sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ 2012

DESEJO A TODOS OS AMIGOS UM 2012 PRÓSPERO: DE AMOR, DE ESPERANÇAS, DE REALIZAÇÕES, DE ALEGRIAS, DE PAZ E HARMONIA E DE MUITA LUZ...ABRAÇOS CARINHOSOS, BYA!!!


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

by Rosangela Nascimento / Revolução na Alma



Ninguém é dono da sua felicidade. Por isso, não a entregue nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta!
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, leve o pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você...
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante.
Não coloque objetivos longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se anda desesperado por problemas financeiros, por amor ou por conflitos, busque em seu interior a resposta para acalmá-los. Você é reflexo do que pensa diariamente.
Um sorriso no rosto é um bom começo!
Você estará afirmando para você mesmo, que está "pronto" para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.
Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja...
Por fim, acredite que não estaremos sozinhos em nossas caminhadas, um instante sequer...
Se nossos passos forem dados em busca de justiça e igualdade!

Essa mensagem termina com um pensamento do filósofo grego Aristóteles:
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."
 

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ / Martha Medeiros

QUEM MORRE?


Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar. 

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou 
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos 
Olhos e os corações aos tropeços. 

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz 
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto 
Para ir atrás de um sonho, 
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos... 

Viva hoje !
Arrisque hoje ! 
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ

sábado, 17 de dezembro de 2011

Broken The Film - The Movement - Brasil

The film aims to show the struggle of groups of Brazilians, Americans, and people of other countries against the sexual abuse of children and youth, - including pedophilia, - which, in the majority of cases, devastates its victims, leaving the traces many times until the adult life. This struggle extends from the polit...Ver mais

    • Broken The Film - The Movement - Brasil

      Este filme mostra a luta de grupos brasileiros, americanos e de outros países contra o abuso sexual infanto-juvenil, incluindo a pedofilia.

      Essa luta se estende desde os bastidores políticos, tanto nos EUA quanto no Brasil, para manutenção de forças especiais de combate e inteligência (FBI e PF), até ações de outros grupos civis interligados ou não, estes incansáveis no combate desse mal.

      O desencadeamento de mecanismos de pressão para o maior enfrentamento será a partir da declaração surpreendente de uma vítima de 12 anos em uma Assembléia Geral da ONU, a jovem Silvia, que criará uma reação em cadeia nas redes sociais no mundo.

      BROKEN mostra aspectos do dia a dia de abusadores e vítimas, os anseios e as consequências inerentes. Em suma, um filme “cru”, é permeado de muita ação e suspense, mas não se esquivando em mostrar as caras dessas situações, as sequelas duradouras desse ato, bem como as possíveis origens delas.

      O abuso sexual infanto-juvenil está em todos os lugares, em todas as classes sociais e, principalmente, dentro de casa ou ao redor dela

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Coragem / Osho

A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.


Vaginismo

VAGINISMO É UMA CONSEQUÊNCIA DIRETA DO ABUSO SEXUAL, QUE FAZ A MULHER SENTIR DOR EM VEZ DO PRAZER E É CONFUNDIDA, MUITAS VEZES, COM A FRIGIDEZ. A MULHER PASSA A TER MEDO DA RELAÇÃO E SE SENTE HUMILHADA E INÚTIL...


Mulheres com medo de sexo = vaginismo
Mulheres com medo de sexo ganham centro de tratamento em SP. Conheça o distúrbio
Distúrbio conhecido como vaginismo faz mulheres terem fobia da penetração

