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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

YAHOO / Mulher


De quem é a culpa da violência contra a mulher?

Você acredita que a mulher é culpada pela violência contra ela? (Foto: iStock)Os últimos meses foram especialmente difíceis para as mulheres. E qualquer pessoa que sinta amor pelo próximo, compaixão e acredite num mundo melhor, ficou chocada com os crimes bárbaros dos quais vou falar agora.
No Ocidente, temos o costume de nos acharmos civilizados e intelectualizados, mas nem sempre a maneira como nos enxergamos reflete o que realmente somos. Os dados abaixo são de diversas partes
do mundo e nos deixa claro que, apesar do problema ser o mesmo, a reação das pessoas não é. Aceitar o que acontece é, sempre, uma opção.
Vamos falar aqui sobre o corpo feminino e todas as reações que ele desperta, as relações de poder, de desejo, o respeito e os abusos que permeiam nossa experiência de sair de casa todos os dias. Vamos falar basicamente da violência sofrida por um único motivo: ser mulher.
Estupro coletivoDepois de ir ao cinema com o namorado, Jyoti Singh Pandey, uma estudante de medicina, entrou no ônibus para voltar para casa. O casal encontrou um grupo de homens que achou que não havia problema espancar o rapaz e estuprar a garota. Além de ser abusada sexualmente repetidas vezes, ela foi agredida com um barra de ferro e depois atirada do veículo seminua junto com sua companhia.
Jyoti foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, três cirurgias e uma parada cardíaca e faleceu após alguns dias. Os réus, apesar de terem sangue da vítima em suas roupas e terem os rostos do retrato-falado, declaram-se inocentes.
O caso incitou manifestações e levou pessoas às ruas para pedir mais segurança às mulheres, o que fez com que a investigação ocorresse mais rapidamente e medidas de melhoria estejam sendo estudadas pela polícia. Em 2011 foram registrados 568 estupros em Nova Délhi.
Homens da lei
Viviane Alves Guimarães Wahbe foi a uma festa do trabalho. A estagiária do escritório Machado Meyer, um dos maiores do país, que estudava direito na PUC, escreveu um relato sobre aquele dia. Ela conta que bebeu duas taças de champanhe e não lembra das coisas, o que tinha na cabeça eram flashs. Esses flashs a mostram sendo estuprada. Nos relatos, ela escreveu que havia sido drogada e estuprada.
A festa aconteceu no dia 24 de novembro, a família disse ter notado sua mudança de comportamento já no dia seguinte e, em 3 de dezembro, a jovem se matou atirando-se do 7º andar do prédio em que morava.
No Brasil, o caso não repercutiu. A morte só foi divulgada no dia 30 de dezembro, apesar de ouvir-se entre jornalistas que a informação já estava correndo nas redações dos maiores jornais de SP. Por aqui não
houve manifestações, ninguém pediu justiça e o caso corre em segredo de justiça, como tantos outros que envolvem ricos e poderosos.
A culpa é delas
Apesar dos pedidos de justiça e de mudanças na sociedade que aconteceram na Índia, um guru espiritual chamado Bapu ganhou o papel de vilão nessa história, por mais que isso possa ser assustador. De
acordo com a imprensa indiana, ele disse que a vítima deveria ter sido mais gentil com os violentadores, se quisesse preservar sua vida. "Apenas cinco ou seis pessoas não são réus. A vítima é tão culpada quanto os seus estupradores. Ela deveria ter chamado os agressores de
irmãos e ter implorado para que eles parassem. Isto teria salvado a sua dignidade e a sua vida. Uma mão pode aplaudir? Acho que não”.
Culpar a mulher por ser vítima de violência não acontece apenas entre religiões orientais. O padre Don Piero Corsi, da cidade de San Terenzo, na Itália, afixou na porta da igreja um comunicado dizendo
que a culpa é das mulheres
. De acordo com ele, “as mulheres com roupas justas se afastam da vida virtuosa e da família e provocam os piores instintos dos homens”. Além disso, disse que o homem fica louco porque as mulheres são arrogantes e autossuficientes.
Mas esse pensamento não é novo. Ele foi o principal impulso para a Marcha das Vadias, que acontece anualmente em diversos países, e pede respeito, mostrando que a mulher pode ter a vida sexual que quiser e vestir a roupa que escolher sem precisar ter medo de ser violentada.
Eugenia* moderna
Uma juíza decidiu que, levando em conta os dados socioeconômicos de uma mulher de 27 anos de Amparo (SP), que sofre retardamento mental moderado – o que significa uma pequena regressão intelectual –, o melhor, para a sociedade, seria que ela passasse por uma laqueadura e
se tornasse estéril
.
Durante todo o julgamento, a mulher, que não tem filhos e não tem nenhum aborto ou problemas relacionados a gravidez informados, deixou clara sua vontade de, no momento certo e com o companheiro certo, ter filhos.
Ainda assim o julgamento ocorreu, a obrigaram a usar o DIU como método contraceptivo e, no último mês, quando o dispositivo precisaria ser trocado, a paciente fugiu alegando medo de que a laqueadura fosse feita contra sua vontade.
A Defensoria Pública trabalha, agora, para que a decisão seja revertida e os direitos constitucionais da mulher sejam respeitados.
* Eugenia é um controle para que só se reproduzam pessoas com certas características físicas e mentais. A ideia é que assim seriam evitados todos os tipos de deficiência. Esse foi um artifício usado por Hitler durante o Nazismo.
Dados nacionais
Uma pesquisa divulgada ontem pelo jornal Correio da Paraiba aponta que nos estados da Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins, 67% das pessoas acreditam que a violência contra a mulher é culpa dela mesma, e 64% acreditam que esse tipo de violência não deve ser combatida.
Essa violência citada no estudo não fala apenas sobre a questão sexual. Ela é também a violência doméstica, os maus tratos conjugais e a humilhação praticada pelo parceiro. Segundo dados da Fundação Perseu Abramo, a violência conjugal atinge um terço das mulheres em áreas de
SP e PE. A cada 15 segundos uma mulher é espancada por um homem no Brasil.
Em relação a violência sexual, 1 bilhão de mulheres, ou uma em cada três do planeta, já foram espancadas, forçadas a ter relações sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso.
E como isso mexe com a sua vida?
Mexe em todas as relações que você trata diariamente, seja comprando o café da manhã na padaria, dentro do transporte público lotado, ao voltar para casa de noite, quando sai do trabalho, ou quando você
começa um novo relacionamento amoroso.
O problema do abuso é tão presente na nossa sociedade, tão aceito e cheio de desculpas, que não é percebido com facilidade. Existe estupro dentro de um casamento. Existe abuso sexual quando um homem acredita que pode “encoxar” uma muher no metrô. Existe abuso emocional quando o homem humilha sua parceira. E nós não podemos simplesmente aceitar.
O corpo da mulher não é dela. O corpo da mulher, na nossa sociedade, é visto como um meio de satisfazer desejos e expectativas. Ele é feito para dar satisfação sexual, trazer filhos ao mundo e servir a classe dominante.
Os reflexos disso na sociedade são como o caso acima em que a mulher não tem o direito a ter filhos, assim como as mulheres não têm direitos a não quererem ter filhos. Na Índia, meninas são mortas ao
nascer. No Brasil, elas morrem diariamente pelos abusos sofridos. Nossos mundos não estão tão distantes como muita gente acha.
É obrigação de cada pessoa lutar por uma sociedade respeitosa, que garanta dignidade a todas as pessoas, independentemente do seu gênero. A violência não é culpa da vítima e essa mentalidade precisa ser combatida.
Para fechar, deixo aqui um e-mail que recebi por causa da coluna e que me deixou com lágrimas nos olhos. Misoginia é o ódio e o desprezo pela mulher apenas por ela ser mulher. Não é uma doença ou um problema psicológio e emocional, é uma escolha, uma maneira de ver o mundo e lidar com as pessoas a sua volta. E talvez seja um dos maiores males modernos e culpados pela sociedade agressiva em que vivemos.
“Olá Carol. Gostaria que você escrevesse sobre misoginia. Como vivem mulheres que são casada com misóginos; se elas apresentam quadros de depressão, ansiedade, síndrome do pânico, causados pela alta pressão em que vivem, e com o pouco afeto que recebem, principalmente as que não têm filhos. Também poderia ser pesquisado se este tipo de personalidade tem cura. Seria possível ele se reconhecer como doente, que precisa de ajuda. Se não qual a melhor forma de lidar com os misóginos para não adoecer com ou por causa do seu comportamento, ou se só resta o divórcio como solução. Obrigada pela atenção”.
A única saída para essa e tantas outras mulheres é a mudança da sociedade inteira. E essa mudança começa nas suas mãos. De que mundo você quer fazer parte?

