacional de Prevenção do Suicídio no Brasil, o profissional de saúde mental precisa estar atento e escutar o que o paciente tem a dizer. É importante uma empatia com esse paciente e que o profissional se disponha a ajudar a pessoa, caso perceba o risco do suicídio , observa. Na opinião do coordenador, por conta dos tabus que envolvem o assunto e pela ausência de discussão pública a respeito do tema, muitas vezes o profissional de saúde mental não tem a formação necessária para atender aquele paciente ou mesmo para identificar o problema. 
recomendações a familiares e amigos, para que estejam atentos a mudanças no comportamento das pessoas, que podem indicar uma propensão ao suicídio ou a outro transtorno mental. O isolamento e a redução drástica de atividades do cotidiano, desejo súbito de concluir alguns afazeres pessoais e deixar um testamento e sentimentos de solidão, impotência e desesperança podem ser indicativos.
**É muito importante aprender a se auto-perceber e não se permitir chegar ao fundo do poço gente, quando vcs perceberem que estão caindo por favor peçam ajuda, não esperem.

sábado, 15 de junho de 2013

O Menestrel / William Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Vida Plena segundo Carl Rogers

Observação Positiva:
"Vida Plena" é um processo, não um estado de ser. É uma direção, não um destino.
A "Vida Plena" é o processo do movimento numa direção que o organismo humano
seleciona quando é interiormente livre para se mover em qualquer direção, e as
características dessa direção escolhida revelam uma certa universalidade.
Observação Negativa:
"Vida Plena" não é um estado fixo. Não é um estado de virtude, de contentamento, de
nirvana ou de felicidade. Não é uma condição em que o indivíduo esteja adaptado, cumulado
ou atualizado. Não é um estado de redução de impulsos, de redução de tensão ou de
homeostase.
Características do Processo
1. Uma Abertura Crescente à Experiência
Esta atitude é oposta à atitude defensiva. A pessoa torna-se progressivamente mais capaz de
ouvir a si mesma, de experimentar o que se passa em si. Está mais aberta aos seus
sentimentos de receio, de desânimo e de desgosto. Fica igualmente mais aberta aos seus
sentimentos de coragem, de ternura e de fervor. É livre para viver os seus sentimentos
subjetivamente, como eles em si existem, e é igualmente livre para tomar consciência deles.
Torna-se mais capaz de viver completamente a experiência do seu organismo, em vez de o
impedir de atingir a consciência.
2. Aumento da Vivência Existencial
Esta característica implica uma tendência para viver plenamente cada momento. Uma pessoa
que esteja plenamente aberta a cada experiência nova, completamente desprovida de uma
atitude de defesa, vive cada momento da sua vida como novo. A configuração de
estímulos internos e externos que existe num determinado momento nunca antes existira
exatamente da mesma maneira. Por conseguinte, essa pessoa compreenderia que aquilo que
eu vou ser no próximo momento e aquilo que eu vou fazer nasce desse momento e não pode
ser previsto de antemão nem por mim nem pelos outros”.
Uma forma de exprimir a fluidez que está presente numa tal vivência existencial é dizer que
o eu e a personalidade emergem da experiência, em vez de dizer que a experiência foi
traduzida ou deformada para se ajustar a uma estrutura preconcebida do eu. Isto quer dizer
que uma pessoa se torna um participante e um observador do processo em curso da
experiência organísmica, em vez de controlá-lo.
Esse viver no momento significa uma ausência de rigidez, de organização estreita, de
imposição de uma estrutura à experiência. Significa muito especialmente um máximo de
adaptabilidade, uma descoberta de estrutura na experiência, uma organização fluente,
mutável, do eu e da personalidade. A maior parte de nós, porém, aplica à experiência uma
estrutura pré-fabricada, uma apreciação, e nunca a abandona, comprimindo e deformando a
experiência para adaptá-la às nossas idéias preconcebidas, irritados com os aspectos fugidios que a tornam tão difícil de adaptar às nossas esquadrias cuidadosamente construídas.
Abrir o espírito àquilo que se está a passar agora, e descobrir no processo presente a estrutura específica que se apresenta, tal é, uma das características da "Vida Plena".
3. Uma Confiança Crescente No Seu Organismo
A pessoa torna-se mais capaz de confiar nas suas reações organísmicas totais frente a uma
nova situação porque foi progressivamente descobrindo que, se estivesse aberta à sua
experiência, se fizesse o que sente que seria bom fazer, essas reações revelar-se-iam
um guia completo e digno de confiança do comportamento que realmente satisfaz. Os
defeitos que invalidam a confiança no processo em muitos de nós são a inclusão de
informações que não pertencem à situação presente, ou a exclusão de informação que lhe diz
respeito. É quando a memória e a aprendizagem anterior se introduzem nos cálculos, como
se fossem essa realidade e não memória e aprendizagem, que é fornecido como resposta um
comportamento errado.
4. O Processo De Um Funcionamento Mais Pleno
A pessoa torna-se mais capaz de experimentar todos os seus sentimentos e, por isso, passa a ter menos medo deles; filtra a sua própria experiência e mostra-se mais aberto aos
testemunhos que provêm de outras fontes; mergulha completamente no processo de ser e de se tornar o que é, descobrindo então que é profunda e radicalmente social; vive de um
modo mais pleno no momento que passa, pois aprende que é sempre essa a maneira mais
saudável de viver. A pessoa torna-se um organismo que funciona mais plenamente e, devido
à consciência de si mesmo que corre livremente na e através da sua experiência, torna-se
uma pessoa que funciona de um modo pleno.
Conclusão
Assim, adjetivos tais como feliz, satisfeito, contente, agradável, não parecem adequados para
uma descrição geral do processo de “Vida Plena”, mesmo que a pessoa envolvida neste
processo experimente cada um destes sentimentos nos devidos momentos. Mas os adjetivos
que parecem de um modo geral mais apropriados são: enriquecedor, apaixonante, valioso,
estimulante, significativo. O processo da “Vida Plena” não é um gênero de vida que
convenha aos que desanimam facilmente. Este processo implica a expansão e a maturação
de todas as potencialidades de uma pessoa. Implica a coragem de ser. Significa que se
mergulha em cheio na corrente da vida. E, no entanto, o que há de mais profundamente
apaixonante em relação aos seres humanos é que, quando a pessoa se torna livre
interiormente, escolhe esta “Vida Plena” como processo de transformação.
Extraído de: ROGERS, C.R. Tornar-se Pessoa (Cap.: – “Ser o que realmente se é: os
objetivos pessoais vistos por um terapeuta”). São Paulo: Martins Fontes, 5ª ed. 1997

