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sábado, 19 de janeiro de 2013

Recebi da amiga Elza Augusta


Mulher manda matar o pai que a estuprava e é absolvida em Recife

Severina Maria da Silva, 44 anos, era acusada de ter encomendado a morte do pai, Severino Pedro de Andrade, de quem engravidou 12 vezes e teve cinco filhos durante os 29 anos em que foi vítima de abusos sexuais por parte dele.
O júri popular acatou a tese da defesa, de “inexigibilidade de conduta diversa”, ou seja, de que a ré não poderia ser condenada porque foi coagida desde a infância e agiu sem ter outra opção.
Severina, que vive na zona rural de Caruaru (136 km de Recife), começou a ser estuprada aos nove anos de idade e, em 2005, contratou dois homens para matar o pai, ao perceber que ele assediava uma de suas filhas-netas.
No julgamento, até a Promotoria pediu a absolvição da acusada. Os dois assassinos, Edilson Francisco de Amorim e Denisar dos Santos, foram presos, julgados e condenados. Eles cumprem pena em Caruaru.
VEJA O DEPOIMENTO DE SEVERINA:
*
Eu nunca estudei, nunca tive amiga, nunca arrumei um namorado na vida, nunca saí para ir a uma festa. Até os 38 anos, vivi assim, e foi assim até quando me desliguei do meu pai, no dia em que ele foi morto.
Meu pai não deixava eu e minhas irmãs fazermos nada. Toda a minha vida eu sofri. Comecei a trabalhar na roça ainda menina, com seis anos, arrancando mato.
Aos nove, fui com meu pai para o roçado. No caminho, ele me levou para o mato, amarrou minha boca com a camisa, me jogou de cabeça e tentou ser dono de mim. Eu dei uma pezada no nariz dele, e ele puxou uma faca para me sangrar.
A faca pegou no meu pescoço e no joelho. Depois, ele tentou de novo, mas não conseguiu ser dono de mim.
Em casa, contei para minha mãe e ela me deu uma pisa. Fiquei sem almoço.
À noite, minha mãe foi me buscar e me levou para ele. Me botou de joelhos na cama, tampou minha boca com o lençol e pegou nas minhas pernas para ele pular em cima. Eu dei um grito e depois não vi mais nada.
No outro dia, fui andar e não pude. Falei: “Mãe, isso é um pecado, é horrível”. E ela: “Não é pecado. Filha tem que ser mulher do pai.”
A partir daquele dia, três dias por semana, ele ia abusando de mim. Com 14 anos, eu engravidei. Tive o filho, e ele morreu. Eu tive 12 filhos com meu pai. Sete morreram. Seis foram feitos na cama da minha mãe. Dormíamos eu, pai e mãe na mesma cama.
Um dia, uma irmã minha disse que estava interessada em um namorado. O pai quis pegar ela, disse que já tinha um touro em casa, e que não era para ninguém andar atrás de macho lá fora.
Eu mandei minha mãe correr com minha irmã, e ele correu com a faca atrás. Depois disso, minha mãe não ficou mais com ele. Foram todos embora para Caruaru, para a casa do meu avô. Ela e as minhas oito irmãs.
Só ficamos eu e meu pai na casa. Eu tinha 21 anos, e ele sempre batia em mim. Tentei me matar várias vezes, botei até corda no pescoço.
Os filhos nasciam e morriam. Os que vingavam foram se criando. Minha filha estava com 11 anos quando ele quis ser dono dela. Falou assim: “Nenê está engrossando perninha? Tá saindo peitinho, enchendo a melancia? Tá bom de experimentar, que é para ir se acostumando.” E tacou a mão nela.
Eu falei: “Seu cabra da peste, está escrito na minha testa que eu sou Maria-besta? Eu sou filha de Maria, mas besta eu não sou.” E ele: “Rapariga safada, Maria era mulher para todo acordo. E tu, não tem acordo?”
Nessa hora, eu disse para ele: “Se você ameaçar a minha filha, você morre. Minha mãe aceitou, mas eu não.” Meu pai me bateu três dias seguidos, deu um murro no meu olho que ficou roxo.
Na segunda, ele amolou uma faca e foi vender fubá [farinha de milho]. Antes, disse: “Rapariga safada, quando chegar, se você não fizer o acordo, vai ver o começo e não o fim.”
Eu respondi: “Ô pai tarado da peste, se você ameaçar a minha filha, você morre.” Ele foi para a feira e eu, para a casa da minha tia. Lá, mostrei meu corpo lapeado, o olho roxo, o ouvido estourado.
Meu pai tinha amolado uma faca de 12 polegadas na segunda-feira à noite e me mataria na terça se eu não fizesse o acordo. Foi quando paguei para matarem ele.
Peguei um dinheiro que tinha guardado, fui para Caruaru e, na casa do Edilson, paguei R$ 800 na hora.
Quando o pai chegou, o Edilson veio acompanhando. Foi quando acabou a vida dele. O rapaz arrumou um amigo e fez o homicídio. A faca que ele havia comprado, interessado na minha vida, ele morreu com ela.
A minha filha, a filha dele, eu salvei. Quem é pai, quem é mãe, dói no coração. Levar a sua filha para a cama, abrir os quartos dela, como a minha mãe fez, e o pai ir para cima da filha? Eu, como passei por isso, jamais iria aceitar.
Antes disso, eu ainda procurei os meus direitos, mas perdi. Há uns 15 anos, fui na delegacia, mas ouvi o delegado falar para eu ir embora e morar com o velhinho (o pai), que era uma boa pessoa.
O homicídio foi no dia 15 de novembro de 2005. No cemitério, já tinha um carro de polícia me esperando. Na cadeia, passei um ano e seis dias. Fiquei no castigo, depois fui para uma cela.
Depois do julgamento, fiquei feliz. Antes, pensava na liberdade e na cadeia ao mesmo tempo. Agora, quero viver e ficar com meus filhos. Quero que minha história sirva de exemplo, para que os pais e as mães procurem respeitar os seus filhos, ser amigos deles. A gente é pobre, mas pobreza não é desonra. Desonra é o cara fazer do próprio filho um urubu.
A partir de hoje eu quero é viver, porque tenho muita coisa para aproveitar pela frente. Tenho a liberdade e os meus filhos comigo.
Informações da Folha online

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Leitura...





