Esse blog não trata só de abusos, principalmente sexual. Há um segundo blog com os depoimentos. É claro que o tema é relevante, mas o blog trata de outros temas diversos, principalmente culturais.
domingo, 27 de junho de 2010
Africa do Sul, um país de estupradores?
A África do Sul reage à epidemia de violência sexual
RESUMO Colonialismo e apartheid fizeram da África do Sul recordista em crimes sexuais, com 75,6 estupros por grupo de 100 mil habitantes. Após um período de negacionismo oficial e estigmatização, governo e sociedade reagem à epidemia, causada por uma conjunção de fatores sociais, políticos e culturais.
FÁBIO ZANINI
LAURA CAPRIGLIONE
"ELE SE LEMBRA, quando criança, de ler a palavra 'rape', estupro, em reportagens de jornal, tentando entender exatamente o que queria dizer, imaginando o que a letra p, sempre tão suave, estava fazendo no meio de uma palavra considerada tão horrenda que ninguém a falava em voz alta."
Assim como a letra p não parece se encaixar naquela palavra tão horrenda, o erudito David Lurie, professor de literatura que cai em desgraça, parece não se encaixar em seu país, dominado pela barbárie. Ele quer entender o que acontecera dias antes com sua filha Lucy, atacada por três homens no sítio em que vivia no interior da África do Sul.
Lurie é o personagem principal de "Desonra" (trad. José Rubens Siqueira, Companhia das Letras, 2000), o romance que deu ao sul-africano J.M. Coetzee (pronuncia-se "coutsía") seu segundo Booker Prize, o mais prestigioso das letras britânicas. O estupro da filha de Lurie simboliza ficcionalmente a onda de violência sexual que domina a África do Sul.
"Ele pensa em Byron", narra Coetzee, evocando o poeta romântico inglês da predileção de seu refinado personagem. "Entre as legiões de condessas e criadas em que Byron se enfiou havia sem dúvida aquelas que chamavam o ato de estupro. Mas sem dúvida nenhuma delas tinha por que temer terminar a sessão com a garganta cortada."
FORA DA FICÇÃO Mais de dez anos depois da publicação do romance de Coetzee, o temor de ser estuprada e terminar com a garganta cortada não é exatamente uma situação ficcional. A poucos dias do início da Copa do Mundo, a ministra sul-africana das Mulheres, Juventude e Pessoas com Deficiências, Noluthando Mayende-Sibiya, fez um discurso inflamado na Cidade do Cabo. O objetivo era um só: advertir que o governo não toleraria episódios de violência sexual durante o campeonato.
Militante histórica do partido de Nelson Mandela, o Congresso Nacional Africano (CNA), Mayende-Sibiya, anunciou uma série de medidas contra a violência sexual: iluminação e limpeza dos locais potencialmente perigosos, campanhas de vigilância comunitária, policiamento preventivo, e criação de centros para acolher e cuidar de vítimas.
Também foi anunciada a construção de um parque no local em que foi encontrado, em janeiro, o cadáver decomposto de Masego Kgomo, no distrito de Soshanguve, a 45 km de Pretória, a capital administrativa da África do Sul. A ministra prometeu uma estátua em homenagem a Masego.
Aos 10 anos, ela foi sequestrada, torturada, estuprada e assassinada por um grupo de jovens negros. Segundo a polícia, uma sangoma, curandeira tradicional, teria estimulado o ataque.
CAMPEÃO MUNDIAL Um relatório publicado pela ONU em 2002, com dados de 50 países, confere à África do Sul o vergonhoso título de campeão mundial de estupros. Logo depois vêm Canadá, EUA, Nova Zelândia e Suécia. É preciso cautela ao analisar esse tipo de dado: eles podem significar, por exemplo, que as mulheres desses países se sentem mais à vontade para dar parte na polícia. Os números sul-africanos, no entanto, são eloquentes.
Uma pesquisa patrocinada pelo próprio governo sul-africano mostrou que, em 2007, houve 75,6 estupros por grupo de 100 mil habitantes -cinco vezes o registrado na cidade de São Paulo. Nos 12 meses contados a partir de abril de 2008, foram mais de 70 mil queixas de crimes sexuais, aumento de 10,5% em relação ao período anterior.
Calcula-se que sejam muito mais, pois é comum que as vítimas de estupro se recusem a prestar queixa. Segundo a organização não-governamental Pessoas contra o Abuso de Mulheres, apenas um em cada nove estupros na África do Sul é denunciado à polícia. Entre eles, apenas 7% terminam em condenação.
Índices mais chocantes dão conta de um estupro a cada 30 segundos no país, ou 1,2 milhão de estupros por ano. Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul, com base em entrevistas com 1.738 homens, aponta que um em cada quatro homens das Províncias de KwaZulu-Natal e do Cabo Oriental estaria envolvido em agressões sexuais, entendidas como sexo não consentido ou tentativa.
LENIÊNCIA OFICIAL Rachel Jewkes e Naeema Abrahams, pesquisadoras do Grupo de Gênero e Saúde do Conselho de Pesquisa Médica, em Pretória, tentam explicar por que, afinal, esse tipo de violência tornou-se uma epidemia na África do Sul.
Segundo elas, existe um caldo cultural permissivo -a polícia pouco prende, a Justiça pouco age e a sociedade ainda desconfia que a vítima deu margem para ter sido estuprada. As pesquisadoras também relatam rastros de corrupção na polícia: "Quando, apesar de tudo, as denúncias são feitas, não é raro a polícia, em troca de uns trocados, 'perder' documentos e laudos que comprovam o crime".
Em Gauteng, Província onde ficam Johannesburgo e Pretória, somente 17,1% das queixas de estupro resultam em julgamento -e apenas 6% em condenação. A leniência oficial termina por desencorajar novas denúncias, num círculo vicioso de impunidade.
É comum a própria polícia abandonar o caso, em geral, por deficiência na investigação. Em 78,4% das queixas, segundo o estudo "Tracking Justice" (Acompanhando a Justiça), feito a partir de boletins de ocorrência, o policial nem sequer pediu à vítima que descrevesse o agressor. Em 52,3% dos casos, o agressor jamais foi localizado.
