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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O aumento da onda de auto-mutilação em adolescentes / Escrito por Paulo Abreu



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“Eu me sinto aliviado e menos ansioso após me cortar. A dor emocional vagarosamente se esvai em dor física.”

“É uma maneira de ter controle sobre meu corpo porque eu não consigo controlar mais nada em minha vida.”

“Isso expressa a dor emocional e os sentimentos que eu não consigo pôr em palavras.”

“Eu normalmente sinto como se tivesse um buraco negro no fundo do meu estômago. Pelo menos, se eu sinto dor é melhor do que não sentir nada.”

Há algumas razões que os jovens dão para o porquê de deliberadamente e repetidamente machucarem seus próprios corpos, um distúrbio caracterizado por ser um fenômeno difícil de tratar e que os especialistas dizem aumentar entre os adolescentes, colegiais e jovens adultos.

Especialistas alertam os pais, professores, amigos e profissionais a estarem alertas para os sinais desses comportamentos e não aceitá-los sem questionar as explicações espúrias sobre as lesões - como “eu me cortei na mesa da cozinha”, “ eu caí da escada” ou “meu gato me arranhou”.  

Tão logo o comportamento seja detectado e tratado, afirmam os especialistas, é provável que mais rápido termine o problema, sem deixar cicatrizes físicas.

Não há números exatos para esse grande problema ainda escondido, mas pesquisas entre estudantes jovens sugerem que 17% deles já se auto-mutilaram e especialistas estimam que a auto-mutilação abrange praticamente 15% da população geral de adolescentes.

Os especialistas dizem que a auto-multilação é frequentemente uma resposta emocional e não uma tentativa de suicídio. Contudo o suicídio entre os auto-multiladores é uma preocupação.

A Associação de Saúde Mental do Canadá descreve o problema da seguinte forma: “Usualmente eles não estão tentando acabar com todos os sentimentos; estão tentando se sentir melhor. Sentem dor externa, não interna.”

Janis Whitlock, um psicólogo que entrevistou aproximadamente 40 pessoas com histórias de auto-multilação e que está participando de um estudo em oito centros relacionados, diz que a Internet está espalhando informações sobre auto-mutilação, incitando pessoas que de outra forma não teriam informação a respeito.

“Há um aumento crescente de adolescentes na Internet discutindo sobre como se cortar e como formar clubes sobre essa temática na escola”

As celebridades também têm contribuído para o aumento do problema. A princesa Diana, Johnny DeppAngelina Jolie, Nicole Richie, Richie Edwards, Courtney Love e a vocalista do Garbage, no álbum “Bleed Like Me”, estão entre aqueles que confessaram ter se auto-multilado.

Auto-multilações comuns incluem cortar a pele, arranhar, queimar, arrancar ou puxar a pele ou cabelo, beliscar, bater, engolir doses sub-letais de substâncias tóxicas, bater a cabeça, enfiar agulhas ou quebrar os ossos. Os alvos usuais são os braços, pernas e dorso, áreas de fácil contato e também fáceis de serem escondidas sob a roupa.

A auto-multilação pode tornar-se um vício. Os especialistas argumentam que determinado comportamento pode ter sido reforçado com o lançamento no cérebro de endorfinas opióides que resultam em um alívio emocional alto e natural.

Dr. Whitlock, diretor do “Programa Cornell de Pesquisa sobre o Comportamento de Auto-Multilação em Adolescentes e Jovens Adultos”, disse em entrevista que a auto-multilação parace ter função de auto-regulação dos sentimentos, além de ajudar a pessoa a enfrentar as emoções negativas que não se dissipariam de outra forma”.

A auto-multilação faz a pessoa se sentir parte de um grupo. Adolescentes que se auto-multilam frequentemente relatam que não existem adultos com quem poderiam conversar ou que iriam lhes aceitar da forma como são.

“Alguém com 13 anos pode ir até a Internet e instantaneamente encontrar uma comunidade adepta desse tipo de comportamento”, disse o Dr. Whitlock. “Quando não quiserem mais se auto-multilar, significa que terão que deixar a comunidade.”

A auto-multilação pode ser manipulativa, um esforço para que os outros cuidem da pessoa, sintam-se culpados ou a deixe em paz. Mais frequentemente, ela ocorre escondida. Auto-multiladores tentam esconder os ferimentos sob longas calças e longos casacos, mesmo em dias quentes. Podem também evitar atividades físicas como a natação.    