Quando uma mulher “trava na cama” e não consegue levar o sexo adiante, é comum os homens taxarem a cena como charminho ou frescura. Em alguns casos pode até ser, mas quando o comportamento é recorrente pode ser sinal de que ela sofre de vaginismo – um sério distúrbio emocional que tem como sintoma a contração da musculatura da vagina, impedindo a penetração do pênis e causando dor durante o ato sexual.
Pouco conhecido, o distúrbio afeta mulheres de todas as idades que, geralmente, passaram por grandes traumas, como abuso sexual ou estupro, ou tiveram uma educação muito rígida.
A qualquer sinal de toque na região genital, ela se assusta, contrai toda a musculatura interna da vagina, além dos músculos das coxas e das nádegas, impedindo o parceiro de penetrá-la, explica a ginecologista Carolina Ambrogini, coordenadora do CATVA (Centro de Apoio e Tratamento do Vaginismo), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
- É uma tensão inconsciente por medo de doer, de não caber [o pênis]. A vagínica tem lubrificação, consegue se excitar, fazer sexo oral. O problema é com a penetração.
O CATVA foi criado em janeiro deste ano, depois que o Departamento de Ginecologia da Unifesp passou a receber casos como este com muita frequência. Hoje 50 estão em tratamento e uma fila de espera foi aberta. O ambulatório está localizado na Rua Embaú, 66, na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone            (11) 5549-6174       .
Na lua de mel
Soraia (nome fictício), de 25 anos, notou que tinha o problema na lua de mel, há dois anos. Ao se casar virgem, o enfim sós da brasiliense se tornou um drama. Ela não conseguiu transar com o marido e esperou nove meses para recorrer à ajuda médica, depois de muita briga.
- Eu percebia [que tinha um problema], por mais que conseguisse fazer sexo oral, ter prazer. Ele era mais experiente e chamava atenção para eu ir ao médico, mas eu era cheia de pudor.
Sua primeira e grande dificuldade foi saber o que aquele medo significava. Foi pela internet que descobriu o termo vaginismo. Depois correu ao ginecologista que confirmou o diagnóstico por nem conseguir examiná-la.
Segundo Carolina Ambrogini, a mulher que sofre do distúrbio não consegue sequer passar por um exame ginecológico e, em casos extremos, nem lavar a vagina direito por medo de tocá-la.
Por ser de natureza íntima, mas com reações físicas, o tratamento deve aliar sessões de psicoterapia, fisioterapia, às orientações de um ginecologista, ensina a ginecologista e terapeuta sexual Glene Rodrigues Farias, que acompanha mulheres vagínicas no Hospital Pérola Biynton, em São Paulo.
- A dor da alma leva à dor de fechar a vagina.
Metodologia levada à risca por Soraia.
Da terapia ao vibrador
De um começo tímido de sessões de terapia, ela foi ganhando confiança e progredindo à medida que iniciou exercícios de pompoarismo e de introdução de pequenos objetos na vagina, como um absorvente íntimo, com auxílio de uma fisioterapeuta uroginecológica (especialista em exercícios na área genital).
Por volta do quarto mês, depois de tornar a prática dos exercícios diária em casa, conseguiu, por fim, introduzir uma prótese do tamanho e largura semelhantes a de um pênis considerado normal.
O avanço lhe deu mais confiança de tentar a penetração com o marido, o que foi feito com sucesso. Passado mais alguns meses, Soraia se diz curada.
- Antes eu só sentia dor e medo, hoje chego ao orgasmo. Nossa relação melhorou mil por cento. Ele já era um marido compreensivo, mas o sentia muito triste, deprimido. E agora ele é motivado.
Todo esse processo ela relata em seu blog Soraia e o Vaginismo.
Cura: compartilhando experiências
O final feliz da brasiliense é possível para até 100% das mulheres que sofrem do distúrbio, segundo a terapeuta sexual Glene Rodrigues Farias.
Há 15 anos tratando de mulheres com o problema, Glene chama atenção também para a forma secundária da doença, que pode ser adquirida depois de uma cirurgia na região vaginal ou mesmo por causa de infecções genitais recorrentes.
Estes casos, assim como primários, são tratados por ela de forma multidisciplinar, com a inclusão da terapia de grupo.
- Quando cada uma conta o que acontece com ela, todas se sentem mais aliviadas e criam uma postura mais positiva.
Por para fora o problema tende a ajudar muito a vagínica. Tanto que, como Soraia, muitas relatam as dificuldades do tratamento em blogs.
A fisioterapeuta Maria Angélica Alcides, do CATVA, finaliza sua tese de mestrado sobre o vaginismo, assunto que considera pouco explorado pela medicina.
- A fisioterapia tem o objetivo de diminuir a tensão muscular, orientar a paciente a entender melhor o seu corpo, entender o que a doença causa e ensinar a mulher a se tocar.
Para se chegar a isso, a profissional – não se admite homens, por questões óbvias – deve criar um “laço com a paciente”, diz Angélica.
Isso porque é por meio de massagens externas e internas que a fisioterapeuta ensina a mulher a se descobrir.
- As vagínicas costumam ser mulheres do tipo dominadoras, com personalidade forte, mas que se sentem diminuídas como mulher. Porém elas têm maridos mais passivos, que são muito parceiros.


Do R7 Notícias
http://noticias.r7.com/saude/noticias/mulheres-com-medo-de-sexo-ganham-centro-de-tratamento-em-sp-conheca-o-disturbio-20110609.html

Mulheres com medo de sexo ganham centro de tratamento em SP. Conheça o distúrbio - Saúde - R7
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Quando uma mulher “trava na cama” e não consegue levar o sexo adiante, é comum o...

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domingo, 11 de dezembro de 2011

Renata Beiro DESENCANTO...


Em cada
Canto
Um desencanto
De todos
Lados
Nem um
Só canto!!!
Ora, dizeis
Colha
Na idade
Pela cidade
Nua
Crua
Tua
Saudade
De caricata
Felicidade...
Se
O que invade
Faz-te
Covarde
Corre
Ao mundo
Gira
Mundo
Mundo
Girando
Rodando
Não há
Um canto
Cantando
Se necessário
Seja contando
Vidro
Em pedaços
Melhor
Colando
De tantos
Atos
Contratos
Resta
No chão
Cacos
Pedaços...

RENATA BEIRO (11/12/11)
 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CORA CORALINA

"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."



"Se temos de esperar, 
que seja para colher a semente boa 
que lançamos hoje no solo da vida. 
Se for para semear, 
então que seja para produzir 
milhões de sorrisos, 
de solidariedade e amizade."


Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

domingo, 27 de novembro de 2011

Síndrome de Munchausen

Como funciona a síndrome de Munchausen

A maioria das pessoas tenta evitar ficar doente. Uma pequena porcentagem das pessoas,

 no entanto, aprecia a idéia de ir ao médico, submeter-se a exames e, até mesmo, 

fazer uma cirurgia dolorosa. Apesar de saberem que não estão doentes de verdade,

 as pessoas com síndrome de Munchausen fingem estar doentes porque estão em busca 

de atenção e compaixão.




Stockbyte/Getty Images
As pessoas com síndrome de Munchausen
costumam causar as próprias doenças
A síndrome de Munchausen é um distúrbio mental estranho, mas muito real. É o tipo mais severo de doença simulada, um conjunto de distúrbios em que as pessoas intencionalmente exageram, inventam ou causam os sintomas da doença.
É difícil saber exatamente quantas pessoas têm a síndrome de Munchausen, porque a maioria delas é especialista em esconder seu comportamento. Algumas adotam nomes falsos e vão para áreas diferentes para evitar serem descobertas.
Em 1951, o médico britânico Richard Asher descreveu o distúrbio pela primeira vez na revista de medicina The Lancet. Ele nomeou a doença em homenagem ao Barão von Munchausen, um oficial militar alemão do século XVIII, que contava histórias muito exageradas sobre sua vida.
A síndrome de Munchausen não é a mesma coisa que a hipocondria, um distúrbio em que as pessoas realmente acreditam estarem doentes. Aquelas com Munchausen sabem que estão saudáveis, mas querem estar doentes. Tambem é diferente dofingimento, em que as pessoas fingem estar doentes para obter ganhos financeiros (como ganhar um processo judicial) ou para fugir do trabalho.
Neste artigo, vamos dar uma olhada nos mistérios da síndrome de Munchausen, assim como na parecida síndrome de Munchausen por procuração, e descobrir por que alguém se machucaria ou machucaria outra pessoa apenas para conseguir atenção.


Síndrome de Munchausen

 por procuração

No fim da década de 1970, um pediatra britânico, chamado Roy Meadow,
 publicou a descrição de dois casos médicos desconcertantes.
 Em um caso, uma garota de 6 anos, chamada Kay, foi internada no hospital 12 vezes
 por uma infecção no trato urinário e medicada com oito antibióticos diferentes,
 tudo isso sem sucesso. No outro caso, um garoto de 1 ano e 2 meses, chamado Charles,
foi hospitalizado muitas vezes com sonolência e vômitos que não tinham uma causa
médica aparente. Meadow acabou descobrindo que os dois casos, apesar de
parecerem diferentes, tinham muito em comum. A mãe de Kay alterou as
amostras de urina para parecer que a criança estava doente.
A mãe de Charles induziu a doença dando grandes quantidades de sal ao garoto,

que acabou morrendo.




Jack Hollingsworth/Getty Images
Os pais com síndrome de Munchausen por procuração fingem que
seus filhos estão doentes


Meadow chamou essa doença, em que os responsáveis intencionalmente
 falsificam informações ou causam danos a seus próprios filhos para conseguir compaixão,
de síndrome de Munchausen por procuração. Por procuração significa
"por meio de um substituto". O responsável, e não a pessoa doente, é quem está
 fingindo ou causando a doença.
A síndrome de Munchausen por procuração também foi chamada de síndrome de Polle,
 por causa do filho do Barão von Munchausen, chamado Polle, que segundo relatos morreu
sob circunstâncias misteriosas próximo da época em que faria um ano.
 Alguns especialistas, no entanto, dizem que as informações históricas estão incorretas
 e o termo não é mais usado.
Essa doença é muito rara - existem apenas cerca de mil casos por ano, de acordo com
 as melhores estimativas. O cenário mais comum é uma mãe fingindo que seu filho está
 doente ou deixando a criança doente porque ela deseja a compaixão que recebe como resultado
 disso. A mãe pode mudar os resultados de exames, por exemplo, colocando uma substância
 estranha em um exame de urina, injetar substâncias químicas na criança, negar comida,
 sufocar a criança ou dar remédios para causar-lhe vômitos. Em seguida, a mãe insiste que
 a criança seja submetida a vários exames e procedimentos para tratar o suposto problema.
Como a vítima é uma criança, a síndrome de Munchausen por procuração é considerada uma
 forma de abuso infantil.
Uma pessoa que sofre de síndrome de Munchausen por procuração pode estar em busca
 de atenção porque sofreu abusos ou perdeu um dos pais quando era criança, por estar
 passando por problemas sérios no casamento ou uma outra grande crise de estresse.
 Ser visto como uma mãe ou um pai atencioso pela equipe do hospital é uma maneira
 de receber o reconhecimento que ela ou ele pode não ter recebido de outra maneira.



