sábado, 30 de junho de 2012


SE ESSAS IMAGENS TE CHOCAM...TE FAZEM FICAR TRISTES OU HORRORIZADOS, ENTÃO FAÇA ALGUMA COISA: DENUNCIE. UMA CRIANÇA ABUSADA, NÃO SOFRE SOMENTE A VIOLÊNCIA FÍSICA, MAS TAMBÉM A EMOCIONAL. E ESSA FICA PARA SEMPRE!!! CRIANÇA ABUSADA = ADULTO PROBLEMÁTICO. BYA.










     












LEIAM ESSA MATÉRIA...INFELIZMENTE É EXTENSA E DIFÍCIL PARA COPIAR. A MATÉRIA É SOBRE O QUE CAUSA O ABUSO SEXUAL...BYA.


Ballone GJ - Abuso Sexual Infantil, in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://www.virtualpsy.org/infantil/abuso.html> 2003

terça-feira, 26 de junho de 2012

"A semente é quase imperceptível, e no entanto, 
o carvalho será um gigante (...)"
(Chico Xavier)



Foto: "A semente é quase imperceptível, e no entanto, 
o carvalho será um gigante (...)"

Chico Xavier








"A essência da compaixão está em reconhecer como é difícil para alguém ser bom. Perdoar uma pessoa é deixá-la ser livre, mesmo quando ela abusa dessa liberdade além da exasperação." 

(Deepak Chopra)



Foto: Preciso abandonar essa “mania de passado”, retirar os entulhos,deixar a casa vazia para receber nova mobília,fazer a faxina da mente, da alma, do corpo e do coração.

(Caio Fernando abreu)





"Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo (…) Uma cicatriz significa: Eu sobrevivi."

(Caio F. Abreu)




Foto: "Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo (…) Uma cicatriz significa: Eu sobrevivi."

Caio F. Abreu

Arte by Sergio Lopez.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sexo com criança é estupro, decide o Supremo


STF veta brecha na interpretação de estupro 


Por unanimidade, a 1ª Turma acompanha o voto da ministra Rosa Weber; decisão contrasta com a absolvição, pelo STJ, de acusado de estuprar meninas de doze anos


O Supremo Tribunal Federal decidiu que a manutenção de relação sexual com criança de dez anos de idade é estupro, e não pode ser qualificado como algo diferente.

Esse entendimento foi reafirmado por unanimidade pela 1ª Turma do STF, em maio último, ao acompanhar o voto da relatora, ministra Rosa Weber.

Estava em julgamento um habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de um paranaense condenado a 8 anos e 9 meses de prisão, sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra uma enteada, então com dez anos de idade. Segundo a denúncia, o abuso sexual ocorreu diariamente ao longo de quase dois anos, em 2003 e 2004.

Segundo o voto da relatora, é pacífico o entendimento no Supremo quanto a ser absoluta a presunção de violência nos casos de estupro contra menor de catorze anos nos crimes cometidos antes da vigência da Lei 12.015/09, o que impede a pretensa relativização da violência presumida.

“Não é possível qualificar a manutenção de relação sexual com criança de dez anos de idade como algo diferente de estupro ou entender que não seria inerente a ato da espécie a violência ou a ameaça por parte do algoz”, afirma o acórdão do STF, publicado no último dia 12 (*).

Essa decisão contrasta com a absolvição pelo Superior Tribunal de Justiça, em março último, de um homem acusado de cometer estupro de adolescentes de doze anos. A Terceira Seção do STJ entendeu, na ocasião, que a presunção de violência não seria absoluta, pois as meninas eram prostitutas. O caso ainda está em julgamento pelo STJ, com o oferecimento de recurso [embargos de declaração].

O entendimento do STJ foi de que a violência no crime de estupro era relativa –dependia de cada caso– e não absoluta. Ou seja, poderia ser questionada mesmo em se tratando de menores.

A decisão do STJ foi criticada, entre outros, pela ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que viu “tolerância com essa prática nefasta” e uma afronta ao princípio da proteção absoluta garantido a crianças e adolescentes.

