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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ser Mãe (Júlia -14 anos)

Gostaria de compartilhar com amigos os versos que recebi de presente, de Dia das Mães, da minha filha Júlia. Um dos presentes mais emocionantes que recebi na vida.


Ser Mãe


Ela grita, berra, chora, briga
Ela chama a minha atenção
Mas ela é minha vida
Eu sei que ela faz de coração


Ser mãe é ser guerreira
Ser mãe é ser chata
Ser mãe é ser teimosa
Mas ao mesmo tempo carinhosa


Eu sei que quando precisar
Um abraço forte eu posso contar
Que minhas angustias posso falar
Que ela nunca vai me abandonar


Nem nos momentos mais difíceis
Nem nos mais alegres
Minha mãe me acompanharia
Não importa aonde eu iria


Mãe querida
Mãe heroína
Eu te amo muito
Você é a minha vida

sábado, 8 de maio de 2010

Dia Das Maes - Recados e Imagens (4305)

Texto mandado por amigo Ari Carrasco

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Saber amar e saber perdoar

"Por vezes existe como que uma mágoa secreta que nos persegue, e que vai espanhando as suas raízes na nossa profundidade interior, perturbando-nos e retirando-nos a serenidade, devido a algum ressentimento aguardado, alguma ofensa «engolida», alguma perda sofrida que não fomos capazes de superar.Muitas vezes as nossas ansiedades transformam-se em medos ou fobias, em preocupações ou frustrações, em traumas e inseguranças, geradoras de mal-estar, que desequilibram emocional e afectivamente. Por isso sentimo-nos desgastados, vulneráveis, fragilizados… sem energia e, por vezes, ate mesmo escravizados.

Só na medida em que formos capazes de amar a realidade que nos feriu, através de um vivo sentimento de perdão, seremos capazes de voltar ao estado de paz original, que saudosamente recordamos, em vezes de remoermos o que nos aconteceu, o que só leva à mágoa.

O perdão é libertador e tem um poder terapêutico enorme, capaz de fazer experimentar o gosto da alegria de nos sentirmos libertos, autónomos, autênticos, assertivos e, por isso, felizes. Não podemos permitir que os nossos males passados nos continuem a deixar prostrados e nos roubem o entusiasmo pela vida, tornando-nos pessoas azedas e frias, quando temos uma vida para nos fazer apaixonar.
Devemos apaixonar-nos por cada instante do quotidiano, pelo brilho do sol, ou pelas ondas do mar, pelo encanto das manhas radiosas, ou pelo mais belo pôr-do-sol… pelo sorriso ou pelo toque que partilhamos, pela palavra que escutamos ou dizemos, pelo abraço que nos faz que nos faz sentir bem, pela ternura que sentimos e fazemos sentir…
A vida tem que ser acolhida, recebida, criada e recriada em cada instante, de forma a torná-la mais completa e saudável, cultivando a sua aceitação, através de uma aprendizagem feita de avanços e recuos, valorizando sempre o aqui e agora. A aceitação dos factos inevitáveis não nos deixa gastar energias inutilmente e permite-nos agradecer o que a vida dá, tornando-a mais fluida e positiva, olhando e valorizando o que temos e não desejando o que é dos outros.
O perdão libertador, nascido num coração que saber amar verdadeiramente, é tanto mais fácil e autentico, quanto maior a capacidade de amar e mantém aberta a porta por estar, dando graças.
Esta gratidão pelo dom da vida que, gratuitamente, nos foi dado por Deus, abre-nos as portas ao principio da partilha dos nosso talentos, postos render em nosso serviço e ao serviço dos outros". 

