domingo, 30 de janeiro de 2011

Mulheres Abusadoras Sexuais de Crianças

Ao longo dos últimos anos, houve uma crescente percepção de abuso sexual de crianças por mulheres. Evidências de que as mulheres abusam sexualmente das crianças estiveram disponíveis nos últimos 30 anos, mas permaneceram bem escondidas, por causa de estereótipos criados em relação à sexualidade feminina e à idealização das mulheres como fornecedoras de cuidado e alimentação.
A visão que se tem das mulheres como não agressoras sexuais dificulta a crença de que elas possam praticar o abuso sexual. Tradicionalmente, as mulheres têm sido vistas como as recebedoras passivas nos encontros sexuais, e não como agressoras sexuais. Além disso, algumas pessoas consideram difícil compreender de maneira precisa como as mulheres poderiam abusar sexualmente. Pesquisas mostram que mulheres abusadoras de crianças cometem vários tipos de atos sexuais, que incluem tocar os genitais, forçar a criança a sugar-lhes os seios ou a genitália, masturbação mútua forçada, penetração da vagina ou do ânus da criança com objetos e o coito propriamente dito. Por vezes, o abuso sexual é acompanhado de espancamento físico da criança. Os pesquisadores puderam identificar quatro categorias de mulheres abusadoras de crianças.
1. A professora / amante:
Envolve principalmente a mulher adulta mais velha engajada em um relacionamento sexual com um garoto pré-púbere ou adolescente, o qual ela encara como seu igual.
2. A agressora cuja predisposição ao abuso é de caráter intergeracional:
Todas as mulheres dessa categoria iniciaram o abuso sexual em crianças, muitas vezes, em seus próprios filhos.
3. As mulheres coagidas por homens:
As mulheres dessa categoria são, a princípio, coagidas a atacar sexualmente os filhos por um companheiro dominador, com um histórico de violência sexual contra crianças. Essas mulheres são muito dependentes e incapazes de se afirmar em relação aos companheiros.
4. A experimentadora - exploradora:
São garotas adolescentes relativamente ingênuas quanto a sexo e que buscavam ter uma experiência sexual com uma criança mais nova. São geralmente babás das crianças abusadas.

Principais características de mulheres abusadoras de crianças:
  • Baixa auto-estima, sentimentos de inadequação e vulnerabilidade.
  • Infância perturbada.
  • Falta de cuidados na infância.
  • Experiência de solidão, isolamento e separação dos outros.
  • Relacionamentos abusivos e negativos com companheiros de sexo masculino.
  • Histórico de atividade sexual compulsiva ou indiscriminada.
  • Graves distúrbios psicológicos ou doença mental.
  • Vício em álcool ou em drogas.
  • Quando criança, não era desejada ou era do sexo errado.



25 comentários:

  1. fui abusada por minha mãe qdo era criança. hj tenho 31 anos, faço terapia há 9 anos e não consigo superar isso. nao consigo ter relacionamento amoroso com homens, minha vida emocional está estagnada. mtos falam para denunciar o abusador, mas quando se passa muito tempo e o abusador é a própria mãe com a filha, como se faz? fico muito confusa a respeito disso. gostaria q me esclarecessem. obrigada. R.

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    1. Acho que nunca me identifiquei tanto. No meu caso, era um abuso mais velado, mascarado em brincadeiras ("peitinho", passar a mãe na bunda, na perna, tentar colocar o indicador no ânus e perguntar: uuui, o que tu sentiu? com risadas), tudo muito sutil. Violência psicológica. Demorei mais de 20 anos pra perceber. Mas a dificuldade de relacionamento e envolvimento, experimento, me parece, assim como você. Não consigo me envolver sexual ou emocionalmente com ninguém. Ainda não sei que atitude vou tomar quanto a minha mãe. Sei que ela também foi abusada na infância. Pensou que tentou fazer o melhor que pode e que talvez, nem tenha se dado conta de que isso era abuso, assim como eu demorei tanto pra me dar conta. Já a perdoei e não pretendo romper o contato com ela. Mas quero falar abertamente com ela sobre isso, só não sei quando. Que a vida venha doce para todos nós.