Em nota, o STJ afirmou na ocasião que a Corte “apenas permitiu que o acusado possa produzir prova de que a conjunção ocorreu com consentimento da suposta vítima”.

Segundo a relatora do caso no STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura, não se pode considerar crime o ato que não viola o bem jurídico tutelado –no caso, a liberdade sexual.

Na época das relações sexuais, o Código Penal considerava que o crime deveria ser cometido mediante violência, e que ela era presumida quando se tratava de vítimas menores de 14 anos. O artigo foi revogado em 2009 com a mudança da lei –o texto atual não cita a violência.

“A prova trazida aos autos demonstra, fartamente, que as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado”, afirmou o acórdão do STJ.

A decisão do Supremo reitera sua jurisprudência quanto a ser absoluta a presunção de violência nesses casos.

Texto de Frederico Vasconcelos
http://blogdofred.blogfolha.uol.com.br/2012/06/25/sexo-com-crianca-e-estupro-decide-o-supremo/





(*) HC N. 105.558-PR

RELATORA: MIN. ROSA WEBER

HABEAS CORPUS. ESTUPRO. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. PRETENSÃO À ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. VÍTIMA MENOR DE CATORZE ANOS. PRESUNÇÃO ABSOLUTA DE VIOLÊNCIA. CRIME COMETIDO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI 12.015/09.  CONTINUIDADE DELITIVA. MAJORAÇÃO MÁXIMA DA PENA. COMPATIBILIDADE COM O NÚMERO DE CRIMES COMETIDOS. PRECEDENTES.

1. O habeas corpus não se presta ao exame e à valoração aprofundada das provas, não sendo viável reavaliar o conjunto probatório que levou à condenação criminal do paciente por crimes de estupro e atentado violento ao pudor.

2. O entendimento desta Corte pacificou-se quanto a ser absoluta a presunção de violência nos casos de estupro contra menor de catorze anos nos crimes cometidos antes da vigência da Lei 12.015/09, a obstar a pretensa relativização da violência presumida.

3. Não é possível qualificar a manutenção de relação sexual com criança de dez anos de idade como algo diferente de estupro ou entender que não seria inerente a ato da espécie a violência ou a ameaça por parte do algoz.

4. O aumento da pena devido à continuidade delitiva varia conforme o número de delitos. Na espécie, consignado nas instâncias ordinárias terem os crimes sido cometidos diariamente ao longo de quase dois anos, autorizada a majoração máxima.



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Transtorno do estresse pós-traumático / Drauzio Varella


O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de o portador ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando se recorda do fato, ele revive o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.
Aproximadamente entre 15% e 20% das pessoas que, de alguma forma, estiveram envolvidas em casos de violência urbana, agressão física, abuso sexual, terrorismo, tortura, assalto, sequestro, acidentes, guerra, catástrofes naturais ou provocadas, desenvolvem esse tipo de transtorno. No entanto, a maioria só procura ajuda dois anos depois das primeiras crises.
Recente pesquisa desenvolvida pela UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e por outras universidades brasileiras, em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, levantou a hipótese de a causa do transtorno estar no desequilíbrio dos níveis de cortisol ou na redução de 8% a 10% do córtex pré-frontal e do hipocampo, áreas localizadas no cérebro.
Sintomas
Os sintomas podem manifestar-se em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para aparecer. Eles costumam ser agrupados em três categorias:
a) Reexperiência traumática: pensamentos recorrentes e intrusivos que remetem à lembrança do trauma, flashbacks, pesadelos;
b) Esquiva e isolamento social:  a pessoa foge de situações, contatos e atividades que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma;
c) Hiperexcitabilidade psíquica e  psicomotora: taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.
É comum o paciente desenvolver comorbidades associadas ao TEPT.
Diagnóstico
O DSM-IV (Manual de Diagnóstico dos Distúrbios Mentais) e o CID-10 (Classificação Internacional das Doenças) estabeleceram os critérios para o diagnóstico do transtorno do estresse pós-traumático.
O primeiro requisito é identificar o evento traumático (agente estressor), que tenha representado ameaça à vida do portador do distúrbio ou de uma pessoa querida e perante o qual se sentiu impotente para esboçar qualquer reação. Os outros levam em conta os sintomas característicos do TEPT.
Tratamento
São opções de tratamento a terapia cognitivocomportamental e a indicação de medicamentos ansiolíticos, quando necessários.
Recomendações
* Preste atenção: o número de diagnósticos de transtorno do estresse pós-traumático tem aumentado nas últimas décadas. Procure assistência médica, se apresentar sintomas que possam ser atribuídos a esse distúrbio da ansiedade;
* Lembre-se de que a ocorrência de um agente estressor não significa que a pessoa vai desenvolver TEPT: algumas são mais vulneráveis e predispostas;
* Não subestime os sintomas do transtorno em crianças e
idosos depois de terem vivenciado situações traumáticas.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aprendi.../ Bya Albuquerque...

