sexta-feira, 25 de março de 2011

A Verdadeira Solidariedade

Vivemos tempos conturbados ultimamente. É a natureza que se rebela contra a ação do homem, é o próprio homem que se rebela contra o seu semelhante. Violência, Guerra, Desastres Naturais. Parece que nunca termina...E no meio de tudo isso, a solidariedade se faz presente, tentando atenuar o sofrimento.
A solidariedade é contrária à omissão e salva muitas vidas. Se não fosse pela mesma, muitas vidas estariam ceifadas. E, Graças a Deus, o mundo se une e procura ajudar ao máximo.
Mas há aquela solidariedade que não aparece diante dos holofortes, que não é brandida e nem divulgada. É a verdadeira solidariedade, a do dia a dia. Que dispensa matérias nos jornais ou TV. Essa sim, é extremamente necessária para muitos...e praticada por poucos.
E também há falta total de solidariedade: a omissão. Basta olharmos em volta e a veremos por toda parte. Como exemplo posso citar o problema do trabalho infantil. Terça, dia 22, passou o programa sobre esse tema BAND. Não vou comentar sobre o trabalho infantil em grandes centros urbanos. Ali, há toda uma máfia por trás disso, há a necessidade e, como vimos, simplesmente a vontade de obter dinheiro para os gastos pessoais. Porém, as crianças muitas vezes frequentam a escola, vêem TV, jogam vídeo game, navegam na internet.  Mas quero comentar sobre os vilarejos do Norte / Nordeste. Ali, o trabalho infantil é a pura necessidade. Não há escolha. Não há esperanças. Nem para as crianças e nem para seus pais...E me pergunto: se somos capazes ser solidários com as Regiões mais ricas, por que nos omitimos em relação a mais pobres? Por que não há campanhas para enviar cestas básicas, material de higiene, material escolar, roupas e até brinquedos para esses lugares? Por que não amenizar um pouco de sofrimento, levar um pouco de esperança? A resposta é fácil. Porque esses temas aparecem raramente e são logo esquecidos. Não dão IBOPE. Não haverá TV filmando crianças sorridentes fazendo doações. Mas também não haverá imagens de crianças sorridentes, recebendo o mínimo necessário, que para elas é o máximo.
Nada contra em ajudar Japão! E tudo a favor em ajudar as nossas crianças, o nosso futuro!!! Mais uma vez a omissão se faz presente. Praticar a verdadeira solidariedade pode não ser fácil mas, em qualquer situação, ela continua a salvar vidas e fazer brotarem sorrisos em rostos sofridos.

Parabéns à equipe do programa "A Liga", por nos lembrar dessa triste realidade, pela sua imparcialidade e pelo carinho cedido a essas crianças.

domingo, 20 de março de 2011

Momentos...

MOMENTO III

Agonia estava no centrão de São Paulo, perdida, desesperada. O papel com endereço na mão. Na verdade, já havia avistado a loja, mas não tinha coragem de entrar. Se sentia só e desamparada...mas sabia que tinha que fazer. Entrou na loja, e sem permeio, pediu a beberagem. Pagou, ouviu a explicação da velha senhora, que devia vender centenas de garrafas por dia, mas, por algum motivo, se simpatizou com a menina pequena, que aos 22 anos, aparentava 16 ou 17. Fez questão, com muita simpatia em explicar tudo. No seu olhar se podia ler: "minha filha, será que é preciso isso"? Agonia agradeceu e saiu da loja. Precisava decidir quando e onde tomar. Sabia que não podia demorar...pois a coisa que mais queria era ser mãe. Sabia que o seu pai, através de um colega, estava procurando uma boa clínica de aborto. E, principalmente, sabia que não podia ter esse filho sozinha. Pegou ônibus até a USP e entrou no prédio das Ciências Sociais. Cumprimentou alguns colegas e recusou de ir almoçar, apesar da fome que sentia. Se trancou no banheiro, sentou no chão e chorou. Após a crise de choro, pegou a beberagem e tomou tudo de uma vez...era amarga e enjoativa, mas não teve problemas em manté-la no estômago. Pegou as coisas e foi dar uma volta pelas alamedas arborizadas, tentando se acalmar. Às duas horas entrou na aula de antropologia, com a professora de quem gostava muito e que também sentia simpatia pela Agonia. Umas três horas começou a sentir fortes cólicas, contrações. De repente se sentiu molhada em baixo...estava desprevenida, pois não imaginava o efeito tão rápido. Cochichou para amiga, que passou um absorvente para ela. Foi ao banheiro; ainda bem que estava de calça jeans escura e uma casaco que tampava a bunda...se não, não saberia o que fazer. Ao voltar para classe, sentiu náuseas e tontura, mas conseguiu caminhar com passo firme até o seu lugar. A professora e a colega perceberam que havia algo errado. A mestra passou um debate em grupo e veio se sentar ao lado da Agonia, que a está hora estava com uma hemorragia tão forte, que a única coisa que desejava era voltar para casa, já que morava em Santos. Estava branca, quase transparente...No desespero, ninguém se lembrou do Hospital Universitário. Enquanto a professora foi providenciar um taxi, Agonia pegou mais dois absorventes com a amiga, que utilizou ao mesmo tempo. Ao entrar no taxi, pediu para ser levada à rodoviária do Jabaquara, onde pegaria um outro taxi que a deixaria em casa. Em mais ou menos dez minutos se sentiu encharcada novamente. O motorista não parava de olhar pelo espelho e depois de algum tempo, implorou para levá-la ao hospital. Dava para perceber a preocupação dele, mas a Agonia preferiu seguir para a rodoviária. Chegando lá, o motorista nem queria cobrar a corrida, mas ela fez questão de pagar. Foi a última coisa que a Agonia lembra. Como pegou o taxi, como desceu a serra e chegou em casa, que desculpa que deu para a empregada e a irmã e, depois, ao pai...ficou perdido no fundo da mente. Demorou dias de cama, perdeu o semestre, mas até hoje a Agonia lembra de que seu filho ou sua filha estaria completando 22 anos nesse ano de 2011. Até hoje vem uma espécie de saudade, de perda que nunca poderá ser revertida. Por causa da ganância e psicopatia de um homem, o pai da Agonia, uma vida foi sacrificada. Uma não, duas, pois até hoje as consequências emocionais prevalecem...

Dessa vez eu queria dizer que Agonia existiu e que o fato não pertencia à realidade...Mas infelizmente não é bem assim. A Agonia está viva e o fato foi real. Infelizmente...

sábado, 19 de março de 2011

Censura...

