quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Texto da Thatyana Tojal

Essa noite pensando, pensando e pensando cheguei a seguinte conclusão:
Quando as palavras não vem, o rosto se fecha e os olhos se afogam. Quando o silêncio toma conta do nosso desespero, o nosso interior se desaba. O fim do mundo é todos os dias para quem sente muito, para quem demonstra pouco, para quem se esconde atrás de sorrisos que se desmancham ao entardecer. O fim do mundo não é nada mais do que o nosso próprio interior se remoendo, se despedaçando, se desmanchando por algo que muitas vezes não sabemos nem sequer explicar, mas sentimos, sentimos muito mesmo por isso.

Podemos morrer afogados em lágrimas, podemos morrer queimados pelo orgulho ou podemos morrer com o coração congelado pelo nosso medo. Medo esse que muitas vezes nos impede de ir mais além, orgulho esse que muitas vezes nos impossibilita de nos dar uma nova chance, lágrimas que lavam a nossa alma e secam o nosso coração, assim sem nenhuma remediação.
O fim do mundo está diante dos nossos olhos, escorrega pelo nosso exterior e se esconde no nosso interior.

Não há quem comprove tamanha catástrofe humana, não há quem explique profundo sentimento. O buraco é grande, sem tamanho e dificilmente será preenchido. Cada um carrega uma dor diferente, com intensidades diferentes e uma cicatriz que nunca se cura, sem profundidade internas e externas. Nós somos mortais a vida inteira, vivemos e morremos a cada dia sem uma explicação definida. Não há quem nos impeça de sentir. O fim do mundo acontece todos os dias, aos poucos e, praticamente ninguém sente além de nós mesmos.
 

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