Aprendi...a conviver com diversos tipos de pessoas.
Aprendi...que cada um de nós tem seu próprio caminho, que às vezes se cruzam e outras vezes estão paralelos.
Aprendi... a ouvir e aceitar opiniões diversas.
Aprendi... a conviver e a perdoar a rejeição e o desprezo.
Aprendi...que cada um é cada um, indiferente das nossas vontades ou expectativas.
Aprendi...a perdoar.
Aprendi...a aceitar, por mais que isso possa doer em mim.
Aprendi...enfim, a viver de uma maneira mais fácil.



Foto

Serviços que podem te ajudar / Elaborado pela Ana Maria Saad


Serviços que podem te ajudar

SERVIÇOS GRATUITOS

Alguns são exclusivamente em São Paulo, mas pesquise na prefeitura de sua cidade e no Senhor Google, pois sempre existe algo de graça que pode lhe ajudar a ter bem estar!
________
Serviço de apoio emocional e terapêutico gratuito. Se você não está se sentindo bem pode ligar que receberá atendimento pelo telefone, e eventual encaminhamento para terapeutas voluntários.
11 2389.8816 / Segunda à sexta das 13h às 21h / Sábado das 9h às 13h
________
Apoia os portadores de depressão e bipolaridade, bem como seus familiares e amigos.
________
Esclarece sobre doenças psiquiátricas e neurológicas.
________
Apoia grupos de auto-ajuda de portadores de transtornos mentais e seus familiares.
________
Ministério da Saúde: CAPs – Centros de Atenção Psicossocial.
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Associação dos familiares, amigos e portadores de Transtornos de Ansiedade.
________
Informações sobre atendimento homeopático gratuito.
________
Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas.
________
Associação brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtornos Obssessivo-Compulsivos.
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Exercícios de meditação e relaxamento grátis on-line.
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Oferece ajuda a portadores de depressão e seus familiares.
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Guia de auto-ajuda especialmente criado para ajudar, homens, mulheres e crianças a lidar com a depressão e ansiedade.
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Centro de Estudo Paulista de Psiquiatria.
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UMAPAZ oferece atividades culturais gratuitas na cidade de São Paulo, como danças circulares.
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O Centro Educacional Unificado (CEU) é um complexo educacional, esportivo e cultural caracterizado como espaço público múltiplo da cidade de São Paulo.
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Faculdade de Ciências da Saúde que promove ações voluntárias.

SERVIÇOS COM BAIXO CUSTO

SESC (tem aulas de yoga a preços acessíveis).

SERVIÇOS PAGOS

Para se conhecer e ter bem estar através de terapias corporais e práticas milenares.
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Para se conhecer e ter bem estar através de terapias corporais e práticas milenares.
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Para impulsionar a transformação pessoal.
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Para construir uma nova consciência e uma nova educação.
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Para eliminar o estresse e elevar os valores humanos.
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Para executivos e empresários que também são humanos.

POSTAGEM CEDIDA PELO SITE "PENSAMENTOS FILMADOS": www.pensamentosfilmados.com.br

terça-feira, 19 de junho de 2012

Segurança Íntima / Emmanuel

Ante os impactos emocionais do cotidiano, estimarias construir a segurança íntima, a fim de que a serenidade se faça constante cidadela defensiva e podes, indiscutivelmente, construir semelhante refúgio.


