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quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Preconceito / Miriã Soares

Preconceito "racial"/étnico - Porquê?



O teu cristo é judeu,


Tua máquina é japonesa,


Tua pizza é italiana,


Tua democracia é grega,


Teu café é brasileiro,


Teus números são árabes,


Tuas feições são latinas (...)


e tu chama o teu vizinho de estrangeiro


(Carlo Giuliani)


É um absurdo em pleno século XXI, ainda se debater racismo, ter campanha de concientização... Ninguém pode ser julgado por suas origens, porque não é a cor de uma pele e outros fatores externos que define a inteligência, o caráter ou os sentimentos de determinadas pessoas. O que mostra realmente quem é alguém, são as atitudes, o comportamento, a personalidade, e não as características físicas.
As pessoas sabem sim quem é negro e quem é branco. Só se esquecem quando é hora de usufruir dos mesmos direitos. (Maria Aparecida Silva Bento, diretora do CEERT)
"O preconceito é o filho da ignorância. " ( William Hazlitt )
"Não existem brancos, não existem amarelos, não existem negros: somos todos arco-íris".(Ulisses Tavares).
" Tristes tempos os nossos! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito"(Albert Einstein).
"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra".(Bob Marley).


RACISMO:É a crença na inferioridade nata dos membros de determinados grupos étnicos e raciais. Os racistas acreditam que a inteligência, a engenhosidade, a moralidade e outros traços valorizados são determinados biologicamente e, portanto, não podem ser mudados. O racismo leva ao pensamento ou/ou:ou você é um de nós ou é um deles.
Todo racista e preconceituoso é fraco de espírito tentando enfraquecer os mais fortes para que se tornem fracos iguais a eles. A maior parte dos racistas desconhecem sua formação genética, não conhecem a origem do próprio avô...
Somos todos da RAÇA HUMANA (Pelo dicionário, raça quer dizer origem,geração,ESPÉCIE.) e nossas almas tem uma cor universal, assim como o nosso sangue.
As pessoas de coração impuro que não acreditam na paz, na irmandade e no amor caem na desgraça de ver que uma ou outra etnia é a errada e deve ser caçada.
Preconceito é até mais cultural do que apenas a cor da pele (preconceito quer dizer conceito formado antecipadamente sem fundamento sério,PREJUÍZO, ERRO)... afinal, quantos povos na Europa têm preconceito um pelo outro, mas o fenótipo deles é idêntico?
E o preconceito com argentinos, japoneses, paraguaios, nativos, portugueses, norte-americanos, ciganos, judeus, árabes, etc? Vamos trabalhar em nós mesmo os nossos preconceitos!
Como não podemos mudar nosso passado, vamos tomar algumas atitudes para mudar o presente e o futuro. Evitemos atitudes, frases, piadas:

você foi assaltado por um negro... acha que todo negro é assaltante;


um árabe fez um atentado terrorista... todo árabe é terrorista;


" Das brancas quero sexo, dos brancos o dinheiro"[Mano Brown]


"cabelo ruim" ser sinônimo de cabelo crespo;


pensar que todo norte americano é igual ao Bush e todo alemão é igual ao Hitler;


“Preto de alma branca”. Desde quando alma tem cor?


“A coisa ficou preta”. Dá-se a entender de que tudo referente à cor preta é ruim.


“Que judiaria!” Vocês sabiam que este termo deriva da palavra judeu? Se deve à época da II Guerra.


''todo judeu é rico e pão duro"


''negro com sucesso só se for pagodeiro ou jogador de futebol''


''cuidado quando for negociar com um árabe''


"baiano é preguiçoso"


''tinha que ser argentino''


''todo nordestino é burro''


"tudo de ruim vem de Minas Gerais"


... e outras coisas que omitirei por que incitam a ira e indignação, e extrapolam todos limites da decência.


Preconceito: O mal do mundo? Ja foi vitima disso? Ja presenciou? Porque ele existe? E quais medidas você toma perante a esse problema?






http://mdiversidades.blogspot.com/2008/12/preconceito-racialtnico-porqu.html

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Bulling

Já ouvimos muitas matérias de balas perdidas. Depois foram sobre desastres naturais. Logo após, sobre a violência sexual e pedofilia. E, agora, chegou a vez do bulling.
Bulling, nada menos que uma provocação, aquela coisa de colocar apelidos, de pegar o ponto fraco da pessoa, como sotaque, um defeito, um gosto, preferência por um time ou uma crença.
Antigamente nâo passava de "tiração de sarro", apelidos e, no máximo, humilhações. Hoje em dia virou um tipo de violência, um tipo de constrangimento, onde predominam as humilhações, violência física, psicológica e, até, a morte.
Nem sempre o assassino é quem pratica o bulling. Na maiora das vezes não é o agressor, e sim, a vítima.
O constrangimento violento faz a vítima acumular tanta raiva e mágoa, que ela não mede as consequências dos seus atos.
Posso citar alguns dos casos:
1. Meu marido, português, chegou ao Brasil com 12 anos e foi estudar num colégio eletista de Sâo Paulo. Desde início, por causa do sotaque, foi vítima de piadas, principalmente praticadas por dois colegas judeus. Como sempre foi paciente, aguentou ao máximo as humilhações, até que não deu mais. Resolveu o problema chegando nos dois, ficando em posição de sentido e proferindo a seguinte frase: " Hei Hitler!". Após esse episódio, foi finalmente deixado em paz. Fez isso por estar sob forte pressão psicológica, pois normalmente jamais teria discriminado alguém.
2. Eu, por vir de um país socialista / comunista, fui vítima durante quatro anos de uma professora de educação física, que dizia que odiava os comunistas. Ela era uma pessoa tão ignorante e era tão agressiva que, juntamente com o problema que eu tinha de conviver no meu dia a dia, precisei aguentar mais esse tipo de violência e discriminação, já que os meus pais não fizeram nada. Quase repeti por faltas na matéria...
3. Eu e o meu marido somos voluntários de um colégio estadual do bairro. Um dia chegando ao mesmo, deparamos com uma menina, alta e robusta, sangrando na cabeça. O agressor, por incrível que pareça, era um menino baixo e magro, que no ato de provocação sentiu tanta raiva, que conseguiu ser o mais forte e machucá-la, jogando uma carteira na cabeça dela. Os dois foram para o Conselho Tutelar. Por sorte, o menino não matou a colega, fato que poderia ter acontecido se tivesse pego no lugar mais sensível da cabeça.
4. Em maio, na cidade de Belo Horizonte, os pais de um menino foram obrigados pelo juiz a pagar oito mil reais ao colega do filho, que foi vítima de bulling praticado por esse menino.

Fora os outros casos, infelizmente com finais trágicos, que os jornais mostram quase que diariamente. Mas, se pararmos para pensar, por que há tantos assassinatos nos Estados Unidos? São as vítimas de bulling, que acumulam a raiva, o rancor durante anos, até extravasar tudo numa rajada de metralhadora.
Os pais precisam orientar sempre os filhos contra o preconceito, que é o grande causador desse mal. Mostrar que as diferenças existem, que é preciso aceitá-las e conviver normalmente com elas no dia a dia. Afinal, todos nós temos os nossos defeitos, os nossos gostos e desgostos.






