sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Pedofilia: um crime silencioso / Antonio Edelgardo Pereira da Silva

Normalmente ocorre dentro do ambiente familiar, o que torna mais difícil ainda a vítima se manifestar (abuso sexual infrafamiliar).

É silencioso porque geralmente ocorre dentro do ambiente familiar e para a vítima de um pedófilo fica muito difícil a mesma contar para alguém em que ela tenha confiança, a violência que ela vem sofrendo.
A maioria dos casos de pedofilia não são denunciados pois a família entende que com isso preserva a imagem que tem perante a sociedade e a imagem da própria vítima, o que é um erro pois ao não denunciar o pedófilo só irá contribuir ainda mais para que o mesmo continue agindo impunemente sem as reprimendas da lei.
Independentemente de classe social, a pedofilia acontece em todas as camadas sociais embora a maioria desses crimes aconteçam na periferia, principalmente em lares em que os pais passam o dia trabalhando e não tem como proteger seus filhos dos pedófilos.
O mais grave é que a maioria desses crimes infrafamiliar são praticados por parentes e pais das próprias vítimas e na sequência aparecem vizinhos, amigos da família, pessoas próximas que geralmente tem acesso as vítimas sem despertar nenhuma desconfiança. Pessoas que tem intimidade e confiança com a vítima.
Não existe um perfil pré-determinado e clássico do pedófilo. Eles estão em todas as classe sociais e independe do grau de instrução o que vai desde o analfabeto até o mais alto grau de instrução que se possa imaginar. Normalmente é uma pessoa que goza de boa reputação no meio em que vive, benquista por todo mundo e que geralmente gosta de ajudar e é justamente por trás dessa máscara que se esconde um predador de crianças.
Os casos mais comuns acontecem com crianças que possuem uma faixa etária abaixo dos 14 anos, até mesmo crianças de 3 anos já foram vítimas da pedofilia, inclusive com penetração.
As denúncias de pedofilia podem ser feita hoje no Brasil através do Disque 100 mas o importante mesmo é que a vítima seja levada a uma Delegacia, importante lembrar que sua identidade será preservada a fim de se evitar represálias por parte do abusador. Não é um procedimento que dar pra esperar então quanto mais rápido a denúncia for formalizada mais rápido a polícia terá condições de apurar o caso e adotar as devidas e necessárias providências.
Interessante esclarecer que a vítima for uma criança até 12 anos ela será atendida por uma assistente social e uma psicóloga, os quais fazem o acolhimento da criança abusada em ambiente propício tipo uma brinquedoteca e que a criança se sinta a vontade até o momento de falar o que realmente aconteceu. Depois passa por um atendimento psicossocial e, havendo vestígios do crime será encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) para apurar a materialidade delitiva.
Todos os pais devem e querem proteger os seus filhos de predadores mas como os manter em local seguro sem saber identificar um pedófilo?
Segundo o site http://pt.wikihow.com/Identificar-um-Ped%C3%B3filo, alguns cuidados são importantes para a identificação de um pedófilo, senão vejamos:
Primeiramente nunca descartar a ideia de que alguém pode ser um pedófilo, não é o fato de o mesmo ser charmoso, carinhoso e parecer uma pessoa boa que vai merecer menos atenção. 30% das crianças que sofreram abusos sexuais, foram abusadas por algum membro da família, 60% por alguém que a criança já conhecia e que não era membro da família e 10% por um completo estranho da criança.
Os pedófilos tendem a falar sobre crianças como se estivessem falando sobre adultos. Eles podem fazer referência a uma criança como fariam a um amigo adulto ou companheiro. Os pedófilos normalmente dizem que amam todas as crianças e sentem-se como se ainda fossem crianças.
Os pedófilos procuram por crianças que são vulneráveis a suas táticas, pois têm pouco apoio emocional ou não estão tendo atenção suficiente em casa. O pedófilo tentará ter uma figura paterna para a criança. Alguns pedófilos procuram por crianças de pais solteiros, que não estão tão disponíveis para dar muita atenção.
Um molestador de crianças normalmente usará vários jogos, truques, atividades e linguagens para ganhar a confiança e/ou enganar a criança. Entre essas táticas estão: guardar segredos (os segredos são muito valiosos para a maioria das crianças, que sentem-se “adultas” e poderosas), jogos sexuais explícitos, carícias, beijos, toques, comportamentos sexualmente sugestivos, exposição da criança a materiais pornográficos, coerção, suborno, bajulação, e – o pior de todos – afeição e amor. Saiba que essas táticas são usadas basicamente para isolar e confundir a criança.
Muitos pais usam o método do “toque bom, toque ruim, toque secreto”. Você deve ensinar seu filho que existem alguns toques adequados, como batidinhas nas costas ou nas mãos. Existem também os toques “ruins”, como tapas ou chutes. Além disso, existem os toques “secretos” que são aqueles sobre os quais as pessoas dizem que elas não devem contar a ninguém. Use esse método ou algum outro para ensinar seu filho que alguns toques não são bons e que, quando algum acontecer, ele deve contar a você imediatamente.
Ensine seu filho que ninguém deve tocá-lo em suas regiões íntimas. Muitos pais definem essas áreas como aquelas que devem ser cobertas pelas roupas de praia. Diga para seu filho falar “não” e sair quando alguém tentar tocá-lo nessas áreas. Diga a seu filho para procurá-lo imediatamente se alguém tocá-lo de maneira inadequada.
Identifique quando alguém estiver agindo de maneira diferente com seu filho.Se perceber que seu filho está tendo um comportamento diferente, aborde o assunto para descobrir o que há de errado. Se perguntar regularmente a seu filho como foi o dia dele, inclusive sobre os toques bons, ruins ou secretos, ajudará a manter uma comunicação aberta. Sempre preste atenção quando seu filho disser que foi tocado de maneira inadequada ou se ele disser que não confia em um adulto. Confie primeiro em seu filho.
Esperamos que essas dicas ajudem a você caro leitor a identificar esse tipo de criminoso e denunciá-lo junto as autoridades competentes.

