quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quem é o bandido??? / Bya Albuquerque

Na última postagem comentei a atrocidade cometida contra o meu filho e seu colega. Hoje quero falar...debater sobre a ação policial.
Eu sempre tive mais medo da polícia que dos bandidos em si e acho que sempre tive razão para isso, principalmente após a leitura do livro do Caco Barcellos. Já tive amigos policiais civis / delegados, mas quando via um PM, preferia me manter longe.
Nunca tive medo de bandidos...sempre procurei manter calma ao deparar com um deles. Por duas vezes, de madrugada, meu marido que é alérgico a várias medicações, ficou com febre e passando mal. Por duas vezes, em bairros diferentes de São Paulo, saí de madrugada atrás de uma farmácia...e fui interpelada por traficantes locais. Os dois jé haviam me visto no bairro e perguntaram o que eu queria naquela hora tardia. Com a minha explicação, os dois avisaram os seus comparsas pelo rádio, dizendo que eu "era gente boa" e que não só era para me deixar passar em paz, como para fazer a proteção!!!
Já aqui em Ribeirão, eu e minha filha sofremos assaltos a mão armada e em pleno dia. Primeiro foi a minha filha, que estava indo à casa da minha mãe, sem carteira e somente com celular. Foi parada numa esquina do bairro chique, ao meio dia, numa rua de alto movimento. Sempre ensinei aos meus filhos a não demonstrar o medo e entregar tudo. O ladrão que levou o celular dela ficou tão impressionado com a sua calma, que ele mesmo ofereceu para ela ficar com o chip. Ao retirar o chip, ela aproveitou e retirou o cartão de memória. Muitos viram, porém ninguém ajudou...Depois foi a minha vez: estava no mesmo bairro, saindo do médico. Vi numa esquina um rapaz bem vestido e apessoado, parado. Quando passei por ele, juntou-se um outro rapaz e cada um ficou ao meu lado. Senti e vi a arma e eles pediram, com educação, a minha carteira. Expliquei que a minha carteira continha documentos importantes, mas a abriria na frente deles e entregaria todo o dinheiro. Assim foi feito, ficando eu com a carteira e os documentos e eles com o dinheiro. Ainda recebi agradecimento pela minha "colaboração"...
Meu filho e seu colega sofreram uma violência gratuita com abuso de poder. Fico pensando na periferia, onde a ação poderia acabar de um modo mais trágico. E só fico me perguntando o porquê de tanta intimidação...violência... prepotência.
80 % dos que leram o fato acontecido como meu filho, aconselharam a eu ficar na minha e acho que eles tem toda razão. Não quero retaliação e muito menos ficar na angustia de espera do meu filho voltar para casa.
E também me pergunto: QUE PAÍS É ESTE???





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