Quem está vulnerável?

A auto-multilação frequentemente começa com as mudanças emocionais intensas da pré e começo da adolescência, podendo persistir até a idade adulta.  

Ainda que a mulheres sejam mais frequentemente assistidas por profissionais, estudos indicam que o comportamento é praticado em igual proporção por homens. Nenhum grupo racial ou socioeconômico é mais vulnerável, ainda que a auto-multilação seja menos comum entre asiáticos e ásio-americanos, disse Dr. Whitlock.     

Entrevistas com auto-multiladores mostraram que alguns fatores podem instalar e perpetuar o comportamento. Uma história de abuso sexual na infância, especialmente o abuso emocional, foi reportado por metade dos auto-multiladores ou mais. Alguns procuram alívio para a dor emocional. Outros infligem dor para punir a si mesmos pelo que percebem ter sido seu papel em permitir o abuso.

Baixa auto-estima é comum entre os auto-multiladores. Negligência na infância, isolamento social e condições instáveis de vida são citadas como fatores de risco. Em aproximadamente 25% dos auto-multiladores há uma história de transtorno alimentar, assim como abuso de álcool e sexo de risco. 

As famílias dos auto-multiladores comumente suprimem as emoções negativas. As crianças crescem sem saber como expressar e lidar com sentimentos como o ódio ou a tristeza, direcionando a dor emocional para si. 

Embora 60% dos auto-multiladores nunca tenha tido pensamentos suicidas, esse comportamento pode ser o gatilho para o comportamento suicida (ver texto Paulo). A auto-multilação pode também acidentalmente resultar em suicídio.

“Aqueles que se auto-multilam deveriam ser avaliados como suicidas em potencial”, disse o Dr. Whitlock. Há alguma evidência de que a auto-multilação é mais comum entre aqueles com famílias com histórico de suicídio. Alguns auto-multiladores sofrem também de problemas emocionais (tratáveis) como a depressão, o estresse pós-traumático ou o transtorno obsessivo-compulsivo.   

A auto-multilação pode ser instalada por certos eventos como a rejeição por alguém importante, a sensação de estar errado ou ser culpado por algo de que a pessoa não tenha controle.

Tratamento

Ainda que não existam medicamentos que tratem a auto-multilação, drogas que tratam os problemas emocionais colaterais como a depressão e a ansiedade podem ajudar. Mais efetivo em geral é uma forma de terapia cognitivo-comportamental * chamada terapia comportamental dialética. Nela as pessoas aprendem habilidades que podem ajudá-las a tolerar o estresse, regular as emoções e melhorar seus relacionamentos.    

A terapia pode também ajudar as pessoas a ver a si mesmas não como vítimas, mas como agentes poderosos, disse o Dr. Whitlock. 

Em adição, os auto-multiladores podem aprender outras formas de aliviar o estresse, como a meditação ou o yoga, o engajamento em atividades físicas ou ainda o entretenimento com um amigo. 

Alguns auto-multiladores notaram também que algumas vezes podem evitar o comportamento simplesmente fazendo outra coisa por alguns minutos quando o impulso aparece, disse o Dr. Whitlock.

 Tradução - Paulo Abreu

* (nota do tradutor): a terapia comportamental dialética (DBT) é melhor reconhecida na literatura científica como sendo uma terapia comportamental contemporânea, não uma terapia cognitivo-comportamental (ver texto 2 Paulo). Foi inicialmente aplicada ao Transtorno de Personalidade Borderline, sendo hoje tida como seu tratamento de excelência.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

POEMA PREFERIDO...

Antiguidades

Cora Coralina

Quando eu era menina
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.

Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.)

Eu era menina em crescimento.
Gulosa,
abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom
e tão gostoso.

A gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
Com atenção.
Seriamente.
Eu presente.
Com vontade de comer o bolo todo.
Era só olhos e boca e desejo
daquele bolo inteiro.

Minha irmã mais velha
governava. Regrava.
Me dava uma fatia,
tão fina, tão delgada...
E fatias iguais às outras manas.
E que ninguém pedisse mais!
E o bolo inteiro,
quase intangível,
se guardava bem guardado,
com cuidado,
num armário, alto, fechado,
impossível.