Em entrevista à Folha, Bashir Hoosain, diretor-geral de Segurança e Proteção da Província do Cabo Oriental, admite que há problemas na coleta de provas e no trato com as vítimas. "Temos procurado aproximar a polícia da comunidade, trazendo pessoas para dentro das delegacias para debater conosco os problemas", diz ele. "O número de mulheres policiais também cresceu."
REAÇÃO ARMADA A alegada tolerância em relação ao crime, numa sociedade já violenta após décadas de regime colonial e apartheid, teria gerado uma cultura do estupro.
Qualquer turista em Johannesburgo se impressiona com as ameaçadoras placas fixadas na fachada das casas: invariavelmente, fala-se em "reação armada". O assalto a residências está entre os principais medos na cidade, e em 90% dos casos os bandidos aproveitam para estuprar as moradoras, segundo a polícia local.
A impressão de impunidade, dizem as pesquisadoras, também facilita o surgimento das gangues de jovens que estupram e matam, que ficaram tristemente famosas na Cidade do Cabo no final do século 20. Mais do que na vítima, o foco dos agressores está nos cúmplices. A observação do ato funciona como rito de iniciação à vida adulta.
Um diálogo entre David Lurie, o personagem de J.M. Coetzee, e sua filha, estuprada por dois homens e um jovem, sintetiza o funcionamento das gangues: "Um excitava o outro. Deve ser por isso que fazem juntos. Como cachorros em bando". O pai então pergunta: "E o terceiro, o rapaz?". Lucy responde: "Estava lá para aprender".
Assim como aconteceu com Lucy em "Desonra", grande parte dos estupros ocorre dentro de casa. Há dois anos, o estudo "Tracking Justice" mostrou que em 25% dos casos o responsável é parente, namorado ou ex-namorado da vítima. Casos como o de Letta Majas, 39, moradora da favela de Alexandra, em Johannesburgo, são comuns.
"Toda sexta, meu namorado ia direto do trabalho para o bar", conta ela. "Chegava em casa às 23h, querendo sexo. Um dia, eu recusei, porque não queria dividir a cama com um bêbado de cerveja. Ele respondeu que era porque eu estava saindo com outro homem. Me jogou contra uma parede, me chutou e me estuprou."
Em Johannesburgo, há dezenas de "casas seguras" para mulheres como Letta, que não podem voltar para casa -ou serão estupradas. Em Alexandra, a Bombani Safe House funciona atrás de muros altos e arame farpado. A preocupação é com a privacidade de suas "clientes". Mais do que um eufemismo, a nomenclatura é uma tentativa de reduzir o estigma da vítima.
CURANDEIRISMO Quando a epidemia de Aids explodiu na África do Sul, chegou-se a sugerir uma explicação "mágica": o surto de estupros de adolescentes seria ligado à crença de que o sexo com "virgens puras" poderia "limpar" o sangue de quem com elas se relacionasse. Rachel Jewkes e Naeema Abrahams têm uma explicação mais pragmática: "O mais provável é que os estupradores acreditem que, atacando uma virgem, tenham menos chances de contrair o vírus HIV".
Uma juíza que já atuou em vários casos baixou a voz para dizer à Folha em um restaurante de Johannesburgo: "Ninguém quer falar sobre isso, mas é terrível o envolvimento de curandeiros e curandeiras nesse tipo de crime. Ou praticam diretamente, ou pedem que outros o façam, a fim de aumentar seus supostos poderes". Segundo ela, o assunto virou tabu porque essas práticas religiosas pertencem à reclusa esfera da vida levada segundo os ditames tradicionais.
Até 2004, o então presidente sul-africano, Thabo Mbeki, da etnia xhosa, acusava de "racista" a estridência mundial a respeito da violência sexual no país. Em artigo publicado no site do Congresso Nacional Africano, ele escreveu: "Dizem que nossa herança africana na cultura, tradições e religiões faz de cada homem africano um potencial estuprador. É um ponto de vista que define todo o povo africano como selvagens bárbaros".
Mbeki investia contra a jornalista branca Charlene Smith -ex-militante antiapartheid, ela mesma estuprada em 1999 durante assalto a sua casa-, que escreveu no jornal "Sunday Independent" o artigo "O estupro tornou-se uma forma repugnante de vida em nossa terra".
Mbeki respondeu que, por trás das denúncias da epidemia de estupros na África do Sul, não existiria nada além da velha repetição dos estigmas que os colonizadores brancos e europeus sempre quiseram colar na pele negra. Segundo ele, o povo negro seria visto como um bando de "preguiçosos, mentirosos, de odor fétido, doentes, corruptos, violentos, amorais, sexualmente depravados, animalescos, selvagens -e estupradores".
A perigosa relação entre identidade nacional e barbárie já surgiu em outros contextos históricos e culturais. Depois do Holocausto, ainda há quem queira associar, por exemplo, os alemães a nazistas em potencial. Não há dúvida, porém, de que reuniram-se na Alemanha do Terceiro Reich condições específicas (algumas essencialmente culturais) que levaram o povo alemão à barbárie nazista. O que não significa afirmar que a barbárie esteja na identidade nacional alemã.
A ideia de "cada homem africano como um estuprador potencial" reaparece, com sinal invertido, no relatório "Qualquer um pode ser um estuprador", do Centro de Estudos da Violência e Reconciliação. O texto procura entender os fatores individuais, de relacionamento, comunitários e sociais que levam o país a se tornar campeão dos crimes sexuais.
Quando todos os fatores se conjugam, aí sim, "qualquer um pode se tornar um estuprador". Em qualquer país.
NEGACIONISMO O então presidente Mbeki não negou apenas o problema do estupro. Sua mais famosa negação foi em relação à proliferação da Aids no país, que não passaria de invenção da indústria farmacêutica.