Medo de ficar só ou de estar só / Marcia Longo

Medo de ficar só ou de estar só
Temos que refletir sobre por que é tão difícil para nós estarmos sós e devemos nos perguntar: "O que é difícil neste estado?" "Do que você sentirá falta?"

Através de perguntas como estas podemos entender que na verdade o medo de ficar só é um reflexo de algo anterior: o auto abandono. Eu também compartilho desta ideia de Lourdes. Quando tememos muito ficarmos sozinhos na verdade isto aponta para o fato de que de alguma forma não estamos fazendo por nós o que desejamos que o outro faça. Temos a esperança de que o outro nos suprirá com algo que necessitamos, mas na verdade somos nós que devemos atender as nossas necessidades e não colocarmos "nos ombros" dos outros tal responsabilidade.

Tudo o que você mais gosta que o outro faça por você quando está em um relacionamento é exatamente o que você não faz por você mesmo. E enquanto não olhar para dentro de si e descobrir suas reais necessidades e conseguir satisfazê-las, este medo continuará te assombrando.

Não estou dizendo que devemos ficar sós ou que relacionamentos não são bons, muito pelo contrário. O que quero mostrar é que relacionamentos são ótimos para nosso desenvolvimento pessoal, porém quando se torna uma obsessão "ter alguém" ou se teme desesperadamente ficar só, isto quer dizer que você não está tendo êxito em suprir suas próprias necessidades e tem a ilusão de que o outro pode supri-la. Na verdade o outro pode te ajudar nessa caminhada, mas só você pode fazer isto por você mesmo.

Se você está sozinho e está com medo da solidão, comece a se perguntar primeiro: o que você gosta tanto que o outro te faça? de que você sente falta?

O segundo passo é fazer isto por você mesmo. Exemplo: se eu temo ficar só porque tenho medo de não ter alguém ao meu lado nos momentos difíceis, isto indica que você não fica ao seu lado no momento das dificuldades, precisa do outro como bengala, não sente-se capaz de superar as dificuldades através de seu esforço. É o primeiro a se colocar para baixo, se martirizar por não ter feito isto ou aquilo, ou seja, não ficar ao seu lado, se dando força e se apoiando.

Seja este ou outro motivo que você teme a solidão, não deixe de fazer este exercício de autoanálise e principalmente começar a fazer por você o que espera que o outro fará.

sábado, 8 de junho de 2013

VÍTIMAS DA PEDOFILIA / Remo Rotella Jr.

As consequências do abuso sexual infantil apresentam sintomas que podem aparecer em várias fases da vida

