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domingo, 16 de outubro de 2011

Síndrome de Alienação Parental


Maria Berenice Dias, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, vice-presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)


Certamente todos que se dedicam ao estudo dos conflitos familiares e da violência no âmbito das relações interpessoais já se depararam com um fenômeno que não é novo, mas que vem sendo identificado por mais de um nome. Uns chamam de "síndrome de alienação parental"; outros, de "implantação de falsas memórias".
Este tema começa a despertar a atenção, pois é prática que vem sendo denunciada de forma recorrente. Sua origem está ligada à intensificação das estruturas de convivência familiar, o que fez surgir, em conseqüência, maior aproximação dos pais com os filhos. Assim, quando da separação dos genitores, passou a haver entre eles uma disputa pela guarda dos filhos, algo impensável até algum tempo atrás. Antes, a naturalização da função materna levava a que os filhos ficassem sob a guarda da mãe. Ao pai restava somente o direito de visitas em dias predeterminados, normalmente em fins-de-semana alternados.
Como encontros impostos de modo tarifado não alimentam o estreitamento dos vínculos afetivos, a tendência é o arrefecimento da cumplicidade que só a convivência traz. Afrouxando-se os elosde afetividade, ocorre o distanciamento, tornando as visitas rarefeitas. Com isso, os encontros acabam protocolares: uma obrigação para o pai e, muitas vezes, um suplício para os filhos.
Agora, porém, se está vivendo uma outra era. Mudou o conceito de família. O primado da afetividade na identificação das estruturas familiares levou à valoração do que se chama filiação afetiva. Graças ao tratamento interdisciplinar que vem recebendo o Direito de Família, passou-se a emprestar maior atenção às questões de ordem psíquica, permitindo o reconhecimento da presença de dano afetivo pela ausência de convívio paterno-filial.
A evolução dos costumes, que levou a mulher para fora do lar, convocou o homem a participar das tarefas domésticas e a assumir o cuidado com a prole. Assim, quando da separação, o pai passou a reivindicar a guarda da prole, o estabelecimento da guarda conjunta, a flexibilização dehorários e a intensificação das visitas.
No entanto, muitas vezes a ruptura da vida conjugal gera na mãe sentimento de abandono, derejeição, de traição, surgindo uma tendência vingativa muito grande. Quando não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, dedesmoralização, de descrédito do ex-cônjuge. Ao ver o interesse do pai em preservar a convivência com o filho, quer vingar-se, afastando este do genitor.
Para isso cria uma série de situações visando a dificultar ao máximo ou a impedir a visitação. Leva o filho a rejeitar o pai, a odiá-lo. A este processo o psiquiatra americano Richard Gardner nominou de "síndrome de alienação parental": programar uma criança para que odeie o genitor sem qualquer justificativa. Trata-se de verdadeira campanha para desmoralizar o genitor. O filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro. A mãe monitora o tempo do filho com o outro genitor e também os seus sentimentos para com ele.
A criança, que ama o seu genitor, é levada a afastar-se dele, que também a ama. Isso gera contradição de sentimentos e destruição do vínculo entre ambos. Restando órfão do genitor alienado, acaba identificando-se com o genitor patológico, passando a aceitar como verdadeiro tudo que lhe é informado.
O detentor da guarda, ao destruir a relação do filho com o outro, assume o controle total. Tornam-se unos, inseparáveis. O pai passa a ser considerado um invasor, um intruso a ser afastado a qualquer preço. Este conjunto de manobras confere prazer ao alienador em sua trajetória depromover a destruição do antigo parceiro.
Neste jogo de manipulações, todas as armas são utilizadas, inclusive a assertiva de ter sido o filho vítima de abuso sexual. A narrativa de um episódio durante o período de visitas que possa configurar indícios de tentativa de aproximação incestuosa é o que basta. Extrai-se deste fato, verdadeiro ou não, denúncia de incesto. O filho é convencido da existência de um fato e levado a repetir o que lhe é afirmado como tendo realmente acontecido. Nem sempre a criança consegue discernir que está sendo manipulada e acaba acreditando naquilo que lhes foi dito de forma insistente e repetida. Com o tempo, nem a mãe consegue distinguir a diferença entre verdade e mentira. A sua verdade passa a ser verdade para o filho, que vive com falsas personagens de uma falsa existência, implantando-se, assim, falsas memórias.
Esta notícia, comunicada a um pediatra ou a um advogado, desencadeia a pior situação com que pode um profissional defrontar-se. Aflitiva a situação de quem é informado sobre tal fato. De um lado, há o dever de tomar imediatamente uma atitude e, de outro, o receio de que, se a denúncia não for verdadeira, traumática será a situação em que a criança estará envolvida, pois ficará privada do convívio com o genitor que eventualmente não lhe causou qualquer mal e com quem mantém excelente convívio.
A tendência, de um modo geral, é imediatamente levar o fato ao Poder Judiciário, buscando a suspensão das visitas. Diante da gravidade da situação, acaba o juiz não encontrando outra saída senão a de suspender a visitação e determinar a realização de estudos sociais e psicológicos para aferir a veracidade do que lhe foi noticiado. Como esses procedimentos são demorados – aliás, fruto da responsabilidade dos profissionais envolvidos –, durante todo este período cessa a convivência do pai com o filho. Nem é preciso declinar as seqüelas que a abrupta cessação das visitas pode trazer, bem como os constrangimentos que as inúmeras entrevistas e testes a que é submetida a vítima na busca da identificação da verdade.
No máximo, são estabelecidas visitas de forma monitorada, na companhia de terceiros, ou no recinto do fórum, lugar que não pode ser mais inadequado. E tudo em nome da preservação da criança. Como a intenção da mãe é fazer cessar a convivência, os encontros são boicotados, sendo utilizado todo o tipo de artifícios para que não se concretizem as visitas.
O mais doloroso – e ocorre quase sempre – é que o resultado da série de avaliações, testes e entrevistas que se sucedem durante anos acaba não sendo conclusivo. Mais uma vez depara-se o juiz diante de um dilema: manter ou não as visitas, autorizar somente visitas acompanhadas ou extinguir o poder familiar; enfim, manter o vínculo de filiação ou condenar o filho à condição deórfão de pai vivo cujo único crime eventualmente pode ter sido amar demais o filho e querer tê-lo em sua companhia. Talvez, se ele não tivesse manifestado o interesse em estreitar os vínculos deconvívio, não estivesse sujeito à falsa imputação da prática de crime que não cometeu.
Diante da dificuldade de identificação da existência ou não dos episódios denunciados, mister que o juiz tome cautelas redobradas.
Não há outra saída senão buscar identificar a presença de outros sintomas que permitam reconhecer que se está frente à síndrome da alienação parental e que a denúncia do abuso foi levada a efeito por espírito de vingança, como instrumento para acabar com o relacionamento do filho com o genitor. Para isso, é indispensável não só a participação de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, com seus laudos, estudos e testes, mas também que o juiz se capacite para poder distinguir o sentimento de ódio exacerbado que leva ao desejo de vingança a ponto deprogramar o filho para reproduzir falsas denúncias com o só intuito de afastá-lo do genitor.
Em face da imediata suspensão das visitas ou determinação do monitoramento dos encontros, o sentimento do guardião é de que saiu vitorioso, conseguiu o seu intento: rompeu o vínculo deconvívio. Nem atenta ao mal que ocasionou ao filho, aos danos psíquicos que lhe infringiu.
É preciso ter presente que esta também é uma forma de abuso que põe em risco a saúde emocional de uma criança. Ela acaba passando por uma crise de lealdade, pois a lealdade para com um dos pais implica deslealdade para com o outro, o que gera um sentimento de culpa quando, na fase adulta, constatar que foi cúmplice de uma grande injustiça.
A estas questões devem todos estar mais atentos. Não mais cabe ficar silente diante destas maquiavélicas estratégias que vêm ganhando popularidade e que estão crescendo de forma alarmante.
A falsa denúncia de abuso sexual não pode merecer o beneplácito da Justiça, que, em nome da proteção integral, de forma muitas vezes precipitada ou sem atentar ao que realmente possa ter acontecido, vem rompendo vínculo de convivência tão indispensável ao desenvolvimento saudável e integral de crianças em desenvolvimento.
Flagrada a presença da síndrome da alienação parental, é indispensável a responsabilização do genitor que age desta forma por ser sabedor da dificuldade de aferir a veracidade dos fatos e usa o filho com finalidade vingativa. Mister que sinta que há o risco, por exemplo, de perda da guarda, caso reste evidenciada a falsidade da denúncia levada a efeito. Sem haver punição a posturas que comprometem o sadio desenvolvimento do filho e colocam em risco seu equilíbrio emocional, certamente continuará aumentando esta onda de denúncias levadas a efeito de forma irresponsável.
Texto da desembargadora Maria Berenice Dias, elaborado em 07.2006. No blog Jus Navigandi