Citando uma tese do pesquisador americano Peter Duesberg, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e da Academia Nacional de Ciências dos EUA, ele sustentava que o vírus HIV não seria o causador da AIDS. A deficiência imunológica característica da doença seria uma decorrência da fome e dos problemas crônicos da saúde sul-africana -herança maldita do apartheid.
Em novembro de 2008, sem políticas de prevenção ou tratamento, a África do Sul bateu nos 365 mil mortos por Aids, 60% dos quais mulheres. Hoje, o vírus está no sangue de mais de 5 milhões de sul-africanos (a população é de 48 milhões).
O hospital Baragwanath, no bairro de Soweto, em Johannesburgo, é um gigante com mais de 4 mil leitos, considerado o maior da África. Lá, ainda não se atendem casos de estupro que não sejam acompanhados por lesões físicas graves: "O estupro é um problema menor para ser tratado aqui", disse o relações-públicas à reportagem da Folha, na semana passada. Muitos profissionais de saúde no país não veem a violência sexual como uma questão de saúde pública, embora ela acompanhe os índices de infecção por HIV.
Nas macas encostadas nas paredes de tijolinhos do pronto-socorro viam-se apenas pacientes negros -vários deles esqueléticos, com as feridas características dos doentes de Aids sem tratamento.
SURPRESA E, no entanto, quando este texto é escrito, já se passaram 12 dias do início da Copa do Mundo. Todas as nove cidades-sede receberam 220 mil torcedores e turistas, fluxo várias vezes maior do que o habitual. E não se ouviu falar em onda de estupros.
A enfermeira Smangele Zulu, funcionária da clínica Zolach, em Soweto, especializada em primeiros socorros, arrisca uma hipótese: "Realmente está mudando o tratamento dispensado ao agressor e à vítima nos casos de estupro -mais rigor para o predador, mais acolhimento para a vítima". "Smangele" significa "surpresa" na língua tribal.
As políticas negacionistas em relação à Aids e ao estupro sofreram o seu maior revés numa trapalhada do zulu Jacob Zuma, presidente do país e polígamo (com três mulheres, 20 filhos e algumas namoradas). Em 2005, quando era o vice-presidente de Mbeki, Zuma foi acusado de estuprar uma mulher de 31 anos, soropositiva e amiga de longa data de sua família. Levado aos tribunais, Zuma disse que, sim, tivera relações sexuais com a mulher, mas por iniciativa dela. Acabou absolvido em 2006.
No tribunal, o promotor quis saber se Zuma havia usado preservativo. "Não." Perguntou-se então se o acusado não tivera medo de contrair o vírus da Aids. "Não, não havia risco, porque tomei uma ducha logo depois."
As organizações de prevenção à Aids e as feministas não demoraram a acusar Zuma de "irresponsável". Mas, depois do caso, viu-se que a necessidade do uso de preservativos jamais tinha sido tão discutida na África do Sul como naquela época.
Na disputa pelo controle do Congresso Nacional Africano, um fragilizado Zuma, às voltas com denúncias de corrupção, concordou em fazer uma composição política original: entregou 43% dos ministérios a mulheres, para conseguir o apoio de mais da metade do eleitorado sul-africano. O resultado imediato da manobra foram mulheres em situação de muito mais poder do que jamais na história sul-africana. E o fim do negacionismo.
REAÇÃO O enterro da menina Masego Kgomo, em 16 de janeiro, contou com a presença da ministra da Mulher, Noluthando Mayende-Sibiya, da vice-ministra do Desenvolvimento Econômico, Gwen Mahlangu Nkabinde, do secretário da Província de Gauteng para a Segurança da Comunidade, Khabisi Mosunkutu, e da prefeita da cidade de Tshwane, Gwen Ramokgopa.
No cemitério Zandfontein, logo depois do popular Solly Moholo cantar uma canção gospel, seguida de hinos religiosos entoados pelo coral da escola onde Masego estudava, o secretário Mosunkutu repreendeu a comunidade. "Por que as pessoas que viram a menina gritar não fizeram nada?", perguntou ele. "Como é possível que o dono do bar aonde os agressores levaram uma menina de 10 anos não tenha percebido nada de errado?"
A mudança veio quando Mosunkutu condenou os assassinatos relacionados ao curandeirismo: "Tem gente se escondendo atrás da nossa cultura para perpetrar atos criminosos. Precisamos deixar claro que a nossa cultura não tem nada a ver com pedaços de corpos humanos para rituais 'muti'", disse ele, referindo-se a "trabalhos" religiosos. "Isso não passa de criminalidade."
Corando, a prefeita de Tshwane, Gwen Ramokgopa, disse que é necessária a colaboração dos curandeiros tradicionais "corretos", para que sejam extirpados aqueles que cometem crimes em nome dos rituais "muti".
Não faltam tentativas canhestras de resolver o problema, como a campanha oficial "Masturbe-se, Não Estupre!", lançada em 2007, ou a "camisinha antiestupro", curioso invento da médica Sonnet Ehlers. O apetrecho é dotado de pequenas lâminas que supostamente ferem o agressor e inviabilizam a conclusão do ato - embora sua eficácia ainda esteja longe de ter sido comprovada.
O que está claro é que há uma reação institucional. Em junho de 2009, Mayende-Sibiya fez questão de levar sua solidariedade à família de Nadine Jantjies, menina de 7 anos que foi violentada e morta pelo tio, Manfred Swartz, que confessou o crime.
Na ocasião, a ministra Mayende-Sibiya disse: "Trago a mensagem de que este governo não tolerará mais crimes de violência sexual. E que trabalharemos para que a Justiça se faça da forma mais rápida possível."
"Um relatório publicado pela ONU em 2002, com dados de 50 países, confere à África do Sul o vergonhoso título de campeão mundial de estupros. Logo depois vêm Canadá, EUA, Nova Zelândia e Suécia"
Da Folha de São Paulo de 27/06/10
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Texto do José Geraldo / Espancamento
A criança só não sofreu mais agressão porque os vizinhos denunciaram no quartel da policia ...
