sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mudanças de Atitudes

Ultimamente tenho feito grandes mudanças na minha vida. Ainda falta muito, pois demorei a perceber que as mudanças vêm de dentro para fora, e não ao contrário. Antes eu achava que uma simples resolução, como, por exemplo, sair de casa, somente dependia de abrir a porta e sair. Mas é mais complicado que isso. Implica em toda preparação psicológica, em que muitas vezes, no meio do caminho, a intenção é abortada. Falta de força de vontade...falta de força.
Quando eu era molestada pelo meu pai, era forte e mais determinada. Questão de sobrevivência. O engraçado é que naquela época eu tinha mais auto estima que hoje. Me protegia emocionalmente com unhas e garras.
Depois que casei e os abusos cessaram, caí numa letargia enorme...depressão...fobia social. Mas ainda assim, na maioria das vezes, nas situações mais críticas, reagia. Aliás, até hoje tem sido assim: quando a situação aperta e é preciso tomar uma decisão e executa-la, sou eu quem faço.
Talvez por isso que me sinto constantemente culpada, pois sempre fui forte e nos momentos difíceis, essa força aflora com tudo...Então por que não consigo fazer certas coisas? Por que fraquejo na hora H. Por que estou perdendo fé em tudo? Falta de atitude!!!
Percebi que sou constantemente sugada pelas pessoas, que acham que sou fraca por causa do que aconteceu, mas esquecem que só os mais fortes sobrevivem. Desde adolescência, tanto amigos como familiares, por causa do meu jeito retraído de ser, acharam que tinham o direito de me humilhar e fizeram a lição bem feita...E depois, ainda pelo meu jeito de ser, me isolaram, deixaram bem claro que era "esquisita"...mas ninguém queria saber o motivo. E eu, em nome da paz dos outros, aceitando tudo e sofrendo cada vez mais...
Então, nessas últimas semanas, quando a depressão voltou com tudo, percebi que se eu quisesse viver e não sobreviver, deveria tomar certas atitudes. Mas não atitudes por impulsividade e sim, aquelas trabalhadas com os sentimentos, para ter certeza de que estaria fazendo as coisas de uma maneira certa. E fiz.
Muitas pessoas estranharam a minha nova maneira de ser: mais dura e mais segura. Aprendi que sou apenas uma pessoa e não uma instituição. Que muitas vezes posso orientar, mas não resolver. Que tenho direito de não ficar mais 16 horas no netbook e me dar ao luxo de ver TV...ler um livro...ou simplesmente dormir, sem sentir culpa por isso. Aliás, essa semana coloquei TV a cabo, luxo que não me permitia, já que não tinha nem tempo de ver a TV aberta. Uma atitude tomada.
Outras atitudes foram em relação a certas pessoas. Pensei muito em cada uma delas, pesei os fatos e vi quais deveriam ir embora...E foi exatamente isso que fiz. Deixei as ir embora, mas não com as palavras, mas sim com o coração e as atitudes. As que ficaram, já perceberam que as coisas mudaram...e também mudaram certas atitudes comigo (para melhor).
É como eu disse: ainda falta muito...parece uma eternidade até conseguir alcançar o meu intento. E percebi que para alcançar esses intentos não basta tomar novas atitudes ou mudar as velhas; é preciso manter as já tomadas, mas sem radicalismo e sim, com a razão.
E no dia em que eu conseguir mudar pelo menos 50%, sei que vou me sentir forte novamente e que a minha estima há de subir...assim espero!!!









quinta-feira, 27 de outubro de 2011

De um jeito só seu / Autor Desconhecido



Há um jeito que é só seu de semear o bem.

Se tem sabedoria para falar, fale!
Há pessoas precisando de quem lhes rasgue novos horizontes.

Se tem o dom de ouvir, ouça!
Há pessoas precisando falar para reorganizar os pensamentos e sentimentos.

Se tem o dom de enxergar os talentos alheios, enalteça-os!
Há pessoas que desabrocham por conta de alguém que lhes reconheça um dom.

Se tem discernimento o bastante para fazer uma observação construtiva, faça-a!
Há pessoas persistindo no mesmo erro, por falta de alguém que as alerte com carinho e firmeza.

Se você não tem vocação para engajar-se em movimentos filantrópicos de grande alcance, tenha em mente que o maior bem a ser semeado começa dentro do lar.

Oferte a sua canção, a sua poesia, a sua hospitalidade, aquele prato que ninguém sabe fazer igual.

Oferte a sua diplomacia, a sua liderança ou a sua capacidade de atuar em segundo plano para o bem comum.

Oferte o seu talento para contar piadas e fazer rir.

A sua ternura natural no trato com crianças, idosos ou animais.

A sua capacidade de manter o sangue frio nas horas de crise, quando todos em sua volta desabam.

A sua paciência de permanecer num hospital ao lado de um enfermo terminal, ou de varar a noite num velório, naquela hora crítica em que todos vão embora.

Há um jeito que é só seu e todo seu, mesmo que seja ofertar uma flor sem ser dia de nada.

Mesmo que seja uma prece sincera feita no silêncio do seu quarto.