"Ler é abrir uma janela para o desconhecido...misterioso...situações deliciosas e pitorescas. É esquecer um pouco dos problemas e de si mesmo...abrir novos caminhos...conhecer novas idéias." (Bya Albuquerque)




"Leitura é uma viagem maravilhosa...de muita aprendizagem e diversão." (Bya Albuquerque)






















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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Mulheres que sofreram violência e abuso têm mais chances de desenvolver problemas mentais

Segundo um novo estudo, as mulheres são drasticamente mais propensas a desenvolver distúrbios mentais em algum momento de suas vidas se tiverem sido vítimas de estupro, agressão sexual, perseguição, ou violência doméstica.
A conexão entre experiências angustiantes e saúde mental não é tão surpreendente, mas as descobertas destacam o quão fortemente os dois problemas estão interligados.
Ou seja, é importante que médicos e outros profissionais de saúde perguntem às mulheres sobre episódios passados de violência, mesmo que estes aconteceram anos atrás. Segundo os cientistas, quando os profissionais tratarem mulheres com depressão ou problemas de saúde mental, é melhor se ligar no fato de que a violência pode estar por trás disso.
Os pesquisadores analisaram dados de saúde de uma amostra nacionalmente representativa de mulheres australianas entre as idades de 16 e 85 anos. Episódios de agressão sexual, assédio, e outros tipos de “violência de gênero” eram muito comuns, com 27% do grupo relatando pelo menos um episódio de abuso.
57% das mulheres com um histórico de abuso também tinham um histórico de depressão, transtorno bipolar, estresse pós-traumático, abuso de substâncias, ou ansiedade (incluindo transtorno do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo), contra 28% das mulheres que não tinham experimentado violência de gênero.
Entre as mulheres que haviam sido expostas a pelo menos três diferentes tipos de violência, a taxa de transtornos mentais ou abuso de substâncias subiu para 89%. Segundo os pesquisadores, a extensão e a força dessa associação é muito preocupante.
Os cientistas não podem dizer com certeza se os problemas de saúde mental foram provocados pela violência, ou se as mulheres com problemas de saúde mental pré-existentes eram mais propensas a sofrer violência.
No entanto, eles controlaram a pesquisa para uma série de potenciais fatores de mitigação, incluindo status socioeconômico e histórico familiar de problemas psiquiátricos. Há amplas evidências de que os eventos traumáticos – especialmente interpessoais, como abuso doméstico – podem desencadear problemas mentais.
Além disso, episódios de violência de gênero geralmente ocorrem muito cedo na vida, enquanto transtornos mentais muitas vezes não aparecem até anos mais tarde.
As descobertas indicam que a violência contra as mulheres é uma preocupação de saúde pública, e ressalta o impacto sobre a sociedade, que deve fazer mais do que apenas tratar as consequências imediatas, como atendimento a uma lesão violenta.
Os pesquisadores sugerem que especialistas em saúde mental e prestadores de serviços de saúde devam desenvolver uma abordagem unificada para detectar e tratar problemas de saúde mental mais efetivamente em mulheres que sofreram violência.
Os EUA já tomaram um passo promissor nesta direção. Na segunda-feira, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do país divulgou novas diretrizes para os cuidados preventivos de mulheres que, entre outras coisas, exigem planos de saúde sem custo para se tratar de violência doméstica, com início em agosto de 2012.[CNN]
Matéria do blog www.miudezasdaelza.blogspot.com

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

YAHOO / Mulher


De quem é a culpa da violência contra a mulher?