sábado, 12 de janeiro de 2013

Fonte: Google




ABUSO SEXUAL
A VIOLÊNCIA COMO DOENÇA
Existem quatro categorias distintas de abuso sexual:
pedofilia
estupro
assédio sexual
exploração sexual profissional
Em todas elas, existe necessidade de tratamento tanto dos abusadores, quanto das vítimas. Não é raro ocorrer que a vítima torne-se um abusador no futuro.
Pedofilia
Sinônimo
abuso de menores, incesto, molestação de menores
A Pedofilia é um transtorno parafílico, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes, efetivando na prática tais urgências, com sentimentos de angústia e sofrimento. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima.
O abuso ocorre em todas as classes sociais, raças e níveis educacionais.
A grande maioria de abusadores é de homens, mas suspeita-se que os casos de mães abusadoras sejam sub-diagnosticados. Existem 4 faixas etárias de abusadores:
jovens até 18 anos de idade, que aprendem sexo com suas vítimas
adultos de 35 a 45 anos de idade que molestam seus filhos ou os de seus amigos ou vizinhos
pessoas com mais de 55 anos de idade que sofreram algum estresse ou alguma perda por morte ou separação, ou mesmo com alguma doença que afete o Sistema Nervoso Central
e aqueles que não importa a idade, ou seja, aqueles que sempre foram abusadores por toda uma vida
O sexo praticado com crianças geralmente é oro-genital, sendo menos freqüente o contato gênito-genital ou gênito-anal.
As causas do abuso são variáveis. O molestador geralmente justifica seus atos, racionalizando que está ofertando oportunidades à criança de desenvolver-se no sexo, ser especial e saudável, inclusive praticando sexo com a permissão desta. Pode envolver-se afetivamente e não ter qualquer noção de limites entre papéis ou de diferenças de idade.
Quando ocorre dentro do seio familiar (o abusador é o pai ou padrasto, por exemplo), o processo é bastante complicado. Normalmente interna-se a criança para sua proteção, e toda uma equipe trabalha com o clareamento da situação. Por vezes, a criança é também espancada e deve ser tratada fisicamente. A família se divide entre os que acusam o abusador e os que acusam a vítima, culpando esta última pela participação e provocação do abuso. O tratamento, então, é inicialmente direcionado para a intervenção em crise.
Depois, tanto a criança, quanto o abusador e a família devem ser tratados a longo prazo.
Devido ao fato de abuso de menores ser um crime, o tratamento do abusador torna-se mais difícil.
As conseqüências emocionais para a criança são bastante graves, tornando-as inseguras, culpadas, deprimidas, com problemas sexuais e problemas nos relacionamentos íntimos na vida adulta.
Estupro
Sinônimo
violência ou violação sexual, ataque sexual
O Estupro é constranger MULHER à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça. (Artigo 213 do Código Penal Brasileiro).
O estuprador é sempre homem e tem sentimentos odiosos em relação às mulheres, sentimentos de inadequação e insegurança em relação a sua performance sexual. Pode apresentar desvios sexuais como o sadismo ou anormalidades genéticas com tendências à agressividade.
A vítima normalmente é estigmatizada, havendo uma tendência social de acusá-la direta ou indiretamente por ter provocado o estupro. Sente-se impotente até mesmo em delatar o estuprador, que muitas vezes é alguém já conhecido, sentindo-se muito culpada e temerosa de represálias. Muitas vezes, pode sentir que o estupro não foi um estupro, que foi uma atitude permitida por ela e de sua responsabilidade. Tal atitude dificulta o delato do crime. Os sentimentos de baixo auto-estima, culpa, vergonha, temor (fobias), tristeza e desmotivação são comuns. A ideação suicida também pode piorar o quadro. São comuns sintomas similares ao Estresse Pós-Traumático (Transtorno de Ansiedade comum em soldados pós guerra).
O tratamento da vítima consiste em conscientizá-la de que o estupro foi um ataque sexual, um crime, envolvendo pessoa conhecida ou mesmo uma pessoa desconhecida com a qual a vítima possa ter marcado um encontro às escuras.
Assédio sexual
Sinônimo
molestamento, coação sexual
O Assédio Sexual inclui uma aproximação sexual não-benvinda, uma solicitação de favores sexuais ou qualquer conduta física ou verbal de natureza sexual.
Existem leis que protegem as pessoas de preconceitos sexuais, tomando-se por base tais situações.
Existem dois tipos de molestamento:
quando existe uma pressão sobre a vítima para esta prestar algum favor sexual ou se submeter de alguma forma por estar hierarquicamente abaixo ao molestador
quando há uma pressão para a vítima sentir-se em um ambiente desagradável por ser de seu sexo específico. Por exemplo, uma mulher ser hostilizada ou não-benvinda por ser uma mulher em um determinado ambiente de trabalho, fazendo com que se sinta tão mal a ponto de ter de abandonar o emprego ou permanecer nele com sofrimento
O tratamento para essas vítimas consiste em ajudá-las a tomar medidas legais contra o molestador, treinando-as para identificar quando estão sendo submetidas a esse tipo de abuso.
Exploração sexual profissional
A Exploração Sexual Profissional ocorre quando há algum tipo de envolvimento sexual (ou intimidade) entre uma pessoa que está prestando algum serviço (de confiança e com algum poder delegado) e um indivíduo que procurou a sua ajuda profissional.
Pode ocorrer em todos os relacionamentos profissionais nos quais haja algum tipo de poder de um indivíduo sobre o outro (assimetria). Exemplos são relações como a do médico-paciente, psicólogo-paciente, advogado-cliente, professor-aluno e clérigo-paroquiano.
Restrições à intimidade sexual entre profissionais da área médica e pacientes são já citadas no juramento de Hipócrates, que data quatrocentos anos antes de Cristo, proibindo esse tipo de atividade sexual. Atualmente, tanto o código de ética médica como o código dos psicólogos postulam os mesmos princípios, considerando seríssimos os danos causados ao paciente.
É sempre muito difícil tratar um paciente que foi explorado por um médico ou terapeuta. Há uma incapacidade da vítima para confiar novamente, impossibilitando a aliança terapêutica, extremamente necessária para desenvolver o relacionamento saudável médico-paciente e a obtenção de sucesso no tratamento.
O profissional abusador também enfrenta muitas dificuldades no seu próprio tratamento. Geralmente busca ajuda somente quando foi delatado e indiciado. Existem ainda poucos serviços especializados e direcionados ao tratamento dessas situações. 