Depois foram até o conselho tutelar e eles disseram que nada podiam fazer.
Já o delegado de polícia falou que aquilo que o padrasto cometeu foi apenas uma correção na crianças.
Mas os vizinhos acham um absurdo pois ficaram marcas evidentes que a criança foi mesmo espancada.
A quem recorrer neste caso já que as autoridade locais nada fazem?
Não podemos deixar que aconteça algo pior!
.POR FAVOR, participem das denúncias que estão nas comunidades de SALVATERRA e na cmn COTNRA VIOLÊNCIA À CRIANÇA.
.Os links das denúncias são estes:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=1417483&tid=5484350431565515831
.
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=547191&tid=5486285997751211993&na=4
.
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=2477859&tid=5486284709261023193&start=1
quarta-feira, 23 de junho de 2010
O Preconceito / Miriã Soares
O teu cristo é judeu,
Tua máquina é japonesa,
Tua pizza é italiana,
Tua democracia é grega,
Teu café é brasileiro,
Teus números são árabes,
Tuas feições são latinas (...)
e tu chama o teu vizinho de estrangeiro
(Carlo Giuliani)
É um absurdo em pleno século XXI, ainda se debater racismo, ter campanha de concientização... Ninguém pode ser julgado por suas origens, porque não é a cor de uma pele e outros fatores externos que define a inteligência, o caráter ou os sentimentos de determinadas pessoas. O que mostra realmente quem é alguém, são as atitudes, o comportamento, a personalidade, e não as características físicas.
As pessoas sabem sim quem é negro e quem é branco. Só se esquecem quando é hora de usufruir dos mesmos direitos. (Maria Aparecida Silva Bento, diretora do CEERT)
"O preconceito é o filho da ignorância. " ( William Hazlitt )
"Não existem brancos, não existem amarelos, não existem negros: somos todos arco-íris".(Ulisses Tavares).
" Tristes tempos os nossos! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito"(Albert Einstein).
"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra".(Bob Marley).
RACISMO:É a crença na inferioridade nata dos membros de determinados grupos étnicos e raciais. Os racistas acreditam que a inteligência, a engenhosidade, a moralidade e outros traços valorizados são determinados biologicamente e, portanto, não podem ser mudados. O racismo leva ao pensamento ou/ou:ou você é um de nós ou é um deles.
Todo racista e preconceituoso é fraco de espírito tentando enfraquecer os mais fortes para que se tornem fracos iguais a eles. A maior parte dos racistas desconhecem sua formação genética, não conhecem a origem do próprio avô...
Somos todos da RAÇA HUMANA (Pelo dicionário, raça quer dizer origem,geração,ESPÉCIE.) e nossas almas tem uma cor universal, assim como o nosso sangue.
As pessoas de coração impuro que não acreditam na paz, na irmandade e no amor caem na desgraça de ver que uma ou outra etnia é a errada e deve ser caçada.
Preconceito é até mais cultural do que apenas a cor da pele (preconceito quer dizer conceito formado antecipadamente sem fundamento sério,PREJUÍZO, ERRO)... afinal, quantos povos na Europa têm preconceito um pelo outro, mas o fenótipo deles é idêntico?
E o preconceito com argentinos, japoneses, paraguaios, nativos, portugueses, norte-americanos, ciganos, judeus, árabes, etc? Vamos trabalhar em nós mesmo os nossos preconceitos!
Como não podemos mudar nosso passado, vamos tomar algumas atitudes para mudar o presente e o futuro. Evitemos atitudes, frases, piadas:
você foi assaltado por um negro... acha que todo negro é assaltante;
um árabe fez um atentado terrorista... todo árabe é terrorista;
" Das brancas quero sexo, dos brancos o dinheiro"[Mano Brown]
"cabelo ruim" ser sinônimo de cabelo crespo;
pensar que todo norte americano é igual ao Bush e todo alemão é igual ao Hitler;
“Preto de alma branca”. Desde quando alma tem cor?
“A coisa ficou preta”. Dá-se a entender de que tudo referente à cor preta é ruim.
“Que judiaria!” Vocês sabiam que este termo deriva da palavra judeu? Se deve à época da II Guerra.
''todo judeu é rico e pão duro"
''negro com sucesso só se for pagodeiro ou jogador de futebol''
''cuidado quando for negociar com um árabe''
"baiano é preguiçoso"
''tinha que ser argentino''
''todo nordestino é burro''
"tudo de ruim vem de Minas Gerais"
... e outras coisas que omitirei por que incitam a ira e indignação, e extrapolam todos limites da decência.
Preconceito: O mal do mundo? Ja foi vitima disso? Ja presenciou? Porque ele existe? E quais medidas você toma perante a esse problema?
http://mdiversidades.blogspot.com/2008/12/preconceito-racialtnico-porqu.html
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Bulling
Abraço
De repente ,
deu vontade de um abraço...
Uma vontade de entrelaço,
de proximidade ...
de amizade, sei lá !
Talvez um aconchego amigo e meigo,
que enfatize a vida e amenize as dores ...
que fale sobre os amores,
seja afetuoso e ao mesmo tempo forte ...
Deu vontade ,
de poder ter saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo
e preencha todo o espaço.
Mas que faça lembrar do carinho,
que surge devagarinho,
na magia da união dos corpos,
das auras,
sei lá!
Lembrar do calor das mãos,
acariciando as costas,
a dizerem : - Estou aqui !
Lembrar do enlaçar dos braços,
envolventes e seguros,
afirmando : - Estou com você !
Lembrar da transfusão de força,
ou até da suavidade do momento,
sei lá.
Então, pensei em como chamar esse abraço:
abraço poesia,
abraço força,
abraço união,
abraço suavidade,
abraço consolo e compreensão,
abraço segurança e justiça,
abraço verdade,
abraço cumplicidade ?
Mas o que importa é a magia desse abraço,
a fusão de energias que harmoniza,
integra o todo e se traduz no cosmos,
no tempo e no espaço...
Só sei que agora ,
deu vontade desse abraço.