Você acredita que a mulher é culpada pela violência contra ela? (Foto: iStock)Os últimos meses foram especialmente difíceis para as mulheres. E qualquer pessoa que sinta amor pelo próximo, compaixão e acredite num mundo melhor, ficou chocada com os crimes bárbaros dos quais vou falar agora.
No Ocidente, temos o costume de nos acharmos civilizados e intelectualizados, mas nem sempre a maneira como nos enxergamos reflete o que realmente somos. Os dados abaixo são de diversas partes
do mundo e nos deixa claro que, apesar do problema ser o mesmo, a reação das pessoas não é. Aceitar o que acontece é, sempre, uma opção.
Vamos falar aqui sobre o corpo feminino e todas as reações que ele desperta, as relações de poder, de desejo, o respeito e os abusos que permeiam nossa experiência de sair de casa todos os dias. Vamos falar basicamente da violência sofrida por um único motivo: ser mulher.
Estupro coletivoDepois de ir ao cinema com o namorado, Jyoti Singh Pandey, uma estudante de medicina, entrou no ônibus para voltar para casa. O casal encontrou um grupo de homens que achou que não havia problema espancar o rapaz e estuprar a garota. Além de ser abusada sexualmente repetidas vezes, ela foi agredida com um barra de ferro e depois atirada do veículo seminua junto com sua companhia.
Jyoti foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, três cirurgias e uma parada cardíaca e faleceu após alguns dias. Os réus, apesar de terem sangue da vítima em suas roupas e terem os rostos do retrato-falado, declaram-se inocentes.
O caso incitou manifestações e levou pessoas às ruas para pedir mais segurança às mulheres, o que fez com que a investigação ocorresse mais rapidamente e medidas de melhoria estejam sendo estudadas pela polícia. Em 2011 foram registrados 568 estupros em Nova Délhi.
Homens da lei
Viviane Alves Guimarães Wahbe foi a uma festa do trabalho. A estagiária do escritório Machado Meyer, um dos maiores do país, que estudava direito na PUC, escreveu um relato sobre aquele dia. Ela conta que bebeu duas taças de champanhe e não lembra das coisas, o que tinha na cabeça eram flashs. Esses flashs a mostram sendo estuprada. Nos relatos, ela escreveu que havia sido drogada e estuprada.
A festa aconteceu no dia 24 de novembro, a família disse ter notado sua mudança de comportamento já no dia seguinte e, em 3 de dezembro, a jovem se matou atirando-se do 7º andar do prédio em que morava.
No Brasil, o caso não repercutiu. A morte só foi divulgada no dia 30 de dezembro, apesar de ouvir-se entre jornalistas que a informação já estava correndo nas redações dos maiores jornais de SP. Por aqui não
houve manifestações, ninguém pediu justiça e o caso corre em segredo de justiça, como tantos outros que envolvem ricos e poderosos.
A culpa é delas
Apesar dos pedidos de justiça e de mudanças na sociedade que aconteceram na Índia, um guru espiritual chamado Bapu ganhou o papel de vilão nessa história, por mais que isso possa ser assustador. De
acordo com a imprensa indiana, ele disse que a vítima deveria ter sido mais gentil com os violentadores, se quisesse preservar sua vida. "Apenas cinco ou seis pessoas não são réus. A vítima é tão culpada quanto os seus estupradores. Ela deveria ter chamado os agressores de
irmãos e ter implorado para que eles parassem. Isto teria salvado a sua dignidade e a sua vida. Uma mão pode aplaudir? Acho que não”.
Culpar a mulher por ser vítima de violência não acontece apenas entre religiões orientais. O padre Don Piero Corsi, da cidade de San Terenzo, na Itália, afixou na porta da igreja um comunicado dizendo
que a culpa é das mulheres
. De acordo com ele, “as mulheres com roupas justas se afastam da vida virtuosa e da família e provocam os piores instintos dos homens”. Além disso, disse que o homem fica louco porque as mulheres são arrogantes e autossuficientes.
Mas esse pensamento não é novo. Ele foi o principal impulso para a Marcha das Vadias, que acontece anualmente em diversos países, e pede respeito, mostrando que a mulher pode ter a vida sexual que quiser e vestir a roupa que escolher sem precisar ter medo de ser violentada.
Eugenia* moderna
Uma juíza decidiu que, levando em conta os dados socioeconômicos de uma mulher de 27 anos de Amparo (SP), que sofre retardamento mental moderado – o que significa uma pequena regressão intelectual –, o melhor, para a sociedade, seria que ela passasse por uma laqueadura e
se tornasse estéril
.
Durante todo o julgamento, a mulher, que não tem filhos e não tem nenhum aborto ou problemas relacionados a gravidez informados, deixou clara sua vontade de, no momento certo e com o companheiro certo, ter filhos.
Ainda assim o julgamento ocorreu, a obrigaram a usar o DIU como método contraceptivo e, no último mês, quando o dispositivo precisaria ser trocado, a paciente fugiu alegando medo de que a laqueadura fosse feita contra sua vontade.
A Defensoria Pública trabalha, agora, para que a decisão seja revertida e os direitos constitucionais da mulher sejam respeitados.
* Eugenia é um controle para que só se reproduzam pessoas com certas características físicas e mentais. A ideia é que assim seriam evitados todos os tipos de deficiência. Esse foi um artifício usado por Hitler durante o Nazismo.
Dados nacionais
Uma pesquisa divulgada ontem pelo jornal Correio da Paraiba aponta que nos estados da Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins, 67% das pessoas acreditam que a violência contra a mulher é culpa dela mesma, e 64% acreditam que esse tipo de violência não deve ser combatida.
Essa violência citada no estudo não fala apenas sobre a questão sexual. Ela é também a violência doméstica, os maus tratos conjugais e a humilhação praticada pelo parceiro. Segundo dados da Fundação Perseu Abramo, a violência conjugal atinge um terço das mulheres em áreas de
SP e PE. A cada 15 segundos uma mulher é espancada por um homem no Brasil.
Em relação a violência sexual, 1 bilhão de mulheres, ou uma em cada três do planeta, já foram espancadas, forçadas a ter relações sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso.
E como isso mexe com a sua vida?
Mexe em todas as relações que você trata diariamente, seja comprando o café da manhã na padaria, dentro do transporte público lotado, ao voltar para casa de noite, quando sai do trabalho, ou quando você
começa um novo relacionamento amoroso.
O problema do abuso é tão presente na nossa sociedade, tão aceito e cheio de desculpas, que não é percebido com facilidade. Existe estupro dentro de um casamento. Existe abuso sexual quando um homem acredita que pode “encoxar” uma muher no metrô. Existe abuso emocional quando o homem humilha sua parceira. E nós não podemos simplesmente aceitar.
O corpo da mulher não é dela. O corpo da mulher, na nossa sociedade, é visto como um meio de satisfazer desejos e expectativas. Ele é feito para dar satisfação sexual, trazer filhos ao mundo e servir a classe dominante.
Os reflexos disso na sociedade são como o caso acima em que a mulher não tem o direito a ter filhos, assim como as mulheres não têm direitos a não quererem ter filhos. Na Índia, meninas são mortas ao
nascer. No Brasil, elas morrem diariamente pelos abusos sofridos. Nossos mundos não estão tão distantes como muita gente acha.
É obrigação de cada pessoa lutar por uma sociedade respeitosa, que garanta dignidade a todas as pessoas, independentemente do seu gênero. A violência não é culpa da vítima e essa mentalidade precisa ser combatida.
Para fechar, deixo aqui um e-mail que recebi por causa da coluna e que me deixou com lágrimas nos olhos. Misoginia é o ódio e o desprezo pela mulher apenas por ela ser mulher. Não é uma doença ou um problema psicológio e emocional, é uma escolha, uma maneira de ver o mundo e lidar com as pessoas a sua volta. E talvez seja um dos maiores males modernos e culpados pela sociedade agressiva em que vivemos.
“Olá Carol. Gostaria que você escrevesse sobre misoginia. Como vivem mulheres que são casada com misóginos; se elas apresentam quadros de depressão, ansiedade, síndrome do pânico, causados pela alta pressão em que vivem, e com o pouco afeto que recebem, principalmente as que não têm filhos. Também poderia ser pesquisado se este tipo de personalidade tem cura. Seria possível ele se reconhecer como doente, que precisa de ajuda. Se não qual a melhor forma de lidar com os misóginos para não adoecer com ou por causa do seu comportamento, ou se só resta o divórcio como solução. Obrigada pela atenção”.
A única saída para essa e tantas outras mulheres é a mudança da sociedade inteira. E essa mudança começa nas suas mãos. De que mundo você quer fazer parte?