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Texto recebido / Autor Desconhecido

OLHA
no teu jardim as rosas entreabertas,
e nunca as pétalas caídas;

OBSERVA
em teu caminho a distância vencida
e nunca o que falte ainda;

GUARDA
do teu olhar os brilhos de alegria
e nunca as névoas de tristezas;

RETÉM
da tua voz risadas e canções
e nunca os teus gemidos;

CONSERVA
em teus ouvidos as palavras de amor
e nunca as de ódio;

GRAVA
em tua pupila o nascer das auroras
e nunca os teus poentes;

CONSERVA
no teu rosto as linhas do sorriso
e nunca os sulcos do teu pranto;

CONTA
aos homens o azul das tuas primaveras
e nunca as tempestades do verão;

GUARDA
da tua face apenas as carícias,
esquece as bofetadas;

CONSERVA
de teus pés os passos retos e puros,
esquece os transviados;

GUARDA
de tuas mãos as flores que ofertaram,
esquece os espinhos que ficaram;

De teus lábios CONSERVA as mensagens bondosas,
esquece as maldições;

RELEMBRA
com prazer as tuas escaladas,
esquece o prazer fútil das descidas;

RELEMBRA
os dias em que foste água limpa,
esquece as horas em que foste brejo;

CONTA
e mostra as medalhas das tuas vitórias,
esquece as cicatrizes das derrotas;

OLHA
de frente o sol que existe em tua vida,
esquece a sombra que fica atrás;

A flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas;
E só um olhar de amor pode levar consigo calor para aquecer muitos invernos;
A bondade é mais forte em nós
e dura muito mais do que o mal que nós mesmos praticamos;

Sê OTIMISTA, e não te esqueças de que...

É NO FUNDO DA NOITE SEM LUAR QUE BRILHAM MUITO MAIS AS ESTRELAS!!!

domingo, 9 de outubro de 2011

Dia das Crianças

Esse ano resolveram fazer uma homenagem às crianças no face, que gerou uma polêmica desnecessária...inútil. Foi proposto que as pessoas trocassem a sua foto do perfil por uma de personagem de desenho ou quadrinho. Muitos (cerca de 500 mil) fizeram isso. O face ficou colorido, divertido, pois indiretamente conhecemos um pouco de gosto de criança dos nossos amigos virtuais. A campanha é contra TODA E QUALQUER violência (física, emocional, trabalho infantil, abandono, etc...).
Mas começaram fazer uma contra campanha, totalmente mentirosa e ignorante. De cara, posso citar 3 mentiras:
1. Falaram que a brincadeira do ano passado foi a mesma, quando na verdade era para trocar a foto do mural pela foto de quando era pequeno...criança;
2. Disseram que desde o ano passado a Polícia Federal reclamou que a campanha encobria os atos dos pedófilos...Nunca tinha ouvido isso, sem falar que nem mesmo esse ano foi dito um absurdo desses por uma autoridade oficial;
3. Estão dizendo que a campanha é contra a pedofilia e está encobrindo os atos dos pedófilos. Ora, desde quando os pedófilos precisam disso e onde ou quem disse que era somente contra a pedofilia???