Abraço

Dá um abraço?


De repente ,
deu vontade de um abraço...
Uma vontade de entrelaço,
de proximidade ...
de amizade, sei lá !
Talvez um aconchego amigo e meigo,
que enfatize a vida e amenize as dores ...
que fale sobre os amores,
seja afetuoso e ao mesmo tempo forte ...

Deu vontade ,
de poder ter saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo
e preencha todo o espaço.
Mas que faça lembrar do carinho,
que surge devagarinho,
na magia da união dos corpos,
das auras,
sei lá!

Lembrar do calor das mãos,
acariciando as costas,
a dizerem : - Estou aqui !
Lembrar do enlaçar dos braços,
envolventes e seguros,
afirmando : - Estou com você !
Lembrar da transfusão de força,
ou até da suavidade do momento,
sei lá.

Então, pensei em como chamar esse abraço:
abraço poesia,
abraço força,
abraço união,
abraço suavidade,
abraço consolo e compreensão,
abraço segurança e justiça,
abraço verdade,
abraço cumplicidade ?

Mas o que importa é a magia desse abraço,
a fusão de energias que harmoniza,
integra o todo e se traduz no cosmos,
no tempo e no espaço...

Só sei que agora ,
deu vontade desse abraço.
Um abraço que desate os nós,
transformando-os em envolventes laços ...
Que sirva de "colo",
afastando toda e qualquer angústia...
Que desperte a lágrima de alegria e acalme o coração...

Um abraço que traduza a amizade,
o amor
e a emoção.
E para um abraço assim,
só consegui pensar em você .
Nessa sua energia,
nessa sua sensibilidade,
que sabe entender o porque
dessa minha vontade.

Pois então:

Dá logo esse abraço !!!

Autor Desconhecido

sábado, 12 de junho de 2010

Incesto é 'comum' e não é denunciado

Incesto é 'comum' e não é denunciado, dizem especialistas

G1 ouviu estudiosos sobre caso de jovem que teve 7 filhos do pai no MA.
Somente isolamento e falta de condições sociais não levam ao incesto.

Luciana Rossetto Do G1, em São Paulo
Pescador é chamado de avó pelos 'filhos-netos' em PiedadePescador teve sete filhos com a própria filha
(Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão)

Isolamento, falta de acesso à educação e condições sociais precárias. A soma de todos esses fatores poderia explicar o caso do pescador que teve sete filhos com a própria filha no povoado de Extremo, em Pinheiro (MA). No entanto, especialistas ouvidos pelo G1 afirmam que tudo isso não justifica o abuso, mas colabora para que ele ocorra. Eles chegam a afirmar que em algumas regiões do interior do Brasil é um costume os homens iniciarem sexualmente as filhas.
O psiquiatra José Raimundo da Silva Lippi, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de São Paulo (USP), explica que somente o isolamento não leva a uma conduta incestuosa, mas a falta de contato com a sociedade colaborou para o incesto.
“Dentro de cada pai incestuoso, existe algo não resolvido, que o faz buscar a solução para seu desejo sexual com uma criança ou o próprio filho. Ele age ainda como uma pessoa primitiva em termos de desenvolvimento afetivo”, afirmou.
Dentro de cada pai incestuoso existe algo não resolvido, que o faz buscar a solução para seu desejo sexual com uma criança ou o próprio filho"
José Raimundo da Silva Lippi, psiquiatra
De acordo com o médico, o incesto não é uma questão biológica, mas psicológica e predominantemente cultural. Ele ressalta que há semelhanças entre o pescador brasileiro e o engenheiro austríaco, que também abusou e teve filhos com a filha, que era mantida em cárcere privado, apesar do nível socioeconômico dos dois ser bem diferente. O caso do austríaco veio à tona em abril de 2008.
“Todos nascemos instintivos, mas conforme vamos nos desenvolvendo, criamos estruturas que nos permitem interromper pensamentos que ocorrem. Não é proibido um pai ter desejo ao ver uma filha, mas o pai com desenvolvimento afetivo adequado tira o pensamento da cabeça e não concretiza o ato. Já o pai instintivo vê a filha como objeto sexual e não tem essa lei interior que o ajuda a conter esses impulsos. O lugar ermo pode ter dificultado o mecanismo de contenção interior, então ele se sentiu mais livre para isso, sem regras sociais que o impedissem”, disse.

Pescador teve sete filhos com filha de 28 anos mantida em cárcere privado
Casa onde pescador vivia tem dois cômodos e fica afastada do Centro de Pinheiro (Foto:
Divulgação/Polícia Civil do Maranhão)

A cientista social Sandra Nascimento, pesquisadora do programa de Cultura e Sociedade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), destaca que o pescador falou com naturalidade sobre o incesto após a prisão. “O fato de ele viver isolado, sem controle, contribuiu para o que aconteceu. Até pelas condições de miséria em que vivia, ele não tem dimensão social do horror que causou com o incesto. Talvez, ele tenha considerado que é algo natural para todos os homens, que desejam e têm as mulheres”, explicou.
Sandra também vê aspectos semelhantes entre os casos do Brasil e da Áustria. “Tanto no caso da Áustria quanto no brasileiro, há uma relação de poder muito forte. Existe a questão de querer dominar a filha, que é vista como propriedade. Eles quiseram possuir as meninas e subjugá-las aos seus domínios. Nós nos horrorizamos, porque, pelas normas, pai é proteção”, disse.
Existe a questão de querer dominar a filha, que é vista como propriedade"
Sandra Nascimento, cientista social
O antropólogo José Rogério Lopes, professor do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), concorda que o isolamento não é uma explicação. “Em quase todas as culturas é proibido ter relação dentro de um grupo íntimo de parentesco. Isso é importante, inclusive, para forçar as pessoas a buscar alternativas e constituir outras relações que ampliam o núcleo de convivência. O indivíduo não nasceu no isolamento, portanto, ele já tinha conhecimento dessa proibição, que foi estabelecida antes.”
De acordo com o antropólogo, o incesto não é aceito na maioria das culturas. “Os casos não são legitimados e, quando ocorrem, os indivíduos são penalizados. Agora, existem relatos de homens que não têm possibilidade de buscar uma companheira para estabelecer uma relação conjugal que seja fora da própria família. Isso faz com que, muitas vezes, sujeitos pratiquem atos incestuosos”, disse.
Em quase todas as culturas é proibido ter relação dentro de um grupo íntimo de parentesco"
José Rogério Lopes, antropólogo
Casos ocorrem com frequência
De acordo com Lippi, em algumas regiões do interior do Brasil, é um costume os homens iniciarem sexualmente as filhas. “Existe a idéia de que o pai sabe mais sobre as coisas do mundo. Em determinada região do Tocantins, por exemplo, há relatos de meninas que passam por isso, porque é algo visto como ‘obrigação de pai’.”