Era aquilo uma coisa de respeito.
Não pra ser comido
assim, sem mais nem menos.
Destinava-se às visitas da noite,
certas ou imprevistas.
Detestadas da meninada.

Criança, no meu tempo de criança,
não valia mesmo nada.
A gente grande da casa
usava e abusava
de pretensos direitos
de educação.

Por dá-cá-aquela-palha,
ralhos e beliscão.
Palmatória e chineladas
não faltavam.
Quando não,
sentada no canto de castigo
fazendo trancinhas,
amarrando abrolhos.
“Tomando propósito”.
Expressão muito corrente e pedagógica.

Aquela gente antiga,
passadiça, era assim:
severa, ralhadeira.

Não poupava as crianças.
Mas, as visitas...
– Valha-me Deus!...
As visitas...
Como eram queridas,
recebidas, estimadas,
conceituadas, agradadas!

Era gente superenjoada.
Solene, empertigada.
De velhas conversas
que davam sono.
Antiguidades...

Até os nomes, que não se percam:
D. Aninha com Seu Quinquim.
D. Milécia, sempre às voltas
com receitas de bolo, assuntos
de licores e pudins.
D. Benedita com sua filha Lili.
D. Benedita – alta, magrinha.
Lili – baixota, gordinha.
Puxava de uma perna e fazia crochê.
E, diziam dela línguas viperinas:
“– Lili é a bengala de D. Benedita”.
Mestra Quina, D. Luisalves,
Saninha de Bili, Sá Mônica.
Gente do Cônego Padre Pio.

D. Joaquina Amâncio...
Dessa então me lembro bem.
Era amiga do peito de minha bisavó.
Aparecia em nossa casa
quando o relógio dos frades
tinha já marcado 9 horas
e a corneta do quartel, tocado silêncio.
E só se ia quando o galo cantava.

O pessoal da casa,
como era de bom-tom,
se revezava fazendo sala.
Rendidos de sono, davam o fora.
No fim, só ficava mesmo, firme,
minha bisavó.

D. Joaquina era uma velha
grossa, rombuda, aparatosa.
Esquisita.
Demorona.
Cega de um olho.
Gostava de flores e de vestido novo.
Tinha seu dinheiro de contado.
Grossas contas de ouro
no pescoço.

Anéis pelos dedos.
Bichas nas orelhas.
Pitava na palha.
Cheirava rapé.
E era de Paracatu.
O sobrinho que a acompanhava,
enquanto a tia conversava
contando “causos” infindáveis,
dormia estirado
no banco da varanda.
Eu fazia força de ficar acordada
esperando a descida certa
do bolo
encerrado no armário alto.
E quando este aparecia,
vencida pelo sono já dormia.

E sonhava com o imenso armário
cheio de grandes bolos
ao meu alcance.
De manhã cedo
quando acordava,
estremunhada,
com a boca amarga,
– ai de mim –
via com tristeza,
sobre a mesa:
xícaras sujas de café,
pontas queimadas de cigarro.
O prato vazio, onde esteve o bolo,
e um cheiro enjoado de rapé.

Fonte: Coralina, C. 2004. Melhores poemas, 2ª edição. SP, Global. Poema originalmente publicado em 1965.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ABUSO SEXUAL INFANTIL / Márcia Mônica de Souza Bezerra

Até muito recentemente, o abuso sexual de crianças era tratado como um assunto proibido na sociedade. Entretanto, de alguns anos pra cá esse tabu vem sendo quebrado, principalmente por conta da ação dos movimentos feministas, visto ser a mulher a vítima mais comum. E o que tem sido encontrado é alarmante, não apenas em freqüência de tais práticas, mas também em termos de conseqüências biopsicossociais. A criança, além de todo o sofrimento durante o abuso sexual, pode sofrer danos a curto e longo prazo; e uma simples intervenção precoce e efetiva pode modificar todo o desenvolvimento da criança. O “poder masculino” na relação de gênero, ou seja, o fato do homem ainda possuir o papel de patrão, de dono e de ser superior à mulher, é fator determinante da violência contra crianças, baseada numa cultura adultocêntrica (o adulto sabe tudo, pode tudo).

O abuso sexual se caracteriza como um ato de violência praticado quando alguém se utiliza de uma criança para sentir prazer sexual e é caracterizado como toda ação que envolver a questão do prazer sexual quando a criança não for capaz ou não tiver idade para compreender, consequentemente provocando culpa, vai auto-estima, problemas com a sexualidade, dificuldade em construir relações duradouras e falta de confiança em si e nas pessoas. Com tudo isso, sua visão do mundo e dos relacionamentos se torna muito diferente do jeito das outras pessoas.