Este artigo colocará em discussão os danos psíquicos e emocionais decorrentes do abuso sexual infantil, com sintomas que podem aparecer na infância, adolescência ou na idade adulta.
É fato muito raro que as crianças ou os adolescentes, que tenham sido ou estejam sendo molestados sexualmente por um adulto, demonstrem ter a consciência do que está ocorrendo e procurem a ajuda de um adulto, seja um familiar, educador ou alguém com quem tenham um vínculo, com o intuito de denunciar os abusos de que estão sendo vítimas. Comumente tendem a guardar segredo, principalmente se o pedófilo for um parente, tal como pai, irmão, primo, padrasto ou um amigo que mantenha um forte vínculo de confiança com os pais.
Na mente infantil, que ainda está em desenvolvimento, o fato traumático, consequente do abuso sexual, e a necessidade da manutenção do segredo acarretam uma situação de forte angústia e alterações do comportamento. Isso acontece devido à incapacidade de um psiquismo em desenvolvimento, que é o da criança, poder elaborar o trauma emocional causado pela situação do abuso de que foi vítima.
O trauma emocional, não elaborado, aparecerá mais tarde, na vida dos indivíduos que foram vítimas desse tipo de abuso, sob a forma de sintomas e alterações do funcionamento psíquico das mais variadas formas, tais como: 
• Acentuado rebaixamento da autoestima, que se expressa sob a forma de descrença em si mesmo e grande dificuldade para reconhecer e valorizar seus potenciais afetivos e intelectuais.
• O rebaixamento da autoestima abre caminho para o surgimento de sintomas de depressão emocional, o que aumentará a descrença do indivíduo em si mesmo.
• A pessoa descrente de si mesma e, por consequência, descrente dos outros, desenvolve um profundo sentimento de desamparo afetivo, que, quando associado a sintomas depressivos, tende a gerar sentimentos de desesperança e ansiedade. 
• Os sentimentos de desesperança, desamparo e ansiedade, frequentemente, ocasionam crises de Ansiedade tipo Pânico ou, em muitos casos, a Síndrome do Pânico, que leva esses indivíduos a procurarem por ajuda psiquiátrica e ou psicoterápica, para resolverem o drama interno e o sofrimento psíquico de que são vítimas.
Além do que foi descrito, o trabalho psíquico com adultos que foram sexualmente abusados na infância, tem mostrado, com frequência, o fato de que essas pessoas, apresentando dificuldades para estabelecerem vínculos afetivos, tendem a se ligar a pessoas com graus de sadismo, que, de alguma maneira, reproduzem nos relacionamentos afetivos situações de violência física ou psíquica, humilhação, desprezo e desconsideração, para falar das mais frequentes, o que nos leva à indagação: Até que ponto esses adultos de que estamos falando, que sofreram com essa prática, ao se ligarem a pessoas que os maltratem, cometendo, inclusive, atos de abuso, não estão tentando resolver, psiquicamente, a situação da qual foram vítimas um dia, ou seja, o próprio abuso sexual?

Remo Rotella Jr. é médico psiquiatra e psicanalista. Membro da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

http://brasil-sempedofilia.blogspot.com.br/2013/06/vitimas-da-pedofilia.html


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Comissão dá aval para "bolsa estupro" / Por Eduardo Bresciani / Brasília, estadao.com.br

ABSURDO!!! EM VEZ DE PREVENIR, VÃO REMEDIAR. MAIS UM INCENTIVO AO CRIME QUE É O ESTUPRO...BYA.

Só com voto contrário da bancada do PT, bancada evangélica consegue aprovar Estatuto do Nascituro; feministas criticam proposta.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que dá direitos ao feto e cria uma espécie de "bolsa-estupro" para mulheres que decidirem ter o filho, apesar de ser fruto de um crime.
A votação do chamado Estatuto do Nascituro ocorreu com forte mobilização da bancada evangélica e tem como objetivo criar mecanismos para impedir a ampliação de casos em que o aborto é legal e criar incentivos para que as mulheres não optem pela medida na situação de estupro, já permitida. O projeto precisa ainda passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir a plenário - e seguir para o Senado. Apenas a bancada do PT se posicionou contra o projeto.
Custo. A proposta, que já teve o mérito aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família, precisou passar pela Comissão de Finanças e Tributação porque cria uma despesa para os cofres públicos ao obrigar o Estado a arcar com custos da mulher durante a gestação e da criança até a adoção ou identificação do pai em casos de estupro. O relator, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez uma pequena alteração em relação a esse tema, prevendo que o efeito financeiro só ocorrerá no ano seguinte da aprovação final da proposta.
A votação ocorreu em meio à pressão de grupos feministas e religiosos. Enquanto as primeiras destacavam o apelido de "bolsa-estupro", os ligados a movimentos religiosos enfatizavam a defesa do "direito à vida" na proposta.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) foi uma das que criticaram a aprovação. "É uma bolsa-estupro, é dizer que não tem problema a mulher ser estuprada. Estamos comprando sua vida e pagando pelo que sofreu", afirmou.
Outros parlamentares do PT se posicionaram na mesma direção, classificando a proposta de retrocesso. O líder do partido, José Guimarães (CE), compareceu à reunião e destacou que a bancada conseguiu segurar o andamento desse tipo de proposta por dois anos, mas que não era mais possível impedir a aprovação.
O relator, por sua vez, afirmou que o auxílio financeiro não pode ser vinculado ao crime. "Querer tipificar o auxílio pelo crime é um erro social, o que estamos fazendo é dando uma opção para a mulher vítima desse crime ao permitir que o Estado dê assistência e auxílio a ela e à criança, caso a mulher opte por ter o filho", disse Eduardo Cunha.
Ele destacou que a proposta é importante para os que são contrários a todo tipo de aborto porque estabelece direitos desde a concepção. "Esse reconhecimento de que a vida começa na concepção é importante do ponto de vista legislativo."
A bancada evangélica se mobilizou para que possa festejar a aprovação em evento convocado pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, que pretende reunir dezenas de milhares de pessoas na frente do Congresso Nacional para defender bandeiras contra o aborto e o casamento gay.
Cura gay. A bancada já tinha tentado aprovar ontem na Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo pastor Marco Feliciano (PSC-SP), um projeto que suspende resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe profissionais da área de fazer "tratamento" contra a homossexualidade, proposta apelidada de "cura gay". Um pedido de vista, porém, impediu a aprovação ontem.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Pornografia Infantil / Paulo Novaes Silva