Um abraço que desate os nós,
transformando-os em envolventes laços ...
Que sirva de "colo",
afastando toda e qualquer angústia...
Que desperte a lágrima de alegria e acalme o coração...
Um abraço que traduza a amizade,
o amor
e a emoção.
E para um abraço assim,
só consegui pensar em você .
Nessa sua energia,
nessa sua sensibilidade,
que sabe entender o porque
dessa minha vontade.
Pois então:
Dá logo esse abraço !!!
Autor Desconhecido
sábado, 12 de junho de 2010
Incesto é 'comum' e não é denunciado
Incesto é 'comum' e não é denunciado, dizem especialistas
G1 ouviu estudiosos sobre caso de jovem que teve 7 filhos do pai no MA.
Somente isolamento e falta de condições sociais não levam ao incesto.
(Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão)
O psiquiatra José Raimundo da Silva Lippi, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de São Paulo (USP), explica que somente o isolamento não leva a uma conduta incestuosa, mas a falta de contato com a sociedade colaborou para o incesto.
“Dentro de cada pai incestuoso, existe algo não resolvido, que o faz buscar a solução para seu desejo sexual com uma criança ou o próprio filho. Ele age ainda como uma pessoa primitiva em termos de desenvolvimento afetivo”, afirmou.
“Todos nascemos instintivos, mas conforme vamos nos desenvolvendo, criamos estruturas que nos permitem interromper pensamentos que ocorrem. Não é proibido um pai ter desejo ao ver uma filha, mas o pai com desenvolvimento afetivo adequado tira o pensamento da cabeça e não concretiza o ato. Já o pai instintivo vê a filha como objeto sexual e não tem essa lei interior que o ajuda a conter esses impulsos. O lugar ermo pode ter dificultado o mecanismo de contenção interior, então ele se sentiu mais livre para isso, sem regras sociais que o impedissem”, disse.
Divulgação/Polícia Civil do Maranhão)
Sandra também vê aspectos semelhantes entre os casos do Brasil e da Áustria. “Tanto no caso da Áustria quanto no brasileiro, há uma relação de poder muito forte. Existe a questão de querer dominar a filha, que é vista como propriedade. Eles quiseram possuir as meninas e subjugá-las aos seus domínios. Nós nos horrorizamos, porque, pelas normas, pai é proteção”, disse.
De acordo com o antropólogo, o incesto não é aceito na maioria das culturas. “Os casos não são legitimados e, quando ocorrem, os indivíduos são penalizados. Agora, existem relatos de homens que não têm possibilidade de buscar uma companheira para estabelecer uma relação conjugal que seja fora da própria família. Isso faz com que, muitas vezes, sujeitos pratiquem atos incestuosos”, disse.
De acordo com Lippi, em algumas regiões do interior do Brasil, é um costume os homens iniciarem sexualmente as filhas. “Existe a idéia de que o pai sabe mais sobre as coisas do mundo. Em determinada região do Tocantins, por exemplo, há relatos de meninas que passam por isso, porque é algo visto como ‘obrigação de pai’.”
Denúncias
O psiquiatra acredita que, quando situações como essa são descobertas, a população tem um incentivo maior para denunciar casos de abuso. “A tendência é que a comunidade não permita mais. Se isso chega à comunidade como algo proibido, então a cultura do local pode mudar”, diz.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Essas são três mensagens que recebi, entre tantas outras (muitas...). Não dá para postar todas, mas agradeço do fundo do meu coração pela força, pelo carinho e pelo incentivo. Esse reconhecimento é mais poderoso que a luta em si, pois faz a gente ir em frente, não desistir... Muito obrigada a todos.
Marcello:
Quem Me Robou...
Andre:
domingo, 6 de junho de 2010
Sexo e batina
Pelo que os fatos têm demonstrado, a pedofilia é doença, e doença incurável. Não adianta achar que a solução é ser tratado por psicólogos. É totalmente irreal imaginar que em um país como o nosso, onde as prisões são jaulas tenebrosas e superpopulosas, um pedófilo vai ser "tratado" e se curar; tanto quanto é delírio pensar em monitorar os presos que saem para passar o Natal com a família, fazendo com que eles usem a pulseirinha que permite o seu rastreamento. Prepare-se: a licitação seria dispensada, as pulseirinhas custariam uma fortuna e pouco tempo depois estariam à venda nos camelôs da cidade, com o manual de instruções ensinando a como driblar a polícia.
Os padres têm sido muito acusados de pedofilia, ultimamente, mas pense um pouco: jogar num seminário um garoto de 16, 17 anos, com os hormônios explodindo, e pretender que ele se mantenha casto para o resto da vida -não, isso não pode dar certo. É contra a natureza, e como é mais difícil para os padres seduzir mulheres, já que não convivem com elas, acaba sobrando para os garotos. Um belo dia, muito tempo depois, um deles resolve contar o que aconteceu na penumbra de uma sacristia e vira um escândalo. E os casos de que nunca vamos saber, que devem ser milhares?
Os padres precisam casar; não é justo deixá-los passar a vida em abstinência. Mas como seria para um padre começar um namoro? Convida para um chopinho, leva a garota para dançar? E motel depois, pode?
Eu conheço uma moça que namorou um padre; tudo começou por telefone, e ela gostou tanto, mas tanto, que dizia, para quem quisesse ouvir, que nada como um padre que tivesse guardado a castidade durante anos para acalmar as tensões, digamos assim, de uma mulher solitária.
A única coisa que ela não me disse (e eu esqueci de perguntar) é se ele usava batina.
.
Texto de Danuza Leão na Folha de São Paulo de 06/06/10
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Depende de Você / Marcelo Svoboda
Dica de Livro
PAULO ROBERTO ALVES DE CASTRO
O livro apresenta ideias e propostas para conter a destruição desenfreada da natureza e tambem os conflitos sociais os quais parecem não ter fim.
