sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Perigo nos Aeroportos.

Em janeiro, minha filha de 13 anos, saiu de São Paulo e fez conexâo em Brasília. O vôo foi pela TAM. Durante 06 horas ela permaneceu sozinha no saguão, sem nenhum acompanhamento, sem nenhuma assistência. Se há salas VIP's, por que não há salas para os menores? E, se algum maníaco, alguém mal intencionado machucasse a minha filha? É claro que estamos tomando providências cabíveis, mas até quando vai o descaso com as nossas crianças?

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vou...

Sonho com um amor que nunca tive.
Reflito sobre ele com tal paixão quase real.
Quase real, porque não é.
Meu amor sempre foi simbolizado por alguém imaginário que não existe.
Mas está na hora de abandonar essa ideologia.
Ideologia fantasiosa e angustiante,
De alguém que parece tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.

Adeus, meu anjo.
Posso até nunca ter te encontrado, mas a sensação que tenho é que convivi com você a vida toda... sem te ter.
Por isso me despeço, tentando viver a minha vida, porque a nossa vida juntos já vivi a vida toda e nem sequer te encontrei.

Vou junto com a brisa afável que acaricia a superfície do mar, sem mágoa, nem dor. Vou apenas amando-o. Amando a você, que nunca tive, mas odiando a ideologia que eu mesmo criei.

(Webert Gomes)


Gente, os poemas do Webert são demais. Visitem o blog dele: www.webertgomes.blogspot.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dicas dos Livros do Mês de Fevereiro:

· Comer, Rezar e Amar (Liz Gilbert)

· Clarissa (Érico Veríssimo)

· O Desejado – A Fascinante História de Dom Sebastião (Aydanes Roriz)

· A Guerra de Clara (Clara Kramer)

· As Vidas de Chico Xavier (Marcel Souto Maior)

O livro Comer, Rezar e Amar pode parecer de auto-ajuda, mas não é. É a história de uma mulher que aos 34 anos entra em crise aguda e decide procurar uma razão para viver. Entre elas, o seu encontro com Deus. Ela larga um casamento, o trabalho e parte para o auto-conhecimento. Nem tudo são flores. Muitas crises, muito choro e desespero, mas ela consegue se encontrar. O livro simplesmente narra essa jornada, não só exterior, mas também interior. A seguir, coloco frases do livro que achei belas.

· “Bel far niente”- a beleza de não fazer nada. Simplesmente, curtir o ócio!

· “L’amor che move il sole e l’altre stelle” – o amor que move o Sol e as outras estrelas (Dante – Divina Comédia).

· “Dal centro della mia vita venne una grande fontana” – do centro da minha vida veio um grande chafariz...(Laiise Gliick).

· “L’arte d’arrangiarsi” – a arte de produzir algo a partir do nada.

· “Afinal de contas, você é o que pensa. As suas emoções são escravas dos seus pensamentos, e você é escravo de suas emoções” (Liz Gilbert).

· “Em vez de tentar tirar os pensamentos da sua mente na marra, arrume alguma coisa melhor para sua mente brincar. Alguma coisa mais saudável. Tipo puro e divino amor” (Richard do Texas).

· “Há um motivo pelo qual usamos a expressão “salto de fé” – porque a decisão de aceitar qualquer idéia de divindade é um salto tremendo do racional em direção ao desconhecido... Se a fé fosse racional, não seria – por definição – fé. A fé é crença naquilo que não se pode ver, provar ou tocar. Fé é mergulhar de cabeça e em velocidade total rumo à escuridão” (Liz Gilbert).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Depressão – há cura?

No domingo, dia 07, no Canal Livre da BAND passou um programa sobre a depressão. Foram ouvidos dois importantes psiquiatras: Dr. Ricardo Moreno e Dr. Geraldo Possendoro.