Vamos pôr a mão na consciência: pedófilo é um psicopata, geralmente age na surdina e a última coisa de que precisava era chamar tanta atenção. Dizer que os pedófilos estão atraindo crianças com os perfis coloridos é tapar o sol com a peneira. Abuso sexual é um crime altamente cruel, que não envolve somente o abuso físico, mas também e, principalmente, o emocional. O pedófilo se encontra em qualquer parte: pode ser um vizinho, um membro da família, amigo da família ou aquele professor querido. São pessoas que vivem na defensiva e sempre com medo de serem descobertos (não confundir pedófilo com estuprador...pois muitos estupradores não são pedófilos). Não querem chamar a atenção e não vão agir com toda essa polêmica...Aliás, foi o único ponto positivo que encontrei na difamação.
Quando há uma campanha numa rede social, com alguma causa ou não, ela une as pessoas muitas vezes com ideais diferentes, que se juntam em prol de uma causa ou simplesmente da amizade. O ano passado foi divertido ver as pessoas quando eram crianças, parece que humaniza mais a rede...Esse ano voltamos ao nosso passado, relembrando o que gostávamos, lembrando da nossa infância que era bem  mais saudável e feliz. Sem falar que, criança pequena não mexe no facebook ou até orkut, pois ela precisa saber não só a informática, mas também a ler e escrever. E os nossos adolescentes são mais conscientes e espertos do que pensamos. Se não fosse assim, o ano passado o Orkut não faria a mudança de exigência da idade mínima, que passou de 18 anos para 13.
Por isso, vamos aproveitar esse dia, essa união, a brincadeira. Pois depois, tudo volta ao normal e quantos de nós podem dizer que o ano que vêm vão estar vivos, para participar de mais uma brincadeira? Pessoas com espírito de porco sempre vão existir...cabe a cada um de nós ter discernimento e bom senso de não confundir uma simples brincadeira com o ato de encobrir uma violência brutal.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Texto postado no grupo "Filhas do Silêncio" pela Ana Maria Bruni, via Minha Saúde / IG


Psicólogo
O profissional desta área tem formação específica na área de psicologia e está habilitado para lidar com problemas de ordem psicológica e comportamental. O psicólogo pode atuar em uma clínica particular, empresa, escola ou em um hospital e tem capacitação para diagnosticar um teste vocacional, o perfil certo para uma vaga ou um quadro de ansiedade.
“Ele está habilitado para trabalhar com sessões de psicoterapia, orientação psicológica e psicodiagnóstico (testes), entre outras atividades”, explica a psicóloga e psicanalista Claudia Finamore, de São Paulo.
E como saber se a situação pede um profissional com este perfil? A psicóloga Sandra Mari Coelho, de Brasília, explica que a ajuda deste profissional pode ser mais indicada em casos de crises de ciclo de vida, como perda de emprego, problemas de ordem profissional, dificuldades de relacionamento, luto, ansiedade ou depressão. Crises de estresse ou relacionadas à violência – sequestro, acidentes de carro, estupro etc – também cabem na lista de problemas nos quais o psicólogo pode ajudar.
Mas se você ainda não se sente à vontade para identificar se o seu caso é para este profissional, uma dica: o termômetro fica por conta dos sinais dados no dia a dia.
Dificuldades em ultrapassar determinados obstáculos da vida, situações do cotidiano que geram angústia constante, problemas de comportamento e relacionamento consigo e com os outros são sinais sugestivos de que é hora de procurar ajuda psicológica. O tempo de tratamento será determinado de acordo com as necessidades expostas ao longo das sessões.
“Se o paciente tem uma questão pontual no trabalho ou relacionamento poderá ser um tratamento mais breve. Se for um caso de depressão ou ansiedade, será mais longo. A questão do tempo é individual”, ressalta Claudia.
Psicanalista
“Ser ou não ser, eis a questão”. A famosa frase de William Shakespeare explica de forma bem metafórica a quem este profissional pode ajudar. Tendo como base de estudo as teorias do austríaco Sigmund Freud, o psicanalista trabalha para melhorar a relação do ser com o mundo e com os seus questionamentos sem fim. Por aqui, é muito comum o trabalho com pessoas que sentem dificuldade e, às vezes, chegam a sofrer na hora de lidar com os universos interior e exterior. De forma geral, a psicanálise tem como objetivo auxiliar no autoconhecimento e a habilidade em lidar com problemas do próprio eu.
Nível de estresse muito grande, pressão profissional, diferença de comportamento e ideais com as pessoas com quem se vive são fatores que levam a questionamentos e problemas de comportamento e, consequentemente, fazem com que a pessoa sinta a necessidade de buscar respostas para estes tantos pontos de interrogação.
De acordo com o psiquiatra diretor do serviço de psicoterapia do Hospital das Clínicas e diretor da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Oswaldo Ferreira Leite Netto, a psicanálise permite ao indivíduo desenvolver sua sabedoria e a flexibilidade com o próximo.
“É um instrumento que ensina a gente a suportar as responsabilidades e encarar as frustrações da vida”, explica o especialista.
A duração do tratamento por meio da psicanálise não pode ser especificada de forma exata e pontual. “Tudo vai depender de como a pessoa está disponível para enfrentar suas dificuldades e medos. A evolução depende somente dela”, salienta Netto.
Psiquiatra
Formado em medicina e com especialização na área de psiquiatria, este profissional está capacitado para diagnosticar problemas de ordem mental e somente com ele o tratamento pode ser feito à base de medicamentos. Dependência química, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), bipolaridade, depressão e ansiedade são os principais transtornos mentais que levam as pessoas a buscar tratamento psiquiátrico.
“É uma parte da medicina que trabalha diretamente com os aspectos fisiológicos das manifestações psíquicas indesejáveis, tendo uma metodologia de tratamento essencialmente medicamentosa”, explica a coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo, Denise Diniz.
De acordo com psicóloga Sandra Mari Coelho, o psiquiatra pode atuar efetivamente em todos os diagnósticos de transtornos mentais – sejam eles leves, moderados ou graves. O encaminhamento para este profissional pode ser dado por um psicólogo ou psicanalista, que detecta durante as sessões de terapia a necessidade do uso de medicamentos para aliviar os sintomas – como insônia, alteração de humor, falta de apetite – de um determinado transtorno. Um dos focos do tratamento com um psiquiatra é melhorar os aspectos funcionais da vida diante de uma determinada doença mental e, depois, tratar de forma gradativa e progressiva o problema.

Mensagem


Sabe aquele momento que a gente pensa
que chegou no limite das próprias forças e que
não vai mais conseguir avançar?
Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!)
e tudo parece um grande vazio...
Esse momento que, não importa a nossa idade,
pensamos que já é o fim...
e um desânimo enorme toma conta da gente...
Esse momento, ao contrário do que parece,
é justamente o ponto de partida!!!
Se chegamos a um estado em que não avançamos mais,
é que devemos provavelmente tomar uma outra direção.

Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfação
é sinal de que alguma coisa deve ser feita.
Não espere que os outros construam pra você,
planeje e faça!
Você é responsável pelos próprios sonhos e pela realização destes.
Nas obras da vida não precisamos de arquitetos
para planejar por nós.
Com um pouco de imaginação e um muito de
boa vontade podemos reconstruir sozinhos a casa
que vamos morar e o futuro que nos oferecemos.