Na contabilidade Divina, pouco importa se o seu jeito de semear o bem vai alcançar uma criatura ou milhões de criaturas.


Você está fazendo a sua parte, de um jeito que é só seu. É isto que realmente importa!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Islã. Islamismo / Elaborado por ANA MARIA BRUNI

Ana Maria Bruni, terça, 1 de Março de 2011 às 09:51
 O que é islamismo, Islã e muçulmano?
O islamismo é a religião fundada pelo profeta Maomé no início do século VII, na região da Arábia. O Islã é o conjunto dos povos de civilização islâmica, que professam o islamismo; em resumo, é o mundo dos seguidores dessa religião. O muçulmano é o seguidor da fé islâmica, também chamado por alguns de islamita. O termo maometano às vezes é usado para se referir ao muçulmano, mas muitos rejeitam essa expressão - afinal, a religião seria de devoção a Deus, e não ao profeta Maomé.

De onde vem o termo Islã?
Em árabe, Islã significa "rendição" ou "submissão" e se refere à obrigação do muçulmano de seguir a vontade de Deus. O termo está ligado a outra palavra árabe, salam, que significa "paz" - o que reforça o caráter pacífico e tolerante da fé islâmica. O termo surgiu por obra do fundador do islamismo, o profeta Maomé, que dedicou a vida à tentativa de promover a paz em sua Arábia natal.

Todos os muçulmanos são árabes?
Esta é uma das mais famosas distorções a respeito do Islã. Na verdade, o Oriente Médio reúne somente cerca de 18% da população muçulmana no mundo - sendo que turcos, afegãos e iranianos (persas) não são sequer árabes. Outros 30% de muçulmanos estão no subcontinente indiano (Índia e Paquistão), 20% no norte da África, 17% no sudeste da Ásia e 10% na Rússia e na China. Há minorias muçulmanas em quase todas as partes do mundo, inclusive nos EUA (cerca de 6 milhões) e no Brasil (entre 1,5 milhão e 2 milhões). A maior comunidade islâmica do mundo vive na Indonésia.

As raízes do islamismo são conflitantes com as origens do cristianismo e judaísmo?
Não. Assim como as duas outras grandes religiões monoteístas, as raízes do islamismo vêm do profeta Abraão. O profeta Maomé, fundador do islamismo, seria descendente do primeiro filho de Abraão, Ismael. Moisés e Jesus seriam descendentes do filho mais novo de Abraão, Isaac. Abraão, o patriarca do judaísmo, estabeleceu as bases do que hoje é a cidade de Meca e construiu a Caaba - todos os muçulmanos se voltam a ela quando realizam suas orações.

Os muçulmanos acreditam num Deus diferente?
Não, pois Alá é simplesmente a palavra árabe para "Deus". A aceitação de um Deus único é idêntica à de judeus e cristãos. Deus tem o mesmo nome no judaísmo, no cristianismo e no islamismo, e Alá é o mesmo Deus adorado pelos judeus, cristãos e muçulmanos.

Como alguém se torna muçulmano?
Não é preciso ter nascido muçulmano ou ser casado com um praticante da religião. Também não é necessário estudar ou se preparar especialmente para a conversão. Uma pessoa se torna muçulmana quando proferir, em árabe e diante de uma testemunha, que "não há divindade além de Deus, e Mohammad é o Mensageiro de Deus". O processo de conversão extremamente simples é apontado como um dos motivos para a rápida expansão do islamismo pelo mundo. A jornada para a prática completa da fé, contudo, é muito mais complexa. Nessa tarefa, outros muçulmanos devem ajudar no ensinamento.

Os muçulmanos praticam uma religião violenta ou extremista?
Uma minoria entre os cerca de 1,3 bilhão de praticantes da religião é adepta de interpretações radicais dos ensinamentos de Maomé. Entre eles, a violência contra outros povos e religiões é considerada uma forma de garantir a sobrevivência do Islã em seu estado puro. Para a maioria dos seguidores do islamismo, contudo, a religião muçulmana é de paz e tolerância.

O Islã oprime a mulher?
A base da religião muçulmana não determina qualquer tipo de discriminação grave contra a mulher. No entanto, as interpretações radicais das escrituras deram origem a casos brutais. A opressão contra a mulher é comum nos países que seguem com rigor a Sharia, a lei islâmica, e têm tradições contrárias à libertação da mulher. Assim, o problema da opressão à mulher muçulmana não é causado pela crença islâmica em si - ele surgiu em culturas que incorporaram tradições prejudiciais às mulheres. Um ótimo exemplo disso é o fato de que o uso de véus e a adoção de outros costumes que causam estranheza no Ocidente muitas vezes são mantidos por mulheres mesmo quando não há nenhuma obrigação. Ou seja: os hábitos estão integrados às culturas, não necessariamente à religião.

Os muçulmanos são mais atrasados do que os povos ocidentais?
Durante séculos, as civilizações do Islã foram muito superiores às ocidentais. A combinação de idéias orientais e ocidentais provocou grandes avanços na Medicina, Matemática, Física, Arquitetura e Artes, entre outras áreas. Muitos elementos importantes para o avanço do homem, como os instrumentos de navegação marítima e os sistemas algébricos, surgiram no Islã. Nos últimos séculos, contudo, os povos do ocidente conquistaram a supremacia das novas descobertas. A religião islâmica não pode ser apontada como origem do abismo crescente entre algumas potências do Ocidente e alguns países subdesenvolvidos do Islã. O fundamentalismo muçulmano, contudo, é visto por muitos especialistas como enorme barreira ao avanço destes povos orientais.