Censura: uma das matérias postadas por um amigo, no blog dele, foi censurada pelo Ministério de Turismo. É um absurdo, pois estava sendo feita a divulgação sobre o turismo de sexo (não é permitido o uso de outro termo...). Como poderemos lutar por uma causa, se as pessoas estão sendo relegadas a segundo lugar, pois o valor maior é um termo...

terça-feira, 15 de março de 2011

Poema do Neruda

O pensamento tem poder infinito.

Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho dileto de DEUS.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas. 
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.

(Pablo Neruda)

domingo, 13 de março de 2011

Momentos...

MOMENTO II


Alma* acordou totalmente desanimada, mesmo sendo domingo. Quase não dormiu nada, sonhando acordada praticamente durante toda a noite. Era assim que vivia aos 16 anos, mais alma que vida. Não passava na sua cabeça que já estava com forte depressão e vários outros distúrbios emocionais. Naquela casa, a palavra depressão significava frescura. Como todo domingo, de manhã iam à praia. Na volta, paravam num barzinho da moda e comiam um petisco. Todo esse tempo, Alma sonhava acordada...Sonhava com outros pais, que era querida e bonita e que tinha muitos amigos. E, principalmente, que era muito amada. O pai preparava o almoço, enquanto tomava um aperitivo com a mãe e conversavam. Como sempre, a conversa girava em torno dos afazeres da tarde: ida ao shopping ou ao supermercado da mãe com a filha caçula. Alma, quase chorando, pedia para sair junto. Mas o olhar ameaçador do pai e a total indiferença da mãe já prediziam o que iria acontecer... À tarde, na hora da mãe sair, Alma fazia mais tentativas de ir junto...tudo em vão. Quando a porta se fechava, o pai partia imediatamente para o ataque. Alma não tinha para onde fugir, onde se esconder ou para quem contar. Só podia sonhar...As investidas do pai eram cada vez mais fortes e agressivas. Queria a virginidade da filha, seja através das fortes ameaças e chantagens ou através de oferecimento de altas somas de dinheiro. Alma não sabe como não cedeu, mas o pai sempre conseguia se satisfazer, obrigando a filha a práticas mais nojentas. Quando terminava, forçava a Alma a pegar algum dinheiro, como compensação de ter sido tão "obediente". Dinheiro esse que ela nunca usou para si! Depois do ato, o pai fazia de tudo para acalmar e agradar a filha. Quando a mãe chegava com a irmã, o ambiente já estava normalizado. Somente a Alma percebia a mãe mais agressiva e distante. O domingo terminava com a ida à pizzaria. Na volta, Alma se refugiava no quarto para ler, e, mais tarde, quando todos estivessem dormindo, para sonhar acordada. Era esse amor que recebia em sonhos que fazia a Alma caminhar sempre em frente, tentando não pensar na morte e ainda acreditando num futuro melhor...


*O nome Alma, assim como Vida, é fictício. Infelizmente, os fatos são reais.

sábado, 12 de março de 2011

Momentos...

MOMENTO I

Vida* entrou em casa super feliz. Estava trazendo dois livros da biblioteca e pretendia ainda os ler no final de semana. Como era bom ter 8 anos! Sem preocupações graves, os estudos indo super bem, amigos, passeios, presentes...Claro, nem tudo era perfeito...tinha os seus pontos negros. Mas o futuro ainda estava por vir e as esperanças brotavam a cada dia. Olhou sobre a mesa e viu a sua obrigação diária: papel de desenho caríssimo e giz de cera importados. O pai havia sismado que ela tinha o dom para desenhar e todos os dias Vida precisava fazer um desenho. Sentou-se de má vontade e rabiscou qualquer coisa, fazendo uma pintura bem colorida. Depois, trocou de roupa e deitou-se na cama com um dos livros. Algum tempo depois, o pai chegou...era o dia dele trabalhar à noite na Rádio. A mãe ia chegar mais tarde...Após entrar no quarto da filha e dar uma olhada nada satisfeita no desenho, o pai comunicou que a mãe iria sair com os amigos do trabalho e que iria voltar tarde. Vida não ficou nem um pouco chateada. Já estava acostumada à intensa vida social dos pais e não gostava de babás. Tinha medo sim, mas pretendia ler até a madrugada e assim, o medo diminuía. Foi aí que o pai disse que havia trocado a sua noite de trabalho com uma colega. O coração da Vida congelou...já sabia perfeitamente o que isso significava...Como moravam numa espécie de flat (prédio somente para os estrangeiros), havia um restaurante no térreo, onde a Vida adorava comer. O pai convidou-a para jantar no restaurante e também a ver um filme de Charles Chaplin que iria passar à noite. Apesar das promessas, o coração da Vida estava pesado. Após o jantar e o filme, veio o inevitável: ordem de deitar-se ao seu lado na cama e aceitar as carícias. Vida viajou na imaginação, para não sentir tanto. Logo adormeceu e, de madrugada foi acordada pelo pai, para voltar ao quarto, já que a mãe ia chegar...

* O nome foi trocado, mas a história é totalmente real...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sexualidade no Islam (by Mary Alexandre)

Sexualidade no Islam

Quando muçulmanos se casam, eles tem a responsabilidade de satisfazerem suas necessidades sexuais entre si e não deve existir nenhuma relação extra matrimonial. O adultério e a fornicação são pecados sérios, perante a lei islâmica é um delito grave. A razão na severidade na aplicação da pena é obvia: o resultado do
 comportamento irresponsável do adúltero gera, com freqüência, a destruição da família.

O Profeta (saws) desaconselhou tudo o que pudesse levar a promiscuidade dizendo: ‘A fornicação dos olhos é o olhar, a da língua é a palavra e a do pé é dirigir-se ao que Allah proibiu. ‘ (Abu Daud 2152)

A noite de Núpcias

Sunnah na noite de núpcias:

É recomendável rezar duas rak’ah - unidade individual da salat (oração) composta pela leitura de Al Fatiha de pé, uma inclinação e duas prostrações- juntos em sua noite de núpcias.