Diante do exposto, após tomar conhecimento de uma situação de abuso sexual é importante amparar a vitima, dando apoio, amizade e transmitindo segurança, pois esta criança poderá estar com sua confiança abalada e geralmente não acredita quem alguém possa ajudá-la e procurar ajuda para que possa ser denunciado o caso, pois é denunciando que podemos combater o problema, a omissão, além de permitir a continuidade do abuso e da impunidade do abuso e da impunidade, também é crime, punido por lei. Entretanto, fechar os olhos, colar de fingir que o abuso sexual de crianças “só pode acontecer na familia dos outros”e o mesmo que negar sua existência. Deixar de denunciar só favorece sua perpetuação.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Mágoa / André Luiz


Se a mágoa lhe bate à porta, entorpecendo-lhe a cabeça ou paralisando-lhe os braços,
fuja dessa intoxicação mental enquanto pode.
Se você está doente, atenda ao corpo enfermiço, na convicção de que não é com
lágrimas que você recupera um relógio defeituoso.
Se você errou, busque reconsiderar a própria falta, reajustando o caminho sem
vaidade, reconhecendo que você não é o primeiro e nem será o último a encontrar-se
numa conta desajustada que roga corrigenda.
Se você caiu em tentação, levante-se e prossiga adiante, na tarefa que a vida lhe
assinalou, na certeza de que ninguém resgata uma dívida ao preço de queixa inútil.
Se amigos desertaram, pense na árvore que, por vezes, necessita de poda, a fim de
renovar a própria existência.
Se você possui na família um ninho de aflições, é forçoso anotar que o benefício da
educação pede a base da escola.
Se sofrer prejuízos materiais, recorde que, em muitas ocasiões, a perda do anel é a
defesa do braço.
Se alguém lhe ofendeu a dignidade, olvide ressentimentos, ponderando que a criatura
de bom senso, jamais enfeitaria a própria apresentação com uma lata de lixo.
Se a impaciência lhe marca os gestos habituais, acalme-se,  observando que os
pequeninos desequilíbrios integram, por fim, as grandes perturbações.
Seja qual for o seu problema, lembre-se de que toda mágoa é sombra destrutiva e de
que sombra alguma consegue permanecer no coração que se acolhe ao trabalho,
procurando servir.





sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CARINHO

CARINHO


Ah se tu soubesses
o carinho que te tenho

Se pelo menos imaginasses
como te guardo no peito

Talvez não estranhasses
quando te choro
e quando entre lágrimas
te imploro
que me guardes contigo

Se carinho se quantificasse
eu dir-te-ia que são toneladas
mas se isso não te bastasse
e mais carinho precisasses
trazer-te-ia o que para mim guardo
por dentro das madrugadas

Nas mesmas em que te lembro
e te recordo
nas mesmas madrugadas esquecidas
dos teus beijos
nas mesmas em calo os desejos
que me gritam na alma

Com o mesmo carinho
de quem sente a calma
atravessar-lhe o peito
subir ao rosto
e prender-se dentro
de todos os olhares
com que te olho
sempre que tu não me vês
e passas por mim indiferente
como se eu nem existisse...

São Reis
20Jan2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Novo Depoimento!

Conheçam o emocionante depoimento da Amanda no segundo blog!!! Bya.

Denuncias / CLEIDE SILVA

EXPLORAÇÃO SEXUAL É CRIME!!!!
Desde a sua criação, em maio de 2003, o Disque 100, serviço telefônico para comunicar casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes já realizou 2.856.996 atendimentos e encaminhou 182 mil denúncias de todo o país. No primeiro semestre de 2011, o maior número de denúncias veio da região Nordeste, com 37% dos atendimentos, seguida da região Sudeste, com 33%.

A coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Leila Paiva, explica que todos os casos são encaminhados e monitorados pelo Ministério Público!!!!

DENUNCIE...NÃO SE CALEM!!!!