O Islã é um obstáculo para a democracia?
Os especialistas se dividem em relação a esse assunto. Para muitos, a religião e cultura islâmica formou sociedades em que os princípios democráticos não ganham espaço nem atraem as pessoas. Quem acredita nessa linha de pensamento consideram que é inútil tentar impor regimes democráticos no Islã - a própria população não estaria disposta a abraçar a mudança. Mas outros analistas dizem que o islamismo não impede o florescimento da democracia, e que os países muçulmanos têm ditaduras e monarquias por causa de outros fatores. Seja qual for a explicação, o fato é que as democracias são raras no Islã: só a Indonésia, a Turquia e Bangladesh têm esse tipo de regime.

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/islamismo/perguntas.html
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A RELIGIÃO ISLÂMICA

Origem
 O islamismo foi fundado no ano de 622, na região da Arábia, atual Arábia Saudita. Seu fundador, o profeta Maomé, reuniu a base da fé islâmica num conjunto de versos conhecido como Corão - segundo ele, as escrituras foram reveladas a ele por Deus por intermédio do Anjo Gabriel.
Assim como as duas outras grandes religiões monoteístas, o cristianismo e do judaísmo, as raízes de Maomé estão ligadas ao profeta e patriarca Abraão. Maomé seria seu descendente. Abraão construiu a Caaba, em Meca, principal local sagrado do islamismo. Para os muçulmanos, o islamismo é a restauração da fé de Abraão.
Ainda no início da formação do Corão, Maomé e um ainda pequeno grupo de seguidores foram perseguidos por grupos rivais e deixaram a cidade de Meca rumo a Medina. A migração, conhecida como Hégira, dá início ao calendário muçulmano. Em Medina, a palavra de Deus revelada a Maomé conquistou adeptos em ritmo acelerado.
O profeta retornou a Meca anos depois, perdoou os inimigos e iniciou a consolidação da religião islâmica. Quando ele morreu, aos 63 anos, a maior parte da Arábia já era muçulmana. Um século depois, o islamismo era praticado da Espanha até a China. Na virada do segundo milênio, a religião tornou-se a mais praticada do mundo, com 1,3 bilhão de adeptos.
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A RELIGIÃO ISLÂMICA

 Os cinco pilares do islamismo formam a estrutura de vida do seguidor da religião. São eles:
• Pronunciar a declaração de fé intitulada "chahada": "Não há outra divindade além de Deus e Mohammad é seu Mensageiro".
• Realizar as cinco orações obrigatórias durante cada dia, no ritual chamado "salat". As orações servem como uma ligação direta entre o muçulmano e Deus. Como não há autoridades hierárquicas, como padres ou pastores, um membro da comunidade com grande conhecimento do Corão dirige as orações. Os versos são recitados em árabe, e as súplicas pessoas são feitas no idioma de escolha do muçulmano. As orações são feitas no amanhecer, ao meio-dia, no meio da tarde, no cair da noite e à noite. Não é obrigatório orar na mesquita - o ritual pode ser cumprido em qualquer lugar.
• Fazer o que puder para ajudar quem precisa, no chamado "zakat". A caridade é uma obrigação do muçulmano, mas deve ser voluntária e, de preferência, em segredo. O muçulmano deve doar uma parte de sua riqueza anualmente, uma forma de mostrar que a prosperidade não é da pessoa - a riqueza é originária de Deus e retorna para Deus.
• Jejuar durante o mês sagrado do Ramadã, todos os anos. Nesse período, todos os muçulmanos devem permanecer em jejum do amanhecer ao anoitecer, abstendo-se também de bebida e sexo. As exceções são os doentes, idosos, mulheres grávidas ou pessoas com algum tipo de incapacidade física - eles podem fazer o jejum em outra época do ano ou alimentar uma pessoa necessitada para cada dia que o jejum foi quebrado. O muçulmano que cumpre o jejum se purifica ao vivenciar a experiência de quem passa fome. No fim do Ramadã, o muçulmano celebra o Eid-al-Fith, uma das duas principais festas do calendário islâmico.
• Realizar a peregrinação a Meca, o "haj". Todos os muçulmanos com saúde e condição financeira favorável deve realizar a peregrinação pelo menos uma vez na vida. Todos os anos, cerca de 2 milhões de pessoas de todas as partes do mundo se reúnem em Meca, sempre com vestimentas simples - para eliminar as diferenças de classe e cultura. No fim da peregrinação, há o festival de Eid-Al-Adha, com orações e troca de presentes - a segunda festa mais importante.
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Cinco pilaresO Corão
O livro sagrado dos muçulmanos reúne todas as revelações de Deus feitas ao profeta Maomé através do anjo Gabriel. No Corão estão instruções para a crença e a conduta do seguidor da religião - não fala apenas de fé, mas também de aspectos sociais e políticos. Dividido em 114 "suratas" (capítuolos), com vários versículos cada (o número varia de 3 a 286 versículos), o Corão foi escrito em árabe formal e, com o tempo, tornou-se de difícil entendimento.
O complemento para sua leitura é a Sunna, coletânea de registros de discursos do profeta Maomé, geralmente em linguagem mais clara e fluente. Cada uma dessas mensagens tiradas dos discursos é conhecida como "hadith". Como os relatos foram de pessoas diferentes, há muitas divergências entre os registros de ensinamentos do profeta: cada um contava a mensagem da forma que o interessava. Além de contradições, as "hadith" provocaram também uma expansão dos conceitos do Islã, ao incorporar tradições e doutrinas sobre sociedade e justiça - aspecto importante na formação da cultura islâmica em geral, que não ficou restrita à religião.
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Sharia
É a lei religiosa do islamismo. Como o muçulmano não vê distinção entre o aspecto religioso e o resto da sua conduta pessoal, a lei islâmica não trata só de rituais e crenças, mas de todos os aspectos da vida cotidiana. Apesar de ter passado por um detalhado processo de formatação, a lei islâmica ainda é aplicada de formas variadas ao redor do mundo - os países adotam a sharia têm interpretações mais ou menos rigorosas dela.
Na Arábia Saudita, por exemplo, vigora uma das mais conservadoras versões da lei islâmica. O Afeganistão da época da milícia Talibã teve a mais dura e radical aplicação da sharia nos tempos modernos - proibia música e outras expressões culturais e esportivas, restringia gravemente todos os direitos das mulheres e ordenava punições bárbaras. A sharia, porém, é adotada formalmente numa minoria de países com grandes populações islâmicas.
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LINKS
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/islamismo/radicalismo/galeria.html
A mulher muçulmana
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/islamismo/mulher/galeria.html