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  2. É a primeira vez que me deparo com um caso, onde a mãe é abusadora da filha. Já vi com o filho...mas com a filha, não. Quando o abusador é da família, é muito difícil acusar...durante 20 anos fui abusada pelo meu pai. Com a experiência que adquiri, só posso te aconselhar a começar, aos poucos, botar para fora a dor e a revolta...contando a um, ao outro. Você não merece privar-se de amor! Nunca esqueça: VOCÊ É A VÍTIMA!!! Sei que é muito difícil, mas procure, de alguma forma reagir, pois somente você poderá fazer isso!!! Muita paz e harmonia para vc! Muita força e luz! Beijos no seu coração!!!

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  3. obrigada! vi só agora o comentário! pois é, na terapia essa semana evoluiu bastante. consegui contar o meu caso para duas amigas. e ontem fiz constelação familiar com a psicóloga. foi diferente. estou amadurecendo aos poucos. lidar com o sentimento de ódio é mto dificil. ao mesmo tempo q não qeuro sentir isso, eu acabo sentindo. mas aos poucos vamos amadurecendo. quero por demais arranjar um cara legal, acabo morbidamente me boicotando. mas estou em paz agora, sei q é com o tempo e o meu amadurecimento q conseguirei. obrigada pela força! bjão

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  4. Eu comecei a melhorar após a constelação...foi ótimo e esclarecedor!!! Não deixe de buscar a si mesma...Beijo!!!

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  5. Estou escrevendo um artigo sobre abuso, pesquisando na net achei este Blog.
    Me identifiquei c a história relatada sobre abuso de mãe, sei o que é isso e as marcas que deixam na gente, os tormentos as culpas, as dúvidas que ficam e as respostas que faltam para entender tudo que aconteceu.
    Tive problemas com meu pai tmbm, ainda hoje tenho pesadelos, medos, traumas...
    Faço terapia há 2 anos.

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  6. Eu tenho um segundo blog: Depoimentos / Filhas do Silêncio, www.filhasdosilencio2.blogspot.com, onde você poderá ler histórias reais, inclusive a minha. Se você precisar de mais material, é só me mandar um e-mail. Sim é muito difícil esquecer o abuso...já se passaram 18 anos e eu ainda sofro as consequências. Mas não é impossível de reconstruir a vida...Um abraço, Bya.

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    1. Olá Boa noite, estou fazendo um TCC sobre,será que você pode enviar materiais para mim?

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    2. Que tipo de material vc precisa? Entre em contato comigo através do meu e-mail: beatriza67@gmail.com
      Abraço, Bya.

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  7. Amiga,sei como foi duro para vc e ainda está sendo.Mas nada melhor que um dia atrás do outro...não resolve o problema, porém traz esperanças...

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  8. Olha gente, sou do brasil criado na america. Do jeito que eu vivi na minha familia...as mulheres nao tinham homens, e as que tinaham, torturava-los. Eu creci com uma imagem muito negativa do homen, porque homen era sujo. Mas porque eu era crianca, fui tratado como um Principe. Minha mae detestava o jeito que as mulhers me tratavam. Com respeito e amor, desde pequeno. Homens e meninos me achavam ou chamavam de bicha. mas eu sempre fui tarado pela buceta. Desculpa, gente...

    Entao, a realidade foi que eu me adaptei no mundo. Continuo adorando mulher, nao sou bicha...porem tenho alto respeito a sexualidade de qualquer um, seja etero ou nao. Eu gosto de mulher. Ponto final. Mas a minha tia, me deichava louco de tesao e coisas aconteceram. Me senti como homem e nao bicha. Sem ter que viver abaixo a tirania das mulheres que encontrei na minha vida.

