sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Como os traumas emocionais influenciam nossas vidas / Lygya Maya


Quando somos traumatizados em qualquer período da vida, o subconsciente nunca esquece. Alguns conseguem produzir amnésia. Assim, não recordam conscientemente do trauma. Mas sempre fica aquela pedrinha pequenininha incomodando no sapato.

É inteligente e saudável permitir que nossas emoções ajudem a combater essa sabotagem, que muitas vezes é criada automaticamente e sem intenção nenhuma. A compreensão do poder da consciência, da organização racional das próprias ideias, expressada no dia-a-dia, minuciosamente e em cada segundo, conduzirá à liberdade e à felicidade completa.

Milhões de pessoas se incluem nas massas humanas como nos rebanhos: sem pensar por si e são escravas da opinião alheia. O Dr. Waldo Vieira, parceiro de Chico Xavier e fundador da Projeciologia, ciência que independe de religiões no estudo da projeção da consciência para fora do corpo, escreveu em seu livro “Nossa Evolução” que “Muitos de nós seguem o que foi dito para fazermos”. Um padrão antigo de programação é o de se comportar. “Comportar-se” significa controlar-se e o controle para o fluxo. Por isso, faça um grande favor a você mesmo: aprenda a expressar suas emoções em vez de escondê-las e evitá-las, a fim de ser mais saudável, mais amoroso, mais rico e atencioso.

É muito importante reconhecer os incidentes do passado, se ocorreu de um ou vários membros da família ter nos ferido emocionalmente ou aconteceu um incidente na escola ou com nosso melhor amigo ou qualquer coisa que nos deu a sensação de insegurança, medo ou irritação. Qualquer evento do passado que nos tenha tocado profundamente atinge nossos corações vulneráveis.

Os traumas emocionais produziram nossa insegurança e medo. Para superá-los, precisamos aprender sobre eles. As emoções também nos ajudam a amadurecer espiritualmente e a crescer. Eu digo sempre “Não há nenhum guerreiro sem guerra”. Infelizmente, ou felizmente, quanto mais dura a estrada, melhor a lição – particularmente para os mais teimosos, como eu.

Quando somos crianças não sabemos lidar com as emoções positivamente. As pessoas que tiveram influência em nossas vidas programaram nossas mentes de uma maneira ou outra, dizendo o que fazer e como fazer. Além disso, na maioria das nossas experiências infantis os amigos da escola às vezes se divertiram com a nossa cara, nos amedrontando ou nos xingando, nos influenciando a pensar, naquela idade, que algo estava errado conosco; nós acreditamos em tudo que diziam naquele período. A mente tem a habilidade de armazenar tudo que experimentamos naquela idade, pondo as sensações provenientes de coisas desagradáveis na caixa chamada subconsciência. Uma vez que passamos as informações desagradáveis ao subconsciente, temos a impressão, no nível consciente, que o sentimento desagradável não está mais lá. Mas nos enganamos redondamente, quando pensamos que evitar o assunto, para não lidar com o sentimento desagradável, nos ajuda. Pelo contrário, esse processo inacabado ajuda a conservar a dor que aqueles incidentes em particular causaram.

Quantas vezes dizemos muito rapidamente ”Não quero falar sobre isso!” quando alguém começa a falar sobre algo que atinge nossa dor emocional passada? É o mesmo que dizer “Não quero tratar da minha emoção relacionada a isso!”. Isto eventualmente vai acarretar resultados negativos se não tratarmos com o mesmo cuidado que temos com qualquer doença física. A solução para o bloqueio emocional é reconhecer a emoção e liberá-la.

A influência das experiências passadas pode ser irremediável caso não tomemos consciência de sua importância.

Como criamos a proteção emocional

Muitos de nós criamos o processo de proteção emocional da seguinte forma:

Decidimos nos “proteger” dos traumas passados.

Jogamos um jogo psicológico entre a subconsciência e a consciência, mandando a dor do trauma para a subconsciência.