Quando Abu Sa’id (ra) contraiu matrimonio, Ibn Mas’ud, Abu Dharr e Hudhaifah (ra) lhe disseram: ‘ Quando você e sua esposa estiverem a sós, orem duas rakka juntos, logo depois disso peça a Allah que te agracie com o melhor dela e te proteja do mal que possa haver em sua alma. (Ibn Abi Shaibah)’

O marido deve, no momento de consumar o matrimonio, colocar a mão sobre a frente de vossa esposa, mencionar o nome de Allah, e dizer: ‘ Oh Allah! Peco que me agracie com o bem que há nela, e com as virtudes que a concedeu; e me refugio em Ti do mal que houver nela e de suas mas inclinações. ‘ (Abu Daud 2/248, Ibn Majah 1/617)

Também é recomendável dizer antes de iniciar a relação sexual: ‘ Em nome de Allah, Oh Senhor! Aparta o Satanás de nós e aparta-o de quanto nos conceda.’ (Bukhari 6/141), (Muslim 2/1028). Ou seja, aparta-o de nosso filho se for produto desta relação.

Bismillah, Allahuma jannibnash shaitan, wa jannibish shaitana ma razaqtana.

Como deve ser a relação entre o casal

A relação sexual é permitida em qualquer posição, sempre e quando a penetração se realizar por via vaginal. A respeito Allah disse:

‘Vossas mulheres são, para vós, como campo lavrado. Então, achegai-vos a vosso campo lavrado, como e quando quiserdes.‘ (2:223)

O Profeta (saws) disse: ‘ De frente ou de espalda, sempre que seja pela vagina.’ (Bukhari 6/141, Muslim 2/1028)

Ibn Abbas (ra) relatou que os Ansar (socorredores), habitantes de Medina que responderam ao chamado do Profeta (saws) e o auxiliaram, que anteriormente, haviam sido politeístas e convivido com os judeus, mantinham relações sexuais com suas esposas somente de frente, como faziam os judeus, diferente dos muçulmanos da cidade de Mekka, que desfrutavam com suas mulheres de frente e de espaldas. Quando esses emigraram para Medina, um deles teve problemas ao contrair matrimonio com uma muçulmana dos Ansar, porque esta se negava a ter relações em outra posição. Quando esta disputa foi transmitida ao Profeta (saws), Allah lhe revelou o versículo mencionado à cima. É recomendável realizar o wudu logo depois da relação sexual, antes de dormir.

E aconselhável não dormir após as relações sexuais até realizar o udu’ (ablução menor: purificação que deve ser realizado antes da salah ou ler o Quran). Ayshah (ra) narrou: ‘ Sempre que o Profeta (saws) desejava comer ou dormir, logo depois de haver mantido relações sexuais e antes de realizar o ghusul, (ablução maior: banho que lava totalmente o corpo), lavava suas partes intimas e realizava o udu’. ‘ (Bukhari 288)

Em uma oportunidade, Ibn Omar (ra) perguntou ao Profeta (saws): Oh Mensageiro de Allah! Podemos ir dormir em estado de janaba? (estado maior de impureza ritual que requer o banho completo: ghusul). E o Profeta (saws) respondeu: ‘ Sim, logo depois de realizar o udu’. (Bukhari 289)

E em outra versão: ‘ Sim, e realiza o udu se não o deseja.’ O wudu neste caso não é obrigatório, mas muito recomendável.

Relatou Ammar Ibn Iasir (ra) que o Profeta (saws) disse: ‘Ha três pessoas a quem os anjos jamais se aproximam: o cadáver de um incrédulo, o homem que usa perfume de mulher e quem houver mantido relações sexuais até que tenha realizado o udu’. (Abu Daud 4174)

Também é recomendável que quem tiver mantido relações e quiser ter uma continuação, realize o udu’. O Profeta (saws) disse: ‘ Quando um de vós mantiverdes uma relação com sua esposa e deseja ter outra seguidamente, que realize o udu entre ambas. (Muslim 308)

Em outra narração: ‘… que realize o udu porque isto o revigorizará.’ É permissível banhar-se juntos:

É totalmente permissível para o casal banhar-se juntos, ao mesmo tempo em que ambos observam um ao outro suas partes intimas.

Narrou Ayshah (ra): ‘ Banhava-me com o Profeta com um só recipiente de água, que se encontrava entre ambos, de tal maneira que nossas mãos chocavam-se dentro dele. Ele competia comigo, por que eu lhe dizia: Deixe algo para mim! Deixa algo para mim! E ambos nos encontravamos em estado de janaba. ‘ (Muslim 321)

Relatou Mu’auiah Ibn Haida (ra) que foi perguntou ao mensageiro de Allah (saws): ‘ Perante quem é permitido desnudar-nos? ‘ O Profeta (saws) respondeu: ‘ Somente pode se desvestir perante tua esposa. ‘ E perguntou: ‘Oh Mensageiro de Allah! Que acontece se outros parentes vivem conosco? O Profeta (saws) respondeu: ‘ Deve se assegurar que ninguém te veja nu. ‘ Disse: Oh Mensageiro de Allah! E quando me encontro só? Respondeu (saws): ‘ Allah é mais digno de teu pudor que as pessoas.’

A proibição de manter relações sexuais durante o período menstrual

Allah proibiu as relações sexuais durante o período menstrual. Disse no Quran Karim :

‘ E perguntam-te pelo menstruo. Dize : ‘ É moléstia. Então, apartai-vos das mulheres, durante o menstruo, e não vos unais a elas, até se purificarem. E, quando se houverem purificado, achegai-vos a elas por onde Allah vos ordenou. Por certo, Allah ama os que se voltam para Ele, arrependidos, e ama os purificados. ‘ (2 :222)

O Mensageiro de Allah (saws) também proibiu de maneira explicita. Em algumas ocasiões disse : ‘ Quem manter relações sexuais durante o período menstrual, ou penetrar sua mulher por via anal, ou consultar um adivinho e crer no que ele disse, haverá negado tudo o que foi revelado a Muhammad. ‘ (Ibn Majah)

Narrou Annas Ibn Malik (ra) : ‘ Entre os judeus, quando suas mulheres estão em período menstrual, as expulsam de casa, não comiam nem dormiam com elas. Ao perguntar ao Profeta (saws) sobre este costume, disse : ‘ Convive normalmente com elas, e desfrute de tudo (referindo-se ao comportamento sexual), exceto a penetração’. (Abu Daud 255)

Qualquer um que for surpreendido por esse desejo e manter relações sexuais durante o período menstrual deve expiar esta falta com sincero arrependimento e realizar uma caridade equivalente a 4,25 ou 2,125 gramas de ouro.