No mundo inteiro, a pornografia infantil eletrônica tornou-se uma nova modalidade de comunicação entre os usuários da Internet, atraindo adultos, jovens e crianças através dos enunciados sobre a pedofilia virtual. A dimensão eletrônica deste tipo de pornografia é reveladora de uma linguagem visual e imaginária, onde a expressão sexual do adulto é representada pela banalização da sexualidade infantil.
Isto significa que a tendência infantil da condição humana é freqüentemente convocada na pedofilia virtual, na medida em que a mensagem preconizada aponta para a idéia de que as crianças estão ao alcance das mãos (através dos olhos). A criança como objeto da libido corresponde a uma fantasia retroativa, que exprime a pulsão sexual em seu estado nascente. Neste sentido, a imagem do pequeno corpo se assemelha com um brinquedo erótico apreciado pelos adultos que sentem atração sexual por crianças.
Além de registrar o abuso de crianças e bebês, a pornografia eletrônica é também uma forma rentável de exploração de meninas e meninos. Ela incentiva a prostituição infantil com fotos, DVDs e vídeos mostrando nus de adolescentes em poses eróticas. A atitude criminosa das pessoas que trabalham para as redes internacionais de pornografia infantil consiste, entre outras, em enganar e seduzir famílias que deixam os filhos posarem para fotos pseudo-artísticas.
É verdade que muitos internautas desavisados, quando se deparam com este material, ficam perplexos e horrorizados com as imagens de sexo explícito com a criança e procuram os canais competentes de denúncia. Entretanto, os que recorrem às imagens obscenas encontram um tipo de sensação e satisfação apenas auto-erótica, enquanto outros acreditam que podem - de fato - manter relações carnais com a criança. Ainda se sabe muito pouco sobre a influência da pornografia infantil no adulto; mesmo que possam reascender processos recalcados e mal resolvidos no indivíduo, dificilmente ficamos indiferentes ao inusitado das cenas da pedofilia virtual, em particular porque elas registram o sofrimento real dos sobreviventes destas experiências.





quarta-feira, 5 de junho de 2013

Relato da Ângela Chaves

'Estava presa naquilo', diz mulher que relata 10 anos de abusos em livro

"Uma noite ele me deu um beijo na boca, perto da mãe, que estava cozinhando. Ela estava de costas. Isso eu sei que ela não viu. Fiquei paralisada, com nojo e com medo". O relato está presente no livro "Lágrimas de Silêncio", lançado pela escritora Ângela Chaves. Aos 49 anos, casada e mãe de cinco filhos, a estudante de sociologia conta a história de horror que viveu dos 7 aos 17 anos, quando foi constantemente abusada pelo pai e pelo irmão mais velho.

A pedofilia é mais comum do que se imagina. A cada dia são 11 novos casos de menores vítimas de crimes sexuais no Rio Grande do Sul. Infância roubada geralmente por alguém muito próximo. Em 90% dos casos de abuso, um familiar, vizinho ou amigo está envolvido. Nos quatro primeiros meses do ano, 1,2 mil crianças e adolescentes foram vítimas no estado, como mostra a reportagem do Bom Dia Rio Grande, da RBS TV (veja o vídeo).

A escritora conta que o pai era violento. Ele a fazia ingerir bebidas alcoólicas até ficar embriagada e a obrigava a ter relações sexuais com ele. "Eu chorava, eu apanhava, eu tentava gritar. Ele me batia muito", relata. Por isso, seu objetivo com o livro é alertar para um perigo real e que pode passar despercebido. "Eu tive que ir aceitando o que a vida ia me dando sem poder escolher. Então eu não quero que outras meninas passem por isso", reforça.

Em meio a esta triste história, a mãe de Ângela se omitiu. Assim, aos 15 anos ela teve uma filha do pai e, aos 17, outra do irmão. Sua única saída foi fugir de casa. Quando conseguiu, não teve amparo e precisou se prostituir. "Eu já me perguntei isso, por que eu não tive força pra reagir. Eu estava presa naquilo ali", desabafa.
Ângela acredita que os estragos causados pelo horror que enfrentou são permanentes. Ela faz tratamento psiquiátrico há oito anos para combater a fragilidade emocional e se reestruturar. "Eu estou reconstruindo minha vida. Já faz tempo que eu venho juntando os cacos", comenta. Depois de escrever o livro, passou a dar palestras para ajudar outras vítimas de abuso sexual.

Psicóloga descreve sinais da pedofilia
Crianças e adolescentes que são vítimas de abusos sexuais geralmente sofrem em silêncio. Para a psicóloga Suzana Braun, é importante que os pais fiquem atentos a sintomas na rotina e no comportamento dos filhos. "Pesadelos à noite, baixo rendimento na escola, não querer ficar sob o cuidado de outras pessoas podem ser sinais", exemplifica.


Os abusadores geralmente sofrem de um transtorno sexual, chamado parafilia, e não param no primeiro ataque. Na maioria das vezes, os casos levam de 6 a 10 anos para serem descobertos.

A psicóloga alerta para os mitos existentes em torno da violência sexual. "Se diz que criança mente, que criança inventa, que criança fantasia", pontua. Suzana defende a necessidade de se criar um olhar de diagnóstico. O primeiro passo seria acreditar nas crianças e então buscar as informações necessárias para responsabilizar ou não o suposto agressor.