O verdadeiro Barão von Munchausen
 
O Barão Karl Friedrich Munchausen (1720-1797) foi um oficial alemão que serviu na cavalaria russa em várias investidas militares contra os turcos. Quando ele retornava, entretinha seus amigos com histórias de suas façanhas, aumentando muitos dos detalhes. Com o tempo, suas histórias se tornaram cada vez mais exorbitantes e por fim elas foram escritas em um livro, em 1785, chamado "The Surprising Adventures of Baron Munchausen" (As aventuras surpreendentes do Barão Munchausen). O ex-Monty Python Terry Gilliam transformou o livro em um filme, em 1988.

Sinais da síndrome de Munchausen

 por procuração

Os sinais da síndrome de Munchausen por procuração incluem:
  • criança que é freqüentemente hospitalizada com sintomas incomuns e inexplicáveis que parecem desaparecer quando o responsável não está presente;
  • sintomas que não condizem com os resultados dos exames da criança;
  • sintomas que pioram em casa, mas melhoram quando a criança está sob cuidados médicos;
  • remédios ou substâncias químicas no sangue ou na urina da criança;
  • irmãos da criança que morreram sob circunstâncias estranhas;
  • responsável que é preocupado demais com a criança e excessivamente disposto
  • a obedecer os profissionais da saúde;
  • responsável que é enfermeiro ou trabalha na área de saúde.






George Doyle/Getty Images
Os médicos muitas vezes não conseguem descobrir o que há de errado quando
 o responsável por uma criança­
sofre de síndrome de Munchausen por procuração



As vítimas da síndrome de Munchausen por procuração têm que fazer exames e tratamentos
desnecessários que podem ser dolorosos ou perigosos. Como o responsável parece estar
 preocupado de verdade, muitas vezes é difícil para o médico descobrir o problema antes
que seja tarde demais. Essa dificuldade em diferenciar a síndrome de Munchausen por
procuração de uma doença real já resultou em uma série de alegações falsas contra os pais.





Pegos pela câmera
 
Na década de 1990, o Dr David Southall, da Inglaterra, realizou uma experiência usando câmeras de vigilância escondidas em quartos de um hospital para flagrar as pessoas suspeitas de sofrerem de síndrome de Munchausen por procuração. Suas câmeras de vídeo capturaram imagens horríveis de mães sufocando e envenenando suas crianças. Dos 39 suspeitos que ele gravou, 34 foram flagrados machucando seus filhos e os outros cinco admitiram, depois, terem matado as crianças.Embora Southall tenha sido considerado o defensor das crianças em alguns círculos, ele foi difamado como inimigo das mães em outros. Muitos pais foram enviados para a prisão e alguns afirmam terem sido acusados injustamente, com base nas evidências que ele forneceu. Em 2004, Southall foi considerado culpado por um grave delito profissional depois de ter feito uma acusação falsa de que um homem havia matado seus filhos, e foi temporariamente impedido de trabalhar com vítimas de abuso infantil.


Tratamentos para a síndrome de 

Munchausen






George Doyle/Getty Images
Os médicos têm que fazer muitas
investigações para descobrir que um
paciente sofre de síndrome de Munchausen


Os dois tipos de síndrome de Munchausen são difíceis de serem tratados porque as pessoas que têm esses distúrbios não estão dispostas a admitir que têm um problema. Os médicos têm que investigar o histórico do paciente e realizar exames para confirmar se o problema é psicológico e não físico.
O tratamento da síndrome de Munchausen geralmente envolve aconselhamento psiquiátrico para modificar as idéias e os comportamentos que estão causando o distúrbio. Algumas vezes remédios podem ajudar a diminuir a depressão ou a ansiedade, se elas forem as causas.
Quando o caso é de síndrome de Munchausen por procuração, é importante afastar a criança do responsável antes que qualquer outro dano seja causado. A criança pode precisar de tratamento em razão das complicações físicas por ter se submetido a exames e procedimentos desnecessários e também pelas cicatrizes psicológicas do abuso.
Casos famosos
  • William McIlhoy conseguiu entrar para o Livro Guinness dos Recordes, mas ele não tinha muitos fãs no Serviço Hospitalar Nacional da Grã-Bretanha. Depois de 400 operações em 100 hospitais diferentes, McIlhoy acumulou uma dívida de US$ 4 milhões em contas médicas. A famosa vítima da síndrome de Munchausen morreu em um asilo em 1983.
  • Todos os nove filhos de Marybeth Tinning morreram entre 1972 e 1985, muitos deles sob circunstâncias misteriosas. A cada vez, ela fazia fielmente o papel de uma mãe atormentada e se aproveitava da compaixão dos outros. Quando ela finalmente foi presa, em 1986, admitiu ter sufocado suas crianças com um travesseiro. Como muitas vezes acontece com os cônjuges dos pais com síndrome de Munchausen por procuração, o marido dela não interveio, apesar de suas suspeitas. Quando foi entrevistado, ele disse que "você tem de confiar em sua esposa. Ela tem as coisas dela para fazer e, enquanto ela as faz, você não faz perguntas" [fonte: Crime Library]. Marybeth Tinning foi condenada por assassinato em 1987 e sentenciada a 20 anos na prisão.
  • Quando cinco das seis crianças de Waneta Hoyt morreram entre 1965 e 1971, os médicos suspeitaram de síndrome da mão súbita infantil. O caso apareceu em importantes revistas médicas. Quando o promotor William Fitzpatrick, de Nova York, leu sobre o caso, porém, teve algumas suspeitas. Sua investigação resultou na prisão de Hoyt, em 1994. Quando ela foi interrogada, sucumbiu e admitiu ter matado suas crianças em uma tentativa de fazê-las ficarem quietas. Hoyt foi condenada à prisão perpétua.