Inicia a edificação da própria paz, observando que todos necessitamos pensar por nós mesmos, embora sabendo que somos influenciáveis pelas idéias alheias.


Aceitando-nos na condição da imensa família humana, verificamos que as nossas dificuldades não são maiores que as dos outros.


Integrando a comunidade terrestre, suscetível de adotar numerosos enganos em raão de aprendizado em que nos encontramos, somos impelidos a entender que não estamos isentos de cometer determinados erros e que isso é compreensível, à maneira do sinal vermelho, no trânsito comum, convidando-nos a parar, de modo a seguirmos adiante, em espaço imune de riscos.


Alertados pelo impositivo de atender ao caminho que nos seja próprio, aprenderemos que a estrada dos entes mais queridos pode ser muito diferente da nossa.


Admitindo cada criatura por transeunte ou viajor no carro da própria existência
saberemos zelar por nossas diretrizes, sem interferir na condução do próximo.


Partilhando a realidade de todos, sernos-á fácil reconhecer que os contratempos, que nos ocorram, talvez igualmente aconteçam na marcha dos seres que amamos, competindo-nos auxiliá-los, tanto quanto desejamos ser auxiliados na solução de nossos problemas.


A convicção de que todos nos achamos em caminho, buscando realizações mais ou menos idênticas entre si, sob riscos análogos,  nos podará qualquer impressão de privilégio, à frente dos companheiros da Humanidade, com os quais precisamos estar em paz, na garantia da própria segurança.


Reflete nisso e concluirás que esse ou aquele viajor no mundo tem necessidade de proteger a viatura que lhe diga respeito, de maneira a não suscitar desastres que ameacem os outros e a si mesmo.


A  serenidade habitará conosco, na Terra, quando aí compreendermos que toda criatura irmã tem o seu próprio com os sonhos, compromissos, realizações e iniciativas a que se associe, o que nos afastará dos julgamentos precipitados e das condenações indébitas, para que estejamos em plena vivência da regra áurea, cuja prática é o coração da felicidade, a fim de que estejamos na felicidade do coração.




LIVRO CALMA / FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

























































domingo, 17 de junho de 2012

RÊ CAÍDA... / RENATA BEIRO


Ao Poder
Superior
Minh'alma
Entreguei...
Não fraquejei
Doze passos
Superei...
Recomeço
Hoje
Do primeiro...
Recaí
Num lance
Relance
Nítido
Visto
Vivido
Tão vívido...
Incurável
Fui amável
Pedi a tudo
Perdi...
À tentação
Da paixão
Me rendi...
Ao amar
Cura
Não há...
Recaí
Não nego
Assumo
Nunca
Te esqueci...
Tentei
Mas quero
Espero
Só por um dia
Eternamente
Sermos nós...
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vítima de Pedófilos / Dhiogo José Caetano