http://www.business-with-turkey.com/guia-turismo/mulheres-isla.shtml
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O Portal do Islam no Brasil.
http://www.alcorao.com.br/
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Indice Alcorão
http://www.alcorao.com.br/indice.htm

Muçulmanos e muçulmanas, conduta adequada, 33:35-36.
Mulher injuriada, apelo aceito, 58:1-2.

Mulheres, 2:222-223; 4:15; 19:22, 34, 127;
para serem reverenciadas, 4:1;
falsas acusações contra elas, 24:4-5, 11-20; 24:23-26;
modéstia, 24:30-31;
crentes, refugiadas, 60:10-12.

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História
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/islamismo.htm
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/islamismo2.htm
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/islamismo4.htm
 ..,
Sabendo o que acontece no Brasil
http://itacarenews.blogspot.com/2009/03/sabendo-o-que-acontece-no-brasil.html

Sharia nas constituições

Nota em construção
A lei islâmica influencia a maioria dos códigos legais dos países muçulmanos. De maneira geral, essa legislação tem sido incorporada nos sistemas políticos de três formas. Há os sistemas integrais, em que as nações colocam a religião em sua constituição - e a sharia passa a ser sua fonte. São exemplos a Arábia Saudita, o Kuait e o Iêmen.
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1289629-5602,00-SHARIA+A+LEI+ISLAMICA+REGE+TUDO+NA+VIDA+DO+MUCULMANO.html

domingo, 23 de outubro de 2011

Canção desesperada / Pablo Neruda


Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Escrever, por exemplo: “A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros, ao longe”.

O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis, e às vezes ela também me quis...

Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
A beijei tantas vezes debaixo o céu infinito.

Ela me quis, às vezes eu também a queria.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.

Que importa que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não se contenta com tê-la perdido.

Como para aproximá-la meu olhar a procura.
Meu coração a procura, e ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.
Nós, os de então, já não somos os mesmos.

Já não a quero, é verdade, mas quanto a quis.
Minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.

Já não a quero, é verdade, mas talvez a quero.
É tão curto o amor, e é tão longe o esquecimento.

Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços,
minha alma não se contenta com tê-la perdido.

Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Arroz de Palma / Desconheço o Autor


 
 "O Arroz de Palma"   
 
 
Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.
Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir.
Preferimos o desconforto do estômago vazio.
Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas.
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.
Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você?  É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia.
Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho?
Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo.
Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida.
Não há pressa. Eu espero.
Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.
Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas.
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. 
Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe “Família à Oswaldo Aranha”, “ Família à Rossini”, Família à “Belle Meunière”  ou “Família ao Molho Pardo” em que o sangue é fundamental para o  preparo da iguaria.
Família é afinidade, é “à Moda da Casa”.
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de “Família Diet”,
que você suporta só para manter a linha. 
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia- a -dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.
Muita coisa se perde na lembrança, principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. 
Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. 
Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. 
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.
"Se tivéssemos consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes"
 
 
 

domingo, 16 de outubro de 2011

Síndrome de Alienação Parental


Maria Berenice Dias, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, vice-presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)