FONTE:  Stephanie Watson.  "HowStuffWorks - Como funciona a síndrome de Munchausen".  Publicado em 03 de outubro de 2007  (atualizado em 14 de fevereiro de 2008) http://saude.hsw.uol.com.br/munchausen4.htm  (27 de fevereiro de 2010)    

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Se / Rudyard Kipling



Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida. 

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste! 

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo.


(Rudyard Kipling - Tradução de Guilherme de Almeida)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Violência em sala de aula traumatiza crianças / Sofia Bauer

Violência em sala de aula traumatiza crianças.

Autora: psiquiatra Sofia Bauer (*)
O texto apresenta a visão da psiquiatra Sofia Bauer sobre o bullying e suas consequências no comportamento dos alunos que sofrem esse tipo de violência. Sofia é autora do livro Para entender o transtorno do pânico, pela WAK Editora.

"Nossas crianças estão sendo expostas a circunstâncias terríveis durante o período escolar, principalmente nas escolas públicas de regiões onde a criminalidade está cada vez maior.

Esses alunos são sobressaltados pelas ondas de tiroteio, pelas drogas e por não terem a proteção devida. Seus pais saem cedo para o trabalho, os professores mal dão conta dos afazeres da escola. Quem vai, então, protegê-las? E qual será o maior mal provocado nesses futuros adultos? Será que isso traumatiza a ponto de mudar o comportamento de uma criança?

A criança que vive sobressaltada acaba mudando de comportamento. Algumas, ainda por cima, vão sofrer bullying pelos coleguinhas. Vemos que vários comportamentos surgem nos últimos tempos. Mudança na sociedade? Sim! Mas o que fazer para proteger nossas crianças? Temos que tomar consciência de que temos violência nas ruas (como os tiroteios), as drogas são “empurradas” aos jovens e, dentro das escolas, existe o assédio agressivo de coleguinhas que praticam bullying (ridicularizar, fazer chacota dos outros colegas mais fracos). Os pais estão cada vez mais sem tempo para cuidar de seus filhos, as escolas cada vez mais expostas à frequente violência, que é praticada por jovens que se tornam bandidos dentro e fora das escolas. O que podemos esperar senão que os nossos pequenos se “escondam” da vida? Sim, é isso que acontece: as crianças ainda não estão preparadas para se defenderem dos perigos e, portanto, submetem-se a viver de forma disfarçada, sem ao menos saberem que estão fazendo exatamente isso!

Elas vão mudando o comportamento, tornando-se tímidas, com medo de ir às aulas, ou por que têm um coleguinha que as maltrata ou por que, no seu caminho até a escola, passam por tiroteios ou malandros que querem usá-las de alguma maneira. Começa uma série de mudanças comportamentais, como dores de barriga, gripes recorrentes, timidez, dificuldade de aprendizado, etc. Elas passam a não mais quererem frequentar a escola, preferem ficar escondidas em casa. O pânico pode se instalar e elas podem vir a sofrer de um mal necessário para se proteger. Esse é o perigo; estamos deixando que os pequenos se virem sozinhos!

Fica aqui um alerta geral às escolas e aos pais: cuidem bem de suas crianças, fiquem atentos às pequenas mudanças de comportamento, dores de cabeça, infecções recorrentes, timidez exagerada, ataques de ansiedade. Esses sinais sinalizam que algo não vai bem e podem ser percebidos por pais e educadores. Outra recomendação é o professor perguntar aos alunos o que se passa, do que eles estão com receio. Procurem mudar a forma de protegê-los, pois, se eles estão com estes sintomas, estão totalmente desprotegidos. Cabe aos educadores informar aos pais as mudanças percebidas. Cabe aos pais proteger seus filhos como uma onça protege a cria dos perigos da selva; eles ainda não estão formados e precisam de ajuda.

Essa criança que muda de comportamento ou tem ataques de pânico, fobias, dores, timidez, nervosismo, sudorese e preocupação constante precisa ser protegida, terapia e, às vezes, até mesmo de um psiquiatra. "

(*) A autora é formada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e hipnoterapeuta formada em Phoenix, AZ, pela Milton H. Erickson Foundation.
E-mail: sofiabauer@terra.com.br

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Os Absurdos da Vida...