Postagem da Cláudia Sobral da comunidade "Brasil Sem Pedofilia"



Estudo indica que as pessoas que são ofendidas perdoam mais facilmente quando sabem que ofensor foi punido
Um estudo feito por pesquisadores norte-americanos da Escola de Psicologia da Universidade Adelaide refere que as pessoas que são ofendidas facilmente perdoam quando sabem que quem lhes fez mal foi submetido a algum tipo de punição.
“A justiça e o perdão são muitas vezes considerados como opostos, mas descobrimos que as vítimas que punem os seus agressores são mais suscetíveis de perdoar o ofensor e seguir em frente”, refere em comunicado Peter Strelan, psicólogo da Escola de Psicologia da Universidade Adelaide, que tem vindo a estudar o perdão, numa tentativa de entender melhor como as pessoas podem resolver conflitos pessoais.
Para Peter Strelan, “a punição pode assumir muitas formas diferentes. Pode-se dar a alguém o ´tratamento silencioso`, o que em si mesmo é um castigo psicológico muito poderoso. Ou, no caso de um agressor criminoso, sabendo que um tribunal impôs uma sentença razoável e que a justiça está a ser feita – que pode ser o suficiente para algumas pessoas perdoarem”.
“Esse sentido de justiça, ou esse ´receber o que merece` é importante. No entanto, nas relações interpessoais a punição não deve ser extrema ou vingativa. Se fosse, isso não iria ajudar a reparar os danos no relacionamento e iria tornar as coisas piores”, acrescentou Peter Strelan.
“Para que o perdão realmente funcione, deve haver um sentimento de que as respostas negativas para com um transgressor estão a ser substituídas por pensamentos positivos. Não se trata de retaliação, trata-se de responder de forma construtiva e fazer algo sobre o mau comportamento das pessoas para consigo, de uma forma que funciona para ambas as partes envolvidas no conflito”, sublinhou o psicólogo norte-americano, na nota divulgada pelo portal Newswise.
Peter Strelan considerou que muitas pessoas têm dificuldade em perdoar aquelas que lhes fizeram mal.
“Quando você se sente magoado por alguém que você naturalmente sente ser vulnerável, a própria ideia de a perdoar também faz com que a vítima se sinta vulnerável. Quando alguma forma de punição está envolvida, a vítima sente-se mais habilitada que o agressor e é mais facilmente capaz de a perdoar”, afirmou.
Fonte: www.rtp.pt

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Racismo... / Bya Albuquerque

Estimados amigos. Vocês que me conhecem já faz um tempo sabem que no grupo somente posto sobre o abuso sexual...porém na página "Filhas do Silêncio" posto sobre vários abusos e crimes. Um deles é sobre o racismo. Infelizmente estou precisando de ajuda e orientação sobre esse tipo de crime. Tenho um primo que me escreveu buscando ajuda. A irmã dele se envolveu num relacionamento com um homem negro e por racismo de sua mãe, foi posta para fora de casa...do mesmo jeito que esse meu primo que não é aceito pelo ramo da família da cidade de Franca por ser homossexual. A irmã dele quis voltar para casa e a mãe disse que somente aceitava se ela se "livrasse" do bb negro. Foi o que fizeram. Ninguém sabe o paradeiro da criança...muitas mentiras são ditas...e a autoridade de Franca fechou os olhos para o caso. Meu primo e seu pai gostariam de saber sobre o paradeiro da criança...se está viva e bem. Meu primo tem as provas de que a criança nasceu e sumiu (ou seja, sumiram com ela). Também está em posse de dois documentos feitos na polícia...um deles é do pai da criança que está arrasado com toda essa situação. Peço orientações e que repassem um absurdo desses, pois é um crime de racismo e a criança não tem culpa da irresponsabilidade...ignorância...e falta de amor por parte da mãe e da avó. Obrigada.