TABU FOI QUEBRADO DENUNCIEM 100 ou 181 Até muito recentemente, o abuso sexual de crianças era tratado como um assunto proibido na sociedade. Entretanto, de alguns anos pra cá esse tabu vem sendo quebrado, principalmente por conta da ação dos movimentos feministas, visto ser a mulher a vítima mais comum. E o que tem sido encontrado é alarmante, não apenas em freqüência de tais práticas, mas também em termos de conseqüências biopsicossociais. A criança, além de todo o sofrimento durante o abuso sexual, pode sofrer danos a curto e longo prazo; e uma simples intervenção precoce e efetiva pode modificar todo o desenvolvimento da criança. O “poder masculino” na relação de gênero, ou seja, o fato do homem ainda possuir o papel de patrão, de dono e de ser superior à mulher, é fator determinante da violência contra crianças, baseada numa cultura adultocêntrica (o adulto sabe tudo, pode tudo). Diante do exposto, após tomar conhecimento de uma situação de abuso sexual é importante amparar a vitima, dando apoio, amizade e transmitindo segurança, pois esta criança poderá estar com sua confiança abalada e geralmente não acredita quem alguém possa ajudá-la e procurar ajuda para que possa ser denunciado o caso, pois é denunciando que podemos combater o problema, a omissão, além de permitir a continuidade do abuso e da impunidade do abuso e da impunidade, também é crime, punido por lei. Entretanto, fechar os olhos, colar de fingir que o abuso sexual de crianças “só pode acontecer na familia dos outros”e o mesmo que negar sua existência. Deixar de denunciar só favorece sua perpetuação.

Textos enviados pelo amigo ERNESTO DOS SANTOS


Amigos

"Meus amigos são todos assim... metade loucura, metade santidade.

Escolho-os não pela pele, mas pela pupila... Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 

Fico com aqueles que fazem de mim "louco" e "santo".

Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Coisa de louco... Louco que senta, horas e horas, de conversa ou de silêncio, e espera a chegada da lua cheia.

Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Não quero deles só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria... Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem. Mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância, metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto. E velhos, para que nunca tenham pressa.

Preciso deles para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão... estéril!"

Textos enviados pelo amigo ERNESTO DOS SANTOS

A Arte de Ser Feliz

"Acorde todas as manhãs com um sorriso. Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz. Seja seu próprio motor de ignição.

O dia de hoje jamais voltará, então não o desperdice! Enumere as boas coisas que você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, você será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança!

Trace objetivos para cada dia e seja paciente. Você conquistará o que há no fim do arco-íris, mas viva um dia de cada vez.

Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, isso ajuda a manter a dignidade.

Acredite, seu valor está em você mesmo. Não se deixe vencer; não seja igual, seja diferente. Se nos deixarmos vencer, não haverá surpresas nem alegrias.

Conscientize-se de que a verdadeira felicidade está dentro de você. E esta felicidade não é ter ou alcançar, mas sim dar. Então, estenda sua mão, compartilhe, sorria e abrace alguém.

A felicidade é um perfume que você não passa nos outros sem que o cheiro fique um pouco em suas mãos.

O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida, de ter o desejo de mostrar o que tem de melhor, é que isso produz maravilhosos resultados. Não só cria um espaço feliz para os que estão ao seu redor, como também encoraja outras pessoas a serem mais positivas.

O tempo para ser feliz é agora. O lugar para ser feliz é aqui!

"Ninguém é tão grande que não possa aprender e nem tão pequeno que não possa ensinar."

domingo, 15 de janeiro de 2012

Hoje estou completando 18 anos (oficiais) de casada, mais de 20 anos de companheirismo...18 anos de solidariedade...de amizade...de amor e respeito...de compreensão...dois filhos maravilhosos que sabem o valor e a união de uma família. Foram 20 anos de abuso...omissão...rejeição...e muita dor, solidão e sofrimento antes disso. Por isso hoje o meu recado a todos os filhos e filhas do silêncio, para quem essa comunidade foi criada: somos capazes e devemos nós reerguer e reconstruir a nossa vida, por mais doloroso que tenha sido e, às vezes ou muitas vezes, ainda é...de lutar pela nossa felicidade, de não nos entregar à derrota e, principalmente, de tentar além de sobreviver...de viver. Ontem, após quase seis meses sem sair de casa, fui comemorar com o Luis e as "crianças" a data e foi maravilhoso!!! A vida é assim: temos dias maus, mas podemos fazer uma força e reverter a situação. E hoje compartilho a minha alegria e a esperança de que, aos poucos, estaremos sempre caminhando para frente e vencendo aos poucos. Abraços carinhosos a todos...Bya!!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O QUE OS PAIS PRECISAM SABER E FAZER PARA PROTEGER OS FILHOS DO ABUSO SEXUAL / CHRISTIANE SANDERSON