Narrou Abdullah Ibn Abbas (ra) que o Profeta (saws) disse a uma pessoa que havia mantido relações sexuais com sua esposa durante o período menstrual : ‘ Oferece a alguém um médio dinar em caridade.’ (Tiróide 135)

O permissível durante o período menstrual

Está permitido tudo o que o parceiro deseja fazer para desfrutar um ao outro exceto a penetração e o contato direto das partes intimas.

Disse o Mensageiro de Allah (saws): ‘…desfrute de tudo (referindo-se ao comportamento sexual) exceto a penetração.’ (Abu Daud 67/1)

Também relatou Ayshah (ra): ‘Quando me encontrava no período, o Profeta me pedia para me cobrir da cintura ate as coxas com uma tela, de tal maneira que podia então encostar-se e desfrutar comigo.’ (Bukhari 300)

É permitido reiniciar as relações sexuais quando o fluido de sangue tenha terminado totalmente e a mulher encontre-se livre de todo resto de sangue. É recomendável que a mulher realize o ghusul ou o wudu.

Disse Allah no Quran :

‘ E, quando se houverem purificado, achegai-vos a elas por onde Allah vos ordenou. Por certo, Allah ama os que se voltam para Ele, arrependidos, e ama os purificados. ‘ (2 :222)

A proibição da sodomia

Allah disse :

‘ Vossas mulheres são, para vos, como campo lavrado. Então, chegai-vos a vosso campo lavrado, como e quando quiserdes. ‘ (2 :223)

O campo lavrado é uma metáfora que alude ao lugar onde o feto cresce e se desenvolve, ou seja, o útero, e não o anus, sendo que este não é lugar para a fertilidade da mulher.

Narrou Khuzaima Ibn Zabit (ra) : ‘ Um homem perguntou ao Profeta (saws) sobre penetrar em sua mulher de espaldas, e ele respondeu : ‘ É licito ‘. E quando o homem deu meia volta para partir, o Profeta (saws) o chamou e lhe perguntou : ‘ O que disse ? A qual via se referia ? Se o que quis dizer foi de espaldas e por sua vagina, então sim, é licito. Mas se o que quis dizer foi de espaldas e por via anal, então não, não é licito. Por certo Allah não se envergonha da verdade ! Não penetreis as vossas esposas por via anal! ‘ (Ibn Majah 1924)

Também disse o Profeta (saws) :’ Allah não olhara a quem penetre a sua esposa pelo anus. ‘ (Ibn Majah 1923)

Métodos anticonceptivos

O Islam informa aos muçulmanos o conceito de família numerosa, e as bênçãos que existe na chegada de filhos, homens e mulheres, mas também é permitido o planejamento familiar.

É permitido recorrer a alguns métodos anticonceptivos, sempre que exista alguma causa que leve o casal a considerar esta medida, e a mesma seja tomada de comum acordo.

O Mensageiro de Allah (saws) autorizou a seus companheiros a realizar os coitos interrompidos.

Relatou Jaber (ra): ‘ Realizávamos o coito interrompido em vida do Mensageiro de Allah, enquanto o Quran era revelado, e Allah não o proibiu. ‘ (Ibn Majah 1927)

Os sábios mencionam as causas que permitem o uso desses métodos :

1- Quando a gravidez ou o parto põe em risco a vida ou a saúde da mãe. Disse Allah : ‘ E não se autodestruas‘.

2- Ante o temor de que uma nova gravidez prejudique a um filho que esta sendo amamentado. O Mensageiro de Allah (saws) considerou a gravidez da mulher que amamenta como uma traição, já que uma nova gravidez interromperia a lactancia do bebê, expondo-o a possíveis enfermidades por falta de defesa que somente o leite materno promove. Encontramos na atualidade métodos que impedem a gravidez evitando assim os objetivos que propôs o Mensageiro de Allah (saws): Proteger o bebê que se amamenta sem prejudicar a vida sexual do casal.

Métodos de controle de natalidade

Parte dos métodos de controle de natalidade disponíveis hoje são lícitos, é obrigação de cada muçulmano saber a opinião do Islam a respeito de cada um.

Método natural (coito interrompido)

O planejamento familiar usando o método natural, antes chamada método de ritmo, ou método de Biling, se baseia na abstinência de contato sexual durante os possíveis dias férteis da mulher. Sua eficaz depende da exatidão do cálculo do provável período de ovulação da mulher. O cálculo mais exato se efetua controlando as mudanças de temperatura corporal ou identificando as mudanças da mucosidade dos órgãos femininos. Esse é um dos métodos lícitos de controle de natalidade no islam!

Métodos de barreira

Os métodos de barreira na mulher consistem em um bloqueio do útero para impedir a entrada de esperma. O mais eficaz é o diafragma. Este dispositivo esta livre de efeitos colaterais.

No homem, o método conhecido é o preservativo, que não necessita supervisão medica e não tem efeitos colaterais.

Ambos os métodos se consideram homólogos ao que se sabe que os companheiros do Profeta (saws) usavam, e, portanto são lícitos.

O DIU

O dispositivo intra-uterino, o DIU é um pequeno pedaço de plástico e metal que se coloca no útero.

Este dispositivo gera um conflito na hora de estabelecer sua legitimidade de uso, pois alguns o consideram abortivo, e o islam considera sagrada a vida desde o momento da concepção.

Se o mesmo é abortivo (interfere a implantação do ovulo fecundado nas paredes do útero), então é ilícito.

Métodos químicos

Os anticonceptivos orais como a pílula são substancias químicas que funcionam alterando o modelo hormonal natural da mulher para que não se produza a ovulação. A pílula durante muitos anos foi a forma mais popular de controle de natalidade.

Este método pode ser utilizado com duas condições essenciais: a primeira é a obrigação de mencionar o uso das pílulas ao marido e o casal deve estar em mútuo acordo; a segunda é que a mulher que ingerir as pílulas não sofra efeitos colaterais prejudiciais para sua saúde.

Esterilização cirúrgica

Outra forma de controle de natalidade é a esterilização cirúrgica. Na mulher isso se efetua cortando e ligando as trompas de Falópio, os condutores que levam o óvulo do ovário ao útero. Esta operação se chama ligadura de trompas. No homem, a esterilização se leva cortando os dois condutores deferentes que levam o esperma dos testículos ao penis. Este procedimento se chama vasectomia.

Ambos os procedimentos são consideram ilícitos em primeira instância, salvo que exista uma necessidade médica.

A homossexualidade

O Islam proíbe a pratica da homossexualidade seja entre homens ou mulheres, e a considera pecado grave.