É humano se sentir fragilizado , e é necessário para que tenhamos
consciência que não somos infalíveis,
não somos super-heróis,
mas seria desumano parar por aí, e injusto,
para os outros,
mas principalmente para nós mesmos.
Recomeçar é a palavra!
Recomeçar cada vez, a cada queda,
a cada fim de uma estrada! Insistir!...
Se alguém te feriu, cure-se!
Se te derrubaram, levante-se!
Se te odeiam, ame!
Erga-se! Erga a cabeça!
Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés.
É preciso olhar pra frente.
Plante uma árvore, faça um gesto gentil,
tenha um atitude positiva.
É sempre possível fazer alguma coisa!
Não culpe os outros pelas próprias desilusões,
pelos próprios fracassos.

Se somos nossos próprios donos para as nossas vitórias,
por que não sermos para as nossas derrotas?
Onde errou, não erre mais!
Onde caiu, não caia mais!
Se você já passou por determinado caminho,
deve ter aprendido a evitar certas armadilhas.
Então, siga!
Não se esqueça de uma grande promessa feita na Bíblia:

"Esforça-te e eu te ajudarei."

Dê o primeiro passo... depois caminhe!!!
Tenho certeza que a felicidade não mora ao seu lado,
nem à sua frente, ela está junto de você!

Letícia Thompson

O LAÇO E O ABRAÇO / Mário Quintana


O LAÇO E O ABRAÇO

               Mário Quintana

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma  fita  dando voltas.Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.Ah! Então, é assim o amor, a amizade.Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.Então o amor e a amizade são isso...Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!   

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Violência Psicológica



Violência psicológica que é a agressão emocional, tão ou mais grave que a física, comportamento típico de quem ameaça, rejeita, humilha, discrimina... compulsivamente. Configurando muitas vezes crime de ameaça.

Sem esquecer da violência moral que é caracterizada pela calúnia, difamação, injúria.

Infelizmente estas violências veem acontecendo em muitos lares disfuncionais.

Quando estes termos são citados pensa-se na mulher como vítima.

Porém, acontece muito partindo das mulheres contra os homens. Dos filhos contra os pais; pais contra filhos; contra idosos; idosos contra seus familiares; mãe contra filha e vice-versa; pai contra filho ou filha adotiva e por aí vai.

Neste turbilhão de sentimentos e emoções perguntamos: Qual a linha tênue que separa o equilíbrio do desequilíbrio? Esta linha chama-se auto-conhecimento.

Muitas vezes a repressão nos impede de ter consciência de nossos sentimentos, e por desconhecermos nossos medos mais profundos levantamos muralhas imensas de defesa que muitas vezes são externadas através da violência.

A violência da arrogância, do orgulho, do despotismo, do silêncio silenciado..

Por trás destas violências tão comuns está o medo e a baixa autoestima. A pessoa agredida raramente se dá conta da imensa fragilidade de seu agressor.

Por isto o perigo do julgamento precipitado, o perigo do revide, o perigo do excesso de adrenalina levar a gestos impensados, palavras impensadas.

Aliás, o que nos diferencia dos animais é justamente “pensar”-“conhecer”. Não me refiro aqui aos psicopatas que pensam muito e sentem pouco, que são isentos de senso moral e de afeto.

Me refiro a todos que na sua intimidade são violentos psicológicos e fora são socialmente gentis e queridos, ou até mesmo o contrário, em casa excelentes de se conviver mas socialmente intratáveis.

Para lidar com estas situações é importante observar as falhas educacionais como o abandono psicológico (não me refiro a abandono físico), como o excesso ou a falta do limite e muitas outras falhas que no fundo cada um sabe a sua.

Tudo isto para entender o agressor.

Mas é importante que a vítima não só compreenda o agressor, mas principalmente a si mesmo.

Procurar não cair na armadilha da auto-piedade.

Pensar qual o gatilho que foi acionado dentro de si mesmo para aceitar a violência, seja ela qual for. E principalmente se questionar se está preparado para sair desta situação e não buscar outra, ou seja, não deslocar a sua vitimização.

Não tem jeito, a saída é o AUTO- CONHECIMENTO.

Psicopatia e Sociopatia

Sociopata: As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes. Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para a frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.

Psicopata: O psicopata, por sua vez, superdimensiona suas prerrogativas, possibilidades e imunidades; "esta vez não vão me pegar", ou "desta vez não vão perceber meu plano", essas são suas crenças ostentadas.
Toda lei ou norma, gera temor e inibição, implicam na possibilidade de castigo. A lei está feita para domar, para obrigar e para condicionar as condutas instintivas dos indivíduos. O psicopata não apenas transgride as normas mas as ignora, considera-as obstáculo que devem ser superados na conquista de suas ambições. A norma não desperta no psicopata a mesma inibição que produz na maioria das pessoas.
Para os contraventores não psicopatas, vale o lema "Se quer pertencer a este grupo, estas são as regras. Se cumprir as regras está dentro, se não cumprir está fora". Mas o psicopata tem a particularidade de estar dentro do grupo, apesar de romper todas as regras, normas e leis, apesar de não fazer um insight, não se dar conta, não se arrepender e não se corrigir. Sua arte está na dissimulação, embuste, teatralidade e ilusionismo.
Os psicopatas parecem ser refratários aos estímulos, tanto aos estímulos negativos, tais como castigos, penas, contra-argumentações à ação, apelo moral, etc., como também aos estímulos positivos, como é o caso dos carinhos, recompensas, suavização das penas, apelos afetivos. Essa última característica é pouco notada pelos autores. O psicopata não modifica sua conduta nem por estímulos, positivos, nem pelos negativos.
Para o psicopata a mentira é uma ferramenta de trabalho. Ele desvirtua a verdade com objetivo de conseguir algo para si, para evitar um castigo, para conseguir uma recompensa, para enganar o outro. O psicopata pode violar todo tipo de normas, mas não todas as normas. Violando simultaneamente todas as normas seria rapidamente descoberto e eliminado do grupo.
A particular relação do psicopata com outros seres humanos se dá sempre dentro das alterações da ética. Para o psicopata o outro é “uma coisa”, mais uma ferramenta de trabalho, um objeto de manipulação. Essa é a coisificação do outro, atitude que permite utilizar o outro como objeto de intercâmbio e utilidade. Esta coisificação explica, talvez, torturar ou matar o outro quando se trata de um delito sexual, sádico ou de simples atrocidade.

Um sociopata tem aversão a sociedade, um pscicopata não tem essa aversão, mas é um indivíduo que transgride as regras e as normas sociais.

domingo, 25 de setembro de 2011

ANDRÉ LUIZ - Respostas da Vida


O ESTRANHO CANSAÇO


Quando você estiver pensando:

Nas hostilidades do mundo...