Mães que praticam abuso sexual são coagidas por maridos violentos

Os abusos sexuais de crianças e adolescentes geralmente acontecem em ambientes onde há violência contra a mulher. “O marido é uma pessoa tão agressiva que para ele não basta mais apenas violentar a esposa, então exige também que ela permita e participe do abuso do filho”, afirma a psicóloga Dalka Ferrari, coordenadora geral do Central de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae (CNRVV). “São mulheres muito rebaixadas na sua condição e a maior humilhação para elas é quando eles as obrigam a observar ou ajudar a violentar o próprio filho”.
“Os casos de mulheres abusadoras são mais raros, mas ocorrem quando ela já vinha de um processo de violência ou tem distúrbio na sua sexualidade”, afirma Dalka Ferrari.
A situação do abuso pode ter a conivência da mulher e até de um grupo de adultos. “Atendi o caso de uma mãe que começou a perceber que as filhas tinham compulsão por masturbação e depois descobriu que o pai chamava o casal de padrinhos para participar do abuso”, conta a psicóloga. “Eles foram presos e as meninas tiveram que ficar mais de um ano em tratamento”.
Dalka Ferrari frisa ainda que a violência sexual doméstica costuma ser propagada a cada geração, porque é resultado de uma dinâmica familiar abusiva. Este é o caso do que acontecia com Fabiana Pereira de Andrade, autora do livro Labirintos do Incesto: o relato de uma sobrevivente (Ed. Escrituras/Lacri). Ela teve duas filhas resultado da agressão sexual do próprio pai dela. A história mostra também que, muitas vezes, a filha mais velha acaba se submetendo ao abusador para proteger que a irmã mais nova seja violentada. Há casos também de agressores que ensinam os filhos maiores a praticarem a agressão contra os menores. Segundo a especialista, tanto as mulheres quanto os homens abusadores são pessoas que já sofreram agressão sexual na infância.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sobre a leveza... / Guilherme Antunes


Leveza se faz quando coração nem pensamento pesam mais. Irmã caçula de inocência; leveza é sustentação. É dar a volta ao mundo num balão, começo de férias, cheirinho de bebê, nosso cafuné. É também passagem de ida da amargura; lágrima que se evaporou em nuvem a nos abrigar nos tempos áridos. Leveza é certidão de amor sereno que guardo no bolso; é o presente que se despreocupa dos irmãos futuro e passado que já caminham por eles mesmos. Leite com chocolate, algodão doce, cheiro de flor quando ri, livro infantil, nosso rodapé. Receita de sucesso da dieta da Alma que já foi pesada; é aquilo que você passa a sentir por não sentir mais, e que preenche. Manto protetor com jeitinho de lençol, leveza é gratidão para os dias de lua, as noites de sol e também para as tardes chuvosas e cinzentas. Leveza se reflete no olhar macio a ler poesia como lição, no sorriso como ponte e na tristeza como semente.
Sobre a leveza...