sábado, 12 de janeiro de 2013

Fonte: Google




ABUSO SEXUAL
A VIOLÊNCIA COMO DOENÇA
Existem quatro categorias distintas de abuso sexual:
pedofilia
estupro
assédio sexual
exploração sexual profissional
Em todas elas, existe necessidade de tratamento tanto dos abusadores, quanto das vítimas. Não é raro ocorrer que a vítima torne-se um abusador no futuro.
Pedofilia
Sinônimo
abuso de menores, incesto, molestação de menores
A Pedofilia é um transtorno parafílico, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes, efetivando na prática tais urgências, com sentimentos de angústia e sofrimento. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima.
O abuso ocorre em todas as classes sociais, raças e níveis educacionais.
A grande maioria de abusadores é de homens, mas suspeita-se que os casos de mães abusadoras sejam sub-diagnosticados. Existem 4 faixas etárias de abusadores:
jovens até 18 anos de idade, que aprendem sexo com suas vítimas
adultos de 35 a 45 anos de idade que molestam seus filhos ou os de seus amigos ou vizinhos
pessoas com mais de 55 anos de idade que sofreram algum estresse ou alguma perda por morte ou separação, ou mesmo com alguma doença que afete o Sistema Nervoso Central
e aqueles que não importa a idade, ou seja, aqueles que sempre foram abusadores por toda uma vida
O sexo praticado com crianças geralmente é oro-genital, sendo menos freqüente o contato gênito-genital ou gênito-anal.
As causas do abuso são variáveis. O molestador geralmente justifica seus atos, racionalizando que está ofertando oportunidades à criança de desenvolver-se no sexo, ser especial e saudável, inclusive praticando sexo com a permissão desta. Pode envolver-se afetivamente e não ter qualquer noção de limites entre papéis ou de diferenças de idade.
Quando ocorre dentro do seio familiar (o abusador é o pai ou padrasto, por exemplo), o processo é bastante complicado. Normalmente interna-se a criança para sua proteção, e toda uma equipe trabalha com o clareamento da situação. Por vezes, a criança é também espancada e deve ser tratada fisicamente. A família se divide entre os que acusam o abusador e os que acusam a vítima, culpando esta última pela participação e provocação do abuso. O tratamento, então, é inicialmente direcionado para a intervenção em crise.
Depois, tanto a criança, quanto o abusador e a família devem ser tratados a longo prazo.
Devido ao fato de abuso de menores ser um crime, o tratamento do abusador torna-se mais difícil.
As conseqüências emocionais para a criança são bastante graves, tornando-as inseguras, culpadas, deprimidas, com problemas sexuais e problemas nos relacionamentos íntimos na vida adulta.
Estupro
Sinônimo
violência ou violação sexual, ataque sexual
O Estupro é constranger MULHER à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça. (Artigo 213 do Código Penal Brasileiro).
O estuprador é sempre homem e tem sentimentos odiosos em relação às mulheres, sentimentos de inadequação e insegurança em relação a sua performance sexual. Pode apresentar desvios sexuais como o sadismo ou anormalidades genéticas com tendências à agressividade.
A vítima normalmente é estigmatizada, havendo uma tendência social de acusá-la direta ou indiretamente por ter provocado o estupro. Sente-se impotente até mesmo em delatar o estuprador, que muitas vezes é alguém já conhecido, sentindo-se muito culpada e temerosa de represálias. Muitas vezes, pode sentir que o estupro não foi um estupro, que foi uma atitude permitida por ela e de sua responsabilidade. Tal atitude dificulta o delato do crime. Os sentimentos de baixo auto-estima, culpa, vergonha, temor (fobias), tristeza e desmotivação são comuns. A ideação suicida também pode piorar o quadro. São comuns sintomas similares ao Estresse Pós-Traumático (Transtorno de Ansiedade comum em soldados pós guerra).
O tratamento da vítima consiste em conscientizá-la de que o estupro foi um ataque sexual, um crime, envolvendo pessoa conhecida ou mesmo uma pessoa desconhecida com a qual a vítima possa ter marcado um encontro às escuras.
Assédio sexual
Sinônimo
molestamento, coação sexual
O Assédio Sexual inclui uma aproximação sexual não-benvinda, uma solicitação de favores sexuais ou qualquer conduta física ou verbal de natureza sexual.
Existem leis que protegem as pessoas de preconceitos sexuais, tomando-se por base tais situações.
Existem dois tipos de molestamento:
quando existe uma pressão sobre a vítima para esta prestar algum favor sexual ou se submeter de alguma forma por estar hierarquicamente abaixo ao molestador
quando há uma pressão para a vítima sentir-se em um ambiente desagradável por ser de seu sexo específico. Por exemplo, uma mulher ser hostilizada ou não-benvinda por ser uma mulher em um determinado ambiente de trabalho, fazendo com que se sinta tão mal a ponto de ter de abandonar o emprego ou permanecer nele com sofrimento
O tratamento para essas vítimas consiste em ajudá-las a tomar medidas legais contra o molestador, treinando-as para identificar quando estão sendo submetidas a esse tipo de abuso.
Exploração sexual profissional
A Exploração Sexual Profissional ocorre quando há algum tipo de envolvimento sexual (ou intimidade) entre uma pessoa que está prestando algum serviço (de confiança e com algum poder delegado) e um indivíduo que procurou a sua ajuda profissional.
Pode ocorrer em todos os relacionamentos profissionais nos quais haja algum tipo de poder de um indivíduo sobre o outro (assimetria). Exemplos são relações como a do médico-paciente, psicólogo-paciente, advogado-cliente, professor-aluno e clérigo-paroquiano.
Restrições à intimidade sexual entre profissionais da área médica e pacientes são já citadas no juramento de Hipócrates, que data quatrocentos anos antes de Cristo, proibindo esse tipo de atividade sexual. Atualmente, tanto o código de ética médica como o código dos psicólogos postulam os mesmos princípios, considerando seríssimos os danos causados ao paciente.
É sempre muito difícil tratar um paciente que foi explorado por um médico ou terapeuta. Há uma incapacidade da vítima para confiar novamente, impossibilitando a aliança terapêutica, extremamente necessária para desenvolver o relacionamento saudável médico-paciente e a obtenção de sucesso no tratamento.
O profissional abusador também enfrenta muitas dificuldades no seu próprio tratamento. Geralmente busca ajuda somente quando foi delatado e indiciado. Existem ainda poucos serviços especializados e direcionados ao tratamento dessas situações. 

Mães que praticam abuso sexual são coagidas por maridos violentos

Os abusos sexuais de crianças e adolescentes geralmente acontecem em ambientes onde há violência contra a mulher. “O marido é uma pessoa tão agressiva que para ele não basta mais apenas violentar a esposa, então exige também que ela permita e participe do abuso do filho”, afirma a psicóloga Dalka Ferrari, coordenadora geral do Central de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae (CNRVV). “São mulheres muito rebaixadas na sua condição e a maior humilhação para elas é quando eles as obrigam a observar ou ajudar a violentar o próprio filho”.
“Os casos de mulheres abusadoras são mais raros, mas ocorrem quando ela já vinha de um processo de violência ou tem distúrbio na sua sexualidade”, afirma Dalka Ferrari.
A situação do abuso pode ter a conivência da mulher e até de um grupo de adultos. “Atendi o caso de uma mãe que começou a perceber que as filhas tinham compulsão por masturbação e depois descobriu que o pai chamava o casal de padrinhos para participar do abuso”, conta a psicóloga. “Eles foram presos e as meninas tiveram que ficar mais de um ano em tratamento”.
Dalka Ferrari frisa ainda que a violência sexual doméstica costuma ser propagada a cada geração, porque é resultado de uma dinâmica familiar abusiva. Este é o caso do que acontecia com Fabiana Pereira de Andrade, autora do livro Labirintos do Incesto: o relato de uma sobrevivente (Ed. Escrituras/Lacri). Ela teve duas filhas resultado da agressão sexual do próprio pai dela. A história mostra também que, muitas vezes, a filha mais velha acaba se submetendo ao abusador para proteger que a irmã mais nova seja violentada. Há casos também de agressores que ensinam os filhos maiores a praticarem a agressão contra os menores. Segundo a especialista, tanto as mulheres quanto os homens abusadores são pessoas que já sofreram agressão sexual na infância.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sobre a leveza... / Guilherme Antunes