Como denunciar o abuso sexual
Hoje, o Rio Grande do Sul conta com 16 delegacias especializadas no atendimento à criança e ao adolescente. As denúncias também podem ser feitas pelo serviço Disque Denúncia Nacional, o Disque 100.


http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/265-generos-em-noticias/19095-estava-presa-naquilo-diz-mulher-que-relata-10-anos-de-abusos-em-livro


terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Aline Amor - Feminismo na rede.

"Hoje fui estuprada. Subiram em cima de mim, invadiram meu corpo e eu não pude fazer nada. Você não vai querer saber dos detalhes. Eu não quero lembrar dos detalhes. Ele parecia estar gostando e foi até o fim. Não precisou apontar uma arma para a minha cabeça. Eu já estava apavorada. Não precisou me esfolar ou esmurrar. A violência me atingiu por dentro.

A calcinha, em frangalhos no chão, só não ficou mais arrasada do que eu. Depois que ele terminou e foi embora, fiquei alguns minutos com a cara no chão, tentando me lembrar do rosto do agressor. Eu não sei o seu nome, não sei o que faz da vida. Mas eu sei quem me estuprou.

Quem me estuprou foi a pessoa que disse que quando uma mulher diz “não”, na verdade, está querendo dizer “sim”. Não porque esse sujeito, só por dizer isso, seja um estuprador em potencial. Não. Mas porque é esse tipo de pessoa que valida e reforça a ação do cara que abusou do meu corpo.

Então, quem me estuprou também foi o cara que assoviou para mim na rua. Aquele, que mesmo não me conhecendo, achava que tinha o direito de invadir o meu espaço. Quem me estuprou foi quem achou que, se eu estava sozinha na rua, na balada ou em qualquer outro lugar do planeta, é porque eu estava à disposição.

Quem me estuprou foram aqueles que passaram a acreditar que toda mulher, no fundo no fundo, alimenta a fantasia de ser estuprada. Foram aqueles que aprenderam com os filmes pornô que o sexo dá mais tesão quando é degradante pra mulher. Quando ela está claramente sofrendo e sendo humilhada. Quando é feito à força.

Quem me estuprou foi o cara que disse que alguns estupradores merecem um abraço. Foi o comediante que fez graça com mulheres sendo assediadas no transporte público. Foi todo mundo que riu dessa piada. Foi todo mundo que defendeu o direito de fazer piadas sobre esse momento de puro horror.

Quem me estuprou foram as propagandas que disseram que é ok uma mulher ser agarrada e ter a roupa arrancada sem o consentimento dela. Quem me estuprou foram as propagandas que repetidas vezes insinuaram que mulher é mercadoria. Que pode ser consumida e abusada. Que existe somente para satisfazer o apetite sexual do público-alvo.

Quem me estuprou foi o padre que disse que, se isso aconteceu, foi porque eu consenti. Foi também o padre que disse que um estuprador até pode ser perdoado, mas uma mulher que aborta não. Quem me estuprou foi a igreja, que durante séculos se empenhou a me reduzir, a me submeter, a me calar.

Quem me estuprou foram aquelas pessoas que, mesmo depois do ocorrido, insistem que a culpada sou eu. Que eu pedi para isso acontecer. Que eu estava querendo. Que minha roupa era curta demais. Que eu bebi demais. Que eu sou uma vadia.

Ainda sou capaz de sentir o cheiro nauseante do meu agressor. Está por toda parte. E então eu percebo que, mesmo se esse cara não existisse, mesmo se ele nunca tivesse cruzado o meu caminho, eu não estaria a salvo de ter sido destroçada e de ter tido a vagina arrebentada. Porque não foi só aquele cara que me estuprou. Foi uma cultura inteira.

Esse texto é fictício. Eu não fui estuprada hoje. Mas certamente outras mulheres foram."