Nas aflições capazes de surgir...

Nos erros das pessoas queridas...

Na desorientação de algum parente...

Nos críticos que lhe observam a estrada...

Na angústia que lhe ensombra o coração...

No desprezo de que se crê vitima...

Nas ingratidões que supõe haver sofrido...

Na deserção de algum ente amado...

Nos seus próprios desejos desatendidos...



Não se admita em doença grave,nem julgue que você esteja querendo socorrer o mundo ou melhorá-lo.

Com semelhantes problemas você apenas demonstra que se cansou de estar unicamente em si mesmo,na concha do "eu", em que se isola.

Quando isso estiver acontecendo consigo,você tão-somente sofre de cansaço emocional e,para curar-se,basta uma indicação:


_ Busque esquecer-se, fuja de sí mesmo,reflita nos problemas dos companheiros em dificuldades maiores do que as nossas e procuremos trabalhar.



sábado, 24 de setembro de 2011

Psicanálise é usada contra violência doméstica no Rio

"É difícil não sentir raiva do agressor, mas é importante pensar que ele não se reduz a seu ato de violência. A gente não sabe o que se passa com ele até ouvi-lo. Nosso ponto de partida é oferecer um lugar de escuta"


Núcleo de Atenção à Violência de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, atende principalmente a crianças

Vítimas e autores de agressão procuram ajuda para falar sobre assuntos delicados, como abuso sexual

Desde que iniciou sua atuação em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), há três anos, o NAV (Núcleo de Atenção à Violência) já prestou atendimento psicanalítico gratuito a mais de 1.400 vítimas e autores de violência doméstica. Crianças representam a maior parte dos atendidos.
Apesar do expressivo número, a psicóloga Paula Ribeiro, coordenadora do projeto em Nova Iguaçu, evita generalizações sobre o perfil de vítimas ou agressores.
Cada caso tem sua singularidade, afirma ela, que lançou anteontem, no Rio, um livro em parceria com Simone Gryner, presidente do núcleo, sobre o projeto.
Uma das poucas características em comum a quase todos os atendidos pelo NAV é o fato de terem encontrado ali, pela primeira vez, um espaço para falarem e serem ouvidos sobre temas delicados, como o abuso sexual.
É justamente a partir do momento em que conseguem expressar o que sentem que muitos encontram meios para interromper esses atos.
No caso dos autores de agressão, Paula reconhece que aqueles que procuram ou aceitam o apoio do NAV são os que, de alguma forma, se incomodam com o ato cometido e demonstram alguma preocupação com a criança.
"O que encontramos aqui são muitas situações que acontecem meio que no piloto automático e que ganham vida, tomam corpo e têm consequências quando essas pessoas podem se escutar falando do que estão fazendo."
Já houve casos como o de uma menina que decidiu, por iniciativa própria, relatar uma tentativa de abuso por parte do pai ao Conselho Tutelar. Ela fugiu de casa, brigou com a mãe e o pai e se refugiou na avó.
Todos foram encaminhados ao NAV, onde puderam falar sobre o caso.
O pai contou que estava passando por muitos problemas, tinha bebido e não se lembrava do episódio. Mas disse que acreditava na versão da filha e que estava disposto a arcar com as consequências de seu ato.
A filha disse que se sentia mais segura depois de tudo e preparada para se proteger.
Foi graças a esse trabalho que a Justiça concluiu que todos poderiam voltar a morar juntos. Neste caso, como nos outros atendidos pelo NAV, foi fundamental não ter reduzido o agressor ao papel de um monstro a ser punido.
"É difícil não sentir raiva do agressor, mas é importante pensar que ele não se reduz a seu ato de violência. A gente não sabe o que se passa com ele até ouvi-lo. Nosso ponto de partida é oferecer um lugar de escuta", diz.

Da Folha de São Paulo de 24/09/2011


Esta postagem é uma contribuição à postagem anterior:
É preciso reconhecer a face humana daquele que nos horroriza

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Novo Depoimento!

NÃO DEIXEM DE LER O DEPOIMENTO DA BELA, TRISTE, EMOCIONANTE, PORÉM COM GRANDE SUPERAÇÃO. AOS POUCOS, ESTAMOS DEIXANDO DE SER FILHAS DO SILÊNCIO!!! O DEPOIMENTO ENCONTRA-SE NO SEGUNDO BLOG...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Matéria da Revista Época


É preciso reconhecer a face humana daquele que nos horroriza
ELIANE BRUM
 Reprodução
ELIANE BRUM 
ebrum@edglobo.com.br 
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua(Globo).
Li muitas reportagens e artigos sobre pedofilia desde que estourou o mais recente escândalo da Igreja Católica. O tema é difícil para mim. Decidi escrever sobre ele apenas porque me parece que um aspecto foi esquecido – ou quase – nas inúmeras ótimas abordagens. O sofrimento. Pedófilos não são monstros, como a maioria de nós preferiria. São gente. E muitos deles – não todos – sofrem pelos atos que cometeram. E preferiam não ser o que são. 

Para quem estava em Marte nas últimas semanas. A polêmica aumentou de tom depois de o New York Times denunciar que o atual papa, Bento XVI, teria encoberto os crimes do padre Lawrence Murphy, nos Estados Unidos, quando ainda era cardeal. O padre, hoje morto, é acusado de abusar de 200 meninos surdos. O suposto envolvimento do papa na ocultação da violência é negado com veemência pelo Vaticano. As denúncias de pedofilia cometidas pelo clero católico continuam, nos Estados Unidos e em diferentes países da Europa. Em algumas delas, Bento XVI tem sido acusado de encobrir os casos ou demorar a tomar providências em períodos anteriores ao papado. 

Interessa-me aqui falar menos da Igreja Católica e do papa – e mais de nosso olhar sobre a pedofilia e o abuso sexual. Nunca faz bem para a compreensão de problemas complexos dividir o mundo entre bons e maus, bandidos e mocinhos, monstros e homens. A vida fica supostamente mais simples, mas é uma simplicidade falsa, já que nada se resolve se não encaramos a humanidade daquele que nos provoca horror. 

O abuso sexual cometido contra crianças nos horroriza. E acredito que nos horroriza por várias razões, algumas delas óbvias. Mas também porque a maior parte dos abusos é infligida dentro de casa, por familiares. Os abusadores mais frequentes são pais, padrastos, tios, primos, irmãos. Algumas vezes mulheres: mães, madrastas, tias, primas, irmãs. 