Leveza se faz quando coração nem pensamento pesam mais. Irmã caçula de inocência; leveza é sustentação. É dar a volta ao mundo num balão, começo de férias, cheirinho de bebê, nosso cafuné. É também passagem de ida da amargura; lágrima que se evaporou em nuvem a nos abrigar nos tempos áridos. Leveza é certidão de amor sereno que guardo no bolso; é o presente que se despreocupa dos irmãos futuro e passado que já caminham por eles mesmos. Leite com chocolate, algodão doce, cheiro de flor quando ri, livro infantil, nosso rodapé. Receita de sucesso da dieta da Alma que já foi pesada; é aquilo que você passa a sentir por não sentir mais, e que preenche. Manto protetor com jeitinho de lençol, leveza é gratidão para os dias de lua, as noites de sol e também para as tardes chuvosas e cinzentas. Leveza se reflete no olhar macio a ler poesia como lição, no sorriso como ponte e na tristeza como semente.
Sobre a leveza...

Leveza se faz quando coração nem pensamento pesam mais. Irmã caçula @[100001366572239:2048:de] inocência; leveza é sustentação. É dar a volta ao mundo num balão, começo de férias, cheirinho de bebê, nosso cafuné. É também passagem de ida da amargura; lágrima que se evaporou em nuvem a nos abrigar nos tempos áridos. Leveza é certidão de amor sereno que guardo no bolso; é o presente que se despreocupa dos irmãos futuro e passado que já caminham por eles mesmos. Leite com chocolate, algodão doce, cheiro de flor quando ri, livro infantil, nosso rodapé. Receita de sucesso da dieta da Alma que já foi pesada; é aquilo que você passa a sentir por não sentir mais, e que preenche. Manto protetor com jeitinho de lençol, leveza é gratidão para os dias de lua, as noites de sol e também para as tardes chuvosas e cinzentas. Leveza se reflete no olhar macio a ler poesia como lição, no sorriso como ponte e na tristeza como semente.

Guilherme  Antunes

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A DEMORA / Mia Couto

"O amor nos condena: 
demoras 
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.

O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar."


Foto: Mia Couto para vocês.....

A DEMORA

"O amor nos condena: 
demoras 
mesmo quando chegas antes. 
Porque não é no tempo que eu te espero. 

Espero-te antes de haver vida 
e és tu quem faz nascer os dias. 

Quando chegas 
já não sou senão saudade 
e as flores 
tombam-me dos braços 
para dar cor ao chão em que te ergues. 

Perdido o lugar 
em que te aguardo, 
só me resta água no lábio 
para aplacar a tua sede. 

Envelhecida a palavra, 
tomo a lua por minha boca 
e a noite, já sem voz 
se vai despindo em ti. 

O teu vestido tomba 
e é uma nuvem. 
O teu corpo se deita no meu, 
um rio se vai aguando até ser mar."