O médico conta que assim surgiram os filhos dos botos, que seriam, na verdade, fruto do relacionamento incestuoso entre pais e filhas. “Criou-se uma lenda para tirar a culpa dos pais e justificar a gravidez das jovens. Então, surgiu a história de que as crianças são filhas de um boto”, diz.
Sandra também relata que esse tipo de caso é comum no interior do Maranhão. “Pais dizem que eles vão ter as filhas primeiro, porque elas não serão de outro homem sem ser primeiro deles. É uma dominação de gênero. O homem quer ter a posse da mulher. A vítima se sente ameaçada e, ao mesmo tempo, não consegue reagir contra o próprio pai. Acontece muito, mas é algo que tem pouca visibilidade.”
Criou-se uma lenda para tirar a culpa dos pais e justificar a gravidez das jovens. Então, surgiu a história de que as crianças são filhas de um boto"
José Raimundo da Silva Lippi, psiquiatra
Lopes lembra que essas atitudes também são comuns na Região Amazônica. “É possível encontrar, entre a população ribeirinha, famílias em que os pais iniciam sexualmente as filhas. Não constituem família ou chegam a ter filhos com elas, mas ocorre a relação sexual”, diz.
Denúncias
O psiquiatra acredita que, quando situações como essa são descobertas, a população tem um incentivo maior para denunciar casos de abuso. “A tendência é que a comunidade não permita mais. Se isso chega à comunidade como algo proibido, então a cultura do local pode mudar”, diz.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Hoje, dia 07, faz exatamente um ano da minha "libertação". Foi quando eu participei de uma terapia em grupo e coloquei para fora toda a minha história, mágoa, medos, insegurança... Compartilhei o choro, o desespero, o pavor e o horror que havia vivido. Hoje, ainda estou me recuperando, mas muito mais forte. Hoje comemoro o fato de me valorizar mais como pessoa e como mulher. Abraços.
Essas são três mensagens que recebi, entre tantas outras (muitas...). Não dá para postar todas, mas agradeço do fundo do meu coração pela força, pelo carinho e pelo incentivo. Esse reconhecimento é mais poderoso que a luta em si, pois faz a gente ir em frente, não desistir... Muito obrigada a todos.

Marcello:

Não abandone a leveza dos seus gestos,
nem a suavidade de suas palavras.
Não deixe de colher rosas por medo dos espinhos,
nem de se emocionar ao receber um carinho.
Siga seu próprio modelo:
Simples como a natureza,doce como mel.
Acaricie os pensamentos de quem lembrar de você,
e adoce os lábios de quem pronunciar o seu nome.
E que o vento possa levar-lhe uma voz,
que diz que há um Anjo em algum lugar do Mundo
desejando que você esteja bem e feliz"
Que sua vida seja calma,
tranqüila e serena.
Que suas esperanças estejam
totalmente revigoradas,
prontas para um novo sonho!.
Que sua semana e
toda sua vida seja sempre:
Claro como a Luz do Sol
Brilhante como as estrelas
Livre como as borboletas
Especial como o Amor
Sereno e tranqüilo como
quem tem fé
Alegre e sincero como o
sorriso espontâneo de uma
criança.
Perfeito como a Natureza
Cheio de muita Luz.
 
 
Quem Me Robou...
 
Olá querida!!! Parabéns pela sua luta, e que seja grande o seu novo recomeço, porque a palavra para nós que passamos por isso tudo, e ninguém jamais nos ajudar e somente julgar é o recomeço de uma vida melhor e principalmente de nos valorizarmos como humano e mais ainda como mulher, não importa o que aconteceu o que importa é que jamais vão nos derrubar porque sempre existirá o recomeço, e somo forte o suficiente para isso.... Seja bem-vinda ao novo mundo... beijos
ps. Sua história é igual a minha...
 
 
Andre:
 
Se a felicidade já foi possível para você um dia,então, ser feliz agora também o é.Se a felicidade vai ser possível no futuro,também é possível ser feliz agora.Seja feliz com a pessoa que você é hoje.Não, você ainda não é quem gostaria de ser.Mesmo assim você tem todas as chances de setornar a pessoa que quer ser.Você gostaria de perder a aventura de alcançartodo seu potencial?Claro que não!Seja feliz por ter ainda muito a conquistar,pois é nesse processo que se experimenta a riqueza da vida.Se você ainda não tem certeza de qual caminhosua vida deve seguir,fique feliz por ter tantas possibilidades edivirta-se explorando-as.Se você está cheio de problemas e responsabilidades,fique feliz por ter a possibilidade de fazer diferente efortaleça-se ultrapassando os obstáculos.Nada pode impedir você de ser feliz.Ninguém pode afastar você da felicidade a não ser você mesmo.Seja feliz agora mesmo.

domingo, 6 de junho de 2010

Sexo e batina

Padres precisam casar; não é justo deixá-los passar a vida em abstinência. Mas como seria para um padre começar?

Pelo que os fatos têm demonstrado, a pedofilia é doença, e doença incurável. Não adianta achar que a solução é ser tratado por psicólogos. É totalmente irreal imaginar que em um país como o nosso, onde as prisões são jaulas tenebrosas e superpopulosas, um pedófilo vai ser "tratado" e se curar; tanto quanto é delírio pensar em monitorar os presos que saem para passar o Natal com a família, fazendo com que eles usem a pulseirinha que permite o seu rastreamento. Prepare-se: a licitação seria dispensada, as pulseirinhas custariam uma fortuna e pouco tempo depois estariam à venda nos camelôs da cidade, com o manual de instruções ensinando a como driblar a polícia.
Os padres têm sido muito acusados de pedofilia, ultimamente, mas pense um pouco: jogar num seminário um garoto de 16, 17 anos, com os hormônios explodindo, e pretender que ele se mantenha casto para o resto da vida -não, isso não pode dar certo. É contra a natureza, e como é mais difícil para os padres seduzir mulheres, já que não convivem com elas, acaba sobrando para os garotos. Um belo dia, muito tempo depois, um deles resolve contar o que aconteceu na penumbra de uma sacristia e vira um escândalo. E os casos de que nunca vamos saber, que devem ser milhares?
Os padres precisam casar; não é justo deixá-los passar a vida em abstinência. Mas como seria para um padre começar um namoro? Convida para um chopinho, leva a garota para dançar? E motel depois, pode?
Eu conheço uma moça que namorou um padre; tudo começou por telefone, e ela gostou tanto, mas tanto, que dizia, para quem quisesse ouvir, que nada como um padre que tivesse guardado a castidade durante anos para acalmar as tensões, digamos assim, de uma mulher solitária.
A única coisa que ela não me disse (e eu esqueci de perguntar) é se ele usava batina.

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Texto de Danuza Leão na Folha de São Paulo de 06/06/10

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Depende de Você / Marcelo Svoboda

" Depende de Você ""A paz que você reclama e tenta encontrar...depende de você.A compreensão que você reivindica a cada passo...depende de você. A bondade que você admira nas pessoas...e sonha possuir...depende de você.O diálogo, base de toda convivência...depende de você.A abertura que é o caminho para a renovação...depende de você.A realização que você julga essencial...depende de você.O amor que você quer encontrar no outro...depende de você.Pondere:Queixar-se ou produzir, atrapalhar ou servir,desprezar ou valorizar, revoltar-se ou colaborar,adoecer ou curar-se, rebaixar-se ou abrir-se, estacionar ou progredir é uma questão de escolha.""Depende de você".