domingo, 2 de maio de 2010

Chico Xavier - Meu Ídolo

"Conheci" o Chico Xavier através das histórias da minha avó, sobrinha de uma das maiores médiuns do Brasil. O carinho que a minha vó sentia por ele era enorme. Aliás, foi através do Chico que a minha avó e o meu avô se conheceram.
Depois, quando mudei de cidade, continuei ouvindo falar sobre o Chico. E o meu apreço por ele foi somente crescendo, cada vez mais.
Quando me tornei espírita de "verdade" ou seja, praticante, passei a me interessar por outros espíritos autores e o Chico ficou "meio que adormecido" no meu coração. Mas a admiração que sentia pela sua figura sempre foi forte.
Foi somente no dia da sua morte é que percebi o quanto gostava / admirava ele. Fiquei triste, como se tivesse perdido um grande amigo, sem jamais conhece-lo.
O Chico se foi, mas a sua "presença" é constante, seja através dos livros, seja através dos seus ensinamentos.
Quando foi lançado o livro "As Vidas do Chico Xavier" de Marcel Souto Maior, não demorei para adquiri-lo. O livro foi um bálsamo pra mim e para o meu sofrimento. Não sei quantas vezes já o reli. Toda vez que fico "mal", deprimida, não tenho dúvidas: procuro na abnegação, na humildade do Chico a minha "cura". Que nem agora. E sempre deu e dá certo.
Não é preciso ser espírita para admirar o Chico Xavier. Sua jornada foi incrível. Um homem humilde, com um coração enorme, que abrigava a todos. Se um dia eu conseguir chegar a 1% do que o Chico foi, já estarei realizada. Considero-me uma pessoa de sorte por poder entender os seus ensinamentos e, muitas vezes, compreender a essência do seu ser. Se hoje sou uma pessoa melhor, é graças a ele. Às suas lições, à sua história de vida.
E é por isso que o Chico Xavier é o meu ídolo. Um exemplo a tentar ser seguido. Porque Chico foi e será o único. Abençoados são os que tiveram a chance de conviver com ele. Pois o Chico era abençoado, apesar de todo o sofrimento pelo qual passou. E eu me sinto abençoada também, mesmo sem ter o conhecido, mas por ter tido a chance de ter a sua figura no meu coração e, com isso, me tornar um pouco mais evoluída.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Poemas / Textos do Amigo Andre Foppa

Às vezes perguntamos:
Por que tanta coisa acontece em nossas vidas?
Porque estamos andando, caminhando felizes...
E de repente levamos um tombo?
Tombo esse que às vezes nos trava,
Impossibilita por uns minutos ou horas,
A voltar a andar novamente?
É..... tem momentos que são extremamente difíceis!
Mas assim é a dança da vida!
Um dia rodando,
Noutro pulando,
Às vezes correndo,
Às vezes valsando!
Mas mesmo na hora da queda, temos que perceber,
Que faz parte da dança da vida!
No aprender dos passos às vezes caímos!
Mas não deixe que o tombo te faça parar!
A vida é bela!
A dança é linda!
E depois de vários tombos!
É que vem o equilíbrio,
É que vem a segurança!
Não deixe o tombo te fazer parar!!!
E faça sim do que poderia ser um horrível tombo,
Apenas mais um passo da tua dança!
A dança da vida!!!!



As pessoas poderão esquecer o que você disse,
depois de algum tempo. Mesmo porque, quase
sempre, não nos habituamos a escutar com o
coração e a memória nos trai.
As pessoas poderão esquecer do que você fez,
com o passar dos anos. A memória da gratidão
costuma empalidecer no decurso dos anos.
Mas as pessoas nunca esquecerão de como
você as fez sentir, da amizade que ofertou, da
emoção que proporcionou, da solidão que
preencheu, do amor que semeou!



Bonitas são as coisas vindas do interior,
as palavras simples,
sinceras e significativas.
Bonito é o sorriso que vem de dentro,
o brilho dos olhos ...
Bonito é o dia de sol
depois de noite chuvosa
ou as noites enluaradas, de verão
quando todos saem de casa.
Bonito é procurar estrelas no céu
e dar de presente
ao amigo, amiga, ao namorado...
Bonito é olhar a poesia do vento,
das flores e das crianças.
Bonito é chorar quando se sentir vontade,
e deixar as lágrimas rolarem
sem vergonha ou medo de crítica.
Bonito é ser realista, sem ser cruel,
e acreditar na beleza de todas as coisas.
Bonito é a gente continuar a ser gente,
em quaisquer situações.
Bonito é você ser você


Poema de Ana Maria C. Bruni

Porém,muitos conseguiram enterrar seus mortos outros não... Elas e eles caminham no luto.
São crimes físicos e morais que enterram milhares, mesmo aqueles que aparentemente vivam fisicamente entre nós. Caminham em outra vida sufocados, por terem apertado mãos que aparentemente se indignavam com os crimes que foram praticados contra eles.
Em muitos
Se houvessem quebrado suas pernas, se arrastariam
Se houvessem cortado suas mãos,usariam galhos
Se houvessem furado seus olhos,enxergariam com os galhos
Mas para muitos e muitas o crime foi maior,não respeitaram seus direitos constitucionais e muitos ainda são perseguidos por clamarem por eles.
O Luto permanece por seres brilhantes e iluminados que deixaram nosso país por tragédias
O Luto permanece pelo descalabro em nosso país
O Luto permanece por aqueles que enterraram seus mortos
O Luto permanece pela omissão da sociedade
O Luto permanece por aqueles que convivem com seus pesadelos e abandono
O Luto permanece
O Silêncio não será mortalha!
Não será a terra desta terra Brasil que sepultará as vozes que clamam pelos seus direitos.
Ana Maria C. Bruni
http://itacarenews.blogspot.com/2010/04/luto-o-silencio-nao-sera-nossa-mortalha.html

sábado, 24 de abril de 2010

Texto Da Ana Maria C. Bruni




TerritorioMulher:

Pois é, pois é. A cada dia muitas silenciam, estão cansadas, esgotadas, desoladas. Muitas que se manifestam com mais vigor na internet são as que sofreram violência ou participaram de alguma forma da violência contra amigas e familiares. Estas apesar de tudo são as que lutam para que as outras não passem por estas terríveis experiências.
É a violência em todas suas interpretções: A doméstica, a psicológica, a institucional, enfim violência. Todas aqui e já são quase 3.000 membros escrevem bem, são solidárias, algumas bem preparadas em relação a legislação, procedimentos jurídicos.
Leia mais
http://leimariadapenha.ning.com/forum/topics/nossa-voce-ainda-esta
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=20831555&tid=5463353367259133821&na=4

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Nível de Violência nas Escolas

Sou voluntária em uma escola estadual no meu bairro. Trabalho na parte da tarde, que engloba alunos adolescentes, de 11 a 17 anos. Nunca me senti tão acuada como ali, levando em conta que faço trabalho voluntário desde os 15 anos (estou completando 43). No início, fui recebida com desdém e muita, muita agressividade, Foi difícil convencer os alunos que eu estava ali para ajudar, para ser amiga. Isso foi devido a greve dos professores. Precisei substituir alguns, dando aulas, palestras ou atividades paralelas. Com horror, constatei que o professor era visto com desdém pelos mesmos. Pudera! Os professores (a maioria) não dão importância aos alunos e nem à matéria. Chegam atrasados, faltam ou ficam conversando entre si em vez de entrarem na sala de aula. São recebidos com desprezo e falta total de respeito.
Além das aulas, comecei a dar palestras sobre respeito, cidadania, educação e buling. Também trabalho muito com produção de textos, através de várias atividades e pequenas encenações de peças. Nessas encenações eles precisam escrever um pequeno roteiro e passo a responsabilidade para os líderes dos grupos. Trabalho muito com o desenvolvimento da linguagem, já que a maioria dos alunos é semi analfabeta e não tem o hábito de leitura.
Consegui com isso conquistar alguns, mas a grande maioria me olha ainda com desconfiança. Semana retrasada saí praticamente chorando de uma classe, por causa da agressividade verbal, que por pouco não chegou à física. Agora, temos que trabalhar em dupla, para a nossa segurança.
Semana passada aconteceram vários fatos de violência e agressividade, ao ponto da polícia ter sido chamada por duas vezes e os alunos mandados para a delegacia e, logo após, ao Conselho Tutelar. Numa dessas brigas, um aluno acertou a cabeça da colega com uma cadeira. Por pouco não virou um caso de morte. Infelizmente, quem começou a briga com agressões foi a própria vítima.
Fica a pergunta: o que podemos fazer por esses adolescentes? Como ajudar? Já tenho 20% ao meu lado, faltam 80%.
Estou criando um e-mail, orkut e uma comunidade para eles. Espero, através da internet, conseguir ajudá-los com temas variados. Tenho também os incentivado para formarem vários grupos de assuntos afins e concursos. Como estou voltando para São Paulo, essa é uma maneira de não "abandoná-los".
Gostaria de pedir ajuda, conselhos, idéias a quem ler esse texto. Através dos comentários ou e-mail, toda colaboração será bem vinda. Os adolescentes de hoje são os adultos de amanhã. Acredito que trabalhando, orientando, é um modo de diminuir tanta violência e agressividade. Eles não são maus, apenas incompreendidos, largados e sem atenção que todo ser humano merece.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Novo Blog

Montei um segundo blog com a minha história. O nome desse blog é: Depoimentos / Filhas do Silêncio.
O objetivo é juntar depoimentos de várias pessoas que sofreram qualquer tipo de violência e editar um livro. É um trabalho sério, que envolve sentimentos de todos os tipos. Quem quiser participar, é só mandar o seu relato para o e-mail beatriza67@gmail.com O endereço do blog é: www.filhasdosilencio2.blogspot.com 
Obrigada.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Elegia

Elegia de Ricardo Neftalí Reyes Bosoalto (PABLO NERUDA)

Talvez não nos despertam
e seguimos
dormindo na hora dormida,
e rechaçamos
o que continua,
a planta irrevogável
que persiste, que cresce.
Bem, é verdade, e o que acontece?