Quanto medo. 
Não entendia o comportamento daqueles monstros que conviviam à minha volta. Eu era simplesmente uma criança mas, mesmo assim, aqueles seres me atormentavam. 
Fui perseguido, obrigado a fazer coisas que 
nem mesmo eu sabia o que era. Mas, dentro de mim, sentia que era algo errado e que não deveria ser feito. Mas aqueles monstros me obrigavam, me ameaçavam. E eu era obrigado a fazê-lo.
Eu me sentia culpado. Tinha medo e vergonha, também. Mas me sentia obrigado.
Dentro de mim um desalinho, pois sabia que algo errado estava acontecendo mas, ao mesmo tempo, tinha medo de contar e omitia pra mim mesmo aquela cena terrível.
Não fui violentado graça a Deus, mas foram inúmeras as vezes que me deparei com pessoas ditas honestas e humanas, que olharam pra mim, uma simples criança e diziam, olhando para o seu membro genital: “eu deixo você pegar”.
Não foi uma só pessoa; foram algumas pessoas em momentos diferentes da minha vida. Eu me sentia mal, me considerando culpado, um verdadeiro lixo.
Nada aconteceu no meu corpo físico, mas na alma ficaram as marcas de uma experiência que nunca será esquecida.
Fui utilizado como parte da fantasia sexual de indivíduos que se diziam humanos mas que, na verdade, não passavam de seres irracionais, monstros da pior espécie.
Acreditava que tudo acontecera comigo, era porque tinha que acontecer; mas viver tal experiência é um estigma que fica registrado na alma.
No decorrer da vida, encarei essa cruel realidade e sobrevivi e, hoje, busco defender pessoas que, como eu, foram traumatizadas por monstros que não respeitam ninguém.
Diga não à pedofilia.
Pois podemos ver ainda na atualidade a coisa acontecer em todos os lugares e de variadas formas, mas com um único ser; os mais especiais, puros e frágeis também: as nossas crianças que são usadas e humilhadas por monstros em forma de seres humanos.
A cada esquina um olhar enigmático, mas louco!
A cada passo um medo e, na garganta, um sufoco.
A cada momento nada se pensa, sobre o que aconteceu, o nosso corpo pode ser pertença de quem abusos tece. Mas tudo silencia e nada nos descansa quando surge um novo dia e alguém se apropria da doçura da alma de uma criança.
Por isso respeite as crianças. Seja humano e se coloque no lugar das mesmas, assim você verá, ou melhor, sentirá na pelo o medo, o desalinho da alma. 

Autor: Dhiogo José Caetano
http://www.recantodasletras.com.br/escrivaninha/publicacoes/editor.php?acao=ler&idt=3692440&rasc=0




Foto: Vítima de Pedófilos


Quanto medo. 
Não entendia o comportamento daqueles monstros que conviviam à minha volta. Eu era simplesmente uma criança mas, mesmo assim,  aqueles seres  me atormentavam. 
Fui perseguido, obrigado a fazer coisas que nem mesmo eu sabia o que era.  Mas, dentro de mim, sentia que era algo errado e que não deveria ser feito.  Mas aqueles monstros me obrigavam,  me ameaçavam. E eu era obrigado a fazê-lo.
Eu me sentia culpado. Tinha medo e vergonha, também. Mas me sentia obrigado.
Dentro de mim um desalinho, pois sabia que algo errado estava acontecendo mas, ao mesmo tempo, tinha medo de contar e omitia pra mim mesmo aquela cena terrível.
Não fui violentado graça a Deus, mas foram inúmeras as vezes que me deparei com pessoas ditas honestas e humanas, que olharam pra mim, uma simples criança e diziam, olhando para o seu membro genital: “eu deixo você pegar”.
Não foi uma só pessoa; foram algumas pessoas em momentos diferentes da minha vida. Eu me sentia mal, me considerando culpado, um verdadeiro lixo.
Nada aconteceu no meu corpo físico, mas na alma ficaram as marcas de uma experiência que nunca será esquecida.
Fui utilizado como parte da fantasia sexual de indivíduos que se diziam humanos mas que, na verdade, não passavam de seres irracionais, monstros da pior espécie.
Acreditava que tudo acontecera comigo, era porque tinha que acontecer; mas viver tal experiência é um estigma que fica registrado na alma.
No decorrer da vida, encarei essa cruel realidade e sobrevivi e, hoje, busco defender pessoas que, como eu, foram traumatizadas por  monstros que não respeitam ninguém.
Diga não à pedofilia.
Pois podemos ver ainda na atualidade a coisa acontecer em todos os lugares e de variadas formas, mas com um único ser; os mais especiais,  puros e frágeis também: as nossas crianças que são usadas e humilhadas por monstros em forma de seres humanos.
A cada esquina um olhar enigmático, mas louco!
A cada passo um medo e, na garganta, um sufoco.
A cada momento nada se pensa, sobre o que aconteceu, o nosso corpo pode ser pertença de quem abusos tece. Mas tudo silencia e nada nos descansa quando surge um novo dia e alguém se apropria da doçura da alma de uma criança.
Por isso respeite as crianças. Seja humano e se coloque no lugar das mesmas, assim você verá, ou melhor, sentirá na pelo o medo, o desalinho da alma. 