Quem quiser adquirir o mesmo, é só mandar um recado para mim ou para o Paulo. Obrigada.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Omissão
Muitas vezes encontramos, passamos por pessoas com dificuldades. Pessoas muitas vezes dignas, que a vida colocou numa situação difícil. E o que acontece é que transitamos por elas ou, simplesmente, damos alguma ajuda material. É lógico que eles precisam dessa ajuda, mas mais do que isso, precisam de consideração, de um sorriso. Quantas vezes paramos para conversar com elas, dar alguma atenção? Quase nunca! Escondemos-nos por trás de várias desculpas, por trás da pressa. E esquecemos que essas pessoas já tiveram uma vida, uma fam[ilia, um emprego...
Numa rua de São Paulo havia uma mulher que ficava sentada sempre perto de um viaduto. E estava sempre com um caderno, escrevendo. Uma vez por mês eu fazia um trabalho voluntário, ajudando pessoas carentes no Parque Dom Pedro, inclusive distribuindo marmitas. Houve uma vez que sobraram várias marmitas e pediram que eu levasse duas. Na volta para casa, lá estava ela escrevendo e com vários livros ao lado. Parei para oferecer-lhe uma marmita, que ela aceitou de bom grado. Foi quando reparei que os livros eram de filosofia. Começamos a conversar e ela contou que era bacharel em Filosofia, mas a bebida estragou tudo. Foi expulsa de casa, do emprego e vivia na rua. E escrevia. Pois o sonho dela era voltar para a faculdade e os escritos serviriam para uma futura tese de mestrado.
Ao me despedir, ela presenteou-me com um belo sorriso. E agradeceu. Não pela comida, mas pela conversa. Desde então, ao ajudar alguém, sempre dou um sorriso e, por dentro, faço uma breve oração. Acredito que assim evito a omissão e o sorriso que recebo de volta é um bálsamo para minha alma.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Texto postado por amigo José Geraldo
Um levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal em parceria com a Organização Internacional do Trabalho apontou 1.819 pontos de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias do país. Ainda segundo o levantamento, Minas Gerais é o estado onde o problema é maior, totalizando 290 pontos. Alguns destes pontos estão localizados em rodovias como as BR-381 e a BR-116, estradas que cortam o Leste de Minas.
Postos de gasolina, hotéis, boates, restaurantes e estacionamentos para caminhões são alguns exemplos de pontos vulneráveis de exploração sexual infantil. Por isso, segundo o coordenador do Serviço Social do Transporte no Vale do Aço, Marcus Vinícius de Oliveira, é preciso um trabalho especial nos perímetros urbanos das rodovias para conscientizar os motoristas e incentivá-los a denunciar o crime.
Mas o problema não se resume apenas às estradas. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, em Minas Gerais foram contabilizadas 4.060 denúncias de abuso e exploração sexual de crianças entre maio de 2009 e abril deste ano. Grande parte dos casos foi registrada dentro do próprio lar da vítima.
Instituição de Timóteo acolhe meninas vítimas de abuso sexual
O Lar das Meninas, em Timóteo, é uma casa fundada em 1996 que atende garotas vítimas de abuso sexual. O objetivo é minimizar os efeitos do trauma. Rosângela Andrade Araújo, gerente da instituição, afirma que é grande o número de casos reincidentes. E que isso poderia ser evitado se houvesse tratamento também para os agressores.
Na cidade foram registrados 37 casos de abuso entre março de 2009 e março de 2010. O número pode ser ainda maior. Segundo Márcia Lúcia Nunes, presidente do Conselho Tutelar da cidade, muitas famílias que denunciam a situação não fazem representação na polícia. Essa atitude impede que os abusadores sejam indiciados aumentando os casos de impunidade para quem pratica esse tipo de crime.
A melhor parte da reportagem não foi transcrita, portanto veja o vídeo em http://in360.globo.com/mg/noticias.php?id=6590]
Ambas reportagens são do in360 no G1
terça-feira, 18 de maio de 2010
Preconceito
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Ser Mãe (Júlia -14 anos)
Ser Mãe
Ela grita, berra, chora, briga
Ela chama a minha atenção
Mas ela é minha vida
Eu sei que ela faz de coração
Ser mãe é ser guerreira
Ser mãe é ser chata
Ser mãe é ser teimosa
Mas ao mesmo tempo carinhosa
Eu sei que quando precisar
Um abraço forte eu posso contar
Que minhas angustias posso falar
Que ela nunca vai me abandonar
Nem nos momentos mais difíceis
Nem nos mais alegres
Minha mãe me acompanharia
Não importa aonde eu iria
Mãe querida
Mãe heroína
Eu te amo muito
Você é a minha vida
sábado, 8 de maio de 2010
Texto mandado por amigo Ari Carrasco
Saber amar e saber perdoar
"Por vezes existe como que uma mágoa secreta que nos persegue, e que vai espanhando as suas raízes na nossa profundidade interior, perturbando-nos e retirando-nos a serenidade, devido a algum ressentimento aguardado, alguma ofensa «engolida», alguma perda sofrida que não fomos capazes de superar.Muitas vezes as nossas ansiedades transformam-se em medos ou fobias, em preocupações ou frustrações, em traumas e inseguranças, geradoras de mal-estar, que desequilibram emocional e afectivamente. Por isso sentimo-nos desgastados, vulneráveis, fragilizados… sem energia e, por vezes, ate mesmo escravizados.
Só na medida em que formos capazes de amar a realidade que nos feriu, através de um vivo sentimento de perdão, seremos capazes de voltar ao estado de paz original, que saudosamente recordamos, em vezes de remoermos o que nos aconteceu, o que só leva à mágoa.