As estatísticas mostram que as mulheres abusariam bem menos que os homens, mas há dúvidas sobre isso. Como afirma uma psicanalista com quem conversei: “Às mães e às mulheres, em geral, são permitidas algumas liberdades com os filhos, enteados, sobrinhos. Alguns comportamentos parecem mais naturais às mulheres que aos homens. Me parece que o abuso cometido por mulheres é ainda mais mascarado. No presídio feminino onde eu trabalho, há uma ala para abusadoras. E ela está cheia”. 

O fato é que o abuso sexual está sempre muito mais perto do que gostaríamos. E, quando paramos para pensar com honestidade, em geral conhecemos alguém próximo que foi abusado ou abusou. E muitas vezes nós também silenciamos. 

Em 1997, percorri o Rio Grande do Sul para fazer uma grande reportagem sobre abuso sexual infantil. Eu não queria entrevistar apenas as vítimas, queria escutar também os abusadores. Alguns na cadeia, outros seguindo a vida nas ruas. Nunca me recuperei desta reportagem. Por causa dos horrores que ouvi – e vi. Mas principalmente por causa da quantidade e da intensidade da dor. Eu esperava o sofrimento das vítimas. Nada me preparou para o sofrimento dos “monstros”. Não de todos, é preciso dizer. Há aqueles que não têm conflitos – e, portanto, não sofrem. Mesmo estes, continuam humanos. 

Encontrei abusadores despedaçados pelo que tinham feito – e pelo que tinham vontade de continuar fazendo. Fora a cadeia, não havia nada para impedi-los de seguir abusando. E alguns deles queriam ser impedidos. A prisão impede de abusar, mas sem ajuda e tratamento, é muito difícil não reincidir quando saem dela. Se a estrutura de assistência às vítimas de abuso sexual é precária, para abusadores ela é quase nula. 

É bem difícil olhar com compaixão para um homem ou mulher que usou de sua autoridade e poder para abusar sexualmente de uma criança. E gozou exatamente deste poder total sobre a vítima, inteiramente submetida ao seu desejo. Mas acho que precisamos tentar. Lembro de ter ficado em conflito com meus sentimentos. Porque nos casos em que foi possível, eu escutava a dor de ambos – da vítima e de quem a violou. Em alguns casos, ambos sofriam de forma atroz. Não se trata de relativizar a responsabilidade de quem abusa. Estou apenas apontando que pode existir sofrimento neste percurso – e não apenas bestialidade, ainda que a bestialidade seja sempre humana. 
>SAIBA MAIS
Dois abusadores me marcaram mais. Um deles era uma mulher – o único caso feminino que encontrei – que havia feito sexo com o filho de 14 anos. O menino estava destroçado. Ele me disse: “Eu queria parar a minha mãe, mas ficava com dó de dar um tapa nela. Nunca vou perdoar meu pai por me deixar sozinho com ela. Eu só quero morrer”. A própria mãe me contou que o filho fugia, que um dia o arrancou de debaixo da cama, onde havia se escondido dela. No caso do garoto, o sofrimento era ainda mais avassalador porque não havia como negar que ele sentiu desejo – ou não teria tido ereção. 

O desejo da vítima não é algo tão raro em casos de abuso. Mas é muito difícil para as vítimas lidar com ele sem se sentirem culpadas ou responsáveis. O abusador manipula este sentimento: “Você chora, mas você está gostando”. Quando eu perguntava a esta mãe por que tinha infligido o incesto ao filho, ela repetia: “Eu fiz para salvá-lo”. Nem a mãe nem o filho tinham qualquer assistência. 

O outro abusador que nunca pude esquecer foi um adolescente de 15 anos. Ele havia molestado sua meia-irmã de três anos. “Eu não queria machucar”, ele repetia. E talvez não quisesse mesmo. Não sei. Enquanto entrevistava o adolescente, familiares o chamavam de monstro. Seus pais só concordavam em um fato: preferiam que ele estivesse morto. Poucas vezes vi alguém tão só no mundo. Se era mesmo um monstro – era um bem desamparado. 

É difícil ter compaixão, eu sei. Mas há algo na história destes dois que pode nos ajudar a ampliar nosso olhar. A mulher que violou o filho havia sido estuprada pelo próprio pai, aos 7 anos. E, depois da violência, foi retirada de casa e passou a vida trabalhando como doméstica na casa de estranhos. O adolescente que abusou da meia-irmã fora violado aos 2 anos. No caso dele, o mesmo pai que o chamava de monstro havia abusado dele quando era pouco mais que um bebê. E nunca foi punido por isso. Este pai era um pedófilo que teve de deixar a vizinhança porque dava balas a garotinhas para masturbá-lo. Quando o pai saiu de casa, a mãe culpou o filho e o enviou para a casa da avó. 

Os dois abusadores que acabamos de odiar, portanto, teriam nossa compaixão se voltássemos alguns anos no tempo. Se voltássemos à época em que eram crianças chorando depois de terem sido arrebentadas pelos respectivos pais. A monstra seria uma garotinha estuprada e, depois, jogada na casa de estranhos para trilhar uma vida de trabalho doméstico infantil. O monstro seria um bebê violado também pelo pai e depois punido pela violência sofrida ao ser separado da mãe. 

Quando nos dispusemos a enxergar além da primeira camada, os sentimentos fáceis desaparecem. E começam os conflitos. Acredito que são os conflitos que nos levam além. 

Os pesquisadores do tema discordam sobre a relevância da repetição no quadro do abuso sexual. Alguns dizem que é um traço frequente, outros que nem tanto. Nos casos que investiguei, como repórter, foi marcante. Não significa que todas as crianças abusadas, ao crescer, serão abusadoras se não tiverem ajuda. Cada pessoa vai elaborar a violência que sofreu – diferente para cada uma em seu significado e suas circunstâncias – de maneira única. 

É possível afirmar que, na história de uma parcela dos abusadores, há histórico de abuso sexual na infância. Um dos pesquisadores que me ajudava na reportagem cuidava de um caso que fora confirmado em pelo menos quatro gerações: o bisavô, o avô, o pai e agora o filho, todos tinham sido violados e violaram sua respectiva prole. Neste caso, sempre meninos. A esperança do psicólogo era conseguir quebrar esta linhagem de repetição com responsabilização e tratamento. 