‎67% acreditam que violência contra a mulher é culpa dela / Pensamento Mulher



“Eu só vou ter paz no dia em que eu morrer”. O desabafo é de Josefa (nome fictício), 55, que há 42 anos é casada e sofre agressões psicológicas de seu marido. Ela é uma entre tantas mulheres que são vítimas de violência doméstica e sexismo no país. De acordo com uma pesquisa desenvolvida nos estados da Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins, 67 % das pessoas acreditam que a violência contra a mulher é culpa dela própria, e, 64% acreditam que esse tipo de violência não deve ser combatida.
Josefa não é de falar muito. Com poucas palavras, ela diz o que a incomoda todos os dias. “Ele me agride com palavras e eu me sinto muito ofendida”, declarou. Ela sofre com o sexismo hostil, que é o preconceito direto contra a mulher.
Ela revela que já procurou ajuda psicológica, porém não continuou o tratamento. O que a fez mudar de ideia quanto à continuidade foi o comportamento de seu marido. “Eu já procurei ajuda uma vez e ele ficou muito triste com isso. Ele me disse que era o jeito dele me amar”, disse.
Da mesma proporção em que ele a trata mal, ele a quer por perto. Muitas vezes já pensou em deixá-lo, mas não o faz porque acredita que ele nunca a abandonará. “Não adianta se separar não, ele sempre vai atrás de mim”, disse. Ela criou seus quatro filhos num lar que ela nunca desejou. Josefa conta que as humilhações eram muitas e na frente dos filhos. “Ele já levou outra mulher para minha casa. Fiquei com muita raiva e pedi para ele decidir entre ela ou eu. Ele falou que rapariga é só para brincar e eu seria para toda vida, para humilhar e pisar”, desabafou.
É a partir do preconceito que se gera a violência doméstica. No caso de Josefa, seu marido já tentou agredi-la fisicamente, porém, não conseguiu êxito. Segundo ela, o que faz seu marido recuar é o fato dela ser a proprietária da casa onde vivem e porque os filhos que ainda moram com eles não permitem.
“Ele já levantou a mão para me bater, mas eu não deixo não. Ele não pode me tirar de minha própria casa. Meu caçula me ajuda, é o único que não gosta como o pai dele me trata. Aí ele não insiste em bater e fica só me xingando”, comentou.
127 homicídios
Segundo a Secretaria de Segurança e Defesa Social, no período de janeiro a novembro deste ano foram registrados 127 homicídios femininos. O psicólogo Nilton Formiga afirma que até pouco tempo não havia nenhum tipo de instrumento que mensurasse a violência doméstica contra a mulher. “Eu não conheço nenhuma pesquisa até esse momento que se mensure a violência doméstica contra a mulher sob olhar da psicologia. A crítica que faço nesse trabalho é que se preocupam com a violência doméstica porque mulheres estão morrendo, mas esquecem de ver o preconceito contra elas, que é aonde desenvolve a violência doméstica”, afirmou.
Preconceito pode ser velado
A pesquisa, realizada pelo doutor em psicologia social Nilton Soares Formiga, trata de dois tipos de sexismo: hostil e benévolo. Esse último se apresenta de forma sutil e mascarada. Para o pesquisador, o elogio e o cuidado exagerado com o gênero feminino são características do sexismo benévolo.
“O que atualmente encontramos - tanto acompanhando o cotidiano, quanto em resultados científicos, os quais vêm confirmar praticamente o óbvio – é que isso revela, sutilmente, ser a outra face da moeda há muito conhecida: o sexismo mascarado, velado, sutil”.
Para Formiga, o sexismo benévolo, por se apresentar de forma mascarada, é um tipo de preconceito que não é tão fácil das pessoas perceberem, pois faz parte do cotidiano de muitas pessoas. “Ao tratá-la como um ser especial, frágil e que necessita de cuidados, na verdade não se está deixando de discriminar, apenas expressando tais diferenças a partir de uma forma mais discreta”, explicou.
“Elas chegam aqui arrasadas”
A delegada da Mulher de João Pessoa, Maisa Felix, afirmou que há casos de mulheres que fazem o boletim de ocorrência e depois querem retirar a queixa. “Hoje, orientamos que não se pode mais retirar a queixa. Elas recebem atendimento para que possa ser ajudada”, disse.
Nos dias de hoje, ainda é frequente ver mulheres que foram educadas para serem submissas aos homens. De acordo com a delegada, isso influencia muito, pois, muitas mulheres que prestam queixa são vítimas de violência doméstica há anos. “Elas chegam aqui arrasadas, porque estão denunciando aquele que ela escolheu para viver. Elas passam anos para denunciar, porque foram educadas para obedecer o marido. O fato da mulher vir até a delegacia para denunciá-lo vai contra todo um rito em que ela foi educada”, explicou.
Em 2012, cerca de 1.400 casos de violência doméstica foram registrados na Delegacia da Mulher, na Capital. Maisa afirma que os acusados confirmam o que mostra a pesquisa. “Muitas vezes ouvimos nos interrogatórios dos agressores que eles batem nas mulheres porque elas provocam esse instinto neles”, disse.
Intervenção
Cerca de 1.600 homens e mulheres, de idade entre 18 a 67 anos, foram entrevistados nas cidades de João Pessoa (PB), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) este ano. As pessoas são das classes média e baixa. A pesquisa aponta que 54% das pessoas que se declaram pertencer à classe baixa assumem serem sexistas hostis e, da classe média, 46%. Com relação ao sexismo benévolo, 58% das pessoas que se declaram classe média assumem ter esse comportamento, enquanto que na classe baixa, o percentual é 42%. Esses números apontam que o machismo ainda está evidente e que quanto menos poder aquisitivo, mais preconceituoso, machista e propenso à violência doméstica o sujeito estará. Porém, esse comportamento está em evidência na classe média. “O sexismo hostil reflete a inferioridade da mulher e a superioridade do homem. Isso ainda permanece na cultura do indivíduo. Você parte do pressuposto de que pessoas de classe média poderiam inibir esse comportamento, mas não encontramos isso”, declarou Formiga.
Preconceito
Para o psicólogo social Nilton Formiga, a pesquisa refletiu a realidade acerca do preconceito e violência doméstica contra a mulher. “Esse instrumento que desenvolvemos tem uma função positiva que é diagnosticar a tendência da violência doméstica contra as mulheres em relação aos homens. Não se pode lutar contra a violência doméstica sem antes lutar pelo direito da igualdade e da liberdade das mulheres, contra o preconceito. Se não intervimos primeiro numa formação escolar, familiar e em entidades sociais que estabelecem os critérios de direitos e deveres de homens e mulheres, as mulheres continuarão sendo agredidas e morrendo”, contou.
Correio da Paraíba

http://www.paraiba.com.br/2013/01/07/88549-67-acreditam-que-violencia-contra-a-mulher-e-culpa-dela
‎67% acreditam que violência contra a mulher é culpa dela

“Eu só vou ter paz no...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Abuso Sexual Infantil – Super necessário saber…/ Cláudia Bruscagin Schwantes


É difícil para a maioria das pessoas imaginar um adulto tendo prazer sexual com uma criança, mas a realidade que nos cerca cada vez mais está mostrando como isso é real, doloroso e deixa marcas severas na vida dos envolvidos.
Algumas das frequentes perguntas que surgem a respeito do assunto com suas respostas podem ajudar a esclarecer algumas questões sobre o abuso sexual infantil.

Qual a definição de abuso sexual infantil?

Muitos pensam que abuso sexual infantil é ter uma relação sexual completa com uma criança, mas a definição é muito mais ampla do que isso. Podemos caracterizar o abuso como: tocar a boca, genitais, bumbum, seios ou outras partes íntimas de uma criança com objetivo de satisfação dos desejos; forçar ou encorajar a criança a tocar um adulto de modo a satisfazer o desejo sexual. Fazer ou tentar fazer a criança se envolver em ato sexual. Forçar ou encorajar a criança a se envolver em atividades sexuais com outras crianças ou adultos. Expor a criança a ato sexual ou exibições com o propósito de estimulação ou gratificação sexual. Usar a criança em apresentação sexual como fotografia, brincadeira, filmagem ou dança, não importa se o material seja obsceno ou não.

Quais são as principais estatísticas que existem sobre o assunto?

O número de crianças e adolescentes abusados sexualmente no Brasil é cada vez maior, mas só uma minoria apresenta queixa. Isso se dá devido ao grande trauma psicológico acarretado e também porque muitas vezes o abusador mantém algum grau de parentesco com a vítima, quando não é o próprio pai ou padrasto, o que gera medo de retaliação. As estatísticas brasileiras a respeito de abuso sexual infantil estão defasadas, faltam verbas, falta preparo de quem acolhe as denúncias, faltam mais pesquisas. Em 2008, o Disque 100 recebeu cerca de 25 mil denúncias. Em 2008, a SaferNet Brasil, uma organização de combate à pornografia infantil na internet, recebeu 42.122 denúncias sobre abuso. Assim mesmo, sem muitas estatísticas, os números são alarmantes, e têm crescido a cada ano por haver mais esclarecimento sobre o assunto, por haver mais divulgação, mas também pela maior possibilidade de acesso às crianças.

De que forma a criança pode demonstrar aos pais ou responsáveis que sofreu abuso?