Certamente todos que se dedicam ao estudo dos conflitos familiares e da violência no âmbito das relações interpessoais já se depararam com um fenômeno que não é novo, mas que vem sendo identificado por mais de um nome. Uns chamam de "síndrome de alienação parental"; outros, de "implantação de falsas memórias".
Este tema começa a despertar a atenção, pois é prática que vem sendo denunciada de forma recorrente. Sua origem está ligada à intensificação das estruturas de convivência familiar, o que fez surgir, em conseqüência, maior aproximação dos pais com os filhos. Assim, quando da separação dos genitores, passou a haver entre eles uma disputa pela guarda dos filhos, algo impensável até algum tempo atrás. Antes, a naturalização da função materna levava a que os filhos ficassem sob a guarda da mãe. Ao pai restava somente o direito de visitas em dias predeterminados, normalmente em fins-de-semana alternados.
Como encontros impostos de modo tarifado não alimentam o estreitamento dos vínculos afetivos, a tendência é o arrefecimento da cumplicidade que só a convivência traz. Afrouxando-se os elosde afetividade, ocorre o distanciamento, tornando as visitas rarefeitas. Com isso, os encontros acabam protocolares: uma obrigação para o pai e, muitas vezes, um suplício para os filhos.
Agora, porém, se está vivendo uma outra era. Mudou o conceito de família. O primado da afetividade na identificação das estruturas familiares levou à valoração do que se chama filiação afetiva. Graças ao tratamento interdisciplinar que vem recebendo o Direito de Família, passou-se a emprestar maior atenção às questões de ordem psíquica, permitindo o reconhecimento da presença de dano afetivo pela ausência de convívio paterno-filial.
A evolução dos costumes, que levou a mulher para fora do lar, convocou o homem a participar das tarefas domésticas e a assumir o cuidado com a prole. Assim, quando da separação, o pai passou a reivindicar a guarda da prole, o estabelecimento da guarda conjunta, a flexibilização dehorários e a intensificação das visitas.
No entanto, muitas vezes a ruptura da vida conjugal gera na mãe sentimento de abandono, derejeição, de traição, surgindo uma tendência vingativa muito grande. Quando não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, dedesmoralização, de descrédito do ex-cônjuge. Ao ver o interesse do pai em preservar a convivência com o filho, quer vingar-se, afastando este do genitor.
Para isso cria uma série de situações visando a dificultar ao máximo ou a impedir a visitação. Leva o filho a rejeitar o pai, a odiá-lo. A este processo o psiquiatra americano Richard Gardner nominou de "síndrome de alienação parental": programar uma criança para que odeie o genitor sem qualquer justificativa. Trata-se de verdadeira campanha para desmoralizar o genitor. O filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro. A mãe monitora o tempo do filho com o outro genitor e também os seus sentimentos para com ele.
A criança, que ama o seu genitor, é levada a afastar-se dele, que também a ama. Isso gera contradição de sentimentos e destruição do vínculo entre ambos. Restando órfão do genitor alienado, acaba identificando-se com o genitor patológico, passando a aceitar como verdadeiro tudo que lhe é informado.
O detentor da guarda, ao destruir a relação do filho com o outro, assume o controle total. Tornam-se unos, inseparáveis. O pai passa a ser considerado um invasor, um intruso a ser afastado a qualquer preço. Este conjunto de manobras confere prazer ao alienador em sua trajetória depromover a destruição do antigo parceiro.
Neste jogo de manipulações, todas as armas são utilizadas, inclusive a assertiva de ter sido o filho vítima de abuso sexual. A narrativa de um episódio durante o período de visitas que possa configurar indícios de tentativa de aproximação incestuosa é o que basta. Extrai-se deste fato, verdadeiro ou não, denúncia de incesto. O filho é convencido da existência de um fato e levado a repetir o que lhe é afirmado como tendo realmente acontecido. Nem sempre a criança consegue discernir que está sendo manipulada e acaba acreditando naquilo que lhes foi dito de forma insistente e repetida. Com o tempo, nem a mãe consegue distinguir a diferença entre verdade e mentira. A sua verdade passa a ser verdade para o filho, que vive com falsas personagens de uma falsa existência, implantando-se, assim, falsas memórias.
Esta notícia, comunicada a um pediatra ou a um advogado, desencadeia a pior situação com que pode um profissional defrontar-se. Aflitiva a situação de quem é informado sobre tal fato. De um lado, há o dever de tomar imediatamente uma atitude e, de outro, o receio de que, se a denúncia não for verdadeira, traumática será a situação em que a criança estará envolvida, pois ficará privada do convívio com o genitor que eventualmente não lhe causou qualquer mal e com quem mantém excelente convívio.
A tendência, de um modo geral, é imediatamente levar o fato ao Poder Judiciário, buscando a suspensão das visitas. Diante da gravidade da situação, acaba o juiz não encontrando outra saída senão a de suspender a visitação e determinar a realização de estudos sociais e psicológicos para aferir a veracidade do que lhe foi noticiado. Como esses procedimentos são demorados – aliás, fruto da responsabilidade dos profissionais envolvidos –, durante todo este período cessa a convivência do pai com o filho. Nem é preciso declinar as seqüelas que a abrupta cessação das visitas pode trazer, bem como os constrangimentos que as inúmeras entrevistas e testes a que é submetida a vítima na busca da identificação da verdade.
No máximo, são estabelecidas visitas de forma monitorada, na companhia de terceiros, ou no recinto do fórum, lugar que não pode ser mais inadequado. E tudo em nome da preservação da criança. Como a intenção da mãe é fazer cessar a convivência, os encontros são boicotados, sendo utilizado todo o tipo de artifícios para que não se concretizem as visitas.
O mais doloroso – e ocorre quase sempre – é que o resultado da série de avaliações, testes e entrevistas que se sucedem durante anos acaba não sendo conclusivo. Mais uma vez depara-se o juiz diante de um dilema: manter ou não as visitas, autorizar somente visitas acompanhadas ou extinguir o poder familiar; enfim, manter o vínculo de filiação ou condenar o filho à condição deórfão de pai vivo cujo único crime eventualmente pode ter sido amar demais o filho e querer tê-lo em sua companhia. Talvez, se ele não tivesse manifestado o interesse em estreitar os vínculos deconvívio, não estivesse sujeito à falsa imputação da prática de crime que não cometeu.
Diante da dificuldade de identificação da existência ou não dos episódios denunciados, mister que o juiz tome cautelas redobradas.
Não há outra saída senão buscar identificar a presença de outros sintomas que permitam reconhecer que se está frente à síndrome da alienação parental e que a denúncia do abuso foi levada a efeito por espírito de vingança, como instrumento para acabar com o relacionamento do filho com o genitor. Para isso, é indispensável não só a participação de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, com seus laudos, estudos e testes, mas também que o juiz se capacite para poder distinguir o sentimento de ódio exacerbado que leva ao desejo de vingança a ponto deprogramar o filho para reproduzir falsas denúncias com o só intuito de afastá-lo do genitor.
Em face da imediata suspensão das visitas ou determinação do monitoramento dos encontros, o sentimento do guardião é de que saiu vitorioso, conseguiu o seu intento: rompeu o vínculo deconvívio. Nem atenta ao mal que ocasionou ao filho, aos danos psíquicos que lhe infringiu.
É preciso ter presente que esta também é uma forma de abuso que põe em risco a saúde emocional de uma criança. Ela acaba passando por uma crise de lealdade, pois a lealdade para com um dos pais implica deslealdade para com o outro, o que gera um sentimento de culpa quando, na fase adulta, constatar que foi cúmplice de uma grande injustiça.
A estas questões devem todos estar mais atentos. Não mais cabe ficar silente diante destas maquiavélicas estratégias que vêm ganhando popularidade e que estão crescendo de forma alarmante.
A falsa denúncia de abuso sexual não pode merecer o beneplácito da Justiça, que, em nome da proteção integral, de forma muitas vezes precipitada ou sem atentar ao que realmente possa ter acontecido, vem rompendo vínculo de convivência tão indispensável ao desenvolvimento saudável e integral de crianças em desenvolvimento.
Flagrada a presença da síndrome da alienação parental, é indispensável a responsabilização do genitor que age desta forma por ser sabedor da dificuldade de aferir a veracidade dos fatos e usa o filho com finalidade vingativa. Mister que sinta que há o risco, por exemplo, de perda da guarda, caso reste evidenciada a falsidade da denúncia levada a efeito. Sem haver punição a posturas que comprometem o sadio desenvolvimento do filho e colocam em risco seu equilíbrio emocional, certamente continuará aumentando esta onda de denúncias levadas a efeito de forma irresponsável.
Texto da desembargadora Maria Berenice Dias, elaborado em 07.2006. No blog Jus Navigandi

