sexta-feira, 11 de julho de 2014

SONO DE PEDRA / Poema de Raquel Naveira. Ilustração de Liliane Lililane Gobbo

Durante o sono
Não era dono
De nada:
Nem de seu corpo,

De músculos relaxados,
Nem de sua consciência,
Suspensa
Como um fruto de outono.

Sono de pedra,
Sonhos
Feitos de minério
Colhido no leito dos rios
E dos caminhos.

Sono de pedra
Em que, às vezes,
Passava do opaco
Ao translúcido
Como um topázio
Que guarda em segredo
O seu mistério precioso.

Sono de pedra,
Cheio de limo
E umidade,
Palpável ao toque,
Quente
Como uma força ígnea.

Sono de pedra
Em que virava pilha
E acumulava energia
Natural das rochas.



(Jean-Antoine Houdon, Morpheus, 1777)



Foto: SONO DE PEDRA

Durante o sono
Não era dono
De nada:
Nem de seu corpo,
De músculos relaxados,
Nem de sua consciência,
Suspensa
Como um fruto de outono.

Sono de pedra,
Sonhos
Feitos de minério
Colhido no leito dos rios
E dos caminhos.

Sono de pedra
Em que, às vezes,
Passava do opaco
Ao translúcido
Como um topázio
Que guarda em segredo
O seu mistério precioso.

Sono de pedra,
Cheio de limo
E umidade,
Palpável ao toque,
Quente
Como uma força ígnea.

Sono de pedra
Em que virava pilha
E acumulava energia
Natural das rochas.
Raquel Naveira

(Jean-Antoine Houdon, Morpheus, 1777)
http://www.scultura-italiana.com/Galleria_estero/Houdon%20Jean-Antoine/imagepages/image34.html

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