Disse Allah no Quran:

‘ E Lot, quando disse a seu povo: ‘ Vós achegais à obscenidade, em que ninguém, nos mundos, se vos antecipou!’ Por certo, vos achegais aos homens (alusão as praticas homossexuais, disseminadas entre o povo de Lot), por lascívia ao invés de às mulheres. Sois, aliás, um povo entregue a excessos. ’ (7 :80, 81)

‘ Vos achegais aos varões deste mundo?’ ‘ E deixais vossas mulheres, que vosso Senhor criou para vós? Mas, sois um povo agressor. ’ (26 :165, 166)

‘ E lembra-lhes de Lot, quando disse a seu povo: ‘ Vós achegais à obscenidade, enquanto a enxergais claramente? ‘ ‘ Por certo, vos achegais aos homens, por lascívia, em vez de às mulheres! Alias, sois um povo ignorante. ‘ (27:54, 55)

Estes versículos se referem à sociedade do Profeta Lot (as) que Allah enviou para que advertisse seu povo sobre seu errôneo proceder, mas eles ignoraram tais advertências, e como conseqüência Allah ordenou a Lot (as) a abandonar a cidade junto com sua família, e logo o povo de Sodoma foi destruído em sua totalidade por causa de sua incredulidade e da prática da homossexualidade.

O Islam proíbe as práticas homossexuais, mas não busca perseguir aqueles com tais inclinações, somente recomenda a quem sinta esse tipo de desejo que tomem como uma enfermidade e um desvio, e busquem a ajuda de um guia espiritual ou de um profissional, para poder assim controlar e curar ditas inclinações.

A proibição de difundir segredos de alcova

É proibido aos esposos difundir qualquer segredo de alcova, ou fazer comentários descritivos sobre suas relações a quem for.

Disse o Mensageiro de Allah (saws) a respeito: ‘ Entre as piores pessoas para Allah no Dia do Juízo estará o homem que depois de manter relações sexuais com sua esposa divulga segredos. ‘ (Muslim 1437)

O aborto

Toda vida humana é sagrada no Islam, desde a concepção até a morte. Só Allah é Quem pode determinar quando a vida deve começar e quando terminar.

Nossos corpos pertencem ao Criador, e nem homens nem mulheres tem o direito de maltratá-los.

O suicídio, a eutanásia (suicídio assistido) e o aborto são proibidos no Islam.

Não existem no Quran nem na sunnah do Profeta (saws) referencias que indiquem a legalidade do aborto. Pelo contrário, encontramos versículos que claramente condenam o assassinato de bebes, crianças, homens e mulheres.

‘… E não mateis vossos filhos, com receio da indigência: Nós vos damos sustento, e a eles. ‘ (6:151)

’E não mateis vossos filhos, com receio da indigência: ‘ Nos lhe damos sustento, e a vós. Por certo, seu morticínio é grande erro. ‘ (17:31)

‘… quem mata uma pessoa, sem que esta tenha matado outra ou semeado corrupção na terra, será como se matasse todos os homens. ‘ (5:32)

O Islam ordena que ao conceber a gravidez este seja sustentado durante toda sua gestação. Cada concepção é legitima e cada gravidez é desejada; não existe o chamado ‘gravidez não desejada ‘. Cada filho é considerado um presente de Allah.

No Islam todo embrião possui os seguintes direitos:

• O direito a vida desde a concepção.

• O direito a uma boa nutrição.

• O direito a não sofrer danos (por cigarro, bebidas alcoólicas, drogas, ou qualquer substancia perigosa).

• O direito de pertencer a uma família.

• O direito de herdar de seus parentes de acordo com a legislação Islâmica.

• O direito a receber ajuda de qualquer pessoa fora de sua família.

Todos esses direitos foram estabelecidos pelo Islam para as crianças há mais de mil e quatrocentos anos.

Ibn Taimiah, um dos grandes sábios do Islam, disse: ‘ É o consenso geral dos eruditos que o aborto é proibido ‘.

Al Ghazzali, outro grande sábio muçulmano, indicou que é um crime perturbar o desenvolver de um embrião.

Lamentavelmente o aborto é encoberto por baixos rótulos como:

‘ saúde reprodutiva ‘, ‘direitos reprodutivos ‘, ‘controle de fertilidade ‘, controle de natalidade ‘ e incluindo, ‘direitos humanos ‘, em uma clara contradição com o postulado onde as Nações Unidas expressa em sua carta Universal de Declaração dos Direitos Humanos que ‘ todo ser tem direito a vida ‘.

Os muçulmanos respeitam a decisão individual da mulher e seu parceiro, porém sentimos profundamente pelos pró-abortistas que se escondem atrás dos direitos da mulher e do planejamento familiar para promover o aborto!

Para a mulher, o aborto nunca é seguro, porque além de assassinar o feto, pode causar danos físicos e psicológicos como: a síndrome pós-parto, depressão, esterilidade, infecções e câncer.

O controle da natalidade é um direito concedido por Allah aos muçulmanos e só são proibidos os métodos anticoncepcionais, que de alguma forma, possa lesar o individuo e a comunidade
!