Os principais sinais que a criança pode mostrar e podem ser observados pelos pais, professores ou outro cuidador da criança são: conhecimento ou comportamento sexual fora do esperado. Mudanças no comportamento como perda do apetite, pesadelos, medo de dormir, se afastar das atividades rotineiras. Afastamento dos amigos. Voltar a fazer xixi na cama. Chupar o dedo. Dificuldade de concentração na escola. Medo de alguma pessoa, ou pânico de ser deixada em algum lugar ou com alguém. Comportamento agressivo ou perturbador, delinquência, fuga de casa ou prostituição. Comportamentos auto agressivos. Irritação genital ou sangramento, inchaço, dor, coceira, cortes ou arranhões na área genital, vaginal ou anal.

Qual deve ser a postura dos pais? 

Em primeiro lugar, não entrar em pânico. Muitas vezes, os pais já até tinham algum “pressentimento” sobre determinada pessoa, mas não deram a devida atenção à sua percepção. A criança pode ter medo de contar aos pais ou familiares, pois muitas vezes o abusador faz ameaças a ela ou aos seus queridos. Se a criança conseguir contar aos pais, atenção! Acreditem, dificilmente uma criança inventa histórias dessa natureza. Conforte a criança. Explique que não foi culpa dela. A culpa é do abusador e ele fez algo muito errado. Deixe a criança saber que você sente pelo que aconteceu. Fale a ela que você vai fazer de tudo para que isso não aconteça novamente. Leve a criança e a família para um aconselhamento ou terapia.

Quais as principais sequelas do abuso sexual infantil e como tratá-las?

As principais consequências são:

Confusão
 – A criança pode achar que é normal porque o abusador disse que é, mas é confuso por que ele também falou para não contar para ninguém.

Culpa
 – Por não ter feito nada para parar o abuso; porque às vezes podia sentir algo bom; sentia que recebia coisas especiais por fazer aquilo; acha que fez algo para que o abuso acontecesse; é tão má que mereceu o abuso.

Medo
 – De ter sofrido um dano físico irreparável; de ser descoberto pelos outros; de que só de olhar para ele saberão que é mau.

Raiva
 – Do abusador; de si mesma, por não parar o abuso, ou por gostar; do  pai/mãe que não a protegeu de ser abusada pelo pai/mãe; pode parecer uma criança passiva e submissa, mas está explodindo por dentro; pode descarregar sua raiva maltratando animais ou crianças menores
Perda da confiança – Nos pais; nos adultos.
Se isso aconteceu com alguma criança que você conhece, busque ajuda especializada. Leigos no assunto com frequência machucam mais do que ajudam.

ALFRED KINSEY / Brasil Sem Pedofilia

Vítima de Kinsey desabafa: meu pai era pago para me estuprar

Kathleen Gilbert
WASHINGTON, D.C., EUA, 21 de outubro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Décadas depois de sua tribulação, uma mulher está desabafando. Ela diz que seu pai era pago por Alfred Kinsey, o “pai da revolução sexual”, para estuprá-la — quando ela tinha apenas sete anos de idade — como parte dos experimentos dele na conduta sexual humana.
Usando o pseudônimo de Esther White, a mulher falou com o jornal eletrônico WorldNetDaily na esperança de que seu testemunho ajude a convencer os legisladores a parar de financiar o Instituto Kinsey em Indiana, que vem perpetuando os “experimentos” de Kinsey como a fundamental escola filosófica por trás da revolução sexual.
White diz que se tornou vítima da pesquisa de Kinsey, a qual se tornaria o alicerce da moderna sexologia, depois que seu pai e avô foram pagos por Kinsey para abusar sexualmente dela e coletar dados sobre as reações dela. WND comenta que duas das obras de Kinsey sobre a conduta sexual humana contêm tabelas que descrevem reações sexuais até em crianças de apenas dois meses, inclusive informações sobre como conseguir múltiplos “orgasmos”.
“[Meu pai] estava me dando orgasmos e cronometrando com um cronômetro. Eu não gostava daquilo; eu entrava em convulsões, mas ele não se importava. Ele dizia que todas as menininhas faziam isso com seus papais; só não conversavam sobre isso”, White disse para WND. White comentou que recebia ordens de “não dizer para minha mãe porque eu provocaria um divórcio, e esse era o meu maior medo. Isso era horroroso naquele tempo, pois ninguém se divorciava”.
“Em 1943, quando eu tinha nove anos, encontrei uma folha de papel que tinha caixinhas de preenchimento onde meu pai estava marcando coisas que ele estava fazendo comigo. Ele arrancou a folha de mim e a colocou num envelope marrom”, disse ela. “Era um formulário com caixinhas de opções abaixo no lado esquerdo da página, e uma lista de declarações que descreviam atos sexuais. Ele tinha de selecionar coisas, se ele tinha ou não feito.”
“Uma das declarações incluía as palavras ‘orgasmo cronometrado’. Eu não sabia o que significava ‘orgasmo’. Por isso, perguntei a ele e ele me disse. É por isso que ele estava usando um cronometro”. White disse que seu pai também filmava o abuso e enviava as fitas para Kinsey.
Ela disse que sua mãe deixou seu pai depois de certa vez apanhá-lo no ato, sem entregá-lo à polícia. Contudo, ele mais tarde voltou, e continuou a tentar abusar sexualmente de White, até mesmo tentando dormir com ela depois que ela já estava casada.
Em outra entrevista de WND, a Dr. Judith Reisman, a crítica mais importante das obras de Kinsey, detalhou o imenso apagão dos meios de comunicação que vem há décadas sabotando as investigações na história sórdida e ilegal do Instituto Kinsey. Reisman descreveu sua surpresa quando descobriu que ninguém se importava em investigar a “pesquisa” patentemente pedófila de Kinsey.
“Eu estava pensando: ‘Será que todos eles eram loucos?’” recordou Reisman.
O legado profissional de Kinsey, disse ela, era “que o sexo não é nada, de modo que é certo com animais, com homossexuais, adultos e crianças de qualquer idade. Apenas tente obter o ‘consentimento’.”
“Um dos parceiros sexuais de Kinsey, Wardell Pomeroy, disse que até com bebês dá para captar que é certo pelo modo como eles olham para nós. Mas, pergunto eu, como é que uma criança pode dar consentimento para essa atividade? Kinsey disse que as crianças ‘dão seu consentimento’ quando lutam para escapar daquele que as quer estuprar!” disse Reisman. “Por definição, uma criança não tem maturidade e não consegue entender as consequências da atividade sexual. Nenhuma criança está em condições de dar consentimento”.
“O governo de Obama pediu desculpas pelos experimentos sexuais de cientistas americanos em guatemaltecos realizados de 1946 a 1948. No mesmo dia desse pedido de desculpas (4 de outubro) o Instituto Kinsey anunciou ainda outro de seus estudos sexuais tendenciosos e pedófilos acerca de crianças e orgasmos. Como é que eles conseguem escapar impunemente com o que fazem?” perguntou ela.
Reisman diz que agora espera que uma investigação parlamentar acerca dos crimes de Kinsey e seu instituto, depois de muitas tentativas que não deram certo, possa ir em frente.
Em sua reportagem, WND diz que há alguma esperança de se tomar providências a nível estadual: os deputados estaduais de Indiana Cindy Noe e Woody Burton estão de novo requerendo uma parada nos financiamentos ao Instituto Kinsey, que recebe verbas vindas dos contribuintes do imposto de renda do estado por meio da Universidade de Indiana — uma solicitação que, dizem eles, depende da possibilidade de candidatos do Partido Republicano serem eleitos como maioria na assembleia legislativa.
Burton disse para WND que ele fez uma visita ao Instituto, e o chamou “apenas de um covil de pornografia”. “Eles têm salas onde levam estudantes universitários e lhes mostram pornografia e fazem coisas com eles. É simplesmente nojento; e eles ficam ali supervisionando e tentando dizer a eles que aquilo tudo é apenas ciência”, disse ele.
O legislador disse que certa vez, ao tentar obter uma ordem legislativa para ver os arquivos do Instituto, ele foi informado de que “eles têm um sistema armado para destruir seus arquivos imediatamente se alguém tentar entrar para vê-los com uma ordem judicial”. Mas líderes conservadores esperam que novas informações sobre as origens horrendas do Instituto romperão o silêncio de uma vez por todas.
“O Instituto Kinsey moldou as políticas do Conselho de Educação e Informações Sexuais (SIECUS) e da Federação de Planejamento Familiar dos EUA [a maior rede de aborto dos EUA], e sua versão de educação sexual se infiltrou agora em nossas escolas”, Micah Clark, diretor executivo da Associação da Família Americana de Indiana, disse para WND. “O outro lado usa isso como distintivo de honra. Nós vemos isso como distintivo de vergonha”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