Mantemos a dor emocional desde a infância na subconsciência, (eu a chamo de “caixinha de traumas”) e atuamos como se nada tivesse acontecido e não nos lembramos “conscientemente” do que se passou conosco.

Lembramos só do que queremos e não lembramos e lidamos com sentimentos que deveríamos lidar.

Pensamos que estamos “evitando” o problema.

Continuaremos evitando sentir honestamente para o resto da vida, até nosso físico, espírito e mente começarem a emitir mensagens. Estas mensagens podem vir em forma de doenças, de padrões não desejados, de sonhos, de mau humor inesperado, de raiva desnecessária, de relacionamentos abusivos, frustrantes e desrespeitosos etc. Se não tomamos providência com os sinais mandados, nossos outros corpos começam a se deteriorar e torna-se impossível de obter conexão com o fluxo natural da saúde.

Uma cliente Ph.D. era obcecada por cursos de pós-graduação etc. Trabalhava até às 21 horas todos os dias e quase não tinha tempo para a família. Seu sonho e desejo era trabalhar menos e ganhar mais. Mas nunca fazia nada para mudar seu estilo de vida. Até que, numa mini sessão de Hipnose, contou um fato que aconteceu na sala de aula quando era criança, onde a professora fez uma pergunta em frente à sala cheia de coleginhas e ela não soube responder. Como consequência disso, foi humilhada pela professora. Isso lhe traumatizou para o resto da vida e por causa disso não parou mais de estudar. No fundo de sua subconsciência, fazia isso porque tinha a impressão de que não sabia o suficiente. Mas a realidade é que ela era uma doutora bem sucedida em sua prática e sua família era exemplar, portanto esta mulher e profissional estava sendo levada por seu trauma emocional por anos a fio, deixando de se dar mais tempo para diversão com a família e consigo mesma.

Quando descobrimos isso, nos arrepiamos pois sabíamos da importância positiva que aquela descoberta teria em sua vida dali para frente. Agora sim, poderíamos “trabalhar” naquele trauma com base na raiz do problema e curar, ou melhor, liberar aquele trauma de sua subconsciência e de seu coração para sempre.

A lição desta história é que se ela não tivesse procurado ajuda talvez nunca conseguisse liberar aquele bloqueio, e continuaria se estressando ao ponto de exaustão física e emocional. Todos precisamos de ajuda, uma das coisas que aprendi no decorrer dos anos, é que não importa nosso grau de instrução ou idade, vamos sempre aprender com os outros.

A consciência esquece muitas coisas, mas a subconsciência não. E é a subconsciência que nos mantém fazendo as mesmas ações baseadas nos padrões causados pelos bloqueios surgidos na infância. Por isso, muitas vezes não nos damos conta da autodestruição traiçoeira.

Como podemos mudar para melhor

Um exemplo de desequilíbrio desta natureza aconteceu com uma ex-cliente para quem eu sugeri que fechasse os olhos e pensasse numa situação em que poderia se ver super feliz, fazendo muito dinheiro, com um relacionamento romântico harmonioso. Ela reagiu imediatamente, dizendo num tom de surpresa: “Como posso visualizar que eu sou feliz, quando eu estou doente?”. Disse-lhe que assim como o cristal na frente dela é energia solidificada, também somos seres energéticos solidificados pela lei universal e, consequentemente, podemos também solidificar os pensamentos. Assim como todos os objetos no mundo que em algum ponto de partida estavam na mente do criador e se tornaram materializados. Poderíamos também – e deveríamos – pensar na oportunidade de materializar nossos sonhos. Perguntei se ela gostaria de pensar positivo e se dar a oportunidade de criar em vez de se concentrar na doença. Ela assim o fez, dando a oportunidade a si mesma de ter uma ótima sessão.

Portanto, podemos e devemos focalizar naquilo que queremos porque isso vai nos fazer sentir bem e ajudar a conseguir o que queremos como resultado final.

Fonte: http://www.planetanews.com/news/2009/10999

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