Outro traço comum e igualmente terrível é a trajetória das mães das meninas violadas. Parte delas também sofreu abuso na infância. Sem nunca ter recebido assistência, ao eleger um companheiro, escolhe inconscientemente um abusador. E, claro, não consegue proteger suas filhas. Estas mães são responsáveis pelo que acontece em suas casas. Não há dúvida sobre isso. Mas são más? Também elas são monstruosas e merecem nosso escárnio? 

Lembro de duas mulheres – mãe e filha. Quando as entrevistei, a mãe tinha 37 anos. Havia sido violada pelo pai aos 9 anos. Era uma mulher simples, muito tímida. Ela contou: “Quando eu tinha 12 anos, senti uma coisa mexendo na minha barriga. Achei que era lombriga. Mas era um bebê do meu pai”. Mais tarde, ela se casou. Teve esta filha. E quando a menina completou 9 anos, o pai abusou dela. Quando as encontrei, a garota também tinha uma filha do próprio pai. Viviam todos na mesma casa. Já tinham pedido ajuda ao conselho tutelar e à polícia, mas até aquele momento nenhuma das instituições parecia saber o que fazer com o caso. 

Nada é fácil neste tema. O que parece claro é que só há chance para todos se houver uma quebra do silêncio que costuma cercar estes crimes, especialmente quando acontece entre as quatro paredes do lar – ou entre os muros da Igreja Católica e de outras instituições. Em casos de violência contra crianças, os adultos precisam responder pelos seus atos – ou por ter encoberto a violência de terceiros. Mas é preciso mais do que interromper e punir: é necessário amparar e ajudar vítimas e algozes a elaborar os atos que sofreram ou os que cometeram, com tratamento e de todas as maneiras possíveis. Ou tudo poderá se repetir, num ciclo interminável de sofrimento. 

Para quem estiver disposto a olhar para a face do abusador e nela reconhecer um homem – e não um monstro – recomendo um filme excepcional. Com uma interpretação magistral de Kevin Bacon, O lenhador (The Woodsman, 2004) é um filme delicado e corajoso, fácil de achar em qualquer locadora. Seu mérito é não reduzir a vida a uma batalha entre monstros e homens. Ao acompanharmos a trajetória do personagem principal, compreendemos que o pior monstro é o homem que o habita. A ele e a todos nós, de diversas maneiras. 

O papa e sua igreja – sempre mais humanos e terrenos do que os fiéis e eles mesmos gostariam – vivem um momento delicado. Penso que, para além das obrigações legais e éticas de qualquer cidadão, o que faltou aos representantes do clero que sabiam o que acontecia e nada fizeram foi um dos pilares do cristianismo: compaixão. Pelas vítimas. E também pelo pedófilo. Acredito que o padre Lawrence Murphy e todos os seus colegas que cometeram o mesmo crime mereciam a compaixão de serem impedidos, também pela sua igreja, de continuar violando crianças. 

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Postagem nova...

Há uma nova postagem no segundo blog, com a história de uma menina coragem, que gritou antes de virar uma filha do silêncio.
Conheçam!!!
Abraços, Bya.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

13 LINHAS PARA VIVER - Gabriel García Marques


1. Gosto de você não por quem tu és, mas por quem sou quando estou contigo.
2. Nenhuma pessoa merece tuas lágrimas, e quem as mereça não te farás chorar.
3. Só porque alguém não te ama como você quer, não significa que não te ame com todo teu ser.
4. Um verdadeiro amigo é quem pega tua mão e toca teu coração.
5. A pior forma de sentir saudade de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca o poderás ter.
6. Nunca deixes de sorrir, nem quando estejas triste porque nunca sabes quem pode se apaixonar por teu sorriso.
7. Podes ser somente uma pessoa para o mundo, mas para alguma pessoa você é o mundo.
8. Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.
9. Quem sabe Deus queira que conheças muita gente equivocada antes que conheças a pessoa adequada, para que quando finalmente a conheças, saibas estar agradecido.
10. Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu.
11. Sempre haverá gente que te machuca, assim que o que tens a fazer é seguir confiando e ser mais cuidadoso em quem confias duas vezes.
12. Transforme-se em uma pessoa melhor e assegure-se de saber quem és antes de conhecer alguém e esperar que essa pessoa saiba quem és.
13. Não te esforçes tanto, as melhores coisas acontecem quando menos as esperas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Poema de Charles Chaplin


Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse
sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu
sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma
tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a
todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo,
não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para
combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em
todos.
Não faça dos defeitos uma distancia, e sim,
uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua
razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam
diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra
apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não
transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída,
sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o
que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas
têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para
aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não
conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de
bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu
também vou tentar.
Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro,
simplesmente porque você existe.

Charles Chaplin


Podemos evitar...



É preciso conscientizar a população que as vítimas, na maioria das vezes, não são as que consomem as bebidas ou drogas. Mas sim, os inocentes!!!

sábado, 10 de setembro de 2011

Filhos (by Júlia E. E. Oliveira)

kkkkkkkkkkkkkkk...recebi da minha irmã e achei super engraçado, bom para dar risada para quem já passou e desespero para quem ainda terá de passar...
TREINAMENTO ... ANTES DE TER FILHOS

Para todos aqueles que já tiveram filhos (para lembrar) e para os que pretendem ter (para se prepararem bem). O treinamento é grátis e deve ser feito por aqueles que pretendem ter filhos!!!!!!
Exercícios práticos para treinamento de futuros papais e mamães (o grau de dificuldade de cada exercício é equivalente a tratar de uma criança com 01 (um) ano de idade):

VESTINDO A ROUPINHA
Compre um polvo vivo de bom tamanho e vá colocando, sem machucar a criatura, nesta ordem: fraldas, macaquinho, blusinha, calça, sapatinhos, casaquinho e toquinha. Não é permitido amarrar nenhum dos membros.
Tempo de duração da tarefa: UMA MANHÃ..

COMENDO SOPINHA
Faça um buraquinho num melão, pendure o melão de lado no teto com um barbante comprido e balance-o vigorosamente. Agora tente enfiar a colherinha com a sopa no buraquinho. Continue até ter enfiado pelo menos a metade da sopa pelo buraquinho.
Despeje a outra metade no seu colo Não é permitido gritar. Limpe o melão, limpe o chão, limpe as paredes, limpe o teto, limpe os móveis à volta. Vá tomar um banho.
Tempo para a execução da tarefa: UMA TARDE...