Leveza se faz quando coração nem pensamento pesam mais. Irmã caçula @[100001366572239:2048:de] inocência; leveza é sustentação. É dar a volta ao mundo num balão, começo de férias, cheirinho de bebê, nosso cafuné. É também passagem de ida da amargura; lágrima que se evaporou em nuvem a nos abrigar nos tempos áridos. Leveza é certidão de amor sereno que guardo no bolso; é o presente que se despreocupa dos irmãos futuro e passado que já caminham por eles mesmos. Leite com chocolate, algodão doce, cheiro de flor quando ri, livro infantil, nosso rodapé. Receita de sucesso da dieta da Alma que já foi pesada; é aquilo que você passa a sentir por não sentir mais, e que preenche. Manto protetor com jeitinho de lençol, leveza é gratidão para os dias de lua, as noites de sol e também para as tardes chuvosas e cinzentas. Leveza se reflete no olhar macio a ler poesia como lição, no sorriso como ponte e na tristeza como semente.

Guilherme  Antunes

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A DEMORA / Mia Couto

"O amor nos condena: 
demoras 
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.

O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar."


Foto: Mia Couto para vocês.....

A DEMORA

"O amor nos condena: 
demoras 
mesmo quando chegas antes. 
Porque não é no tempo que eu te espero. 

Espero-te antes de haver vida 
e és tu quem faz nascer os dias. 

Quando chegas 
já não sou senão saudade 
e as flores 
tombam-me dos braços 
para dar cor ao chão em que te ergues. 

Perdido o lugar 
em que te aguardo, 
só me resta água no lábio 
para aplacar a tua sede. 

Envelhecida a palavra, 
tomo a lua por minha boca 
e a noite, já sem voz 
se vai despindo em ti. 

O teu vestido tomba 
e é uma nuvem. 
O teu corpo se deita no meu, 
um rio se vai aguando até ser mar."

‎67% acreditam que violência contra a mulher é culpa dela / Pensamento Mulher



“Eu só vou ter paz no dia em que eu morrer”. O desabafo é de Josefa (nome fictício), 55, que há 42 anos é casada e sofre agressões psicológicas de seu marido. Ela é uma entre tantas mulheres que são vítimas de violência doméstica e sexismo no país. De acordo com uma pesquisa desenvolvida nos estados da Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins, 67 % das pessoas acreditam que a violência contra a mulher é culpa dela própria, e, 64% acreditam que esse tipo de violência não deve ser combatida.
Josefa não é de falar muito. Com poucas palavras, ela diz o que a incomoda todos os dias. “Ele me agride com palavras e eu me sinto muito ofendida”, declarou. Ela sofre com o sexismo hostil, que é o preconceito direto contra a mulher.
Ela revela que já procurou ajuda psicológica, porém não continuou o tratamento. O que a fez mudar de ideia quanto à continuidade foi o comportamento de seu marido. “Eu já procurei ajuda uma vez e ele ficou muito triste com isso. Ele me disse que era o jeito dele me amar”, disse.
Da mesma proporção em que ele a trata mal, ele a quer por perto. Muitas vezes já pensou em deixá-lo, mas não o faz porque acredita que ele nunca a abandonará. “Não adianta se separar não, ele sempre vai atrás de mim”, disse. Ela criou seus quatro filhos num lar que ela nunca desejou. Josefa conta que as humilhações eram muitas e na frente dos filhos. “Ele já levou outra mulher para minha casa. Fiquei com muita raiva e pedi para ele decidir entre ela ou eu. Ele falou que rapariga é só para brincar e eu seria para toda vida, para humilhar e pisar”, desabafou.
É a partir do preconceito que se gera a violência doméstica. No caso de Josefa, seu marido já tentou agredi-la fisicamente, porém, não conseguiu êxito. Segundo ela, o que faz seu marido recuar é o fato dela ser a proprietária da casa onde vivem e porque os filhos que ainda moram com eles não permitem.
“Ele já levantou a mão para me bater, mas eu não deixo não. Ele não pode me tirar de minha própria casa. Meu caçula me ajuda, é o único que não gosta como o pai dele me trata. Aí ele não insiste em bater e fica só me xingando”, comentou.
127 homicídios
Segundo a Secretaria de Segurança e Defesa Social, no período de janeiro a novembro deste ano foram registrados 127 homicídios femininos. O psicólogo Nilton Formiga afirma que até pouco tempo não havia nenhum tipo de instrumento que mensurasse a violência doméstica contra a mulher. “Eu não conheço nenhuma pesquisa até esse momento que se mensure a violência doméstica contra a mulher sob olhar da psicologia. A crítica que faço nesse trabalho é que se preocupam com a violência doméstica porque mulheres estão morrendo, mas esquecem de ver o preconceito contra elas, que é aonde desenvolve a violência doméstica”, afirmou.
Preconceito pode ser velado
A pesquisa, realizada pelo doutor em psicologia social Nilton Soares Formiga, trata de dois tipos de sexismo: hostil e benévolo. Esse último se apresenta de forma sutil e mascarada. Para o pesquisador, o elogio e o cuidado exagerado com o gênero feminino são características do sexismo benévolo.
“O que atualmente encontramos - tanto acompanhando o cotidiano, quanto em resultados científicos, os quais vêm confirmar praticamente o óbvio – é que isso revela, sutilmente, ser a outra face da moeda há muito conhecida: o sexismo mascarado, velado, sutil”.
Para Formiga, o sexismo benévolo, por se apresentar de forma mascarada, é um tipo de preconceito que não é tão fácil das pessoas perceberem, pois faz parte do cotidiano de muitas pessoas. “Ao tratá-la como um ser especial, frágil e que necessita de cuidados, na verdade não se está deixando de discriminar, apenas expressando tais diferenças a partir de uma forma mais discreta”, explicou.
“Elas chegam aqui arrasadas”
A delegada da Mulher de João Pessoa, Maisa Felix, afirmou que há casos de mulheres que fazem o boletim de ocorrência e depois querem retirar a queixa. “Hoje, orientamos que não se pode mais retirar a queixa. Elas recebem atendimento para que possa ser ajudada”, disse.
Nos dias de hoje, ainda é frequente ver mulheres que foram educadas para serem submissas aos homens. De acordo com a delegada, isso influencia muito, pois, muitas mulheres que prestam queixa são vítimas de violência doméstica há anos. “Elas chegam aqui arrasadas, porque estão denunciando aquele que ela escolheu para viver. Elas passam anos para denunciar, porque foram educadas para obedecer o marido. O fato da mulher vir até a delegacia para denunciá-lo vai contra todo um rito em que ela foi educada”, explicou.
Em 2012, cerca de 1.400 casos de violência doméstica foram registrados na Delegacia da Mulher, na Capital. Maisa afirma que os acusados confirmam o que mostra a pesquisa. “Muitas vezes ouvimos nos interrogatórios dos agressores que eles batem nas mulheres porque elas provocam esse instinto neles”, disse.
Intervenção
Cerca de 1.600 homens e mulheres, de idade entre 18 a 67 anos, foram entrevistados nas cidades de João Pessoa (PB), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) este ano. As pessoas são das classes média e baixa. A pesquisa aponta que 54% das pessoas que se declaram pertencer à classe baixa assumem serem sexistas hostis e, da classe média, 46%. Com relação ao sexismo benévolo, 58% das pessoas que se declaram classe média assumem ter esse comportamento, enquanto que na classe baixa, o percentual é 42%. Esses números apontam que o machismo ainda está evidente e que quanto menos poder aquisitivo, mais preconceituoso, machista e propenso à violência doméstica o sujeito estará. Porém, esse comportamento está em evidência na classe média. “O sexismo hostil reflete a inferioridade da mulher e a superioridade do homem. Isso ainda permanece na cultura do indivíduo. Você parte do pressuposto de que pessoas de classe média poderiam inibir esse comportamento, mas não encontramos isso”, declarou Formiga.
Preconceito
Para o psicólogo social Nilton Formiga, a pesquisa refletiu a realidade acerca do preconceito e violência doméstica contra a mulher. “Esse instrumento que desenvolvemos tem uma função positiva que é diagnosticar a tendência da violência doméstica contra as mulheres em relação aos homens. Não se pode lutar contra a violência doméstica sem antes lutar pelo direito da igualdade e da liberdade das mulheres, contra o preconceito. Se não intervimos primeiro numa formação escolar, familiar e em entidades sociais que estabelecem os critérios de direitos e deveres de homens e mulheres, as mulheres continuarão sendo agredidas e morrendo”, contou.
Correio da Paraíba