Dica de Livro

A NATUREZA PEDE SOCORRO

PAULO ROBERTO ALVES DE CASTRO

O livro apresenta ideias e propostas para conter a destruição desenfreada da natureza e tambem os conflitos sociais os quais parecem não ter fim.
Quem quiser adquirir o mesmo, é só mandar um recado para mim ou para o Paulo. Obrigada.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Omissão

Omissão é deixar de manifestar-se, de fazer algo. É desvincular-se de um problema. Omissão é descaso, o que não deixa de ser um tipo de violência.
Muitas vezes encontramos, passamos por pessoas com dificuldades. Pessoas muitas vezes dignas, que a vida colocou numa situação difícil. E o que acontece é que transitamos por elas ou, simplesmente, damos alguma ajuda material. É lógico que eles precisam dessa ajuda, mas mais do que isso, precisam de consideração, de um sorriso. Quantas vezes paramos para conversar com elas, dar alguma atenção? Quase nunca! Escondemos-nos por trás de várias desculpas, por trás da pressa. E esquecemos que essas pessoas já tiveram uma vida, uma fam[ilia, um emprego...
Numa rua de São Paulo havia uma mulher que ficava sentada sempre perto de um viaduto. E estava sempre com um caderno, escrevendo. Uma vez por mês eu fazia um trabalho voluntário, ajudando pessoas carentes no Parque Dom Pedro, inclusive distribuindo marmitas. Houve uma vez que sobraram várias marmitas e pediram que eu levasse duas. Na volta para casa, lá estava ela escrevendo e com vários livros ao lado. Parei para oferecer-lhe uma marmita, que ela aceitou de bom grado. Foi quando reparei que os livros eram de filosofia. Começamos a conversar e ela contou que era bacharel em Filosofia, mas a bebida estragou tudo. Foi expulsa de casa, do emprego e vivia na rua. E escrevia. Pois o sonho dela era voltar para a faculdade e os escritos serviriam para uma futura tese de mestrado.
Ao me despedir, ela presenteou-me com um belo sorriso. E agradeceu. Não pela comida, mas pela conversa. Desde então, ao ajudar alguém, sempre dou um sorriso e, por dentro, faço uma breve oração. Acredito que assim evito a omissão e o sorriso que recebo de volta é um bálsamo para minha alma.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Texto postado por amigo José Geraldo

Minas é o estado com maior número de pontos de exploração sexual infantil, diz pesquisa



Um levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal em parceria com a Organização Internacional do Trabalho apontou 1.819 pontos de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias do país. Ainda segundo o levantamento, Minas Gerais é o estado onde o problema é maior, totalizando 290 pontos. Alguns destes pontos estão localizados em rodovias como as BR-381 e a BR-116, estradas que cortam o Leste de Minas.
Postos de gasolina, hotéis, boates, restaurantes e estacionamentos para caminhões são alguns exemplos de pontos vulneráveis de exploração sexual infantil. Por isso, segundo o coordenador do Serviço Social do Transporte no Vale do Aço, Marcus Vinícius de Oliveira, é preciso um trabalho especial nos perímetros urbanos das rodovias para conscientizar os motoristas e incentivá-los a denunciar o crime.
Mas o problema não se resume apenas às estradas. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, em Minas Gerais foram contabilizadas 4.060 denúncias de abuso e exploração sexual de crianças entre maio de 2009 e abril deste ano. Grande parte dos casos foi registrada dentro do próprio lar da vítima.
Instituição de Timóteo acolhe meninas vítimas de abuso sexual
O Lar das Meninas, em Timóteo, é uma casa fundada em 1996 que atende garotas vítimas de abuso sexual. O objetivo é minimizar os efeitos do trauma. Rosângela Andrade Araújo, gerente da instituição, afirma que é grande o número de casos reincidentes. E que isso poderia ser evitado se houvesse tratamento também para os agressores.
Na cidade foram registrados 37 casos de abuso entre março de 2009 e março de 2010. O número pode ser ainda maior. Segundo Márcia Lúcia Nunes, presidente do Conselho Tutelar da cidade, muitas famílias que denunciam a situação não fazem representação na polícia. Essa atitude impede que os abusadores sejam indiciados aumentando os casos de impunidade para quem pratica esse tipo de crime.


A melhor parte da reportagem não foi transcrita, portanto veja o vídeo em http://in360.globo.com/mg/noticias.php?id=6590]


Ambas reportagens são do in360 no G1

terça-feira, 18 de maio de 2010

Preconceito

Recebi um e-mail de uma grande amiga virtual, narrando certos fatos que ocorreram na Páscoa. Como estive doente, não fiquei a par de certas notícias e essa foi uma delas.
A notícia era de que certos jogadores de Santos Futebol Clube se recusaram a participar de uma ação beneficente, que visava a entrega de ovos de Páscoa para crianças com paralisia cerebral. O evento foi promovido por um Centro Espírita e os jogadores são evangélicos.
Como espírita sei que sim, há o nosso Livre Arbítrio. Mas também nós foi dado o bom senso para distinguir o preconceito e certos princípios.
A solidariedade não deveria se restringir a religiões, crenças. Ela precisa ser maior, para poder haver coesão entre ela e a finalidade de ajudar.
Aliás, o evento não era religioso e sim de ajuda, de solidariedade. Bastava entregar os ovos, dar um sorriso...
O preconceito religioso é uma falta de respeito com o próximo. O preconceito é um mal com o qual convivemos diariamente. Todos nós já sofremos ou praticamos um dia. E, com certeza, sabemos ou temos uma idéia de como dói. É preciso lutar contra esse mal para que pessoas inocentes não paguem o preço da indiferença e da omissão.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ser Mãe (Júlia -14 anos)

Gostaria de compartilhar com amigos os versos que recebi de presente, de Dia das Mães, da minha filha Júlia. Um dos presentes mais emocionantes que recebi na vida.


Ser Mãe


Ela grita, berra, chora, briga
Ela chama a minha atenção
Mas ela é minha vida
Eu sei que ela faz de coração


Ser mãe é ser guerreira
Ser mãe é ser chata
Ser mãe é ser teimosa
Mas ao mesmo tempo carinhosa


Eu sei que quando precisar
Um abraço forte eu posso contar
Que minhas angustias posso falar
Que ela nunca vai me abandonar


Nem nos momentos mais difíceis
Nem nos mais alegres
Minha mãe me acompanharia
Não importa aonde eu iria


Mãe querida
Mãe heroína
Eu te amo muito
Você é a minha vida

sábado, 8 de maio de 2010

Dia Das Maes - Recados e Imagens (4305)

Texto mandado por amigo Ari Carrasco

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Saber amar e saber perdoar

"Por vezes existe como que uma mágoa secreta que nos persegue, e que vai espanhando as suas raízes na nossa profundidade interior, perturbando-nos e retirando-nos a serenidade, devido a algum ressentimento aguardado, alguma ofensa «engolida», alguma perda sofrida que não fomos capazes de superar.Muitas vezes as nossas ansiedades transformam-se em medos ou fobias, em preocupações ou frustrações, em traumas e inseguranças, geradoras de mal-estar, que desequilibram emocional e afectivamente. Por isso sentimo-nos desgastados, vulneráveis, fragilizados… sem energia e, por vezes, ate mesmo escravizados.