O perdão é libertador e tem um poder terapêutico enorme, capaz de fazer experimentar o gosto da alegria de nos sentirmos libertos, autónomos, autênticos, assertivos e, por isso, felizes. Não podemos permitir que os nossos males passados nos continuem a deixar prostrados e nos roubem o entusiasmo pela vida, tornando-nos pessoas azedas e frias, quando temos uma vida para nos fazer apaixonar.Devemos apaixonar-nos por cada instante do quotidiano, pelo brilho do sol, ou pelas ondas do mar, pelo encanto das manhas radiosas, ou pelo mais belo pôr-do-sol… pelo sorriso ou pelo toque que partilhamos, pela palavra que escutamos ou dizemos, pelo abraço que nos faz que nos faz sentir bem, pela ternura que sentimos e fazemos sentir…
A vida tem que ser acolhida, recebida, criada e recriada em cada instante, de forma a torná-la mais completa e saudável, cultivando a sua aceitação, através de uma aprendizagem feita de avanços e recuos, valorizando sempre o aqui e agora. A aceitação dos factos inevitáveis não nos deixa gastar energias inutilmente e permite-nos agradecer o que a vida dá, tornando-a mais fluida e positiva, olhando e valorizando o que temos e não desejando o que é dos outros.
O perdão libertador, nascido num coração que saber amar verdadeiramente, é tanto mais fácil e autentico, quanto maior a capacidade de amar e mantém aberta a porta por estar, dando graças.
Esta gratidão pelo dom da vida que, gratuitamente, nos foi dado por Deus, abre-nos as portas ao principio da partilha dos nosso talentos, postos render em nosso serviço e ao serviço dos outros".
domingo, 2 de maio de 2010
Chico Xavier - Meu Ídolo
Depois, quando mudei de cidade, continuei ouvindo falar sobre o Chico. E o meu apreço por ele foi somente crescendo, cada vez mais.
Quando me tornei espírita de "verdade" ou seja, praticante, passei a me interessar por outros espíritos autores e o Chico ficou "meio que adormecido" no meu coração. Mas a admiração que sentia pela sua figura sempre foi forte.
Foi somente no dia da sua morte é que percebi o quanto gostava / admirava ele. Fiquei triste, como se tivesse perdido um grande amigo, sem jamais conhece-lo.
O Chico se foi, mas a sua "presença" é constante, seja através dos livros, seja através dos seus ensinamentos.
Quando foi lançado o livro "As Vidas do Chico Xavier" de Marcel Souto Maior, não demorei para adquiri-lo. O livro foi um bálsamo pra mim e para o meu sofrimento. Não sei quantas vezes já o reli. Toda vez que fico "mal", deprimida, não tenho dúvidas: procuro na abnegação, na humildade do Chico a minha "cura". Que nem agora. E sempre deu e dá certo.
Não é preciso ser espírita para admirar o Chico Xavier. Sua jornada foi incrível. Um homem humilde, com um coração enorme, que abrigava a todos. Se um dia eu conseguir chegar a 1% do que o Chico foi, já estarei realizada. Considero-me uma pessoa de sorte por poder entender os seus ensinamentos e, muitas vezes, compreender a essência do seu ser. Se hoje sou uma pessoa melhor, é graças a ele. Às suas lições, à sua história de vida.
E é por isso que o Chico Xavier é o meu ídolo. Um exemplo a tentar ser seguido. Porque Chico foi e será o único. Abençoados são os que tiveram a chance de conviver com ele. Pois o Chico era abençoado, apesar de todo o sofrimento pelo qual passou. E eu me sinto abençoada também, mesmo sem ter o conhecido, mas por ter tido a chance de ter a sua figura no meu coração e, com isso, me tornar um pouco mais evoluída.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Poemas / Textos do Amigo Andre Foppa
Por que tanta coisa acontece em nossas vidas?
Porque estamos andando, caminhando felizes...
E de repente levamos um tombo?
Tombo esse que às vezes nos trava,
Impossibilita por uns minutos ou horas,
A voltar a andar novamente?
É..... tem momentos que são extremamente difíceis!
Mas assim é a dança da vida!
Um dia rodando,
Noutro pulando,
Às vezes correndo,
Às vezes valsando!
Mas mesmo na hora da queda, temos que perceber,
Que faz parte da dança da vida!
No aprender dos passos às vezes caímos!
Mas não deixe que o tombo te faça parar!
A vida é bela!
A dança é linda!
E depois de vários tombos!
É que vem o equilíbrio,
É que vem a segurança!
Não deixe o tombo te fazer parar!!!
E faça sim do que poderia ser um horrível tombo,
Apenas mais um passo da tua dança!
A dança da vida!!!!
As pessoas poderão esquecer o que você disse,
depois de algum tempo. Mesmo porque, quase
sempre, não nos habituamos a escutar com o
coração e a memória nos trai.
As pessoas poderão esquecer do que você fez,
com o passar dos anos. A memória da gratidão
costuma empalidecer no decurso dos anos.
Mas as pessoas nunca esquecerão de como
você as fez sentir, da amizade que ofertou, da
emoção que proporcionou, da solidão que
preencheu, do amor que semeou!
Bonitas são as coisas vindas do interior,
as palavras simples,
sinceras e significativas.
Bonito é o sorriso que vem de dentro,
o brilho dos olhos ...
Bonito é o dia de sol
depois de noite chuvosa
ou as noites enluaradas, de verão
quando todos saem de casa.
Bonito é procurar estrelas no céu
e dar de presente
ao amigo, amiga, ao namorado...
Bonito é olhar a poesia do vento,
das flores e das crianças.
Bonito é chorar quando se sentir vontade,
e deixar as lágrimas rolarem
sem vergonha ou medo de crítica.
Bonito é ser realista, sem ser cruel,
e acreditar na beleza de todas as coisas.
Bonito é a gente continuar a ser gente,
em quaisquer situações.
Bonito é você ser você
Poema de Ana Maria C. Bruni
São crimes físicos e morais que enterram milhares, mesmo aqueles que aparentemente vivam fisicamente entre nós. Caminham em outra vida sufocados, por terem apertado mãos que aparentemente se indignavam com os crimes que foram praticados contra eles.
Em muitos
Se houvessem quebrado suas pernas, se arrastariam
Se houvessem cortado suas mãos,usariam galhos
Se houvessem furado seus olhos,enxergariam com os galhos
Mas para muitos e muitas o crime foi maior,não respeitaram seus direitos constitucionais e muitos ainda são perseguidos por clamarem por eles.