http://www.paraiba.com.br/2013/01/07/88549-67-acreditam-que-violencia-contra-a-mulher-e-culpa-dela
‎67% acreditam que violência contra a mulher é culpa dela

“Eu só vou ter paz no...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Abuso Sexual Infantil – Super necessário saber…/ Cláudia Bruscagin Schwantes


É difícil para a maioria das pessoas imaginar um adulto tendo prazer sexual com uma criança, mas a realidade que nos cerca cada vez mais está mostrando como isso é real, doloroso e deixa marcas severas na vida dos envolvidos.
Algumas das frequentes perguntas que surgem a respeito do assunto com suas respostas podem ajudar a esclarecer algumas questões sobre o abuso sexual infantil.

Qual a definição de abuso sexual infantil?

Muitos pensam que abuso sexual infantil é ter uma relação sexual completa com uma criança, mas a definição é muito mais ampla do que isso. Podemos caracterizar o abuso como: tocar a boca, genitais, bumbum, seios ou outras partes íntimas de uma criança com objetivo de satisfação dos desejos; forçar ou encorajar a criança a tocar um adulto de modo a satisfazer o desejo sexual. Fazer ou tentar fazer a criança se envolver em ato sexual. Forçar ou encorajar a criança a se envolver em atividades sexuais com outras crianças ou adultos. Expor a criança a ato sexual ou exibições com o propósito de estimulação ou gratificação sexual. Usar a criança em apresentação sexual como fotografia, brincadeira, filmagem ou dança, não importa se o material seja obsceno ou não.

Quais são as principais estatísticas que existem sobre o assunto?

O número de crianças e adolescentes abusados sexualmente no Brasil é cada vez maior, mas só uma minoria apresenta queixa. Isso se dá devido ao grande trauma psicológico acarretado e também porque muitas vezes o abusador mantém algum grau de parentesco com a vítima, quando não é o próprio pai ou padrasto, o que gera medo de retaliação. As estatísticas brasileiras a respeito de abuso sexual infantil estão defasadas, faltam verbas, falta preparo de quem acolhe as denúncias, faltam mais pesquisas. Em 2008, o Disque 100 recebeu cerca de 25 mil denúncias. Em 2008, a SaferNet Brasil, uma organização de combate à pornografia infantil na internet, recebeu 42.122 denúncias sobre abuso. Assim mesmo, sem muitas estatísticas, os números são alarmantes, e têm crescido a cada ano por haver mais esclarecimento sobre o assunto, por haver mais divulgação, mas também pela maior possibilidade de acesso às crianças.

De que forma a criança pode demonstrar aos pais ou responsáveis que sofreu abuso?

Os principais sinais que a criança pode mostrar e podem ser observados pelos pais, professores ou outro cuidador da criança são: conhecimento ou comportamento sexual fora do esperado. Mudanças no comportamento como perda do apetite, pesadelos, medo de dormir, se afastar das atividades rotineiras. Afastamento dos amigos. Voltar a fazer xixi na cama. Chupar o dedo. Dificuldade de concentração na escola. Medo de alguma pessoa, ou pânico de ser deixada em algum lugar ou com alguém. Comportamento agressivo ou perturbador, delinquência, fuga de casa ou prostituição. Comportamentos auto agressivos. Irritação genital ou sangramento, inchaço, dor, coceira, cortes ou arranhões na área genital, vaginal ou anal.

Qual deve ser a postura dos pais? 