http://www.facebook.com/brasilsempedofilia



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Abra as pernas, feche a boca e tente não morrer: como ser uma jovem mulher em São Paulo. Por Felipe B


Dez 30, 2012 atualizado
Você possui o escritório de advocacia mais influente do país. Seus jovens sócios, mulheres e homens com menos de 40 anos que se acham os donos de São Paulo e ostentam salários mensais acima de 100 mil reais, decidem brincar com a vida e autoestima de uma menina de 21 anos começando a carreira como estagiária na empresa.

O combinado é sacanear a menina, certos da impunidade. Domínio dos meandros legais que fazem os algozes terem a certeza da impunidade. O ônus da prova ficará todo com a vítima.

Você é informado sobre o crime (apesar de seus jovens sócios e demais advogados influentes não olharem essa questão através do mesmo prisma moral dos pobres mortais) e aciona o departamento de gerenciamento de crise para preparar uma ação de acobertamento, caso alguma denúncia seja feita. O primeiro passo é escrutinar a vida sexual da vítima e catalogar qualquer "desvio de conduta". Prepare um rol de testemunhas pagas a peso de ouro. Também prepare a compra do silêncio da vítima, ameaçando-a de ter a carreira encerrada em qualquer instituição de peso caso leve adiante a vontade de fazer justiça.

Enquanto isso os jovens sócios se regozijam do crime perfeito, da arte de terem sacaneado a novata. Provavelmente algumas das sócias, ex-estagiárias também estão rindo. Não é uma questão de gênero. É uma questão de poder.

Ao mesmo tempo que comemoram a impunidade, os jovens sócios ainda estão eufóricos por serem os responsáveis pelo escritório ter recebido o prêmio de Ëscritório do Ano no Brasil, pela consagrada publicação International Financial Law Review. Além de serem jovens e donos do mundo, agora o bônus será polpudo.

Mas a vítima não suporta a pressão. Decide pelo suicídio, em um dos bairros mais nobres da capital.

Merda no ventilador. Departamento de gestão de crise pesa a mão. Quem der prosseguimento na apuração pode perder alguns de seus maiores anunciantes. MSM fica calada. Alguns delegados também.

A vítima morreu três vezes: no ato da agressão, na impossibilidade de obter justiça e na destruição de sua imagem pública.

O escritório fará de tudo para manter a blindagem em seus jovens sócios criminosos e assassinos. Afinal, eles são a fonte de prosperidade do negócio, com sua agressividade e falta de ética. Estão ali para vencer. Para atropelarem os fracos que não aguentam os ritos de passagem para o mundo do poder sem limites, no qual uma jovem mulher não passa de mero brinquedo descartável.

Afinal, a temporada de contratação de novos estagiários já está aberta. E elas vão continuar correndo atrás do sonho.

Não é um livro de Scott Turow. Não teremos um herói para desvendar esse crime e fazer justiça. Vai tudo ser varrido para debaixo do tapete.

Não existe nada para ser visto aqui! Vão lamentar a morte da universitária na India. Vão, vão, seus pobres!

É São Paulo, 30 de dezembro de 2012.

Que merda.

Feliz 2013.

Novo Depoimento

Não deixem de conhecer a história e a coragem da "Superação"...Bya.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O que espero do ano 2013...

O que espero? São tantas coisas...tantos desejos...tantas esperanças. Resolvi  acreditar em mim mesma e esperar o melhor tanto de mim, como dos outros.

EU:

1. Cuidar da minha saúde física, diminuindo os remédios, a cerveja e tentar me alimentar pelo menos 3 vezes ao dia. E voltar, aos poucos, a praticar caminhada.
2. Cuidar da minha saúde emocional, tentando me amar e me respeitar...lutar contra a baixa estima e fobia social...e mostrar o "cartão vermelho" a todos que me rejeitaram e continuam rejeitando, achando que sou uma idiota e não percebo e nem ligo...
3. Cuidar mais da minha vida espiritual, pois no ano passado perdi a fé e a esperança.
4. Cuidar melhor dos meus filhos e dos meus pets...sendo mais participativa, menos irritante e menos negligente.
5. Cuidar da minha casa, para que sempre tenha boas e positivas energias...eu que gosto tanto do Feng-Chui.

OUTROS:

1. Julgar menos as pessoas, tentando colocar em prática a teoria de que cada pessoa é única e entender que elas têm o seu caminho.
2. Acreditar que a solidariedade prevalecerá nos corações de todos.
3. Esperar que a sementinha da esperança floresça dentro de cada um.
4. Sempre ver o melhor lado da pessoa, acreditar e investir no seu melhor.
5. Procurar a união...a realização...e a construção de um mundo mais justo.