A discussão foi em torno da cura da depressão e do grande índice de pessoas depressivas. Várias coisas foram ditas, vários fatos demonstrados:

  • A depressão é sim uma doença e é uma doença que mata.
  • O suicídio pode ser involuntário (10 a 15% de depressivos se matam).
  • É uma doença, que apesar de já existir desde primórdios, é considerada como mal moderno, provocada principalmente pelo stress.
  • Para uma depressão profunda não há cura.
  • 60% dos depressivos deverão usar os remédios para o resto da vida.
  • 40% dos depressivos “leves” alcançam a cura.
  • A importância da terapia com um psicólogo é fundamental.
  • É muito importante procurar um psiquiatra. Pois ele é um médico, assim como o é um cardiologista, um pediatra, etc. Como médico, o psiquiatra poderá fazer uma avaliação e poderá prescrever os remédios (já repararam que quando dizemos que frequentamos um psicólogo, os outros acham legal e ainda perguntam como é a terapia. Mas se dizemos que vamos ao psiquiatra, te olham como você fosse uma louca / um louco)???
  • Há muito preconceito contra os psiquiatras, muitas vezes vindo de outros médicos.
  • Há um enorme preconceito contra os depressivos (muitos acham que é “frescura”, falta do que fazer)!
  • Uma pessoa depressiva geralmente não trabalha, já que não consegue assumir os compromissos.
  • Muitas pessoas passam grande tempo sem apresentar os sintomas da doença, mas infelizmente, ela volta.

Tudo isso foi para mostrar que nós, pessoas com depressão, não devemos, nunca, sentir vergonha da nossa doença. É como sentir vergonha de ter um câncer ou alguma síndrome. É preciso ter consciência de que somos depressivos e procurar ajuda. É preciso conversar com nossos entes queridos, família, amigos e explicar a nossa condição e como a doença funciona.

E, principalmente, nunca nós esconder. Erguer a cabeça e prosseguir. Manter a nossa dignidade. Respeitar-nos nas nossas limitações, para que os outros também respeitem.

Talvez assim possamos encontrar um pouco de paz.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Depressão

Hoje em dia a depressão passa a ser um mal sofrido por milhões. O que antes era considerado "frescura", hoje é considerado uma doença. Doença essa que acaba por envolver não só a parte emocional, como também a física. Doença que monta a sua armadilha em volta da pessoa e a enreda totalmente.
Sofro de depressão desde os meus 16 anos. Na época, meus pais não admitiam a doença e, psicólogo para eles era aquele que não tinha mais o que fazer. Só quem sofre dessa doença sabe como a ajuda profissional é necessária. Não só os remédios, mas também a terapia.
Entrei em algumas comunidades do orkut que lutam contra a depressão e me senti "em casa". Como foi bom saber que o fato de eu não conseguir trabalhar, por não ter forças de assumir compromissos, milhares de pessoas sofrem. O meu pensamento sobre a morte não é tão incomum. E o preconceito por ser depressiva, não o sofro sozinha.
Quando a depressão vem, a primeira coisa que acontece é eu deixar de fazer as coisas que mais adoro: ler, ver TV, ouvir música. A família fica de lado, o que me deixa um sentimento de culpa e impotência. Fico arrasada emocionalmente, tenho crises de choro e minha estima fica a zero. Fisicamente (o que acontece ao mesmo tempo) fico dias sem dormir, não tenho apetite e minha imunidade fica baixa. Muitas vezes, por causa do mal estar físico, fico semanas de cama. E o pior: sem fazer nada. Já tomei remédios, já fiz terapia. Mas o organismo se acostumou às drogas e a terapia, após algum tempo, não faz mais sentido. Aliás, levantar-se, vestir-se e ir até o terapeuta é que é o problema.
Hoje em dia consigo "controlar" melhor as crises de depressão. Fazer trabalho voluntário, manter o blog ajuda muito. Mas sei, infelizmente, que não há cura. Que terei de conviver com ela até o fim. Que os remédios , a terapia são paliativos. Na verdade, a fé e a esperança é que são os verdadeiros remédios que aliviam. Não só a fé religiosa, mas a fé nas pessoas, nos entes queridos que te cercam. E a esperança de passar o dia normalmente, e não "jogada" na cama.
Depressão para mim (e muitos outros) significa viver um dia de cada vez. Esquecer o fracasso de ontem e não idealizar o amanhã. Simplesmente viver o hoje.