Em primeiro lugar, não entrar em pânico. Muitas vezes, os pais já até tinham algum “pressentimento” sobre determinada pessoa, mas não deram a devida atenção à sua percepção. A criança pode ter medo de contar aos pais ou familiares, pois muitas vezes o abusador faz ameaças a ela ou aos seus queridos. Se a criança conseguir contar aos pais, atenção! Acreditem, dificilmente uma criança inventa histórias dessa natureza. Conforte a criança. Explique que não foi culpa dela. A culpa é do abusador e ele fez algo muito errado. Deixe a criança saber que você sente pelo que aconteceu. Fale a ela que você vai fazer de tudo para que isso não aconteça novamente. Leve a criança e a família para um aconselhamento ou terapia.

Quais as principais sequelas do abuso sexual infantil e como tratá-las?

As principais consequências são:

Confusão
 – A criança pode achar que é normal porque o abusador disse que é, mas é confuso por que ele também falou para não contar para ninguém.

Culpa
 – Por não ter feito nada para parar o abuso; porque às vezes podia sentir algo bom; sentia que recebia coisas especiais por fazer aquilo; acha que fez algo para que o abuso acontecesse; é tão má que mereceu o abuso.

Medo
 – De ter sofrido um dano físico irreparável; de ser descoberto pelos outros; de que só de olhar para ele saberão que é mau.

Raiva
 – Do abusador; de si mesma, por não parar o abuso, ou por gostar; do  pai/mãe que não a protegeu de ser abusada pelo pai/mãe; pode parecer uma criança passiva e submissa, mas está explodindo por dentro; pode descarregar sua raiva maltratando animais ou crianças menores
Perda da confiança – Nos pais; nos adultos.
Se isso aconteceu com alguma criança que você conhece, busque ajuda especializada. Leigos no assunto com frequência machucam mais do que ajudam.

ALFRED KINSEY / Brasil Sem Pedofilia

Vítima de Kinsey desabafa: meu pai era pago para me estuprar

Kathleen Gilbert
WASHINGTON, D.C., EUA, 21 de outubro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Décadas depois de sua tribulação, uma mulher está desabafando. Ela diz que seu pai era pago por Alfred Kinsey, o “pai da revolução sexual”, para estuprá-la — quando ela tinha apenas sete anos de idade — como parte dos experimentos dele na conduta sexual humana.
Usando o pseudônimo de Esther White, a mulher falou com o jornal eletrônico WorldNetDaily na esperança de que seu testemunho ajude a convencer os legisladores a parar de financiar o Instituto Kinsey em Indiana, que vem perpetuando os “experimentos” de Kinsey como a fundamental escola filosófica por trás da revolução sexual.
White diz que se tornou vítima da pesquisa de Kinsey, a qual se tornaria o alicerce da moderna sexologia, depois que seu pai e avô foram pagos por Kinsey para abusar sexualmente dela e coletar dados sobre as reações dela. WND comenta que duas das obras de Kinsey sobre a conduta sexual humana contêm tabelas que descrevem reações sexuais até em crianças de apenas dois meses, inclusive informações sobre como conseguir múltiplos “orgasmos”.
“[Meu pai] estava me dando orgasmos e cronometrando com um cronômetro. Eu não gostava daquilo; eu entrava em convulsões, mas ele não se importava. Ele dizia que todas as menininhas faziam isso com seus papais; só não conversavam sobre isso”, White disse para WND. White comentou que recebia ordens de “não dizer para minha mãe porque eu provocaria um divórcio, e esse era o meu maior medo. Isso era horroroso naquele tempo, pois ninguém se divorciava”.
“Em 1943, quando eu tinha nove anos, encontrei uma folha de papel que tinha caixinhas de preenchimento onde meu pai estava marcando coisas que ele estava fazendo comigo. Ele arrancou a folha de mim e a colocou num envelope marrom”, disse ela. “Era um formulário com caixinhas de opções abaixo no lado esquerdo da página, e uma lista de declarações que descreviam atos sexuais. Ele tinha de selecionar coisas, se ele tinha ou não feito.”
“Uma das declarações incluía as palavras ‘orgasmo cronometrado’. Eu não sabia o que significava ‘orgasmo’. Por isso, perguntei a ele e ele me disse. É por isso que ele estava usando um cronometro”. White disse que seu pai também filmava o abuso e enviava as fitas para Kinsey.
Ela disse que sua mãe deixou seu pai depois de certa vez apanhá-lo no ato, sem entregá-lo à polícia. Contudo, ele mais tarde voltou, e continuou a tentar abusar sexualmente de White, até mesmo tentando dormir com ela depois que ela já estava casada.
Em outra entrevista de WND, a Dr. Judith Reisman, a crítica mais importante das obras de Kinsey, detalhou o imenso apagão dos meios de comunicação que vem há décadas sabotando as investigações na história sórdida e ilegal do Instituto Kinsey. Reisman descreveu sua surpresa quando descobriu que ninguém se importava em investigar a “pesquisa” patentemente pedófila de Kinsey.
“Eu estava pensando: ‘Será que todos eles eram loucos?’” recordou Reisman.
O legado profissional de Kinsey, disse ela, era “que o sexo não é nada, de modo que é certo com animais, com homossexuais, adultos e crianças de qualquer idade. Apenas tente obter o ‘consentimento’.”
“Um dos parceiros sexuais de Kinsey, Wardell Pomeroy, disse que até com bebês dá para captar que é certo pelo modo como eles olham para nós. Mas, pergunto eu, como é que uma criança pode dar consentimento para essa atividade? Kinsey disse que as crianças ‘dão seu consentimento’ quando lutam para escapar daquele que as quer estuprar!” disse Reisman. “Por definição, uma criança não tem maturidade e não consegue entender as consequências da atividade sexual. Nenhuma criança está em condições de dar consentimento”.
“O governo de Obama pediu desculpas pelos experimentos sexuais de cientistas americanos em guatemaltecos realizados de 1946 a 1948. No mesmo dia desse pedido de desculpas (4 de outubro) o Instituto Kinsey anunciou ainda outro de seus estudos sexuais tendenciosos e pedófilos acerca de crianças e orgasmos. Como é que eles conseguem escapar impunemente com o que fazem?” perguntou ela.
Reisman diz que agora espera que uma investigação parlamentar acerca dos crimes de Kinsey e seu instituto, depois de muitas tentativas que não deram certo, possa ir em frente.
Em sua reportagem, WND diz que há alguma esperança de se tomar providências a nível estadual: os deputados estaduais de Indiana Cindy Noe e Woody Burton estão de novo requerendo uma parada nos financiamentos ao Instituto Kinsey, que recebe verbas vindas dos contribuintes do imposto de renda do estado por meio da Universidade de Indiana — uma solicitação que, dizem eles, depende da possibilidade de candidatos do Partido Republicano serem eleitos como maioria na assembleia legislativa.
Burton disse para WND que ele fez uma visita ao Instituto, e o chamou “apenas de um covil de pornografia”. “Eles têm salas onde levam estudantes universitários e lhes mostram pornografia e fazem coisas com eles. É simplesmente nojento; e eles ficam ali supervisionando e tentando dizer a eles que aquilo tudo é apenas ciência”, disse ele.
O legislador disse que certa vez, ao tentar obter uma ordem legislativa para ver os arquivos do Instituto, ele foi informado de que “eles têm um sistema armado para destruir seus arquivos imediatamente se alguém tentar entrar para vê-los com uma ordem judicial”. Mas líderes conservadores esperam que novas informações sobre as origens horrendas do Instituto romperão o silêncio de uma vez por todas.
“O Instituto Kinsey moldou as políticas do Conselho de Educação e Informações Sexuais (SIECUS) e da Federação de Planejamento Familiar dos EUA [a maior rede de aborto dos EUA], e sua versão de educação sexual se infiltrou agora em nossas escolas”, Micah Clark, diretor executivo da Associação da Família Americana de Indiana, disse para WND. “O outro lado usa isso como distintivo de honra. Nós vemos isso como distintivo de vergonha”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Abra as pernas, feche a boca e tente não morrer: como ser uma jovem mulher em São Paulo. Por Felipe B


