quinta-feira, 29 de julho de 2010

Texto da amiga Ana Maria C. Bruni

Mulher! O silêncio é o trovão das omissas! Atravessamos mais um milênio


Não foram suficientes milhares de dias,horas...

Nada aprendemos com a história

Nem nos impressionamos com as ruínas das grandes civilizações

Passamos por estes séculos como turistas,viajamos!

...Não nos espelhamos nos exemplos heróicos

Nada absorvemos

Nada garantimos

Nem para nós nem para nossas filhas



Negamos as atrocidades

Silenciamos aos apedrejamentos

Negamos nossos direitos

Nossos ventres parem machos, não homens

Nossas bundas valem euros

Nosso som silenciou à realidade



Mendicantes do milênio!

Mulher

Não confunda o amor a pátria,

pelo desprezo do governo em nossa relação

Não se contentem com migalhas

Não se satisfaçam em galgar um degrau



Dignidade Mulher!

Pelos direitos a que temos direito!





Ana Maria C. Bruni

sábado, 24 de julho de 2010

Uma História de Amor

Esse texto foi escrito pela minha filha Júlia, de 14 anos. Encontrei o mesmo na minha mesa, entre a papelada, um mês e meio após ela ter viajado. É interessante ver a idéia, a concepção do amor, do que ele significa para uma adolescente. Principalmente nos dias de hoje, onde predominam o descaso e a violência. Fiquei feliz ao ler e de saber que a minha filha o considera simples, puro, lógico. É o reflexo, talvez, da nossa estabilidade e união familiar...

"Definir o amor é impossível, pois ninguém ama do mesmo jeito que o outro. Por isso que, pelo menos para mim, o amor é imedível.
Tem gente que ama e fica falando "Eu te amo", já tem outros que demonstram de outro jeito. Por isso há tantas separações hoje. Os casais se amam, mas cada um de uma forma. E, às vezes, há falta de comunicação nessa forma de amar. Uns dão apóio, outros consolam, uns fazem carinho, outros falam...
Mas será que eu te amo mais porque demonstro? Ou você me ama mais porque faz tudo por mim?
Amar é ceder, é perder, é estar junto, unidos. Às vezes o amor vira dependência e um não sabe viver sem o outro. Nas brigas, falam-se coisas que ferem uns aos outros. Às vezes é preciso magoar, ir embora, para fazer o outro reagir... Às vezes, um deixar o outro é o melhor a se fazer, só que nunca de uma negativa eterna.
Cada ama de um jeito, faz as coisas de uma maneira, mas isso não quer dizer que eu te amo mais ou menos, isso só mostra que todos somos diferentes, só isso!
Não existe amor perfeito (só se for a flor) porque cada um é de um jeito e ama também da sua maneira de ser, seu jeito de saber amar... Amor é amor e acabou, nunca alguém ama igual ao outro (somente em filmes).
Para terminar: separar-se (definitivamente) nunca é a solução, o certo é sempre dar uma chance àquele que você ama, do fundo do seu coração."

domingo, 11 de julho de 2010

Solidão

Hoje vou escrever sobre a solidão. Temos falado tanto em vários tipos de violência, essa violência desmedida... Não dá gosto de ver ou ler as notícias. Mesmo com a punição dos culpados, a violência praticada não tem retorno.
Nunca senti tanto o peso da solidão... Nem mesmo quando sofria abusos do meu pai. É uma solidão diferente, mais consciente e presente. O coração pesado...as lágrimas soltas... Quem é que já não passou por isso um dia.
Há vários tipos de solidão. Considero que todas são ruins, mas para mim a pior quando estamos cercados de gente.Parece que nada e nem ninguém consola... Vemos as pessoas, passamos por elas, mas é como se a gente não estivesse presente. Mesmo não tendo razão (e é preciso se ter uma razão para a solidão?).
Uma coisa é sentir-se só, em vez de quando. Faz até bem. É nessa hora que refletimos sobre a vida, sobre vários temas e várias situações vividas. Cabe a nós tirar o proveito disso. Muitas pessoas buscam a solidão em busca de si mesmo. Considero isso saudável. Quando sabemos o motivo da solidão, é mais fácil combate-la, lutar contra.
Mas quando não achamos o motivo? Quando sabemos que é preciso ser forte, que o momento exige isso, mas não há como alcançar a saída... Como é triste sentir-se assim... E fico pensando nas pessoas na mesma situação. Quantas delas acabam sucumbindo? Fazendo besteira...tentando o suicídio...ou provocando algum tipo de violência...
Sim, porque a solidão leva à violência. Contra os outros, contra si mesmo. Tornamos-nos tão vulneráveis, que não pensamos com a razão, e sim, com a emoção. E é aí que "mora o perigo". Que vem à tona o pior de cada um. Aquilo que deixamos escondido no cantinho da mente, vai crescendo e tomando forma. Quantos já não praticaram delitos devido ao fato de se sentirem completamente só, buscando ajuda e não a encontrando? Quantas vezes estendemos os braços em busca de apóio e encontramos somente a indiferença?
É preciso ter consciência que combatendo a solidão alheia, além de estarmos ajudando, praticando a caridade, ao mesmo tempo estamos ajudando a nós mesmos. Pois uma pessoa que estende a mão, sempre encontrará outra estendida na sua direção. Ou seja, para combater a nossa solidão, é preciso ser solidário com o seu semelhante. E ter muita fé de que a situação vivida é passageira. Nada é mais triste que uma pessoa só. Nada é mais triste do que sentir a solidão, em quaquer circunstância...
Eu sei que a minha é passageira. Que logo me sentirei em paz de novo, repleta de esperanças. Só quis dividir com os meus amigos o sentimento vivido no presente... E agradecer a cada sorriso recebido, a cada mensagem de carinho, aos elogios, aos conselhos.
Beijos no coração de cada um...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ausência

Queridos amigos:

Tenho estado ausente, nessas últimas semanas, do blog, do orkut e do facebook devido a nossa volta a São Paulo. Essa volta está feita por etapas e estamos terminando a segunda. Faltará só a etapa da minha ida, da mudança e da ida dos pets.
Agradeço a compreensão e a colaboração de todos os amigos.
Abraços carinhosos, Bya.