Autor: Dhiogo José Caetano
http://www.recantodasletras.com.br/escrivaninha/publicacoes/editor.php?acao=ler&idt=3692440&rasc=0

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A Dor / Bya Albuquerque


Menina sentada à beira da praia...pensando e pensando
Tão pequena...tão madura
Tão desesperada e com tantas esperanças
O passado começando a pesar e o futuro brilhando à frente...

Moça sentada à beira da praia...pensando e sonhando
Sonhando com o futuro que ainda brilha...pensando no passado que a atormenta
Tão jovem, tão triste...e já perdendo as esperanças
O passado invadiu o presente e ameaça o futuro...

Mulher sentada à beira da praia...chorando e chorando
Sem o presente e sem o futuro...apenas o passado lhe pesando na mente e coração
Mulher num corpo de menina...menina num corpo de mulher
O futuro ficou no passado e o presente não existe mais...




45 / Bya Albuquerque

Ao completar 42 anos, me sentia totalmente destroçada...um lixo. Não saía da cama, mal me alimentava, não dormia e não tinha vontade de nada. E então, pela primeira vez pensei em terminar com essa agonia e o único meio que conhecia era o suicídio. Não cheguei a tentar, mas seria muito fácil, com todos aqueles remédios a minha disposição + bebida alcoólicas. Mas o amor e a união familiar impediu-me de tal ato, pois me sentiria traidora depois de tanto carinho e apoio recebidos.
Há poucos dias completei 45. Que diferença...quantas mudanças!!! Ainda sofro de depressão, de insônia e fobia social. Fico semanas sem sair de casa. E a saúde física piorou. Mas o que melhorou foi a disposição, cresceu a esperança de sair desse fosso, de enxergar a luz no final do túnel. Pois antes nem mesmo o túnel eu enxergava...
Na verdade, o que mudou significamente nesses 3 anos foi o meu crescimento emocional. Já não me sinto inútil, consigo me valorizar mais, não tenho medo das opiniões dos outros sobre a minha pessoa e, principalmente, aprendi a dizer e a manter o NÃO. 
Conheci milhares de pessoas (virtualmente). A maioria me acolheu com carinho, alguns me machucaram e poucos me rejeitaram ou desprezaram. Aprendi respeitar o ser interior de cada um...suas maneiras de ser. E o mais importante: estou aprendendo a perdoar a mim mesma e aos outros. Vai levar tempo...mas pelo menos estou tentando.
Só quem passa por uma situação altamente violenta, brutal e estressante sabe como é difícil a caminhada, conhece os limites da vitória e tem noção que o stress pós traumático, que causa males físicos e emocionais, não tem cura. Por isso procuro viver um dia de cada vez e tem dado certo.
Só espero que durante mais esse novo ano de vida eu consiga dar vários passos, que eu consiga perdoar, que eu consiga me amar e respeitar e que eu consiga ajudar aos outros, que passam o que eu passo.



Sinais de fumaça / Stella de Sanctis

Os ocres desencontrados
Misturaram-se ao descorado
Raso-fundo 
do retrato.
Repasso, ampla e estreita,
Ossos, pó, silêncios... Restos
Retirados do fundo do tempo.

Não apago fogo, nem encurto passos;
As palavras estão suspensas no ar,
Como sinais de fumaça
Sobre um poema inacabado.

Grãos de corte, punhados de morte,
Novo alvitre, luz rente, algo de sorte...
As coisas singulares,
Cúmplices do ser e da verdade,
Somam-se ao canto,
Às escancaras do peito.

Incenso invade o papiro,
Subtrai do ar um suspiro,
Um sopro quente se consente...
Linhas urgentes me refletem.

