quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Postado no Grupo "Filhas do Silêncio" pela amiga ELZA AUGUSTA DE OLIVEIRA


Exclusivo: dezenas de professores são suspeitos de pedofilia em escolas de SP
Crimes como estupros e assédio sexual seriam praticados no ambiente escolar.

Os pais sempre esperam que seus filhos estejam seguros na escola. Lá, crianças vão aprender a ler e escrever e a virar cidadãos. Mas o perigo ronda os estabelecimentos de ensino. Além dos problemas comuns de violência em portas de colégios, hoje outro problema aflige estudantes: são frequentes os casos de professores acusados de pedofilia. Crimes como estupros, atentados violentos ao pudor e assédio sexual são praticados contra crianças e adolescentes no ambiente escolar.

Mais de 80 casos de professores acusados de pedofilia foram acompanhados nos últimos cinco anos somente pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e pelo Apeoesp (Sindicato dos Professores no Ensino Oficial de São Paulo), segundo informações de educadores. O R7 verificou ao menos 14 desses casos envolvendo docentes, por meio de boletins de ocorrências e inquéritos em delegacias, além de processos criminais na Justiça ou administrativos na Secretaria de Educação. Os acusados, na maioria dos casos, foram afastados da sala de aula.

Há denúncias diversas: professores que tiveram relações sexuais com alunas de 14 e 15 anos, até em vestiário da escola; outro levou um menino de 11 anos à sua casa para praticar abusos, outro teria dado R$ 10 a um garoto em troca de sexo oral e outros tocaram em órgãos sexuais de alunos. Há também docente que teria tentado agarrar e beijar a aluna à força ou assediado menores de idade por meio do Facebook, Orkut ou MSN.

A Secretaria de Educação não confirma o número de 80 denúncias citadas por educadores e diz que só pode responder sobre casos e processos específicos. O órgão do governo garante que “age com rigor em relação a todas as denúncias recebidas e que não compactua com quaisquer formas de constrangimento e de violação de direitos”.

O Sindicato dos Professores do Estado não fala sobre o assunto. A entidade tem oferecido advogados de sua equipe para defender os acusados e alega não poder abandoná-los.

ABC paulista

Em Santo André, no ABC paulista, um professor de física e matemática da Escola Estadual Clotilde Peluso foi acusado, em junho, de manter relações sexuais com a aluna A., 14 anos. Segundo a mãe da menina, identificada apenas como L., o professor costumava levar várias outras alunas menores de idade à sua casa.

— Eu já havia alertado a direção da escola de que ele estava saindo com minha filha e com outras meninas. A escola não fez nada. Foi a primeira vez que minha filha teve relação sexual e eu fiquei possessa. Isso é abuso de poder. Fui à polícia denunciar para que isso não continue acontecendo. O pior é que a direção da escola, antes desse fato acontecer, disse que não tinha problema o que vinha ocorrendo porque o professor era bonito, esse tipo de coisa acontecia, era uma fantasia e coisa passageira.
O caso foi denunciado à Delegacia da Mulher de Santo André, ao Conselho Tutelar da cidade e à direção da escola. A diretora do colégio, que se identificou apenas como Sueli, informou que o professor está afastado. Ela disse que “não aconteceu nada dentro da escola” e lá, “não há nada que desabone o professor”. Questionada se consideraria normal o professor sair ou manter relações sexuais com aluna menor de idade, ela respondeu:
— Eu desconheço qualquer coisa que tenha acontecido fora da escola.

Histórias como a de A. repetem-se em outros colégios. Professores jovens, tidos como “boa-pinta” e metidos a galã, chamam a atenção de alunas e passariam a tirar proveito da situação. O docente da Escola Clotilde Peluso se enquadraria nesse perfil, conforme a denúncia. Por tê-lo acusado, A. chegou a ser hostilizada por outras colegas, que foram à sua casa protestar. Depois, teve que mudar de colégio.

Zona leste de SP

Na Escola Estadual Sapopemba, na zona leste de São Paulo, o professor de educação física A. C. J. foi acusado de manter relações sexuais com a menina P., 14 anos, em um vestiário. Ela e uma outra colega da oitava série, R., contaram que o professor costumava atrair meninas de 12 e 14 anos ao local. Lá, segundo afirmaram, A. as beijava e abraçava e pedia para que elas o masturbassem.

O professor foi afastado da escola, respondeu a um processo criminal por causa da denúncia e foi absolvido. O juiz da 4ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, região central de São Paulo, entendeu que não havia comprovação da ocorrência de ato sexual nem que teria havido violência.

O professor afirmou que as acusações “eram descabidas” e, por isso, “nada foi provado”. A mãe da jovem, que se identificou apenas como D., discordou da decisão da Justiça.

— A gente fica revoltada. Mas já sofremos muito com o caso. Era muito doloroso quando tínhamos de depor. Deixamos pra lá, para não prejudicar mais minha filha.

A história é longa pessoa, acompanhem o resto ni link:


http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/exclusivo-dezenas-de-professores-sao-suspeitos-de-pedofilia-em-escolas-de-sp-20121006.html

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