  • Sempre saber onde os filhos estão.
  • Sempre saber com quem os filhos estão e combinar um horário para voltarem para casa.
  • Assegurar-se sempre de que os filhos saibam onde os pais estão e como podem ser contatados.
  • Criar tempo para os filhos.
  • Construir um relacionamento bom, aberto e de confiança com os filhos.
  • Ouvir atentamente quais são os medos e as preocupações deles e informá-los de que não devem ter receio de falar sobre eles.
  • Ficar alerta com qualquer pessoa que dê a seus filhos atenção incomum.
  • Ficar alerta a qualquer pessoa que compre o afeto dos seus filhos com doces, dinheiro ou presentes caros.
  • Descobrir o máximo de informações possível sobre a pessoa que esteja tomando conta de seus filhos.
  • Conversar com os filhos sobre toques "apropriados" e sobre toques "bons" e "maus".
  • Não ficarem embaraçados ao conversar com os filhos sobre o perigo de Abuso Sexual e do aliciamento.
  • Ajudar os filhos a entender o que é um comportamento inaceitável entre adultos e crianças.
  • Encorajar os filhos a lhes contar sobre qualquer pessoa, incluindo parentes e amigos próximos, que esteja agindo de uma maneira que os preocupe.
  • Ensinar os filhos a terem confiança ao se recusarem a fazer algo que sintam que é errado ou lhes cause medo.
  • Conhecer os sinais ou sintomas do Abuso Sexual.
OBS: Não só os pais, mas também os parentes, amigos, professores deveriam aprender essas dicas...pois muitas crianças são abusadas em casa. É preciso se omitir menos e participar mais...com pequenos gestos e uma mínima atenção dá para aliviar o sofrimento de uma criança. NUNCA podemos esquecer que a criança violentada hoje pode se tornar o abusador de amanhã...Bya.

sábado, 7 de janeiro de 2012

O que faz o medo / by Ernesto dos Santos

O QUE FAZ O MEDO?

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes, então: ”Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta
e por mim serem lá trancados". Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:
-Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
-Diga, soldado.
-O que havia por detrás da assustadora porta?
-Vá e veja você mesmo.
O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida em que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente... E, finalmente, ele descobre, surpreso, que...a porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE !!!
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
Pense nisso! Viva, sem medo de abrir novas portas !!!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Fato!!!

‎... os demônios perdem seu poder quando os tiramos das profundezas onde se escondem e os olhamos de frente, em plena luz

Isabel Allende
O Caderno de Maya






Dica de um livro...

Terminei de ler um livro bastante interessante: "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", do autor Leandro Narloch (jornalista). Ele realizou uma extensa pesquisa sobre vários assuntos da história brasileira e fiquei bastante surpreendida com certos fatos...recomendo!!!


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ 2012

DESEJO A TODOS OS AMIGOS UM 2012 PRÓSPERO: DE AMOR, DE ESPERANÇAS, DE REALIZAÇÕES, DE ALEGRIAS, DE PAZ E HARMONIA E DE MUITA LUZ...ABRAÇOS CARINHOSOS, BYA!!!


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

by Rosangela Nascimento / Revolução na Alma



Ninguém é dono da sua felicidade. Por isso, não a entregue nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta!
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, leve o pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você...
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante.
Não coloque objetivos longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se anda desesperado por problemas financeiros, por amor ou por conflitos, busque em seu interior a resposta para acalmá-los. Você é reflexo do que pensa diariamente.
Um sorriso no rosto é um bom começo!
Você estará afirmando para você mesmo, que está "pronto" para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.
Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja...
Por fim, acredite que não estaremos sozinhos em nossas caminhadas, um instante sequer...
Se nossos passos forem dados em busca de justiça e igualdade!

Essa mensagem termina com um pensamento do filósofo grego Aristóteles:
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."
 

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ / Martha Medeiros

QUEM MORRE?


Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar. 

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou 
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos 
Olhos e os corações aos tropeços. 

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz 
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto 
Para ir atrás de um sonho, 
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos... 