Só na medida em que formos capazes de amar a realidade que nos feriu, através de um vivo sentimento de perdão, seremos capazes de voltar ao estado de paz original, que saudosamente recordamos, em vezes de remoermos o que nos aconteceu, o que só leva à mágoa.

O perdão é libertador e tem um poder terapêutico enorme, capaz de fazer experimentar o gosto da alegria de nos sentirmos libertos, autónomos, autênticos, assertivos e, por isso, felizes. Não podemos permitir que os nossos males passados nos continuem a deixar prostrados e nos roubem o entusiasmo pela vida, tornando-nos pessoas azedas e frias, quando temos uma vida para nos fazer apaixonar.
Devemos apaixonar-nos por cada instante do quotidiano, pelo brilho do sol, ou pelas ondas do mar, pelo encanto das manhas radiosas, ou pelo mais belo pôr-do-sol… pelo sorriso ou pelo toque que partilhamos, pela palavra que escutamos ou dizemos, pelo abraço que nos faz que nos faz sentir bem, pela ternura que sentimos e fazemos sentir…
A vida tem que ser acolhida, recebida, criada e recriada em cada instante, de forma a torná-la mais completa e saudável, cultivando a sua aceitação, através de uma aprendizagem feita de avanços e recuos, valorizando sempre o aqui e agora. A aceitação dos factos inevitáveis não nos deixa gastar energias inutilmente e permite-nos agradecer o que a vida dá, tornando-a mais fluida e positiva, olhando e valorizando o que temos e não desejando o que é dos outros.
O perdão libertador, nascido num coração que saber amar verdadeiramente, é tanto mais fácil e autentico, quanto maior a capacidade de amar e mantém aberta a porta por estar, dando graças.
Esta gratidão pelo dom da vida que, gratuitamente, nos foi dado por Deus, abre-nos as portas ao principio da partilha dos nosso talentos, postos render em nosso serviço e ao serviço dos outros". 

domingo, 2 de maio de 2010

Chico Xavier - Meu Ídolo

"Conheci" o Chico Xavier através das histórias da minha avó, sobrinha de uma das maiores médiuns do Brasil. O carinho que a minha vó sentia por ele era enorme. Aliás, foi através do Chico que a minha avó e o meu avô se conheceram.
Depois, quando mudei de cidade, continuei ouvindo falar sobre o Chico. E o meu apreço por ele foi somente crescendo, cada vez mais.
Quando me tornei espírita de "verdade" ou seja, praticante, passei a me interessar por outros espíritos autores e o Chico ficou "meio que adormecido" no meu coração. Mas a admiração que sentia pela sua figura sempre foi forte.
Foi somente no dia da sua morte é que percebi o quanto gostava / admirava ele. Fiquei triste, como se tivesse perdido um grande amigo, sem jamais conhece-lo.
O Chico se foi, mas a sua "presença" é constante, seja através dos livros, seja através dos seus ensinamentos.
Quando foi lançado o livro "As Vidas do Chico Xavier" de Marcel Souto Maior, não demorei para adquiri-lo. O livro foi um bálsamo pra mim e para o meu sofrimento. Não sei quantas vezes já o reli. Toda vez que fico "mal", deprimida, não tenho dúvidas: procuro na abnegação, na humildade do Chico a minha "cura". Que nem agora. E sempre deu e dá certo.
Não é preciso ser espírita para admirar o Chico Xavier. Sua jornada foi incrível. Um homem humilde, com um coração enorme, que abrigava a todos. Se um dia eu conseguir chegar a 1% do que o Chico foi, já estarei realizada. Considero-me uma pessoa de sorte por poder entender os seus ensinamentos e, muitas vezes, compreender a essência do seu ser. Se hoje sou uma pessoa melhor, é graças a ele. Às suas lições, à sua história de vida.
E é por isso que o Chico Xavier é o meu ídolo. Um exemplo a tentar ser seguido. Porque Chico foi e será o único. Abençoados são os que tiveram a chance de conviver com ele. Pois o Chico era abençoado, apesar de todo o sofrimento pelo qual passou. E eu me sinto abençoada também, mesmo sem ter o conhecido, mas por ter tido a chance de ter a sua figura no meu coração e, com isso, me tornar um pouco mais evoluída.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Poemas / Textos do Amigo Andre Foppa

Às vezes perguntamos:
Por que tanta coisa acontece em nossas vidas?
Porque estamos andando, caminhando felizes...
E de repente levamos um tombo?
Tombo esse que às vezes nos trava,
Impossibilita por uns minutos ou horas,
A voltar a andar novamente?
É..... tem momentos que são extremamente difíceis!
Mas assim é a dança da vida!
Um dia rodando,
Noutro pulando,
Às vezes correndo,
Às vezes valsando!
Mas mesmo na hora da queda, temos que perceber,
Que faz parte da dança da vida!
No aprender dos passos às vezes caímos!
Mas não deixe que o tombo te faça parar!
A vida é bela!
A dança é linda!
E depois de vários tombos!
É que vem o equilíbrio,
É que vem a segurança!
Não deixe o tombo te fazer parar!!!
E faça sim do que poderia ser um horrível tombo,
Apenas mais um passo da tua dança!
A dança da vida!!!!



As pessoas poderão esquecer o que você disse,
depois de algum tempo. Mesmo porque, quase
sempre, não nos habituamos a escutar com o
coração e a memória nos trai.
As pessoas poderão esquecer do que você fez,
com o passar dos anos. A memória da gratidão
costuma empalidecer no decurso dos anos.
Mas as pessoas nunca esquecerão de como
você as fez sentir, da amizade que ofertou, da
emoção que proporcionou, da solidão que
preencheu, do amor que semeou!



Bonitas são as coisas vindas do interior,
as palavras simples,
sinceras e significativas.
Bonito é o sorriso que vem de dentro,
o brilho dos olhos ...
Bonito é o dia de sol
depois de noite chuvosa
ou as noites enluaradas, de verão
quando todos saem de casa.
Bonito é procurar estrelas no céu
e dar de presente
ao amigo, amiga, ao namorado...
Bonito é olhar a poesia do vento,
das flores e das crianças.
Bonito é chorar quando se sentir vontade,
e deixar as lágrimas rolarem
sem vergonha ou medo de crítica.
Bonito é ser realista, sem ser cruel,
e acreditar na beleza de todas as coisas.
Bonito é a gente continuar a ser gente,
em quaisquer situações.
Bonito é você ser você


Poema de Ana Maria C. Bruni

Porém,muitos conseguiram enterrar seus mortos outros não... Elas e eles caminham no luto.
São crimes físicos e morais que enterram milhares, mesmo aqueles que aparentemente vivam fisicamente entre nós. Caminham em outra vida sufocados, por terem apertado mãos que aparentemente se indignavam com os crimes que foram praticados contra eles.
Em muitos
Se houvessem quebrado suas pernas, se arrastariam
Se houvessem cortado suas mãos,usariam galhos
Se houvessem furado seus olhos,enxergariam com os galhos
Mas para muitos e muitas o crime foi maior,não respeitaram seus direitos constitucionais e muitos ainda são perseguidos por clamarem por eles.
O Luto permanece por seres brilhantes e iluminados que deixaram nosso país por tragédias
O Luto permanece pelo descalabro em nosso país
O Luto permanece por aqueles que enterraram seus mortos
O Luto permanece pela omissão da sociedade
O Luto permanece por aqueles que convivem com seus pesadelos e abandono
O Luto permanece
O Silêncio não será mortalha!
Não será a terra desta terra Brasil que sepultará as vozes que clamam pelos seus direitos.
Ana Maria C. Bruni
http://itacarenews.blogspot.com/2010/04/luto-o-silencio-nao-sera-nossa-mortalha.html

sábado, 24 de abril de 2010

Texto Da Ana Maria C. Bruni




TerritorioMulher:

Pois é, pois é. A cada dia muitas silenciam, estão cansadas, esgotadas, desoladas. Muitas que se manifestam com mais vigor na internet são as que sofreram violência ou participaram de alguma forma da violência contra amigas e familiares. Estas apesar de tudo são as que lutam para que as outras não passem por estas terríveis experiências.
É a violência em todas suas interpretções: A doméstica, a psicológica, a institucional, enfim violência. Todas aqui e já são quase 3.000 membros escrevem bem, são solidárias, algumas bem preparadas em relação a legislação, procedimentos jurídicos.
Leia mais
http://leimariadapenha.ning.com/forum/topics/nossa-voce-ainda-esta
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=20831555&tid=5463353367259133821&na=4

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Nível de Violência nas Escolas

Sou voluntária em uma escola estadual no meu bairro. Trabalho na parte da tarde, que engloba alunos adolescentes, de 11 a 17 anos. Nunca me senti tão acuada como ali, levando em conta que faço trabalho voluntário desde os 15 anos (estou completando 43). No início, fui recebida com desdém e muita, muita agressividade, Foi difícil convencer os alunos que eu estava ali para ajudar, para ser amiga. Isso foi devido a greve dos professores. Precisei substituir alguns, dando aulas, palestras ou atividades paralelas. Com horror, constatei que o professor era visto com desdém pelos mesmos. Pudera! Os professores (a maioria) não dão importância aos alunos e nem à matéria. Chegam atrasados, faltam ou ficam conversando entre si em vez de entrarem na sala de aula. São recebidos com desprezo e falta total de respeito.
Além das aulas, comecei a dar palestras sobre respeito, cidadania, educação e buling. Também trabalho muito com produção de textos, através de várias atividades e pequenas encenações de peças. Nessas encenações eles precisam escrever um pequeno roteiro e passo a responsabilidade para os líderes dos grupos. Trabalho muito com o desenvolvimento da linguagem, já que a maioria dos alunos é semi analfabeta e não tem o hábito de leitura.
Consegui com isso conquistar alguns, mas a grande maioria me olha ainda com desconfiança. Semana retrasada saí praticamente chorando de uma classe, por causa da agressividade verbal, que por pouco não chegou à física. Agora, temos que trabalhar em dupla, para a nossa segurança.
Semana passada aconteceram vários fatos de violência e agressividade, ao ponto da polícia ter sido chamada por duas vezes e os alunos mandados para a delegacia e, logo após, ao Conselho Tutelar. Numa dessas brigas, um aluno acertou a cabeça da colega com uma cadeira. Por pouco não virou um caso de morte. Infelizmente, quem começou a briga com agressões foi a própria vítima.
Fica a pergunta: o que podemos fazer por esses adolescentes? Como ajudar? Já tenho 20% ao meu lado, faltam 80%.
Estou criando um e-mail, orkut e uma comunidade para eles. Espero, através da internet, conseguir ajudá-los com temas variados. Tenho também os incentivado para formarem vários grupos de assuntos afins e concursos. Como estou voltando para São Paulo, essa é uma maneira de não "abandoná-los".
Gostaria de pedir ajuda, conselhos, idéias a quem ler esse texto. Através dos comentários ou e-mail, toda colaboração será bem vinda. Os adolescentes de hoje são os adultos de amanhã. Acredito que trabalhando, orientando, é um modo de diminuir tanta violência e agressividade. Eles não são maus, apenas incompreendidos, largados e sem atenção que todo ser humano merece.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Novo Blog

Montei um segundo blog com a minha história. O nome desse blog é: Depoimentos / Filhas do Silêncio.
O objetivo é juntar depoimentos de várias pessoas que sofreram qualquer tipo de violência e editar um livro. É um trabalho sério, que envolve sentimentos de todos os tipos. Quem quiser participar, é só mandar o seu relato para o e-mail beatriza67@gmail.com O endereço do blog é: www.filhasdosilencio2.blogspot.com 
Obrigada.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Elegia

Elegia de Ricardo Neftalí Reyes Bosoalto (PABLO NERUDA)

Talvez não nos despertam
e seguimos
dormindo na hora dormida,
e rechaçamos
o que continua,
a planta irrevogável
que persiste, que cresce.
Bem, é verdade, e o que acontece?

Por que aceitar o que não substitui
a água pura, o vinho do vinhedo,
o pão profundo que era o nosso pão, as presenças insignes ou impuras
que éramos nós mesmos e não estão,
e não porque estão mortas,
mas sim porque não estão, e não há remédio.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Objetivo da minha luta

Gostaria, através desse texto, apresentar os meus objetivos em relação ao trabalho que venho realizando. Sou uma vítima de violência / abuso sexual e estupro, praticado pelo meu próprio pai biológico. Sofri essa tortura e pressão emocional durante 20 anos, sob fortes ameaças à minha integridade e à integridade da minha irmã, quase 12 anos mais nova que eu.

Violência – ato ou efeito de violentar. Constrangimento físico ou moral. Qualquer força material ou moral empregada contra a vontade ou a liberdade de uma pessoa; coação.

Violentar – forçar, estuprar, coagir, constranger, obrigar.

Abusar – trair a confiança de, explorar, enganar, desonrar. Prática contrária às leis e aos bons usos e costumes.

Estuprar – violentação, coação com ameaças. Relação sexual sem consentimento e com emprego de força.

Fonte: Dicionário Larousse / Dicionário Michaelis

Sofri as quatro coisas acima. Sei que muitos perguntam: por que por tanto tempo. Porque a violência sexual não é praticada somente contra o seu corpo físico. A maior violência é a emocional. Eu estava sozinha, não tinha ninguém para compartilhar a minha angústia, a minha dor. Com uma mãe que me tratava ora com agressividade, ora com total rejeição. Eu não tinha a quem procurar. Sem falar o medo, o terror que sentia do meu pai. O meu emocional me influenciou tanto, que passei a ter problemas físicos que persistem até hoje. E o pior: a minha baixa estima quase me levou ao suicídio no ano passado. Somente com muito amor e carinho por parte do meu marido e dos meus filhos é que estou conseguindo sair da depressão. E foi com o total apoio do meu marido que recomecei a escrever; minha filha me ajudou a montar o blog e eu montei uma rede de amigos no orkut e uma comunidade.

O meu blog e a minha comunidade não estão somente focados na violência, mas sim, muito mais nos fatos do dia a dia e na cultura. Devemos diversificar os nossos pensamentos e provar a nós mesmos que somos capazes de outras coisas, além de lamentar o acontecido. Mas muito mais que isso, o meu grande objetivo é ajudar as mulheres a recuperar o amor próprio e a auto estima. É com isso que venho trabalhando, através de vários e-mails que tenho recebido e é esse o meu objetivo final: ajudar.