Dez 30, 2012 atualizado
Você possui o escritório de advocacia mais influente do país. Seus jovens sócios, mulheres e homens com menos de 40 anos que se acham os donos de São Paulo e ostentam salários mensais acima de 100 mil reais, decidem brincar com a vida e autoestima de uma menina de 21 anos começando a carreira como estagiária na empresa.

O combinado é sacanear a menina, certos da impunidade. Domínio dos meandros legais que fazem os algozes terem a certeza da impunidade. O ônus da prova ficará todo com a vítima.

Você é informado sobre o crime (apesar de seus jovens sócios e demais advogados influentes não olharem essa questão através do mesmo prisma moral dos pobres mortais) e aciona o departamento de gerenciamento de crise para preparar uma ação de acobertamento, caso alguma denúncia seja feita. O primeiro passo é escrutinar a vida sexual da vítima e catalogar qualquer "desvio de conduta". Prepare um rol de testemunhas pagas a peso de ouro. Também prepare a compra do silêncio da vítima, ameaçando-a de ter a carreira encerrada em qualquer instituição de peso caso leve adiante a vontade de fazer justiça.

Enquanto isso os jovens sócios se regozijam do crime perfeito, da arte de terem sacaneado a novata. Provavelmente algumas das sócias, ex-estagiárias também estão rindo. Não é uma questão de gênero. É uma questão de poder.

Ao mesmo tempo que comemoram a impunidade, os jovens sócios ainda estão eufóricos por serem os responsáveis pelo escritório ter recebido o prêmio de Ëscritório do Ano no Brasil, pela consagrada publicação International Financial Law Review. Além de serem jovens e donos do mundo, agora o bônus será polpudo.

Mas a vítima não suporta a pressão. Decide pelo suicídio, em um dos bairros mais nobres da capital.

Merda no ventilador. Departamento de gestão de crise pesa a mão. Quem der prosseguimento na apuração pode perder alguns de seus maiores anunciantes. MSM fica calada. Alguns delegados também.

A vítima morreu três vezes: no ato da agressão, na impossibilidade de obter justiça e na destruição de sua imagem pública.

O escritório fará de tudo para manter a blindagem em seus jovens sócios criminosos e assassinos. Afinal, eles são a fonte de prosperidade do negócio, com sua agressividade e falta de ética. Estão ali para vencer. Para atropelarem os fracos que não aguentam os ritos de passagem para o mundo do poder sem limites, no qual uma jovem mulher não passa de mero brinquedo descartável.

Afinal, a temporada de contratação de novos estagiários já está aberta. E elas vão continuar correndo atrás do sonho.

Não é um livro de Scott Turow. Não teremos um herói para desvendar esse crime e fazer justiça. Vai tudo ser varrido para debaixo do tapete.

Não existe nada para ser visto aqui! Vão lamentar a morte da universitária na India. Vão, vão, seus pobres!

É São Paulo, 30 de dezembro de 2012.

Que merda.

Feliz 2013.

Novo Depoimento

Não deixem de conhecer a história e a coragem da "Superação"...Bya.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O que espero do ano 2013...

O que espero? São tantas coisas...tantos desejos...tantas esperanças. Resolvi  acreditar em mim mesma e esperar o melhor tanto de mim, como dos outros.

EU:

1. Cuidar da minha saúde física, diminuindo os remédios, a cerveja e tentar me alimentar pelo menos 3 vezes ao dia. E voltar, aos poucos, a praticar caminhada.
2. Cuidar da minha saúde emocional, tentando me amar e me respeitar...lutar contra a baixa estima e fobia social...e mostrar o "cartão vermelho" a todos que me rejeitaram e continuam rejeitando, achando que sou uma idiota e não percebo e nem ligo...
3. Cuidar mais da minha vida espiritual, pois no ano passado perdi a fé e a esperança.
4. Cuidar melhor dos meus filhos e dos meus pets...sendo mais participativa, menos irritante e menos negligente.
5. Cuidar da minha casa, para que sempre tenha boas e positivas energias...eu que gosto tanto do Feng-Chui.