    Gracas a Deusa ou Deus, eu continuo respeitando e adorando todas as racas e culturas do mundo. Verdade propria e realizacao nao doi, muito...as vezes... Espero que ajude certas pessoas. Essa mensagem e uma mensagem positiva. Por favor, continue a energia positiva e nao comente negativo. Assim talvez, outras pessoas podem ver o que voce ve.

    Eu fui abusado mentalmente e pisicologicamente, mas nao sexualmente.

    Nao questione a minha intencao. Se voce nao gosta da verdade, vai pra outro canto, Pouco me importo. Para outros, muito obrigado por participar.
    Paz e amor a todos

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  9. Estou com 47 anos e com uns dez, ainda menino, minha babá fazia sexo oral em mim, colocava meu dedo nela, etc...nunca encarei isso como abuso, mas hj creio que algumas características minhas no relacionamento com mulheres pode ter a ver com isso. Gostaria que me ajudassem. Isso é abuso? Isso pode ter me causado transtornos na idade adulta? Ser grosso com mulheres, por exemplo?

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  10. Sim, isso foi um abuso. E, com certeza, interferiu na sua vida adulta. Sugiro que você procure um psicólogo para poder desabafar. Se quiser, me escreva: beatriza67@gmail.com Abraço, Bya.

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  11. Eu fui abusada sexualmente por minha babá, não sei quando começou. Só sei quando terminou, foi com 5 anos, quando eu me mudei.
    Eu não sofri violência física, no meu caso o pior foi a violência mental. Minha mãe não tem culpa e se sonhar que isso aconteceu comigo ela vai sofrer muito.
    O pior para mim foi crescer me sentindo culpada, quando eu tinha 10 anos era isso o que eu sentia : que era culpada e promiscua. Porque eu deixei isso acontecer, só depois de mais velha eu parei e pensei: " eu tinha menos de cinco anos, a culpa não era minha".

    Eu me lembro dela me tocando enquanto passava pomada em mim mamãe não estava olhando, lembro que ela me beijava na boca e de língua, que ela fazia sexo oral em mim e pediu para eu fazer o mesmo nela. lembro que uma vez ela estava dormindo de boca aberta e eu pensei que ela queria um beijo e à beijei na boca.
    Depois que eu cresci eu passei o resto da minha infância tendo fantasias sexuais, mas com meninos. Aos 12 anos tambem tive fantasiaa lésbicas e até masculinas envolvendo estupro.

    Aos 16 anos me envolvi com um rapaz, eu não queria transar com ele, eu ainda queria guardar alguma pureza para o casamento, mas com medo de perde-lo deixava que ele fizesse o que queria comigo, coisas asquerosas. Eu não sentia prazer naquilo, não havia orgasmo, mas eu queria. Com minha babá era o mesmo, eu não conseguia ficar sem e ela até me ameaçou deixar de castigo sem aquilo. É tão confuso... e em ambas as vezes eu só me senti enojada depois... Quando ele colocava as mãos em mim eu me sentia exatamente como me sentia quando era criança, abusada. Até o cheiro nas minhas mãos era o mesmo. Graças à D'us rompi esse ciclo, mas foi difícil. Depois de romper aquele relacionamento doentio eu passei um ano com nojo de relações sexuais, achando que só existiam para um se divertir, ter prazer às custas de outro.

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    1. Sinto muito...Nós sempre nos sentimos culpadas, mesmo não sendo. Espero que vc encontre o seu caminho e que tenha forças e fé para superar. Abraço!!!

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  12. Oi, tenho 17 anos atualamente e quando tinnha 6 anos um primo meu uns 18 anos mais velho que eu me tentou me estrupar e o irmão depois de um tempo começou a me assediar constantemente mas não foi um estrupo , uma vez um filho de uma amiga da minha mae tbm tentou e a menos de um ano atras um tio meu me assediou e a minha irmã tbm e eu acho que na adolescencia é pior pq vc ta criando sua personalidade e tipo comecei a pegar um nojo de homens mais velhos e agr eu me considero bissexual pq n gosto muito de estar na presença de um homem. Mas podem exclarecer uma coisa tipo isso mexe com o pisicologico da pessoa pq comecei a fazer coisas que não fazia antes como me masturbar frequantemente, já ouvi uam amiga que aconteceu coisas parecidas com ela e ela tiha fantasias com familiares rla achou estranho no inicio mais depois viu que era por conta dos abusos que ela tinha sofrido. Agora ela tem um relacionametocom um menino atualmente.Eu não me vejo namorando nem com menino nem com menina, acho que minha mente ainda esta um pouco perturbada! Me respodam e me digam se tudo isso é normal