sábado, 1 de junho de 2013

Estupro e a Moderna Shurpanakha / Bhagavan Prema

“A exposição sexual da atualidade é sem paralelo na história da humanidade. Porque pornografia e sexo exercem poderosa atração sobre nós, se deixarmos isso livre, nossa sociedade ruirá diante de nossos olhos. Teremos milhões de pessoas com vícios sexuais”. – Dr. Kevin B. Skinner, autor do livroTreating Pornography Addiction
No Rio de Janeiro, uma jovem americana de vinte e um anos é sequestrada junto com o namorado francês em uma van. Os sequestradores os mantêm cativos por seis horas, ao longo do que cinco homens estupram a mulher oito vezes, quebram o seu nariz e espancam a todo momento o namorado que é obrigado a assistir a tudo. Em Nova Delhi, uma mulher de vinte e três anos é estuprada em um ônibus pelo trocador e pelo restante dos passageiros, que eram em número de cinco homens. Devido à violência, a mulher falece um mês depois do evento hediondo. Nos Estados Unidos, um homem mantém três mulheres sequestradas por uma década. Todas sofrem violências sexuais frequentes, uma delas tendo engravidado cinco vezes e tendo sido submetida a aborto todas as vezes por espancamento na barriga e privação de alimento.
Embora estes casos de estupro tenham recebido repercussão mundial, não são casos isolados, senão que os índices de estupro no mundo são crescentes. Nos Estados Unidos, uma mulher é estuprada a cada dois minutos, e na África, que lidera as estatísticas, uma mulher é estuprada a cada dezessete segundos. Os números, é claro, não incluem as mulheres que sofrem em silêncio. No Brasil, entre os anos de 2009 e 2013, os casos de estupro cresceram cerca de 300%.
As mulheres de toda parte do mundo definitivamente precisam de melhor segurança. Precisamos de uma força policial mais vigilante, linhas de telefone disponíveis para orientações preventivas e para denúncia, bem como punições mais severas e rápidas para crimes sexuais.
Contudo, melhor segurança será o bastante? Ou nossa sociedade sofre de um mal-estar mais profundamente arraigado, cujo um dos sintomas intoleravelmente desprezíveis é o repulsivo ato do estupro? Afinal, os noticiários periodicamente relatam incidentes de assustadora violência sexual. Um professor obtém favores sexuais de uma aluna em sala de aula, pai incestuoso abusa de sua filha na presença de seu filho, mãe e filha esfaqueiam à morte homem com o qual ambas tiveram um caso – estas são as manchetes de apenas uma semana de notícias.
Certamente algo está terrivelmente errado em nossa sociedade, mas o que é?
O tópico de violência sexual é complexo. Aqui, focarei um importante aspecto muito fortemente negligenciado pela mídia porém iluminado pela sabedoria védica.
O Pouco Discutido Fator Shurpanakha
Na tradição védica, o demônio Ravana, o vilão do Ramayana, é o emblema da luxúria. Ele era tão dominado pela luxúria que raptava mulheres atraentes onde quer que as encontrasse e forçava-as a se juntarem a seu harém. Ele até mesmo estuprou uma parente, a ninfa celestial Rambha, que era esposa de seu sobrinho.
Depois desse episódio, ele foi amaldiçoado a morrer caso alguma vez tentasse novamente estuprar uma mulher. Então, quando ele raptou Sita para desfrutar sexualmente dela, ele ameaçou matá-la e comê-la caso ela não se desse a ele voluntariamente.
Assim, pela causa de gratificar seu apetite sexual, ele tinha inclinação não apenas a estuprar, mas também a agredir mulheres de outras formas físicas e emocionais. Ele, por fim, encontrou um fim justo quando recebeu a pena de morte pelas mãos do Senhor Rama.
A perversidade de Ravana é bem conhecida, mas um detalhe crucial e subjacente de sua perversidade é pouco conhecido. O Ramayana descreve que, embora os pensamentos de Ravana inicialmente estivessem persuadindo-o a possuir Sita, ele abandonou suas intenções nefastas quando foi informado sobre o inigualável poder de Rama. Contudo, quando sua maliciosa irmã Shurpanakha incitou-o mediante a descrição da beleza de Sita de forma explícita e provocativa, ele perdeu toda a razão e convidou sua própria destruição. Shurpanakha tinha seus interesses pessoais e usou Ravana como fantoche excitando-o.
Ramayana é o relato de eventos antigos fatuais, mas também demonstra princípios eternos, que se repetem ao longo da História. Ravana obviamente representa os pervertidos sexuais. O que Shurpanakha representa? Ela representa as forças que incitam as pessoas sexualmente e fazem-nas se comportarem de maneiras ravânicas.
A Shurpanakha Moderna
O principal incitador sexual da atualidade, a moderna Shurpanakha, é o mundo comercial que usa o sexo para vender seus produtos. O mundo comercial sabe que o sexo é a melhor ferramenta de promoção de vendas porque nada prende mais a atenção das pessoas e precipita a imaginação do que sexo. Assim, o sexo é explorado como o mercadizador onipresente, e assim nossa cultura é preenchida por imagens sexualmente provocantes.
Essa exploração comercial do sexo é cada vez mais evidente e escandalosa na indústria do entretenimento, especialmente em Hollywood e Bollywood, onde o sexo é muito possivelmente o mais glamuroso produto à venda. E a moderna Shurpanakha mostra ostensivamente o seu pior na indústria pornográfica, na qual o sexo, com destaque crescente para o sexo brutal, é o único produto à venda. Sites, revistas, livros, DVDs, canais fechados etc. com conteúdo pornográfico representam uma das indústrias globais mais lucrativas. Somente nos Estados Unidos, o rendimento financeiro da pornografia é maior do que o rendimento combinado de todas as franquias profissionais de futebol, beisebol e basquetebol.