OUTROS:

1. Julgar menos as pessoas, tentando colocar em prática a teoria de que cada pessoa é única e entender que elas têm o seu caminho.
2. Acreditar que a solidariedade prevalecerá nos corações de todos.
3. Esperar que a sementinha da esperança floresça dentro de cada um.
4. Sempre ver o melhor lado da pessoa, acreditar e investir no seu melhor.
5. Procurar a união...a realização...e a construção de um mundo mais justo.












segunda-feira, 31 de dezembro de 2012





QUE 2013 NOS TRAGA MUITA PAZ INTERIOR...HARMONIA...ESPERANÇAS...E SOLIDARIEDADE, PARA PODERMOS NÃO SÓ REALIZARMOS A NOSSA MUDANÇA PARA MELHOR...COMO NUNCA DEIXAR DE ESTENDER A MÃO AO NOSSO PRÓXIMO. FELIZ 2013!!! COM MUITO CARINHO, BYA ALBUQUERQUE.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sei lá... A vida tem sempre razão (Vinicius de Moraes)


Tem dias que eu fico pensando na vida 
E sinceramente não vejo saída. 
Como é, por exemplo, que dá pra entender: 
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.





quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!!!


DESEJO UM FELIZ NATAL A TODOS OS QUERIDOS AMIGOS, REPLETO DE MUITA PAZ E DE MUITAS ALEGRIAS!!! COM TODO O MEU CARINHO, BYA ALBUQUERQUE.






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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Postagem da Ingrit Kramer


EU NÃO NASCI NO BRASIL, MAS SOU BRASILEIRA POR OPÇÃO E TENHO MUITO ORGULHO DESSE PAÍS...BYA.

O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL
LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque 
não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o
sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas
enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e
qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!

Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!

domingo, 9 de dezembro de 2012

DEFICIÊNCIA E VIOLÊNCIA DOMESTICA / Candida Maria Ferreira da Silva

Já escrevi no blog de ciências sócias um histórico da questão social da pessoa com deficiência, como na historia eram vistos como endemoninhados, pecadores, malignos e depois como pessoas a margem do processo acumulativo.
Hoje, pessoas com deficiência, principalmente no Brasil, são instadas a fazerem parte do processo acumulativo, tanto como produtores e consumidores de riquezas. Mesmo que seu salario sejam mais baixo, numa desculpa esfarrapada de menos horas de trabalho, um flagrante contra as leis trabalhistas.
Mas, já algum tempo a questão violência domestica contra crianças e adolescentes e portadores de deficiência tem chamado minha atenção.
A primeira reflexão é a ausência quase que total de pesquisas sobre o assunto. Estive em um encontro de comunicação de pesquisa do Instituto Fernando Figueira, onde numa belíssima iniciativa um grupo de pesquisadores da área de saúde se debruçou sobre a temática. 
As conclusões não são novidades: ausência completa de dados nos Conselhos Tutelares sobre a vitima de violência domestica ser ou não pessoa com deficiência, invisibilidade da pessoa com deficiência ante ao Conselheiro Tutelar, ou seja, se existe uma denuncia de maus-tratos ou qualquer outra violência, o Conselheiro Tutelar não se encontra conscientizado que de todas as crianças da casa, a criança ou adolescente com deficiência é a potencial vitima mais fragilizada.
Isso é um caso serio. Não apenas no Conselho Tutelar, como nos serviços de saúde e nas escolas, onde os profissionais estão absolutamente “cegos” para a questão, e despreparados para abordá-la.
Do pouco que se escreveu sobre o assunto os contornos não são muito diferentes dos casos com crianças/adolescentes não deficientes, isto é, as meninas são as maiores vitimas dos abusos, sendo que crianças/adolescentes com déficit cognitivo são dentre todas as deficiências os mais fragilizados, por não poderem muitas vezes expressar a situação que vivem.
A negligencia é um dos maus –tratos mais percebidos, principalmente no que se refere a higiene, neste caso, é necessário investigar se a negligencia ocorre devido ao desinteresse da família ou cuidador, ou se existe uma sobrecarga no cuidador, ou se, ainda, a família esta passando por dificuldades econômicas, sociais, sem uma rede de apoio.
No que se refere aos sinais de abuso não existem grandes diferenças de comportamento entre crianças/adolescentes com deficiência os que não são deficientes. Mudanças de humor, dificuldade de dormir, medo de algum local ou de determinada pessoa, regressão comportamental, irritação em órgãos genitais, isolamento, pouca ou nenhuma higiene, interesse repentino ou demasiado na sexualidade, marcas ou hematomas pelo corpo, são sinais que devem manter o profissional, cuidador ou pais em alerta (às vezes o abusador é o cuidador).
O profissional que cuida de crianças/adolescentes com deficiência devem sempre criar condições para que a mesma se sinta segura com seu atendimento, de tal forma que possa contar o que se passa com ela. Os pais devem estar atentos aos profissionais que trabalham com seus filhos (alguns até adultos) como cuidadores e outros, observando seu comportamento e também criando um ambiente de confiança para que possa ter confiança em se abrir.
Cada pai e profissional sabe a medida de compreensão de sua criança/adolescente, portanto, desde cedo ensine os cuidados com seu corpo e a contar os ocorridos do dia. Uma pergunta simples: como foi seu dia? Por vezes é o bastante para que conte sua rotina.
No mais, sempre atenção com ela e seu comportamento, qualquer suspeita deve-se entrar em contato com Conselho Tutelar de sua cidade. Lembrando sempre: a criança/adolescente é sempre vitima, mesmo que você ouça absurdos como eu ouvi de um individuo sobre uma adolescente com déficit cognitivo que era abusada por um vagabundo da cidade onde fui morar. “ela ia porque gostava, é uma safada.” Nem preciso dizer que estava lidando com um sujeito ignorante e imbecil...

Cândida Maria Ferreira da Silva – assistente social, graduanda em ciências sociais, especialista em Infância e Violência Domestica pela USP.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Aprendizado / Charles Chaplin

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,

Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba,
 
sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;

A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, 


lhe dando forma da maneira que eu escolher.





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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,

do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram..."

Clarice Lispector )