Trabalho escolar: encontro com pedófilo em SP

Mãe diz que trabalho escolar propôs encontro com pedófilo em SP

Professora iria com aluna até o local do encontro para fotografar pedófilo.
Secretaria estadual da Educação diz que vai apurar o caso.
A mãe de uma aluna de 12 anos de uma escola estadual de São Carlos, no interior de São Paulo, afirma que a professsora pediu à criança para entrar na internet para conversar e marcar um encontro com um pedófilo, como tarefa da disciplina. Segundo a mãe, a professora deixou um recado no caderno da menor, explicando como deveria agir. A família diz que a docente pediu a colaboração dos pais para vigiar as conversas online. Segundo a mãe, a professora alegou que o objetivo do trabalho era mostrar os riscos na internet.

O caso ocorreu na quarta-feira (9) passada e a mãe procurou o Conselho Tutelar na sexta (11). A professora não foi encontrada para comentar o assunto. A Secretaria Estadual da Educação disse em nota que vai apurar a denúncia. Ao ver o bilhete no caderno da menina, a mãe ficou indignada. O padrasto da aluna disse que foi até a escola reclamar com a direção.

Segundo a mãe, a menina explicou que a professora separou três grupos na classe, cada trabalho com um tema diferente. Em seu grupo, o tema tratado era pedofilia e, por ter acesso à internet, a educadora pediu que entrasse em um chat para encontrar um pedófilo.

A estudante disse que, além de conversar online com o aliciador, teria que marcar um encontro com ele em frente à catedral, no Centro de São Carlos. "Ela disse assim, para mim e para o meu colega, para conversar com o pedófilo e marcar um encontro. No horário marcado em frente à catedral, ela ia levar eu e ele lá pra tirar foto desse pedófilo”.

A mãe da menina, que não quis se identificar, ficou indignada com a atitude da professora. "A professora expôs a criança a fazer um trabalho absurdo. O trabalho sobre pedofilia tudo bem, mas minha filha procurar um pedófilo na internet é inadmissível. Eu não aceito isso”.

Investigação
O Conselho Tutelar investiga o caso. "A gente vai apurar, vamos enviar um ofício para a diretoria de ensino, pedindo esclarecimentos sobre a conduta da professora e, se for o caso, vamos enviar para o Ministério Público", disse Rosa Helena Aparecida Polese, conselheira tutelar.

A família da criança procurou a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, que enviou uma nota de esclarecimento, determinando a instauração de procedimento preliminar para apuração de responsabilidades e também o afastamento da docente.

Confira a nota na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo esclarece que após receber as informações da ocorrência da direção da Escola Estadual Professora Maria Ramos, em São Carlos, determinou, nos termos da lei, a instauração de procedimento preliminar para apuração de responsabilidades e também o afastamento da docente. Enquanto não houver a conclusão desse procedimento, a administração não dará mais informações sobre o caso, pois terá de atuar como instância de decisão, não podendo, portanto, correr o risco de caracterizar prejulgamento."

Do G1
g1.globo.com
Professora iria com aluna até o local do encontro para fotografar pedófilo. Secretaria estadual da Educação diz que vai apurar o ...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Meus Secretos Amigos / Texto postado no grupo pelo amigo Ernesto dos Santos

Meus Secretos Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos; enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar!

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na minha sagrada relação de amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, rezo pela vida deles. E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Texto postado pelo blog "AMOR,ORDEM E PROGRESSO"

MENINAS-NOIVAS TURCAS TEM INFÂNCIA ROUBADA PELA VIOLÊNCIA

Segundo entidade que combate a prática, estes casamentos vêm acompanhados de violência, estupros, incesto e problemas mentais

"Fui a Gaziantep (cidade do sudeste da Turquia) como noiva quando tinha 10 anos. Enquanto ia comprar pão, alguns meninos corriam atrás de mim gritando 'menina-noiva'. Minha sogra me pegava, mas não me dava pão. Um dia, quando ela estava fazendo pão, me apunhalou, foi embora e me deixou ali, presa".

Testemunhos como este dão voz às frias estatísticas de um recente estudo sobre os casamentos de menores na Turquia, que representam 28,2% de todos os casamentos.
Essa conclusão é resultado de uma análise realizada pela associação de mulheres "Flying Broom", em 54 províncias do país, segundo dados de 2008.
Um fenômeno que não só rouba a infância de milhares de meninas, mas as condiciona a uma vida muitas vezes marcada pelas surras, estupros e trabalhos forçados.
Segundo Sevna Somuncuoglu, coordenadora da pesquisa, este estudo mostra que o costume não só não desapareceu, mas "inclusive é mais comum nas grandes cidades", segundo publicou o jornal "Cumhuriyet".
Tanto que até o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, casou seu filho em 2003 com Reyyan Uzuner, quando ela tinha 17 anos, após obter uma ordem judicial.
O estudo sobre as meninas-noivas, que foi apresentado na semana passada no Parlamento, revela que uma em cada cinco meninas da comunidade cigana que vive ao noroeste de Istambul (aproximadamente 1,5 milhão de pessoas) se casa quando completa 15 anos.