Viva hoje !
Arrisque hoje ! 
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ

sábado, 17 de dezembro de 2011

Broken The Film - The Movement - Brasil

The film aims to show the struggle of groups of Brazilians, Americans, and people of other countries against the sexual abuse of children and youth, - including pedophilia, - which, in the majority of cases, devastates its victims, leaving the traces many times until the adult life. This struggle extends from the polit...Ver mais

    • Broken The Film - The Movement - Brasil

      Este filme mostra a luta de grupos brasileiros, americanos e de outros países contra o abuso sexual infanto-juvenil, incluindo a pedofilia.

      Essa luta se estende desde os bastidores políticos, tanto nos EUA quanto no Brasil, para manutenção de forças especiais de combate e inteligência (FBI e PF), até ações de outros grupos civis interligados ou não, estes incansáveis no combate desse mal.

      O desencadeamento de mecanismos de pressão para o maior enfrentamento será a partir da declaração surpreendente de uma vítima de 12 anos em uma Assembléia Geral da ONU, a jovem Silvia, que criará uma reação em cadeia nas redes sociais no mundo.

      BROKEN mostra aspectos do dia a dia de abusadores e vítimas, os anseios e as consequências inerentes. Em suma, um filme “cru”, é permeado de muita ação e suspense, mas não se esquivando em mostrar as caras dessas situações, as sequelas duradouras desse ato, bem como as possíveis origens delas.

      O abuso sexual infanto-juvenil está em todos os lugares, em todas as classes sociais e, principalmente, dentro de casa ou ao redor dela

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Coragem / Osho

A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.


Vaginismo

VAGINISMO É UMA CONSEQUÊNCIA DIRETA DO ABUSO SEXUAL, QUE FAZ A MULHER SENTIR DOR EM VEZ DO PRAZER E É CONFUNDIDA, MUITAS VEZES, COM A FRIGIDEZ. A MULHER PASSA A TER MEDO DA RELAÇÃO E SE SENTE HUMILHADA E INÚTIL...


Mulheres com medo de sexo = vaginismo
Mulheres com medo de sexo ganham centro de tratamento em SP. Conheça o distúrbio
Distúrbio conhecido como vaginismo faz mulheres terem fobia da penetração