Devido a essa exploração comercial maciça, o sexo é empurrado sobre nós de todas as direções: TV, teatro, internet, revistas e outdoors. Praticamente para qualquer lugar que olhemos, imagens sexualmente provocativas nos saltam aos olhos. A forma como a cultura humana tornou-se sexualizada nas últimas décadas não tem precedentes na história global, como a citação inicial do Dr. Skinner testifica.
Qual é o efeito desse incessante bombardeamento sexual sobre seus alvos?
As pessoas podem algumas vezes resistir à tentação de comprar os produtos específicos promovidos com propaganda de apelo sexual, mas é muito mais difícil resistir ao superestímulo sexual genérico. Para muitas pessoas, esses desejos sexuais ressoam no coração e crescem no coração até encontrarem uma vazão para se expressarem. Então, como a lava cuspida por um vulcão em erupção, esses desejos explodem e violentam aqueles que desafortunadamente estejam no caminho. Aqueles que são controlados por semelhantes desejos se tornam os Ravanas modernos. Na verdade, terminam se tornando piores do que o Ravana do Ramayana – a violência brutal dos estupradores de Delhi, por exemplo, em muito excede o que Ravana fez a qualquer mulher. Tais homens pervertidos precisam ser rápida e visivelmente punidos com toda a severidade necessária, tal como o Senhor Rama fez com Ravana.
Contudo, também temos que lembrar que a Shurpanakha que os incitou também está incitando a todos, inclusive nós. É claro que a crueldade dos estupradores de Delhi é impensável à maioria de nós, mas, considerando que toda violência sexual é pavorosa e que acontece com frequência no mundo todo, seria certamente ingênuo ou simplista demonizar apenas tais estupradores e chamarmos de apenas atrevidos ou algo similar os demais, incluindo nós mesmos.
A Consequência Mortal da Liberalização
Na verdade, estamos cada vez mais vulneráveis, pois a moderna Shurpanakha incita-nos de maneiras cada vez mais traiçoeiras. Ela faz com que acreditemos que nos tornarmos sua marionete, isto é, nos tornarmos sexualmente excitados, é um sinal de liberalização. Para entendermos como a liberalização pode nos ser uma armadilha, consideremos primeiramente uma análise lógica para a restrição sexual.
Bhagavad-gita (7.10) nos oferece um critério para a santidade do sexo: quando é feito dentro da jurisdição do dharma, ele nos oferece a oportunidade de experienciarmos o Divino. O sexo permite que nos tornemos cocriadores com Deus no trazimento de nova vida ao mundo.
Ao mesmo tempo, a sabedoria do Bhagavad-gita alerta-nos que, quando o sexo é divorciado de sua perspectiva e de seu propósito divinos, ele se torna motivado por uma força mortal que impele as pessoas à imoralidade e até mesmo à animalidade. No Bhagavad-gita (3.36), Arjuna pergunta a Krishna: “O que faz as pessoas agirem pecaminosamente até mesmo contra a própria vontade delas?”. Essa pergunta eternamente relevante ecoa no presente. Krishna responde (Bhagavad-gita3.37) que o nocivo impulsionador interno é a luxúria, que é o inimigo pecaminoso que a tudo devora neste mundo. Ele, então, delineia como uma cultura filosoficamente informada e devocionalmente centrada nos dota com o poder necessário para mantermos a luxúria sob controle.
Tradicionalmente, os votos sagrados do matrimônio era a inviolável cerca que refreava a força sexual. A moderna Shurpanakha nos convenceu de que essa cerca é excessivamente retrógrada e repressiva, em virtude do que temos que nos libertar dela. Assim convencidos, aprovamos a libertação dessa força para além da cerca convencionada toda vez que nos alegramos com imagens, linguagens e música sexualmente explícitas.
Porém, uma vez que a luxúria é solta, ela pode rapidamente sair de controle. O Bhagavad-gita (3.39) informa isso declarando que a luxúria é como um incêndio insaciável. A indulgência, em vez de extinguir o fogo, age como o combustível. Assim, quando libertamos um pouco a força da luxúria através da indulgência, ela se torna mais forte e exige mais liberdade através de mais indulgência. Quando consentimos, se torna ainda mais forte e exige ainda mais liberdade, perpetuando assim um círculo vicioso. O que talvez considerássemos desarrazoado, inescrupuloso ou irresponsável antes de liberarmos a luxúria pode, com o tempo, se tornar aceitável, então agradável e, finalmente, irresistível. Muitas pessoas se pervertem sexualmente em virtude da moderna Shurpanakha.
Essa mesma séria verdade é transmitida poeticamente pelo satirista inglês Alexander Pope:
O vício é uma monstra de tão feio aspecto,
Que para abominá-lo basta a vista;
Mas se o vemos demais, a face horrenda
De abjeta a familiar, chega a benquista
(Paráfrase: O vício é uma monstra tão horrenda [o autor usa a figura feminina para transmitir o perigoso poder de sedução da criatura] que, se o vemos mesmo que uma só vez, o odiamos. Mas se continuamos vendo-o regularmente, seremos vitimados por seus charmes e iremos aderir a ele).
Compreender essa natureza insidiosa da luxúria pode nos ajudar a ver a conexão entre a exploração comercial genérica do sexo e a violência sexual específica do estupro: a força que estamos liberando com o nome de liberalização é a mesma força que, em um estágio posterior, impele o crime bestial.
A maioria dos comerciais na mídia retrata o sexo de forma romântica e consensual. A censurável glamorização do sexo violento em formas extremas de pornografia é uma exceção significativa e crescente. Contudo, mesmo se deixarmos de lado a exceção, o fato permanece que mesmo a retratação comercial do sexo romântico incita o monstro da luxúria, e, uma vez que essa fera terrível é desperta, pode ficar cega à diferença entre sexo santificado e sexo profano. O monstro pode ficar mais cego a ponto de não mais distinguir entre sexo consensual e sexo forçado. E no auge da cegueira, pode não mais distinguir entre apenas sexo e sexo misturado com violência, tortura, mutilação e assassinato. Devido à sua natureza cegante, o Bhagavad-gita nos alerta que a luxúria é “o destruidor do conhecimento e da inteligência” (Bhagavad-gita 3.41) e “nosso eterno inimigo” (Bhagavad-gita 3.39).