PASSEANDO COM A CRIANÇA
Vá para a pracinha mais próxima. Agache-se e pegue uma bituca de cigarro. Atire fora a bituca, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue um palito de picolé sujo. Atire fora o palito, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue um papel de bala. Atire fora o papel de bala, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue uma barata morta, dizendo com firmeza: NÃO! Faça isso com todas as porcarias que encontrar no chão da pracinha.
Tempo para execução: O DIA INTEIRO.

PASSANDO A NOITE COM O BEBÊ PARA ACALMÁ-LO OU FAZÊ-LO DORMIR
Pegue um saco de arroz de 5 kg e passeie pela casa com ele no colo das 20 às 21 horas. Deite o saco de arroz. Às 22:00 pegue novamente o saco e passeie até às 02:00. Deite o saco e você. Levante às 02:15 e vá ver a Sessão Corujão porque não consegue mais pegar no sono. Deite às 03:00. Levante às 03:30, pegue o saco de arroz e passeie com ele até às 04:15. Deitem-se os dois (cuidado para não usar o saco de travesseiro) . Levante às 06:00 e pratique o exercício de alimentar o melão. Não é permitido chorar perto do saco.
GERAL
Repita tudo o que você disser (frases ou palavras), pelo menos cinco vezes. Repita a palavra NÃO a cada 10 minutos, fazendo o gesto com o dedinho. Gaste uma pequena parcela do seu orçamento (90%) com leite em pó, fraldas, brinquedos, roupinhas. Passe semanas a fio sem transar, sem ir ao cinema, sem beber, sem sair com os amigos e adulando o saco, sorrindo e brincando com ele no colo... 

Pronto...agora vc já deve estar pronto para ter filhos!!!
Então vejamos...

ORDEM DE NASCIMENTO DOS FILHOS

O 1º filho é de vidro...
O 2º é de borracha...
O 3º é de ferro...

Planejamento

O 1º filho é (em geral) desejado
O 2º é planejado
O 3º é escorregado...

O TRATAMENTO (PELA ORDEM DE NASCIMENTO DAS CRIANÇAS)

1º- Irmão mais velho têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados.
2º - O segundo mal consegue achar fotos do primeiro aniversário.
3º- Os terceiros, não fazem idéia das circunstâncias em que chegaram à família

O que vestir

1º bebê - Você começa a usar roupas de grávidas assim que o exame dá positivo.
2º bebê - Você usa as roupas normais o máximo que puder.
3º bebê - As roupas para grávidas são suas roupas normais, pq vc já deixou de ter um corpinho de sereia e passou a ter um de baleia.

Preparação para o nascimento

1º bebê - Você faz exercícios de respiração religiosamente.
2º bebê - Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram.
3º bebê - Você pede para tomar a peridural no 8º mês pq se lembra que dói demais.

O guarda-roupas

1º bebê - Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta.
2º bebê - Você vê se as roupas estão limpas e só descarta aquelas com manchas escuras.
3º bebê - Meninos podem usar rosa, né? Afinal o seu marido é liberal e tem certeza que o filho vai ser macho igual ao pai! (será que vai mesmo?)

Preocupações

1º bebê - Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo.
2º bebê - Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho..
3º bebê - Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço ou manda o marido ir até o quarto das crianças.
A chupeta

1º bebê - Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em casa e fervê-la..
2º bebê - Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê.
3º bebê - Se a chupeta cair no chão, você passa na sua camiseta, dá uma lambida, passa na sua camisa desta vez para dar uma secadinha pra não pegar sapinho no nenê, e dá novamente ao bebê, pq o que não mata, fortalece (de vitamina B de Bicho, of course!)

Troca de fraldas

1º bebê - Você troca as fraldas a cada hora, mesmo se elas estiverem limpas.
2º bebê - Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário.
3º bebê - Você tenta trocar a fralda somente quando as outras crianças começam a reclamar do mau cheiro.
Banho

1º bebê - A água é filtrada e fervida e sua temperatura medida por termômetro.
2º bebê - A água é da torneira e a temperatura é fresquinha.
3º bebê - É enfiado diretamente embaixo do chuveiro na temperatura que vier, pq vc, seu marido e seus pais foram criados assim, e ninguém morreu de frio.

Atividades

1º bebê - Você leva seu filho para as aulas de musica para bebês, teatro, contação de história, natação, judô, etc...
2º bebê - Você leva seu filho para a escola e olhe lá...
3º bebê - Você leva seu filho para o supermercado, padaria, manicure,e o seu marido que se vire para levá-lo à escola e ao campo de futebol...

Saídas

1º bebê - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa da sua mãe para saber se ele está bem.
2º bebê - Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone pra empregada.
3º bebê - Você manda a empregada ligar só se ver sangue.

Em casa

1º bebê - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê.
2º bebê - Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o mais velho não está apertando, mordendo, beliscando, batendo ou brincando de supermam com o bebê, amarrando uma sacola do carrefour no pescoço dele e jogando ele de cima do beliche.
3º bebê - Você passa todo o tempo se escondendo das crianças.

Engolindo moedas

1º bebê - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x.
2º bebê - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair.
3º bebê - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele.
 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A alma do mundo..



Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.

Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.

Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!


(Chico Xavier)

domingo, 4 de setembro de 2011

Embriaguez / Charles Baudelaire



"É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos. E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto, vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão: 'É hora de embriagar-vos! Para não serdes os escravos martirizados do tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira'."

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Entrevista com Psicopatas / Ana Maria Bruni


Entrevistas com Psicopatas

Não, não temos sentimentos éticos e altruístas
Nem sentimentos de culpa e de vergonha
Sim,abusamos de mentiras e insinceridade
Sim,mascaramos atos amorais
Não, jamais admitiremos erros
Sim, ignoramos regras éticasSim, fazemos intrigas
Sim, fazemos uso de manipulação e chantagem
Sim, não temos remorsos
Sim, somos promíscuos
Sim, somos irresponsáveis
Não, não nos responsabilizamos por nossas ações
Sim, faremos de tudo para alcançarmos nossos objetivos
Sim, somos racionais articuladores
Sim, estaremos sempre impunes
Sim, queremos destruir vocês
Não, suas emoções não nos incomodam
Não, não temos princípios
Sim, queremos derrubar todos os valores
Sim, somos irreconhecíveis
Sim, somos transgressores
Sim, somos indiferentes aos seus sentimentos
Sim, nossa mente é cruel
Sim,sabemos representar
Sim, somos predadores
Sim, vocês são as presas
Sim, queremos o poder
Sim, somos perversos
Sim, somos superiores
Sim, somos psicopatas
Não, não existe tratamento...
Do Blog Psicopatas