quarta-feira, 9 de março de 2011

As Aparências Enganam

Tenho recebido muitas cobranças masculinas para saber como é o meu rosto, como eu sou. Sempre levo na esportiva, o que não acontece, infelizmente, sempre com a parte oposta. Tento explicar que por causa do trauma que passei, me acho feia, tenho baixa estima e vergonha de mim mesma. Mal consigo sair à rua, quanto mais me expor para milhares de amigos virtuais. Essa semana recebi 3 cobranças desse tipo, sendo que uma partiu de um amigo muito querido. Fiquei extremamente triste, pois acabamos brigando e eliminei ele do meu face pessoal. Quanto aos outros dois, um parou de conversar comigo e outro me eliminou... Não é a primeira vez que vivo essa situação e sei que não será a última. No momento certo, meu momento, colocarei a foto atual. Por enquanto, quem quiser ter uma idéia de mim, basta ver os meus filhos, que são parecidos comigo...
Mas não estou escrevendo somente para falar sobre mim. Como seria fácil, nesse mundo tão globalizado, pegar foto qualquer e se passar por essa pessoa (fake). Tenho amigos que fazem isso. Mas fazem pela razão da fobia social. O triste é quando os limites de uma fobia passam para a sociopatia e ceifam vidas. Quantos casos aparecem quase que diariamente das pessoas enganadas, roubadas ou mortas por esses psicopatas!!! Quantas desilusões são vividas, quantos traumas...e tudo isso por causa de um perfil, uma aparência...E o que é bonito ou feio hoje em dia? Cada um é cada um, com seus próprios gostos e taras. Não dá para exemplificar a beleza. E quantas beldades por aí que são podres por dentro? Quanto tempo dura a beleza física, a respeito de todos os produtos e cirurgias à disposição?
Não é mais fácil dar valor ao interior de uma pessoa...valorizar o que ela tem de melhor? O que é belo para mim, poderá não ser para você. Então para que se estressar, principalmente numa rede social, onde as amizades são virtuais e, raramente se acaba conhecendo a pessoa do outro lado da tela.
Gosto tanto de curtir os meus amigos, as suas postagens. Sem nunca me importar de como são, aliás, eu quase não entro no perfil de ninguém. Somente quero dividir as minhas alegrias, minhas tristezas, minha amizade e o meu conhecimento.
Espero, sinceramente, poder voltar a ser amiga dessa pessoa, que me magoou tanto, ao ponto de eu o eliminar. E espero não ser julgada somente pela minha aparência, mas sim pelo que sou por dentro, fato esse que sempre estou tentando melhorar, tentando progredir. Agradeço imensamente aos meus amigos que deixaram mensagens de tanta força e tanto carinho. Não imaginam como isso me fez bem e como mudou algumas determinações na minha vida. Que eu consiga estar à altura de tanta amizade!!!