No momento estou escrevendo capítulos de um depoimento / resumo do que aconteceu comigo. Dos 06 anos até os 26, convivendo com a brutalidade do meu pai; e após o casamento. É apenas um resumo. Pretendo montar um segundo blog com esse depoimento e pedir que, com muita coragem e determinação, as outras mulheres acrescentem o seu depoimento para, quem sabe, mais tarde, esses depoimentos se transformarem num livro. Será o nosso grito de protesto, de indignação. Será a nossa vitória. Pois falar, mesmo sendo coagida, ameaçada, é uma grande vitória.

Nós precisamos de toda a ajuda. Não para a nossa exposição. Mesmo porque a maioria de nós usa um pseudônimo. Mas para a divulgação de o que acontece com as mulheres na faixa de 40 anos, que sofreram qualquer tipo de violência na infância / adolescência e precisaram se calar. Para que as meninas que passam por isso hoje, amanhã não precisem vivenciar o desespero que nós passamos.

Agradeço sinceramente a atenção. Com muito respeito, Beatriz Albuquerque.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Texto do amigo Renatto

Bya...minha querida amiga......que este caso de Isabella e tantos outros sejam um alerta para todos nós!
Um alerta sobre a violência contra a criança, contra a mulher, homens, idosos e animais.

Uma violência que não para nem diante dos exemplos de punição, uma violência explícita ou velada, mas que acontece tão perto de nós. Dentro dos lares de nossas famílias, amigos e vizinhos.
Uma violência que pode começar num ciúme, num egoísmo, num debate, numa competição ou em qualquer situação onde o ego, e apenas ele, está presente.
Uma violência que está dentro de nós mesmos, animal, humana, quase natural, mas controlada pelo superego, pelo sentido moral e espiritual.
Uma violência que se expressa desde agressões físicas, como psicológicas quando fazemos o outro quedar diante de nossa soberania.
Uma violência que se expressa em xingamentos e subestimação da capacidade do outro. Na agressão de palavras frias ou gritantes, mas que tentam fazer com que o outro se sinta menor.

sábado, 27 de março de 2010

Dica Cultural do mês de Março

Indico a peça "O Rei e Eu", que pode ser assistida no Teatro Alfa, em São Paulo. No elenco, Tuca Andrada, que já participou de vários filmes, novelas na Globo e atualmente está na Record. Prestigiem!

A Educação e a Cultura

Quando pensamos em educação, vêm à nossa mente colégio, escola e livro didático. Muitas vezes esquecemos que a educação vai muito mais além disso. Leitura é educação. Ir à uma exposição ou a um museu é educação. Ver um bom filme também é. Teatro e educação andam de mãos dadas. Por isso, devemos incentivar nossos filhos e as crianças / adolescentes em geral a esse tipo de educação alternativa, que é gostosa e sem obrigações.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Allan – O menino de ouro


Allan era sempre sorrisos. Sincero, cativante, simpático, tinha um astral maravilhoso. Trabalhava e estudava. Era amigo dos pais e, principalmente, da irmãzinha mais nova. Era amigo de todos! Era nosso amigo, apesar da diferença de idade. Era amigo dos nossos filhos. Ele era assim, menino de ouro. Com suas qualidades, com seus defeitos, era simplesmente o Allan.

No dia 22 de março, esse sorriso foi apagado. Digo que foi apagado, porque não foi ele que parou de sorrir. Fizeram isso... Juntamente com a negligencia médica, o Allan se foi. Mas o sorriso somente se apagou no seu corpo físico, porque ele continua irradiando dentro das nossas lembranças e dos nossos corações.

Com o tempo, a dor da perda vai diminuindo e a saudade diluindo. Mas o que vai ficar, para sempre nas nossas lembranças é esse sorriso sincero, expansivo, honesto. Obrigada, Allan, por compartilhar conosco a sua alegria. Obrigada, mesmo que por um momento curto, ter feito parte das nossas vidas. Quanta honra nossa!!! Que Deus te proteja e que você esteja em paz.

Todos os dias ouvimos falar da violência, que está sempre presente e sob qualquer forma, no nosso dia a dia. Já ficou uma coisa banal. Somente quando ela acontece no nosso círculo de amigos ou familiar, é que damos conta de como é dolorosa. Não se sabe direito o que aconteceu com o Allan. Isso ele levou consigo mesmo. Só se sabe que alguém bateu na traseira da sua moto violentamente e, com certeza, de propósito. O Allan voou e se chocou contra um muro. Ele literalmente voou, pois não teve escoriações pelo corpo quando alguém cai. Após, ele deve ter sido virado, pois roubaram o seu celular e sua carteira. Acredita-se, que ao mexerem no corpo, provocaram mais lesões gravíssimas. Levado ao hospital público, já que estava sem documentos e é esse o procedimento do resgate, foi negligenciado e a família não foi avisada que ele estava com traumatismo craniano encefálico. Ficou oito dias num leito, sem explicações algumas. Foi preciso a intervenção do meu médico, ex-aluno e grande amigo para dar a triste notícia da gravidade da situação. A essas alturas, ele já estava com febre, por tanto, com infecção. Um dia e meio após o diagnóstico correto, ele faleceu. Fica registrada a nossa dor e a nossa indignação com o descaso por uma vida humana. Allan estava com 20 anos e tinha muita vida pela frente. Amava e era amado. Apesar desse blog ser voltado para a violência sexual, não poderia de deixar de contar aos amigos sobre outros tipos de violência. Ela acontece todos os dias e, sinceramente, não tenho muitas esperanças que a situação melhore. Então resolvi compartilhar a minha dor. Dor de tantas pessoas, milhões que passam por isso no mundo inteiro. E só me resta dizer: que Deus proteja a todos nós.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ausente

Amigos (as): por motivos de saúde, precisarei ficar ausente por algum tempo.
Desejo a todos muita paz e harmonia.
Até a volta!
Abraços, Bya.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Carta de Protesto ao CQC

Nesta segunda, dia 15, voltou ao ar o programa maravilhoso CQC (Custe o Que Custar) pela BAND.
É um programa que com muito humor, cumpre o seu papel social.
Infelizmente, um fato chamou a minha atenção e da minha família: na entrevista que o Oscar Filho fez com prefeito Gilberto Kassab, bem no final, utilizou um gesto "afeminado" e descriminatório. Achei que foi falta de respeito.
Não moro no Estado de São Paulo e pouco conheço da trajetória do prefeito Kassab. Mas acredito, tentando ser imparcial, que devemos julgar a pessoa de acordo com as suas realizações políticas / sociais e, não, pelas suas opções sexuais.
Pelo que vejo ou leio sobre o Kassab, ele transmite ser uma pessoa culta, determinada e educada e, acredito, que merece respeito.
Tenho certeza que não foi o intuito do repórter de humilhar o prefeito, mas assim mesmo decepcionou.
No sentido de colaborar e também por conhecer muito bem o que é ser descriminada, espero com muito respeito e afeto, colocar o meu protesto, a minha cooperação e a minha crítica construtiva.
Parabenizo mais uma vez pelo trabalho maravilhoso de toda a equipe.
Atenciosamente, Beatriz Albuquerque.