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    1. Sim...é normal todas essas reações, pois cada um reage de um jeito diferente. É preciso de um tempo e de terapia. Muita força para vc. Abraço, Bya.

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  13. Olá, depois de passar por muitos médicos por um problema de visão distorcida sem diagnóstico ouvi de um neurologista muito competente você teve algum trauma? Bateu a cabeça?
    Isso me deixou muito revoltada, tive que sair da faculdade de medicina para tratar minhas crises de enxaqueca, perca de memória e visão turva. Fui abusada durante muitos anos por homen e mulher. Minha mãe teve depressão pós parto e não cuidava de nossa família, na casa de meus padrinhos sempre acontecia meu padrinho de uns 40 anos passar a mão na minha vagina e seios.
    Depois uma vizinha de uns 17 anos aproximadamente pedia para me levar para brincar e para minha mãe era um alívio eu tinha poriginal volta de 2 a 3 años, então ela me beijava na boca e fazia sexo oral comigo, más eu lembro como se fosse hoje, isso passaram uns 3 anos até que um dia ela me levou no meio do mato e enfiou os dedos na minha vacina, eu desesperada de dor implorei que ela parasse, ela disse pra eu abrir bem as pernas que não doeria, então eu chutei a cara dela e não sei como consegui correr e escapar, foi o trajeto mais longo da minha vida, até chegar em casa esbaforida, gritei a minha mãe. "Estou machucada" então ela me deu banho e eu sentia muita dor, ela perguntou você deixou alguém mecher aí? E um não conseguia responder. Então ela passou uma pomada e disse você não pode deixar ninguém mecher aí. Eu fiquei dias com a região dolorida para urinar.
    Depois a agressora não conseguia mais me pegar eu ficava em pânico e corria, até que ela disse roube cigarros do seu pai e me traga se não vou conotar a todos que você é uma putinha e se esfrega com as outras crianças. Então virei sua escrava e roubava as coisas pra ela, isso ela já era maior. Depois comecei a me masturbar com meus brinquedos, e tratar as bonecas como ela me tratava. Um outro vizinho me molestava também ao mesmo tempo que ela só que nunca me penetrou só se masturbava comigo. Um dia meu irmão viu e contou pra minha mãe, ao invés dela denúnciar a polícia ou contar ao meu pai ela me espancou até eu desmaiar. Além de eu ser abusada e sofrer toda a infância apanhava por estar sendo abusada. Hoje sou terapeuta e não tenho medo da vida, estou escrevendo um livro e contando todos esses detalhes, essas coisas não podem passar em branco. Eu vou falar tudo, cansei de preservar a fachada de familia que tive e o silencio da minha mãe são difíceis de perdoar.

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    1. Minha querida, quase não consegui segurar as lagrimas com o seu depoimento...é extremamente triste e revoltante. Que bom que você está conseguindo botar isso para fora e eu gostaria que vc me avisasse quando o livro for lançado. Parabéns pela sua luta e te desejo muita força. Abraço carinhoso, Bya.

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    2. Será q esse livro já saiu?????

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    3. Luciana...que livro. O texto foi tirado de uma comunidade. Abraço, Bya.

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  14. Não sei se era abuso. As vezes as brincadeiras incomodam. As vezes ao me enxugar no banho ela me tocava. Também acariciava minhas partes intimas por qualquer bobagem. Como uma brincadeira sabe... mas isso me afetava muito.. Eu ficava com muita raiva. E ficava pensando em sexo com homens pq achava muito inaproriado ser tocada por quem me gerou.

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