De modo algum essa análise metafórica da luxúria como um monstro se destina a tirar a culpa dos estupradores, haja vista que eles são responsáveis por permitirem que o monstro os perverta. Essa análise, contudo, nos ajuda a ver que seu barbarismo não é uma anomalia que pode ser retificada simplesmente por meio de medidas legais mais contundentes, senão que se trata de uma consequência deplorável porém natural da febril sexualização que permeia toda a nossa cultura.
Os revoltantes estupros noticiados podem ser tidos como o alerta para nos darmos conta de que estamos sendo manipulados por pessoas e incorporações com interesses egoístas que estão explorando nossa sexualidade para encherem suas contas bancárias enquanto impulsionam em nós um autodestrutivo redemoinho de uma luxúria sempre em agravamento. A liberalização é a manobra que está nos enganando de tal forma que voluntariamente, e até mesmo avidamente, joguemos o jogo da moderna Shurpanakha.
Se não frearmos a moderna Shurpanakha, então, assim como o conhecimento do poder de Rama não deteve Ravana, o demônio enlouquecido pela luxúria, o conhecimento de severas punições legais não deterá os Ravanas modernos.
O Fetiche Autodestrutivo de Ser Politicamente Correto
Falar hoje contra a liberalização é algo amplamente considerado politicamente incorreto. Quem tem a audácia de sugerir que pode haver algo de errado na liberalização é imediatamente silenciado por uma ensurdecedora reação política.
Pertinentemente, o Ramayana retrata como a atração por ser politicamente correto pode ser algo autodestrutivo. Pouco depois que Ravana, manipulado pelas mãos de Shurpanakha, raptou Sita, ele começou a testemunhar as consequências de sua tolice suicida: Hanuman, com sua bravura incendiária, reduziu quase metade de Lanka, o reino de Ravana, a cinzas.
O aflito Ravana convocou uma reunião emergencial de seu conselho de ministros para decidirem medidas preventivas de defesa. Nesse conselho, dizer que Ravana havia errado ao ter sequestrado Sita era politicamente incorreto. Então, seus ministros bajuladores apenas recomendaram melhores medidas de segurança para Lanka como a solução. Quase ninguém ousou ser politicamente incorreto. A única voz contrária ao politicamente correto foi de Vibhishana, que ousada e firmemente tentou estimular Ravana a abandonar seu desejo por desfrutar de Sita e devolvê-la a Rama.
Infelizmente, Ravana estava tão possuído pelo monstro da luxúria que sequer cogitou aquele poderoso conselho. Ele rudemente calou a voz discordante de Vibhishana e, deste modo, selou seu pacto com a morte.
Embora os paralelos desta situação do Ramayana com as consequências de muitos casos de estupro possam ser grosseiros, seu ponto central é válido e vital: escolheremos ser politicamente corretos ou sermos reformados corretamente?
Reespiritualização Liberalizadora
Caso escolhamos reformar, é possível que cada um de nós faça uma contribuição tangível. Todos nós temos o poder de pararmos de ser marionetes da Shurpanakha moderna; podemos individualmente nos rebelar contra a furiosa sexualização de nossa cultura. Cada vez que nos vistamos, cada vez que olhemos para outros, cada vez que respondamos a uma linguagem sexualmente explícita ou dissimulada, temos o poder de fazer uma declaração: “Não mais seremos marionetes nas mãos daqueles que exploram a nossa sexualidade”. Toda declaração como essa não é apenas uma declaração, mas também uma contribuição para a progressiva cura da febre sexual que é pandêmica em nossa cultura.
A fim de ajudar nessa cura, a sabedoria do Bhagavad-gita nos oferece uma fundação intelectual e um trajeto prático. Ajuda-nos a compreendermos que não somos o corpo, mas almas espirituais. Somos amadas partes de Krishna, que é o nosso Senhor todo-atrativo e todo-amoroso. Nossa obsessão por sexo é um reflexo corrompido de nosso amor original por Krishna. Redirecionando nosso amor a Krishna, podemos gozar de uma profunda felicidade interna, que nos ajuda a regular e a transcender o desejo sexual.
E o processo do serviço devocional oferece-nos meios práticos pelos quais podemos redirecionar nosso amor para Krishna. A cultura devocional é naturalmente centrada em Krishna e minimiza todas as distrações. Esse é o porquê de nem os homens nem as mulheres darem ênfase à sua sexualidade ou exacerbarem a mesma, mas, em vez disso, ambos se centrarem no desenvolvimento de sua espiritualidade latente. Vemos uns aos outros não como potenciais objetos sexuais, mas como seres espirituais, como pessoas que viajam juntas em uma épica viagem devocional de volta a Krishna. Tal visão nos ajuda a buscarmos a satisfação interior sem nos divergirmos. Quanto mais espiritualmente satisfeitos nós ficamos, mais ficamos libertos da constante avidez por sexo. Quando nossa energia mental não mais é perpetuamente dissipada por fantasias sexuais, tornamo-nos livres para utilizar completamente nossas habilidades e nossos recursos para o bem-estar holístico tanto nosso quanto de outros. Isso, com efeito, é a verdadeira liberalização.
Reduzirmos a sexualização de nossa cultura e participarmos de sua reespiritualização – eis os dois componentes da solução definitiva para o profundamente enraizado problema da violência sexual.