Arco Vida - Webert Gomes

Arco-Vida. É assim mesmo que minha vida segue.Altos e baixos.Dias escuros, nublados, cinzentos...Áridos.Iluminados, alegres, radiantes.Amarelo, azul, cor-de-rosa...Como num árco-íris,Minha vida segue,Alternando as cores,Buscando por águas para sobreviver,Para reforçar as próprias coresE não se dissipar.Não se dissolver.Não se perder no universo que a subsiste.Encanta a visão de alguns.Enriquece algumas paisagens.Mas para outros parece só mais um arco-íris.Alguns o sentem.Alguns o cientificam.Outros não o vêem.Mas está ali: fato!E alguns tentam se comunicar com ele,Como crianças vibradas por suas cores.Ele tenta se expressar através delas,Coloridas pelas emoções,Pelas qualidades e pelos talentos.Tenta se comunicar consigo mesmo também.Entender-se.Mas não é fácil.Feliz, ele se mantém.Por vezes, aparece grande.Outras, pequeno.Mas é sempre o mesmo.E o roxo o renova.Não sabe-se quando o arco-íris se dissipará.Mas enquanto existir, será sempre ele mesmo,Brilhando gradativamente,Nos dias cinzentos e também nos dias claros.

terça-feira, 9 de março de 2010

Abuso Sexual

Infelizmente, a cada dia ouvimos cada vez mais notícias sobre abuso sexual / pedofilia. Parece que virou uma rotina. O pior é que é isso mesmo. Só que antes o tema era um tabu e hoje há mais consciência sobre a gravidade do assunto.
É nojento, horripilante, degradante ler / ouvir as histórias das pessoas que sofreram o abuso. Depressão, ansiedade,vários tipos de fobias são as consequencias de tudo isso. Gravidez indesejada, rejeição familiar, baixa estima, tentativas de suicídio são os resultados prováveis dessa violência. Basta conhecer algumas histórias para se sentir um felizardo, um vencedor. Mesmo para aqueles que sofreram o abuso, sempre há histórias mais tristes e repulsivas. O pior que se comenta o assunto na hora do acontecido. Mas esquece-se o depois! Não importa se você foi abusado por dois dias ou vinte anos. A impotência, o horror, a tortura emocional que prevalecem são os mesmos.
Que bom que hoje em dia o assunto veio à tona. Que bom que o repúdio é quase geral. Mas, infelizmente, não acabou. Políticos, empresários, usam do seu poder para abusar e calar. Só fica uma pergunta: até quando? Até quando pessoas violentadas continuarão se violentando na própria consciência, no próprio físico ou emocional. Não basta somente divulgar, comentar. É preciso punir e dar assistência ao abusado. Quem sabe, assim, ele recupera a sua moral e dignidade e, em vez de ser um "peso" para a sociedade por causa das ditas consequencias, ele seja um cidadão útil e cooperativo.
Sei que não há como acabar com a violência sexual. Mas se cada um fizer a sua parte, no sentido de denunciar, de divulgar, poderemos inibir ao máximo esse mal.

segunda-feira, 8 de março de 2010

“12 Anos, a Liberdade“ – Luis Antonio C.C. Fróes.

Pela legislação em rigor, a partir dos doze anos não é mais necessária a permissão dos responsáveis para viajar no país, seja por via aérea, terrestre ou marítima / fluvial. Realmente é tudo muito bonito do ponto de vista dos menores, que passam a ter uma liberdade imensa tratando-se de um país enorme como o Brasil, e onde o controle ao acesso às fronteiras terrestres é muito baixo. Eu na minha juventude curti muito este direito; quantas vezes viajei de São Paulo para o interior do estado de ônibus ou trem, para a fazenda de um amigo, sendo que algumas vezes sem o conhecimento dos meus pais. Era tudo muito legal, mas esquecia de ver o lado dos pais.

Quero é chamar atenção para o fato de que esta dita liberdade é a causa de muitos desaparecimentos de menores, que são seqüestrados, violentados, vítimas de trafego para fora do país, de pedófilos, prostituição de menores, fornecedores de órgãos e outros. Gente mal intencionada há em qualquer lugar, pronta para fazer de vítimas estes menores que estão curtindo a sua “liberdade”, e como é característico da idade, detestam ser contestados e adoram contestar os pais ou responsáveis. Mas estes casos acontecem e não são poucos, mesmo com o advento do celular, que serve para mantermos o contato, mas não nos dão o paradeiro real do menor.

O que chamo atenção é o fato de tantas crianças circularem pelo país sem nenhum controle dos pais ou responsáveis, muito menos das autoridades estaduais e federais.

Também não há por parte das empresas de transporte nenhum controle e interesse, pois não lhes interessa a burocracia, já que esta aumentaria os seus custos, o que não lhes interessa de modo algum. Exemplo disto é um caso ocorrido há dois anos, se não me engano, de duas adolescentes de São Paulo que foram ao cinema e apareceram alguns dias depois em uma localidade do sul. Pegaram vários ônibus, e andaram por várias cidades até serem reconhecidas graças à divulgação da mídia. A princípio, não aconteceu nada, mas poderia ter acontecido.

Pelo Código da Criança e do Adolescente, os pais ou responsáveis respondem em parte pelos atos dos menores de idade. Mas não tem nenhum meio ou ferramenta para restringir esta liberdade de locomoção, além de muita orientação e conversa entre pais e filhos. Sabemos que isso acontece em pouquíssimas famílias, que numa grande parte existe é o conflito de gerações.

Em minha opinião deve haver algum tipo de controle por parte das empresas, sejam elas terrestres, aéreas ou marítimas / fluviais, no controle de transporte destes menores. Sugiro que ao se vender um bilhete / passagem para um menor, seja fornecida uma autorização para ser escrita e assinada pelos pais ou responsáveis, e, esta ser entregue ao funcionário da empresa transportadora. Ao entrar no transporte devem-se conferir os documentos dos menores juntamente com a autorização. Sei que poderá ser burlado com facilidade, mas é mais um modo de dificultar. Mas as empresas passam a ter também a responsabilidade de checar a situação destes menores, podendo até em caso de desconfiança se recusar a embarcá-los, chamando ou pais ou responsáveis ou o conselho tutelar. É uma medida simples e sem grandes custos para estas empresas. As mesmas até podem por conta própria fazer este controle, o que seria até uma boa propaganda, sem ter obrigatoriedade da lei.

Outro ponto que chamo a atenção é para os menores em transito; nos aeroportos, portos, rodoviárias e estações de trem, que ficam em transito de suas conexões, de vez em quando por várias horas, livres e desacompanhados nos saguões destes, a mercê de qualquer indivíduo mal intencionado. Defendo sim, nestes casos, que haja nestes locais salas especiais para que estes possam esperar até embarcarem novamente e seguirem a viagem para os seus destinos.

Espero, com este texto, chamar a atenção da sociedade em geral, órgãos governamentais, Ongs, empresas envolvidas e aos próprios pais e responsáveis. Não que seja este fato a causa de tantos malefícios aos nossos jovens (menores), nem que vá acabar com tais acontecimentos, mas poderá ajudar a diminuí-los e dificultá-los.