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Texto recebido / Autor Desconhecido

OLHA
no teu jardim as rosas entreabertas,
e nunca as pétalas caídas;

OBSERVA
em teu caminho a distância vencida
e nunca o que falte ainda;

GUARDA
do teu olhar os brilhos de alegria
e nunca as névoas de tristezas;

RETÉM
da tua voz risadas e canções
e nunca os teus gemidos;

CONSERVA
em teus ouvidos as palavras de amor
e nunca as de ódio;

GRAVA
em tua pupila o nascer das auroras
e nunca os teus poentes;

CONSERVA
no teu rosto as linhas do sorriso
e nunca os sulcos do teu pranto;

CONTA
aos homens o azul das tuas primaveras
e nunca as tempestades do verão;

GUARDA
da tua face apenas as carícias,
esquece as bofetadas;

CONSERVA
de teus pés os passos retos e puros,
esquece os transviados;

GUARDA
de tuas mãos as flores que ofertaram,
esquece os espinhos que ficaram;

De teus lábios CONSERVA as mensagens bondosas,
esquece as maldições;

RELEMBRA
com prazer as tuas escaladas,
esquece o prazer fútil das descidas;

RELEMBRA
os dias em que foste água limpa,
esquece as horas em que foste brejo;

CONTA
e mostra as medalhas das tuas vitórias,
esquece as cicatrizes das derrotas;

OLHA
de frente o sol que existe em tua vida,
esquece a sombra que fica atrás;

A flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas;
E só um olhar de amor pode levar consigo calor para aquecer muitos invernos;
A bondade é mais forte em nós
e dura muito mais do que o mal que nós mesmos praticamos;

Sê OTIMISTA, e não te esqueças de que...