sábado, 5 de março de 2011

Mundo Mau

Aileen Wuornos

Aileen Carol Wuornos nascida em 29 de fevereiro de 1956 foi um assassina em série americana que matou sete homens na Flórida entre 1989 e 1990, mais tarde, alegando ter sido estuprada e violentada enquanto trabalhava como prostituta. Ela foi condenada e sentenciada à morte por seis dos assassinatos e executado por injeção letal em 9 de outubro de 2002. O nome que Wuornos foi registrada era Aileen Carol Pittman, em Rochester, Michigan. Ela tinha um irmão mais velho, Keith, que nasceu em fevereiro de 1955. Sua mãe, Diane Pratt, tinha 15 anos quando se casou com Leo Dale Pittman em 3 de junho de 1954. Menos de dois anos de casamento e dois meses antes de Wuornos nascer, Pratt pediu divórcio. Pittman foi um molestador de crianças que passou a maior parte de sua vida entrando e saindo da prisão. Wuornos nunca conheceu seu pai, como ele foi preso por estupro e tentativa de assassinato de um menino de oito anos de idade, no momento do nascimento dela ele estava preso. Leo Pittman foi estrangulado na prisão em 1969. Em janeiro de 1960, Pratt abandonou seus filhos, deixando eles com os avós maternos - Lauri e Britta Wuornos. Eles foram legalmente adotados em 18 de março de 1960 pela família Wuornos e eles passaram a usar esse sobrenome. Desde muito cedo, Wuornos se envolveu em relações sexuais com múltiplos parceiros, incluindo seu próprio irmão. Aos 13 anos, ela ficou grávida e alegou que a gravidez foi resultado de ter sido estuprada por um homem desconhecido. Wuornos deu à luz em uma casa de mães solteiras em Detroit no dia 23 de março de 1971. A criança, um menino, foi colocado para adoção. Em 7 de julho de 1971 Britta Wuornos morreu de insuficiência hepática, após Wuornos e seu irmão enfrentarem problemas com a justiça. Aos 15 anos, o avô de Wuornos a mandou para fora da casa e ela começou a sobreviver com a prostituição. Em 27 de maio de 1974, Wuornos foi presa no condado de Jefferson, Colorado por dirigir embriagada, conduta perigosa e disparos de uma pistola calibre .22 de dentro do veículo em movimento. Ela foi mais tarde acusada de desrespeito a autoridades. Em 1976, Wuornos se mudou para a Flórida com o presidente do clube de iate Lewis Gratz Fell, de 70 anos. Eles se casaram no mesmo ano e a notícia de seu casamento foi impressa nas páginas dos jornais locais. No entanto, Wuornos continuamente se envolvia em confrontos em um bar local e acabou sendo mandada para a prisão por assalto. Ela bateu também bateu em Fell com sua própria bengala, o levando a obter uma ordem judicial de restrição contra ela, depois que ela voltou para Michigan. Em 14 de julho de 1976, Wuornos foi presa no condado de Antrim, Michigan e acusada de agressão e perturbação da paz após um incidente em que ela atirou uma bola de bilhar na cabeça de um barman. Em 17 de julho, seu irmão Keith morreu de câncer na garganta e Wuornos adquiriu 10.000 dólares de seu seguro de vida. Wuornos e Fell se divorciaram em 21 de julho, após nove semanas de casamento. Em 20 de maio de 1981, Wuornos foi presa em Edgewater, Flórida por assalto à mão armada em uma loja de conveniência. Ela foi então condenada a prisão em 4 de maio de 1982 e solta em 30 de junho de 1983. Em 1 de maio de 1984, Wuornos foi presa por tentar passar cheques falsificados em um banco em Key West. Em 30 de novembro de 1985, ela foi apontada como suspeita do roubo de um revólver e munições no condado de Pasco. Em 4 de janeiro de 1986, Wuornos foi presa em Miami e acusada de roubo de automóveis, resistência à prisão e por falsa informações (ela se identificou com o nome de Lori Grody, sua tia). A polícia de Miami encontrou um revólver calibre 38 e uma caixa de munição no carro roubado. Em 2 de junho de 1986, autoridades do Condado de Volusia chamaram Wuormos para um interrogatório após seu cliente a acusar de puxar uma arma em seu carro e exigir U$ 200. Wuornos foi encontrada transportando muitas munições e uma pistola ,22 foi descoberto debaixo do banco do passageiro que ocupava. Nessa época, Wuornos conheceu Tyria Moore, uma empregada de hotel, em um bar gay de Daytona. Elas foram morar juntas e sobreviviam com os ganhos de Wuormos com a prostituição. Em 4 de julho de 1987, a polícia de Daytona Beach deteu Wuornos e Moore em um bar, para questionar sobre um incidente no qual elas foram acusadas de assalto e agressão com uma cerveja garrafa. Em 12 de março de 1988, Wuornos foi acusada de agressão por um motorista de ônibus em Daytona Beach. Ela alegou que ele a empurrou para descer do ônibus depois de um confronto. Moore foi chamada como testemunha do incidente. Em 30 de novembro de 1989, a primeira vítima de Wuormos foi Richard Mallory, de 51 anos. Ele era um proprietário de uma loja de eletrônicos em Clearwater, um ex-condenado por estupro a quem ela alega ter matado em legítima defesa. A policia do condado de Volusia encontrou o carro de Mallory em 1 de dezembro de 1989. O corpo de Mallory não foi encontrado até 13 de dezembro há vários quilômetros de distância em uma área florestal. Ele havia sido baleado várias vezes, mas duas balas no pulmão esquerdo foram acabaram causando sua morte. Charles "Dick" Humphreys, de 56 anos foi morte em 19 de maio de 1990. Humphreys era um Major aposentado da Força Aérea, um investigador de abusos contra crianças no estado da Flórida e ex-chefe de polícia. Seu corpo foi encontrado em 12 de setembro de 1990, no Condado de Marion. Ele estava completamente vestido e foi baleado seis vezes na cabeça e no peito. Seu carro foi encontrado em Suwannee County. David Spears, de 43 anos foi encontrado em 1 de junho de 1990, era um trabalhador da construção civil cujo corpo nu foi encontrado no Winter Garden, ao longo da State Road 19 no condado de Citrus. Ele havia sido baleado seis vezes. Charles Carskaddon, de 40 anos foi morto em 31 de maio de 1990. Carskaddon trabalhava em rodeios. Seu corpo foi encontrado em 6 de junho de 1990, no condado de Pasco. Ele havia sido baleado nove vezes, com uma arma de pequeno calibre. Peter Siems, de 65 anos saiu de Jupiter e viajava para Nova Jersey, em junho de 1990. Seu carro foi encontrado em Orange Springs, em 4 de julho de 1990. Tyria Moore e Aileen Wuornos foram identificados como sendo as pessoas que deixaram o carro onde ela foi encontrado. Uma palma de impressão pertencente a Wuornos foi encontrada no interior da alça da porta. Seu corpo nunca foi encontrado. Troy Burress, de 50 anos, foi morto em 30 de julho de 1990. Burress era um açougueiro de Ocala. Ele foi dado como desaparecido em 31 de julho de 1990, mas não foi encontrado até 4 de agosto de 1990 em uma área arborizada ao longo State Road 19 no condado de Marion. Ele tinha sido baleado duas vezes. O último foi Walter Jeno Antonio, de 62 anos 19 de novembro de 1990 perto de uma estrada remota em Dixie County. Ele havia sido baleado quatro vezes. His car was found in Brevard County five days later. O carro dele foi encontrado no Condado de Brevard, cinco dias depois. Wuornos e Moore abandonaram o carro de Peter Siems depois que elas se meteram em um acidente ocorrido em 4 de julho de 1990, após esse, uma impressão digital de Wuornos foi encontrada. Testemunhas que viram as mulheres dirigindo o carro das vítimas foram à polícia e deram seus nomes e descrições, resultando em uma campanha da mídia para localizá-las. A polícia também encontrou alguns pertences das vítimas em casas de penhores e impressões digitais que coincidiram com as encontradas nos carros das vítimas e no registro Wuornos na prisão foram encontradas. Em 9 de janeiro de 1991, Wuornos foi presa em um bar de motoqueiros no Condado de Volusia. A polícia localizou Moore no dia seguinte em Scranton, Pensilvânia. Ela concordou em fazer uma confissão de Wuornos em troca de imunidade do Ministério Público. Moore voltou com a polícia para a Flórida, onde ficou hospedada em um motel. Sob orientação da polícia, Moore fez inúmeras chamadas telefônicas para Wuornos, pedindo ajuda para limpar seu nome. Três dias depois, em 16 de janeiro de 1991, Wuornos confessou os assassinatos. Ela alegou que os homens assassinados tinham tentado estuprá-la e ela os matou em legítima defesa. Wuornos foi a julgamento pelo assassinato de Richard Mallory em 14 de janeiro de 1992. Atos ruins anteriores normalmente são inadmissíveis como provas criminais, mas segundo a “Regra de Williams” da Flórida, na acusação foi permitida introduzir evidência relacionada aos outros crimes dela para mostrar um padrão de atos