O Luto permanece por seres brilhantes e iluminados que deixaram nosso país por tragédias
O Luto permanece pelo descalabro em nosso país
O Luto permanece por aqueles que enterraram seus mortos
O Luto permanece pela omissão da sociedade
O Luto permanece por aqueles que convivem com seus pesadelos e abandono
O Luto permanece
O Silêncio não será mortalha!
Não será a terra desta terra Brasil que sepultará as vozes que clamam pelos seus direitos.
Ana Maria C. Bruni
http://itacarenews.blogspot.
sábado, 24 de abril de 2010
Texto Da Ana Maria C. Bruni
| TerritorioMulher: Pois é, pois é. A cada dia muitas silenciam, estão cansadas, esgotadas, desoladas. Muitas que se manifestam com mais vigor na internet são as que sofreram violência ou participaram de alguma forma da violência contra amigas e familiares. Estas apesar de tudo são as que lutam para que as outras não passem por estas terríveis experiências. É a violência em todas suas interpretções: A doméstica, a psicológica, a institucional, enfim violência. Todas aqui e já são quase 3.000 membros escrevem bem, são solidárias, algumas bem preparadas em relação a legislação, procedimentos jurídicos. Leia maishttp://leimariadapenha.ning. http://www.orkut.com.br/Main# |
segunda-feira, 19 de abril de 2010
O Nível de Violência nas Escolas
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Novo Blog
O objetivo é juntar depoimentos de várias pessoas que sofreram qualquer tipo de violência e editar um livro. É um trabalho sério, que envolve sentimentos de todos os tipos. Quem quiser participar, é só mandar o seu relato para o e-mail beatriza67@gmail.com O endereço do blog é: www.filhasdosilencio2.blogspot.com
Obrigada.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Elegia
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Objetivo da minha luta
Gostaria, através desse texto, apresentar os meus objetivos em relação ao trabalho que venho realizando. Sou uma vítima de violência / abuso sexual e estupro, praticado pelo meu próprio pai biológico. Sofri essa tortura e pressão emocional durante 20 anos, sob fortes ameaças à minha integridade e à integridade da minha irmã, quase 12 anos mais nova que eu.
Violência – ato ou efeito de violentar. Constrangimento físico ou moral. Qualquer força material ou moral empregada contra a vontade ou a liberdade de uma pessoa; coação.
Violentar – forçar, estuprar, coagir, constranger, obrigar.
Abusar – trair a confiança de, explorar, enganar, desonrar. Prática contrária às leis e aos bons usos e costumes.
Estuprar – violentação, coação com ameaças. Relação sexual sem consentimento e com emprego de força.
Fonte: Dicionário Larousse / Dicionário Michaelis
Sofri as quatro coisas acima. Sei que muitos perguntam: por que por tanto tempo. Porque a violência sexual não é praticada somente contra o seu corpo físico. A maior violência é a emocional. Eu estava sozinha, não tinha ninguém para compartilhar a minha angústia, a minha dor. Com uma mãe que me tratava ora com agressividade, ora com total rejeição. Eu não tinha a quem procurar. Sem falar o medo, o terror que sentia do meu pai. O meu emocional me influenciou tanto, que passei a ter problemas físicos que persistem até hoje. E o pior: a minha baixa estima quase me levou ao suicídio no ano passado. Somente com muito amor e carinho por parte do meu marido e dos meus filhos é que estou conseguindo sair da depressão. E foi com o total apoio do meu marido que recomecei a escrever; minha filha me ajudou a montar o blog e eu montei uma rede de amigos no orkut e uma comunidade.
O meu blog e a minha comunidade não estão somente focados na violência, mas sim, muito mais nos fatos do dia a dia e na cultura. Devemos diversificar os nossos pensamentos e provar a nós mesmos que somos capazes de outras coisas, além de lamentar o acontecido. Mas muito mais que isso, o meu grande objetivo é ajudar as mulheres a recuperar o amor próprio e a auto estima. É com isso que venho trabalhando, através de vários e-mails que tenho recebido e é esse o meu objetivo final: ajudar.
No momento estou escrevendo capítulos de um depoimento / resumo do que aconteceu comigo. Dos 06 anos até os 26, convivendo com a brutalidade do meu pai; e após o casamento. É apenas um resumo. Pretendo montar um segundo blog com esse depoimento e pedir que, com muita coragem e determinação, as outras mulheres acrescentem o seu depoimento para, quem sabe, mais tarde, esses depoimentos se transformarem num livro. Será o nosso grito de protesto, de indignação. Será a nossa vitória. Pois falar, mesmo sendo coagida, ameaçada, é uma grande vitória.
Nós precisamos de toda a ajuda. Não para a nossa exposição. Mesmo porque a maioria de nós usa um pseudônimo. Mas para a divulgação de o que acontece com as mulheres na faixa de 40 anos, que sofreram qualquer tipo de violência na infância / adolescência e precisaram se calar. Para que as meninas que passam por isso hoje, amanhã não precisem vivenciar o desespero que nós passamos.
Agradeço sinceramente a atenção. Com muito respeito, Beatriz Albuquerque.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Texto do amigo Renatto
Um alerta sobre a violência contra a criança, contra a mulher, homens, idosos e animais.
Uma violência que não para nem diante dos exemplos de punição, uma violência explícita ou velada, mas que acontece tão perto de nós. Dentro dos lares de nossas famílias, amigos e vizinhos.
Uma violência que pode começar num ciúme, num egoísmo, num debate, numa competição ou em qualquer situação onde o ego, e apenas ele, está presente.
Uma violência que está dentro de nós mesmos, animal, humana, quase natural, mas controlada pelo superego, pelo sentido moral e espiritual.
Uma violência que se expressa desde agressões físicas, como psicológicas quando fazemos o outro quedar diante de nossa soberania.
Uma violência que se expressa em xingamentos e subestimação da capacidade do outro. Na agressão de palavras frias ou gritantes, mas que tentam fazer com que o outro se sinta menor.