Escravidão
O psiquiatra Selçuk Candansayar, da Faculdade de Medicina na Universidade Ghazi, explicou à Agência EFE que estes casamentos vêm acompanhados de violência, estupros, incesto e problemas mentais, e que os bebês nascidos deste tipo de relações têm taxas mais altas de mortalidade antes do primeiro ano de vida.
"A vidas dessas meninas é roubada. Não podem realizar nenhum de seus sonhos, nem sequer podem sonhar. São tiradas da escola e transformadas em mão de obra, e inclusive em escravas da família do marido. Tudo isto contribui para o aparecimento de problemas mentais graves", declarou Candansayar.
Se a porcentagem de casamentos com menores é de 28,2 na Turquia, em algumas regiões do sudeste do país, como Diyarbakir, este número chega a 50%. Em 2010, em Sanliurfa, uma cidade do sudeste, foram registrados 21.091 partos, sendo que, 712 eram de mães adolescentes.
O estudo estima que o número de meninas-noivas na Turquia, segundo dados de 2008, era de 181.036. Só em Istambul foram registrados 24.934 destes casamentos.
Segundo várias pesquisas, no mundo todo existem dez milhões de meninas que se casam a cada ano, o que significa que a cada três segundos uma menor se casa. A taxa de casamentos forçados e prematuros também é alta no Centro e no Leste Europeu.
Geórgia e Turquia lideram a lista europeia, mas países como a França e Reino Unido também têm porcentagens de até 10% de menores que se casam antes de completar 18 anos, segundo um relatório publicado no jornal "The Guardian".


Medo
A professora de Sociologia Yildiz Ecevit, que apresentou o estudo no Parlamento turco, declarou à Agência EFE que o número de 28,2% foi registrado em estudos demográficos na Universidade Hacettepe, que estuda as práticas matrimoniais no país.
Yildiz ressaltou o papel das tradições e os fatores sócio-econômicos como causa dos casamentos prematuros forçados e insistiu no peso que têm a honra e a virgindade, responsáveis pela reputação da família. Além disso, quando se casam, a família do marido as usa como mão de obra barata ou não remunerada.
"No entanto, não sou a favor de impor medidas legais para que só se casem aos 18 anos.
Isto causaria muitos outros problemas. O número de casamentos prematuros, que em sua maioria são celebrados em forma de 'Imame Nikahi' (casamento religioso), vai continuar aumentando", lamentou Yildiz.
"Quando tinha 13 anos me casei com um homem de 30. Nunca o tinha visto. Nos casaram só porque era filho de um amigo do meu pai. Quando o vi, pensei que poderia ser meu pai. Não podia nem chegar perto dele. À noite ficava muito assustada", contou uma das entrevistadas pelo estudo.


Do IG
http://delas.ig.com.br/comportamento/meninasnoivas-turcas-tem-infancia-roubada-pela-violencia/n1597367266379.html

sábado, 12 de novembro de 2011

ABUSO SEXUAL INFANTIL DENTRO DA PRÓPRIA CASA



O abuso sexual de crianças cometido dentro da própria casa é uma tragédia mais comum do que se imagina, mas permanece invisível e silenciosa