É NO FUNDO DA NOITE SEM LUAR QUE BRILHAM MUITO MAIS AS ESTRELAS!!!

domingo, 9 de outubro de 2011

Dia das Crianças

Esse ano resolveram fazer uma homenagem às crianças no face, que gerou uma polêmica desnecessária...inútil. Foi proposto que as pessoas trocassem a sua foto do perfil por uma de personagem de desenho ou quadrinho. Muitos (cerca de 500 mil) fizeram isso. O face ficou colorido, divertido, pois indiretamente conhecemos um pouco de gosto de criança dos nossos amigos virtuais. A campanha é contra TODA E QUALQUER violência (física, emocional, trabalho infantil, abandono, etc...).
Mas começaram fazer uma contra campanha, totalmente mentirosa e ignorante. De cara, posso citar 3 mentiras:
1. Falaram que a brincadeira do ano passado foi a mesma, quando na verdade era para trocar a foto do mural pela foto de quando era pequeno...criança;
2. Disseram que desde o ano passado a Polícia Federal reclamou que a campanha encobria os atos dos pedófilos...Nunca tinha ouvido isso, sem falar que nem mesmo esse ano foi dito um absurdo desses por uma autoridade oficial;
3. Estão dizendo que a campanha é contra a pedofilia e está encobrindo os atos dos pedófilos. Ora, desde quando os pedófilos precisam disso e onde ou quem disse que era somente contra a pedofilia???

Vamos pôr a mão na consciência: pedófilo é um psicopata, geralmente age na surdina e a última coisa de que precisava era chamar tanta atenção. Dizer que os pedófilos estão atraindo crianças com os perfis coloridos é tapar o sol com a peneira. Abuso sexual é um crime altamente cruel, que não envolve somente o abuso físico, mas também e, principalmente, o emocional. O pedófilo se encontra em qualquer parte: pode ser um vizinho, um membro da família, amigo da família ou aquele professor querido. São pessoas que vivem na defensiva e sempre com medo de serem descobertos (não confundir pedófilo com estuprador...pois muitos estupradores não são pedófilos). Não querem chamar a atenção e não vão agir com toda essa polêmica...Aliás, foi o único ponto positivo que encontrei na difamação.
Quando há uma campanha numa rede social, com alguma causa ou não, ela une as pessoas muitas vezes com ideais diferentes, que se juntam em prol de uma causa ou simplesmente da amizade. O ano passado foi divertido ver as pessoas quando eram crianças, parece que humaniza mais a rede...Esse ano voltamos ao nosso passado, relembrando o que gostávamos, lembrando da nossa infância que era bem  mais saudável e feliz. Sem falar que, criança pequena não mexe no facebook ou até orkut, pois ela precisa saber não só a informática, mas também a ler e escrever. E os nossos adolescentes são mais conscientes e espertos do que pensamos. Se não fosse assim, o ano passado o Orkut não faria a mudança de exigência da idade mínima, que passou de 18 anos para 13.
Por isso, vamos aproveitar esse dia, essa união, a brincadeira. Pois depois, tudo volta ao normal e quantos de nós podem dizer que o ano que vêm vão estar vivos, para participar de mais uma brincadeira? Pessoas com espírito de porco sempre vão existir...cabe a cada um de nós ter discernimento e bom senso de não confundir uma simples brincadeira com o ato de encobrir uma violência brutal.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Texto postado no grupo "Filhas do Silêncio" pela Ana Maria Bruni, via Minha Saúde / IG