Quando uma mulher “trava na cama” e não consegue levar o sexo adiante, é comum os homens taxarem a cena como charminho ou frescura. Em alguns casos pode até ser, mas quando o comportamento é recorrente pode ser sinal de que ela sofre de vaginismo – um sério distúrbio emocional que tem como sintoma a contração da musculatura da vagina, impedindo a penetração do pênis e causando dor durante o ato sexual.
Pouco conhecido, o distúrbio afeta mulheres de todas as idades que, geralmente, passaram por grandes traumas, como abuso sexual ou estupro, ou tiveram uma educação muito rígida.
A qualquer sinal de toque na região genital, ela se assusta, contrai toda a musculatura interna da vagina, além dos músculos das coxas e das nádegas, impedindo o parceiro de penetrá-la, explica a ginecologista Carolina Ambrogini, coordenadora do CATVA (Centro de Apoio e Tratamento do Vaginismo), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
- É uma tensão inconsciente por medo de doer, de não caber [o pênis]. A vagínica tem lubrificação, consegue se excitar, fazer sexo oral. O problema é com a penetração.
O CATVA foi criado em janeiro deste ano, depois que o Departamento de Ginecologia da Unifesp passou a receber casos como este com muita frequência. Hoje 50 estão em tratamento e uma fila de espera foi aberta. O ambulatório está localizado na Rua Embaú, 66, na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone            (11) 5549-6174       .
Na lua de mel
Soraia (nome fictício), de 25 anos, notou que tinha o problema na lua de mel, há dois anos. Ao se casar virgem, o enfim sós da brasiliense se tornou um drama. Ela não conseguiu transar com o marido e esperou nove meses para recorrer à ajuda médica, depois de muita briga.
- Eu percebia [que tinha um problema], por mais que conseguisse fazer sexo oral, ter prazer. Ele era mais experiente e chamava atenção para eu ir ao médico, mas eu era cheia de pudor.
Sua primeira e grande dificuldade foi saber o que aquele medo significava. Foi pela internet que descobriu o termo vaginismo. Depois correu ao ginecologista que confirmou o diagnóstico por nem conseguir examiná-la.
Segundo Carolina Ambrogini, a mulher que sofre do distúrbio não consegue sequer passar por um exame ginecológico e, em casos extremos, nem lavar a vagina direito por medo de tocá-la.
Por ser de natureza íntima, mas com reações físicas, o tratamento deve aliar sessões de psicoterapia, fisioterapia, às orientações de um ginecologista, ensina a ginecologista e terapeuta sexual Glene Rodrigues Farias, que acompanha mulheres vagínicas no Hospital Pérola Biynton, em São Paulo.
- A dor da alma leva à dor de fechar a vagina.
Metodologia levada à risca por Soraia.
Da terapia ao vibrador
De um começo tímido de sessões de terapia, ela foi ganhando confiança e progredindo à medida que iniciou exercícios de pompoarismo e de introdução de pequenos objetos na vagina, como um absorvente íntimo, com auxílio de uma fisioterapeuta uroginecológica (especialista em exercícios na área genital).
Por volta do quarto mês, depois de tornar a prática dos exercícios diária em casa, conseguiu, por fim, introduzir uma prótese do tamanho e largura semelhantes a de um pênis considerado normal.
O avanço lhe deu mais confiança de tentar a penetração com o marido, o que foi feito com sucesso. Passado mais alguns meses, Soraia se diz curada.
- Antes eu só sentia dor e medo, hoje chego ao orgasmo. Nossa relação melhorou mil por cento. Ele já era um marido compreensivo, mas o sentia muito triste, deprimido. E agora ele é motivado.
Todo esse processo ela relata em seu blog Soraia e o Vaginismo.
Cura: compartilhando experiências
O final feliz da brasiliense é possível para até 100% das mulheres que sofrem do distúrbio, segundo a terapeuta sexual Glene Rodrigues Farias.
Há 15 anos tratando de mulheres com o problema, Glene chama atenção também para a forma secundária da doença, que pode ser adquirida depois de uma cirurgia na região vaginal ou mesmo por causa de infecções genitais recorrentes.
Estes casos, assim como primários, são tratados por ela de forma multidisciplinar, com a inclusão da terapia de grupo.
- Quando cada uma conta o que acontece com ela, todas se sentem mais aliviadas e criam uma postura mais positiva.
Por para fora o problema tende a ajudar muito a vagínica. Tanto que, como Soraia, muitas relatam as dificuldades do tratamento em blogs.
A fisioterapeuta Maria Angélica Alcides, do CATVA, finaliza sua tese de mestrado sobre o vaginismo, assunto que considera pouco explorado pela medicina.
- A fisioterapia tem o objetivo de diminuir a tensão muscular, orientar a paciente a entender melhor o seu corpo, entender o que a doença causa e ensinar a mulher a se tocar.
Para se chegar a isso, a profissional – não se admite homens, por questões óbvias – deve criar um “laço com a paciente”, diz Angélica.
Isso porque é por meio de massagens externas e internas que a fisioterapeuta ensina a mulher a se descobrir.
- As vagínicas costumam ser mulheres do tipo dominadoras, com personalidade forte, mas que se sentem diminuídas como mulher. Porém elas têm maridos mais passivos, que são muito parceiros.


Do R7 Notícias
http://noticias.r7.com/saude/noticias/mulheres-com-medo-de-sexo-ganham-centro-de-tratamento-em-sp-conheca-o-disturbio-20110609.html

Mulheres com medo de sexo ganham centro de tratamento em SP. Conheça o distúrbio - Saúde - R7
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domingo, 11 de dezembro de 2011

Renata Beiro DESENCANTO...


Em cada
Canto
Um desencanto
De todos
Lados
Nem um
Só canto!!!
Ora, dizeis
Colha
Na idade
Pela cidade
Nua
Crua
Tua
Saudade
De caricata
Felicidade...
Se
O que invade
Faz-te
Covarde
Corre
Ao mundo
Gira
Mundo
Mundo
Girando
Rodando
Não há
Um canto
Cantando
Se necessário
Seja contando
Vidro
Em pedaços
Melhor
Colando
De tantos
Atos
Contratos
Resta
No chão
Cacos
Pedaços...

RENATA BEIRO (11/12/11)
 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CORA CORALINA

"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."



"Se temos de esperar, 
que seja para colher a semente boa 
que lançamos hoje no solo da vida. 
Se for para semear, 
então que seja para produzir 
milhões de sorrisos, 
de solidariedade e amizade."


Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.