A violência sexual contra crianças é um tema sobre o qual paira uma barreira de silêncio.
Esporadicamente, vem à baila sob forma de um escândalo envolvendo alguém famoso, como aconteceu com o cantor Michael Jackson, e rapidamente desaparece.
Quando o assunto é o abuso praticado por alguém da família, o pacto é ainda mais inquebrantável.
Não existem sequer estatísticas confiáveis, porque na maioria das vezes a criança sofre calada a experiência devastadora do incesto.
Um passo importante para encarar a realidade desse crime terrível, pelos efeitos sobre as pequenas vítimas e por violar um dos tabus fundadores da civilização, está sendo dado no Rio de Janeiro, pela Clínica Psicanalítica de Violência.
Criada em 1996, a instituição tem registrados mais de 2.000 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes de todas as classes sociais, dos quais mais de 80% têm como agressor o próprio pai.
As psicanalistas Graça Pizá e Gabriella Ferrarese Barbosa, fundadoras da clínica, debruçaram-se sobre 853 prontuários de atendimento a crianças entre 2 e 9 anos de idade, para tornar público o drama do incesto sob o ponto de vista delas.
O resultado está publicado no livro A Violência Silenciosa do Incesto (Imprensa Oficial de São Paulo; 244 páginas; 60 reais).
Os desenhos que ilustram esta reportagem fazem parte do conjunto de 31 imagens selecionadas por Graça Pizá para ilustrar o que batizou de "vocabulário ilustrado dos afetos emparedados" – uma síntese dos sentimentos mais freqüentemente expostos por seus pequenos clientes. São um testemunho comovente da experiência aterrorizante do incesto.
Numa idade em que não têm como compreender o que sentem quando violentadas, elas se desenham mutiladas, isoladas.
O medo é comunicado através de seres monstruosos ou, ao contrário, de situações absurdamente realistas, povoadas por enormes órgãos sexuais.
Uma menina retratou-se refletida num espelho de teto como os que se vêem nos motéis, deitada sob um homem identificado como "papai".
Como ajudar essas crianças, vitimadas justamente pelas pessoas em quem mais deveriam confiar, a quebrar a barreira do silêncio?
"A criança violentada vive emparedada pelo seu próprio medo de falar e pela surdez de quem deveria ouvi-la", diz Graça Pizá.
Por isso a proposta do centro é formar uma rede de apoio e atendimento.
O livro traz artigos de especialistas em medicina, educação, Justiça e segurança que analisam em suas respectivas áreas as dificuldades para reconhecer e enfrentar o problema.
Em todos, a constatação é que, diante de uma evidência de incesto, a tendência é descrer da criança.
O principal motivo é que esse tipo de violência é algo que vai contra a própria noção de humanidade, uma vez que a proibição de relações sexuais entre pais e filhos é uma das características que nos distinguem dos animais.
Os intricados desvãos dos relacionamentos familiares são outro obstáculo.
Sobre o pano de fundo da rejeição que a idéia do incesto desperta surgem os mecanismos que criam e mantêm o silêncio.
Diante de uma suspeita, a tendência é fechar os olhos, e isso se faz desqualificando a criança como interlocutor, jogando o que ela diz sob o rótulo de "fantasia infantil".
O impulso sexual infantil existe e dá origem a fantasias que podem, sim, envolver o pai, o padrasto, o namorado da mãe, ou a própria mãe.
Mas a criança que fantasia esse tipo de envolvimento imaginário não tem o relato de sofrimento, de dor física, de nojo, de medo que uma vítima de violência real faz.
"Quando a base é fantasiosa ou simplesmente mentirosa, a história não se sustenta", afirma Graça Pizá, que só não confirmou 0,5% das suspeitas de incesto que chegaram à Clínica de Violência.
O triste é constatar que, mesmo quando a criança consegue ser ouvida em casa, o crime não consegue ultrapassar as barreiras externas, como mostra o relato de uma mulher que descobriu que seu ex-marido abusava da filha de 2 anos e quis processá-lo.
Não conseguiu. Sem prova material de estupro (que na maior parte das vezes não existe), seria palavra contra palavra.
Mais do que isso, a denúncia poderia virar contra ela, por acusação sem provas.
"O que mais me chocou foi a impossibilidade de agir.
Eu não podia fazer nada", diz.
Para a advogada Elizabeth Süssekind, ex-secretária nacional de Justiça, o problema é que o Judiciário só crê no material, no incontestável.
Com isso, muitas vezes crianças que foram abusadas acabam devolvidas judicialmente a seus agressores.
É preciso começar a mudar essa lógica, definindo os caminhos jurídicos de reconhecimento da credibilidade das vítimas, ressalvadas evidentemente com as devidas garantias aos acusados.
O principal, em qualquer circunstância, é ouvir o que a criança tem a dizer.
Esse é um direito fundamental de todo ser humano.
"Ele é um monstro, vampiro"
Ela demora a perceber que uma parte do que sente é nojo e não consegue inicialmente expressar esse sentimento em palavras.
Mas o exprime através de monstros que têm "língua de fogo", "língua que me lambe".
Um simples programa de fim de semana com o pai vira história de terror no relato de uma dessas pequenas vítimas.
"Uma vez um caranguejo mordeu o meu dedo.
Doeu muito.
No domingo papai me levou à praia, depois ao shopping.
Tirou a minha roupa e eu me senti um caranguejo.
Ele é um monstro, um vampiro."

AVERSÃO

O encontro da sexualidade adulta com a infantil é muito violento.
A criança sente a invasão do corpo, mas não absorve seu significado.
"Morri um pouquinho"
SILÊNCIO

A barreira erguida em torno da violência torna invisível a identidade da criança.
A menina se representa num corpo de mulher, de salto alto – e sem rosto

É comum crianças se desenharem mutiladas, em auto-retratos relacionados a uma imagem corporal alterada, de quem passou por um trauma tão grande que se despedaçou.
Em alguns casos, elas não se dão conta da mutilação.
É preciso perguntar se não está faltando nada no desenho.
A narrativa de alguns sonhos, como o que se segue, dá conta dessa vivência silenciosa de horror.
"Sonhei que o carro estava lá em cima, caiu lá embaixo e eu morri.
Mas só um pouquinho.
A minha cabeça morreu, mas o corpo estava em pé, não estava morrido."

Violência "invisível"

Montanhas e praias desertas aparecem recorrentemente.
Mas o abuso acontece também em lugares públicos, como o cinema ou o metrô.
É uma situação visível (a criança no colo de um adulto) que torna invisível uma outra (o pai que bolina a própria filha).
Uma dessas crianças contou seu drama a partir de uma brincadeira: escondia um objeto, mas deixava uma parte à mostra.
O mesmo acontecia com ela. Seu pai a violentava "escondido" na frente de todo mundo.

MEDO DE REAGIR

A montanha é uma clara representação da solidão da criança violentada.
Além da submissão física e moral, ela sofre do medo de reagir contra o agressor.


FONTE
http://veja.abril.com.br/050504/p_152.html