Psicólogo
O profissional desta área tem formação específica na área de psicologia e está habilitado para lidar com problemas de ordem psicológica e comportamental. O psicólogo pode atuar em uma clínica particular, empresa, escola ou em um hospital e tem capacitação para diagnosticar um teste vocacional, o perfil certo para uma vaga ou um quadro de ansiedade.
“Ele está habilitado para trabalhar com sessões de psicoterapia, orientação psicológica e psicodiagnóstico (testes), entre outras atividades”, explica a psicóloga e psicanalista Claudia Finamore, de São Paulo.
E como saber se a situação pede um profissional com este perfil? A psicóloga Sandra Mari Coelho, de Brasília, explica que a ajuda deste profissional pode ser mais indicada em casos de crises de ciclo de vida, como perda de emprego, problemas de ordem profissional, dificuldades de relacionamento, luto, ansiedade ou depressão. Crises de estresse ou relacionadas à violência – sequestro, acidentes de carro, estupro etc – também cabem na lista de problemas nos quais o psicólogo pode ajudar.
Mas se você ainda não se sente à vontade para identificar se o seu caso é para este profissional, uma dica: o termômetro fica por conta dos sinais dados no dia a dia.
Dificuldades em ultrapassar determinados obstáculos da vida, situações do cotidiano que geram angústia constante, problemas de comportamento e relacionamento consigo e com os outros são sinais sugestivos de que é hora de procurar ajuda psicológica. O tempo de tratamento será determinado de acordo com as necessidades expostas ao longo das sessões.
“Se o paciente tem uma questão pontual no trabalho ou relacionamento poderá ser um tratamento mais breve. Se for um caso de depressão ou ansiedade, será mais longo. A questão do tempo é individual”, ressalta Claudia.
Psicanalista
“Ser ou não ser, eis a questão”. A famosa frase de William Shakespeare explica de forma bem metafórica a quem este profissional pode ajudar. Tendo como base de estudo as teorias do austríaco Sigmund Freud, o psicanalista trabalha para melhorar a relação do ser com o mundo e com os seus questionamentos sem fim. Por aqui, é muito comum o trabalho com pessoas que sentem dificuldade e, às vezes, chegam a sofrer na hora de lidar com os universos interior e exterior. De forma geral, a psicanálise tem como objetivo auxiliar no autoconhecimento e a habilidade em lidar com problemas do próprio eu.
Nível de estresse muito grande, pressão profissional, diferença de comportamento e ideais com as pessoas com quem se vive são fatores que levam a questionamentos e problemas de comportamento e, consequentemente, fazem com que a pessoa sinta a necessidade de buscar respostas para estes tantos pontos de interrogação.
De acordo com o psiquiatra diretor do serviço de psicoterapia do Hospital das Clínicas e diretor da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Oswaldo Ferreira Leite Netto, a psicanálise permite ao indivíduo desenvolver sua sabedoria e a flexibilidade com o próximo.
“É um instrumento que ensina a gente a suportar as responsabilidades e encarar as frustrações da vida”, explica o especialista.
A duração do tratamento por meio da psicanálise não pode ser especificada de forma exata e pontual. “Tudo vai depender de como a pessoa está disponível para enfrentar suas dificuldades e medos. A evolução depende somente dela”, salienta Netto.
Psiquiatra
Formado em medicina e com especialização na área de psiquiatria, este profissional está capacitado para diagnosticar problemas de ordem mental e somente com ele o tratamento pode ser feito à base de medicamentos. Dependência química, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), bipolaridade, depressão e ansiedade são os principais transtornos mentais que levam as pessoas a buscar tratamento psiquiátrico.
“É uma parte da medicina que trabalha diretamente com os aspectos fisiológicos das manifestações psíquicas indesejáveis, tendo uma metodologia de tratamento essencialmente medicamentosa”, explica a coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo, Denise Diniz.
De acordo com psicóloga Sandra Mari Coelho, o psiquiatra pode atuar efetivamente em todos os diagnósticos de transtornos mentais – sejam eles leves, moderados ou graves. O encaminhamento para este profissional pode ser dado por um psicólogo ou psicanalista, que detecta durante as sessões de terapia a necessidade do uso de medicamentos para aliviar os sintomas – como insônia, alteração de humor, falta de apetite – de um determinado transtorno. Um dos focos do tratamento com um psiquiatra é melhorar os aspectos funcionais da vida diante de uma determinada doença mental e, depois, tratar de forma gradativa e progressiva o problema.

Mensagem


Sabe aquele momento que a gente pensa
que chegou no limite das próprias forças e que
não vai mais conseguir avançar?
Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!)
e tudo parece um grande vazio...
Esse momento que, não importa a nossa idade,
pensamos que já é o fim...
e um desânimo enorme toma conta da gente...
Esse momento, ao contrário do que parece,
é justamente o ponto de partida!!!
Se chegamos a um estado em que não avançamos mais,
é que devemos provavelmente tomar uma outra direção.

Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfação
é sinal de que alguma coisa deve ser feita.
Não espere que os outros construam pra você,
planeje e faça!
Você é responsável pelos próprios sonhos e pela realização destes.
Nas obras da vida não precisamos de arquitetos
para planejar por nós.
Com um pouco de imaginação e um muito de
boa vontade podemos reconstruir sozinhos a casa
que vamos morar e o futuro que nos oferecemos.

É humano se sentir fragilizado , e é necessário para que tenhamos
consciência que não somos infalíveis,
não somos super-heróis,
mas seria desumano parar por aí, e injusto,
para os outros,
mas principalmente para nós mesmos.
Recomeçar é a palavra!
Recomeçar cada vez, a cada queda,
a cada fim de uma estrada! Insistir!...
Se alguém te feriu, cure-se!
Se te derrubaram, levante-se!
Se te odeiam, ame!
Erga-se! Erga a cabeça!
Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés.
É preciso olhar pra frente.
Plante uma árvore, faça um gesto gentil,
tenha um atitude positiva.
É sempre possível fazer alguma coisa!
Não culpe os outros pelas próprias desilusões,
pelos próprios fracassos.

Se somos nossos próprios donos para as nossas vitórias,
por que não sermos para as nossas derrotas?
Onde errou, não erre mais!
Onde caiu, não caia mais!
Se você já passou por determinado caminho,
deve ter aprendido a evitar certas armadilhas.
Então, siga!
Não se esqueça de uma grande promessa feita na Bíblia:

"Esforça-te e eu te ajudarei."

Dê o primeiro passo... depois caminhe!!!
Tenho certeza que a felicidade não mora ao seu lado,
nem à sua frente, ela está junto de você!

Letícia Thompson

O LAÇO E O ABRAÇO / Mário Quintana


O LAÇO E O ABRAÇO

               Mário Quintana

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma  fita  dando voltas.Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.Ah! Então, é assim o amor, a amizade.Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.Então o amor e a amizade são isso...Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!