ilegais. Wuornos foi condenado pelo assassinato de Richard Mallory em 27 de janeiro de 1992, com a ajuda do depoimento de Moore. Durante o julgamento, psiquiatras da defesa demonstraram que Wuornos era mentalmente instável e ela foi diagnosticada com transtorno de personalidade borderline. Ela foi condenada à morte em 31 de janeiro de 1992. Em 31 de março de 1992, Wuornos não demonstrou nenhum remorso pelos assassinatos de Dick Humphreys, Troy Burress e David Spears, dizendo que iria "ficar de bem com Deus." Em sua declaração ao tribunal, ela falou: "Eu queria confessar que Richard Mallory foi quem violentamente me estuprou como eu já disse. Mas esses outros não. Eles só me provocaram”. Em 15 de maio de 1992, Wuornos recebeu mais três sentenças de morte. Em junho de 1992, Wuornos se declarou culpada pelo assassinato de Charles Carskaddon e recebeu sua quinta sentença de morte. A defesa se esforçou durante o julgamento para apresentar provas de que Mallory havia sido julgado por intenção de cometer estupro em outro estado e que tinha passado por uma instituição correcional de segurança máxima em Maryland, só para agressores sexuais. Registros obtidos a partir dessa instituição apareciam nos anos de 1958 a 1962, Mallory passou por tratamento e uma condenação resultante de uma acusação criminal de assalto com a intenção de estupro, e recebeu um total de oito anos de tratamento da instalação. O juiz se recusou a permitir que isto fosse admitido no tribunal como prova e negou o pedido de Wuornos de um novo julgamento. Em fevereiro de 1993, Wuornos se declarou culpada pelo assassinato de Walter Jeno Antonio e foi condenada à morte novamente. Nenhuma acusação foi movida contra ela pelo assassinato de Peter Siems, como seu corpo nunca foi encontrado. Ao todo, ela recebeu seis condenações à morte. Wuornos contou várias histórias inconsistentes sobre os assassinatos. Ela alegou inicialmente que todos os sete homens haviam a estuprado enquanto ela estava trabalhando como prostituta, posteriormente, alegou legítima defesa. Durante uma entrevista com o cineasta Nick Broomfield em que ela pensou que as câmeras estavam desligadas, ela disse que era verdade a legítima defesa, mas ela não deveria estar sendo no corredor da morte, por onde já estava há 12 anos nessa altura, e queria morrer. O recurso de Wuornos para o Supremo Tribunal americano foi negado em 1996. Em 2001, ela anunciou que não iria emitir quaisquer novas apelações contra a sentença de morte. Ela pediu ao Supremo Tribunal Flórida o direito de demitir assessores jurídicos e todos os apelos, dizendo: "Eu matei aqueles homens, os roubei frio como gelo. E eu faria isso de novo, com certeza. Não há nenhuma chance de me manterem viva ou qualquer outra coisa, porque eu mataria novamente. eu odeio o sistema me rastreando... Estou tão cansada de ouvir essas coisas "ela é louca”... Já fui avaliada tantas vezes, eu sou competente, sensata, e eu estou tentando dizer à verdade. Eu sou aquela que odeia a vida humana e mataria de novo”. Um advogado de defesa alegou que ela não estava em condições de fazer esse pedido. O governador da Flórida Jeb Bush encarregou três psiquiatras a Wuornos para ela dar uma entrevista de 15 minutos. O teste de competência exigia que os psiquiatras ficassem convencidos de que a pessoa condenada entendia porque vai morrer e por qual crime que está sendo executada. Todos os três julgaram ela mentalmente apta e devia ser executada. Wuornos depois começou a acusar os servidores da prisão de abusar dela. Ela os acusou de estragar sua comida, cuspir sobre ela, servir batatas cozidas sujas e seu alimento chegava a ter até urina. Ela também alegou ter ouvido conversas sobre "a forçariam a cometer suicídio antes da execução" e "iriam a estuprar antes da execução". Ela também reclamou das algemas, dizendo que estava sendo algemada com tanta força que seus pulsos ficavam machucados sempre, ela deixava sua cela, sendo chutada pelas policiais, cortavam a água na hora do seu banho, rasgavam seu colchão e demonstravam desgosto e puro ódio contra ela. "Acabei então, com meu estômago roncando longe e eu tomando banho no esgoto de minha cela”, disse Wuormos. Seu advogado afirmou que "a Senhora Wuornos realmente só quer ter o tratamento adequado, um tratamento humano até o dia em que ela for executada," e "Se as acusações não têm nenhuma verdade para eles, ela é claramente doente, então acreditem no que está escrito". Durante as fases finais do processo de recurso, ela deu uma série de entrevistas para Broomfield. Em sua entrevista final pouco antes de sua execução, ela alegou que sua mente estava sendo controlado por "pressão sonora" para fazê-la parecer louca e descreveu sua morte iminente como ser levada po anjos em um navio do espaço. Quando Broomfield tentou obter dela comentários sobre seus depoimentos anteriores de ter matado suas vítimas em legítima defesa, Wuornos ficou irritada, amaldiçoou Broomfield e encerrou a entrevista. Ela começou seu ataque em Broomfield, dizendo: "Vocês sabotaram minha bunda, com a sociedade, os policiais e o sistema. Uma mulher estuprada sendo executada e isso sendo usado para livros e filmes e merda." Suas últimas palavras na câmera foram "Muito obrigado, a sociedade, por escavar meu rabo". Broomfield mais tarde conheceu Dawn Botkins, um amigo de infância de Wuornos, que lhe disse: "Ela pede desculpa, Nick. Ela não sabia o que falar. A mídia queria ouvir ela, e em seguida, os advogados também. E ela sabia que se dissesse muito mais, poderia fazer a diferença na sua execução, amanhã, de modo que ela simplesmente decidiu não o fazer’. Wuornos foi executada por injeção letal em 9 de outubro de 2002. Ela era a décima mulher nos Estados Unidos a ser executado uma vez que a Suprema Corte suspendeu a proibição da pena capital em 1976, e foi a segunda mulher executada na Flórida. Ela recusou sua última refeição e ao invés disso foi dado uma xícara de café a ela. Sua declaração final antes da execução foi : "Sim, eu gostaria apenas de dizer que estou navegando com o rock, e eu estarei de volta, como o Dia da Independência com Jesus, em 6 de junho como no filme, grande nave mãe e todos, eu voltarei, eu voltarei”. Após sua execução, Wuornos foi cremada. Suas cinzas foram levadas por Dawn Botkins ao Michigan e espalhadas em baixo de uma árvore. Ela pediu que a música Carnival de Natalie Merchant fosse tocada em seu funeral. Natalie Merchant comentou sobre isso quando foi perguntado porque sua música foi tocada durante os créditos do documentário Aileen: Life and Death of a Serial Killer(2003): “Quando o diretor Nick Broomfield enviou o trabalho para editar o filme, eu estava tão perturbada pelo assunto que eu não podia nem ver isso. Aileen Wuornos levou uma vida, de torturas que está além do meu pior pesadelo. Me foi dito que Aileen passou muitas horas a ouvir o meu álbum Tigerlily enquanto estava no corredor da morte e pediu para "Carnival" ser tocado em seu funeral. É muito estranho pensar nos lugares que minha música pode ir, uma vez que deixa minhas mãos. Se isso deu a ela algum consolo, eu tenho que ser grata”. Broomfield mais tarde declarou: “Acho que essa raiva desenvolvida dentro dela. E ela estava trabalhando como prostituta. Eu acho que ela tinha uma série de encontros terríveis nas estradas. E eu acho que essa raiva só vinha derramando de dentro dela. E, finalmente explodiu. Em violência incrível. Essa foi sua maneira de sobreviver... Acho que Aileen realmente acreditava que ela havia matado em legítima defesa. Acho que alguém que está profundamente psicótica não pode realmente dizer a diferença entre algo que é uma ameaça à vida e algo que é uma divergência menor. Quando você dizia algo que ela não concordava, ela entrava em um sério temperamento e gritava coisas horríveis . E, ao mesmo tempo, quando ela não estava nos humores extremos, havia uma humanidade incrível nela.” Além do já citado documentário, Nick Broomfield já havia feito o documentário Aileen Wuornos: The Selling of a Serial Killer, em 1994.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tormenta

Tormenta: muitas pessoas acham que após algum tempo, a dor de uma agressão passa. Faz 18 anos que me vi livre das tormentas do meu pai e até hoje ainda dói a humilhação que toda essa agressão, juntamente com a rejeição provocaram. E essa semana precisei aumentar a minha medicação contra a depressão e várias fobias. É por isso que toda pessoa portadora de algum "mal" emocional deve ser tratada com respeito e carinho.