Art by Claudy Khan



quinta-feira, 7 de junho de 2012

COMPARTILHO ESSAS FLORES COM TODOS OS AMIGOS E APROVEITO PARA DESEJAR UM BOM DIA E UM BELO FERIADO, REPLETO DE PAZ, AMOR E HARMONIA. ABRAÇOS CARINHOSOS, BYA!!!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A SOLIDÃO É COMO CHUVA / Rainer Maria Rilke


Sobe do mar nas tardes em declínio;
das planícies perdidas na saudade
ela se eleva ao céu, que é seu domínio,
para cair do céu sobre a cidade.

Goteja na hora dúbia, quando os becos
anseiam longamente pela aurora,
quando os amantes se abandonam tristes
com a desilusão que a carne chora;
quando os homens, seus ódios sufocando,
num mesmo leito vão deitar-se: é quando
a solidão com os rios vai passando...


domingo, 3 de junho de 2012

Sobre o abuso sexual


Danuza Leão escreve: Sobre o abuso sexual

Coisas ruins acontecem, mas devem e podem ser também superadas, e o estupro é uma delas

Ninguém sabe o que se passa na cabeça das pessoas, mas existem -homens, principalmente- as que têm fantasias sexuais com meninas (ou meninos) muito jovens, sobretudo quando são meninas (ou meninos) bonitas; isso desde que o mundo é mundo, e acontece até no seio da Santa Madre Igreja. Esses, ou procuram pensar em outra coisa, ou cometem abusos, o que é crime hediondo.

Mas qual a diferença entre uma menina e uma moça? Já era assim quando as adolescentes usavam saia pregueada e meia curta. Hoje elas imitam, desde bem novinhas, o que veem na televisão: usam sapatos de saltinho, minissaia, batom e pintam as unhas.
Pedófilos sempre existiram, existem e existirão, mais do que se imagina, mais do que se sabe. São pessoas com desordem mental, e quem não ouviu falar que em regiões mais atrasadas pais tiveram relações com uma ou mais filhas, tendo até engravidado algumas, que se tornaram mães de suas próprias irmãs. Isso acontece no Brasil profundo e também em países altamente civilizados; na Espanha, houve um bando de pedófilos que abusava sexualmente de crianças, até mesmo de bebês. A miséria humana não tem limites.
A sexualidade das pessoas é um mistério; existem muitos homens, mais do que se imagina, que se alteram quando veem uma criança bonita. Acariciam uma perna, dizem que ela é linda, mas não vão adiante por saberem que esse desejo é pecado, é crime, é contra as leis da natureza, como preferirem chamar; alguns não passam disso, pois não chegam nem mesmo a terem consciência desse desejo.
Mas as crianças percebem; não sabem o que está acontecendo, mas quando fogem do abraço de algum amigo do pai ou de um tio, é porque perceberam. Até pelo olhar elas sentem, criança não é boba. Intuem que alguma coisa está errada, mas como não compreendem o que está acontecendo, não falam. Só se fala do que se entende, e acusar uma pessoa próxima da família de algo que elas mesmas não sabem o que é está fora de questão. Têm pudor e sabem que podem ser castigadas, por terem a cabeça "suja".
Cabe às mães e aos pais ficarem atentos, não deixarem suas filhas/filhos em situações de risco, olhar atentamente o que se passa, e desconfiar sempre, sem medo de estar pensando em "maldades", sabendo que essas coisas acontecem nas melhores famílias. Não vivemos em um mundo ideal.
O abuso sexual causa efeito devastador nos que o sofrem, e precisam de apoio profissional, apoio esse que deve ser forte e positivo; só o amor de mãe e pai não é suficiente.
Elas devem aprender a levantar a cabeça e olhar a vida de frente, deixando esse triste momento para trás, no lugar de sofrer por toda a existência; passaram por um péssimo momento, como poderiam ter sido atropeladas ou levado uma facada de um assaltante.
Houve gente que perdeu a família inteira na guerra, ou durante o tsunami, ou nas torres gêmeas de Nova York, ou no terremoto de Tóquio, mas conseguiu superar. Coisas ruins acontecem, mas devem e podem ser também superadas, e o estupro é uma delas.
A condição humana é uma miséria.danuza.leao@uol.com.br

De Danuza Leão na Folha de São Paulo de 03/06/2012