Por que aceitar o que não substitui
a água pura, o vinho do vinhedo,
o pão profundo que era o nosso pão, as presenças insignes ou impuras
que éramos nós mesmos e não estão,
e não porque estão mortas,
mas sim porque não estão, e não há remédio.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Objetivo da minha luta

Gostaria, através desse texto, apresentar os meus objetivos em relação ao trabalho que venho realizando. Sou uma vítima de violência / abuso sexual e estupro, praticado pelo meu próprio pai biológico. Sofri essa tortura e pressão emocional durante 20 anos, sob fortes ameaças à minha integridade e à integridade da minha irmã, quase 12 anos mais nova que eu.

Violência – ato ou efeito de violentar. Constrangimento físico ou moral. Qualquer força material ou moral empregada contra a vontade ou a liberdade de uma pessoa; coação.

Violentar – forçar, estuprar, coagir, constranger, obrigar.

Abusar – trair a confiança de, explorar, enganar, desonrar. Prática contrária às leis e aos bons usos e costumes.

Estuprar – violentação, coação com ameaças. Relação sexual sem consentimento e com emprego de força.

Fonte: Dicionário Larousse / Dicionário Michaelis

Sofri as quatro coisas acima. Sei que muitos perguntam: por que por tanto tempo. Porque a violência sexual não é praticada somente contra o seu corpo físico. A maior violência é a emocional. Eu estava sozinha, não tinha ninguém para compartilhar a minha angústia, a minha dor. Com uma mãe que me tratava ora com agressividade, ora com total rejeição. Eu não tinha a quem procurar. Sem falar o medo, o terror que sentia do meu pai. O meu emocional me influenciou tanto, que passei a ter problemas físicos que persistem até hoje. E o pior: a minha baixa estima quase me levou ao suicídio no ano passado. Somente com muito amor e carinho por parte do meu marido e dos meus filhos é que estou conseguindo sair da depressão. E foi com o total apoio do meu marido que recomecei a escrever; minha filha me ajudou a montar o blog e eu montei uma rede de amigos no orkut e uma comunidade.

O meu blog e a minha comunidade não estão somente focados na violência, mas sim, muito mais nos fatos do dia a dia e na cultura. Devemos diversificar os nossos pensamentos e provar a nós mesmos que somos capazes de outras coisas, além de lamentar o acontecido. Mas muito mais que isso, o meu grande objetivo é ajudar as mulheres a recuperar o amor próprio e a auto estima. É com isso que venho trabalhando, através de vários e-mails que tenho recebido e é esse o meu objetivo final: ajudar.

No momento estou escrevendo capítulos de um depoimento / resumo do que aconteceu comigo. Dos 06 anos até os 26, convivendo com a brutalidade do meu pai; e após o casamento. É apenas um resumo. Pretendo montar um segundo blog com esse depoimento e pedir que, com muita coragem e determinação, as outras mulheres acrescentem o seu depoimento para, quem sabe, mais tarde, esses depoimentos se transformarem num livro. Será o nosso grito de protesto, de indignação. Será a nossa vitória. Pois falar, mesmo sendo coagida, ameaçada, é uma grande vitória.

Nós precisamos de toda a ajuda. Não para a nossa exposição. Mesmo porque a maioria de nós usa um pseudônimo. Mas para a divulgação de o que acontece com as mulheres na faixa de 40 anos, que sofreram qualquer tipo de violência na infância / adolescência e precisaram se calar. Para que as meninas que passam por isso hoje, amanhã não precisem vivenciar o desespero que nós passamos.

Agradeço sinceramente a atenção. Com muito respeito, Beatriz Albuquerque.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Texto do amigo Renatto

Bya...minha querida amiga......que este caso de Isabella e tantos outros sejam um alerta para todos nós!
Um alerta sobre a violência contra a criança, contra a mulher, homens, idosos e animais.

Uma violência que não para nem diante dos exemplos de punição, uma violência explícita ou velada, mas que acontece tão perto de nós. Dentro dos lares de nossas famílias, amigos e vizinhos.
Uma violência que pode começar num ciúme, num egoísmo, num debate, numa competição ou em qualquer situação onde o ego, e apenas ele, está presente.
Uma violência que está dentro de nós mesmos, animal, humana, quase natural, mas controlada pelo superego, pelo sentido moral e espiritual.
Uma violência que se expressa desde agressões físicas, como psicológicas quando fazemos o outro quedar diante de nossa soberania.
Uma violência que se expressa em xingamentos e subestimação da capacidade do outro. Na agressão de palavras frias ou gritantes, mas que tentam fazer com que o outro se sinta menor.

sábado, 27 de março de 2010

Dica Cultural do mês de Março

Indico a peça "O Rei e Eu", que pode ser assistida no Teatro Alfa, em São Paulo. No elenco, Tuca Andrada, que já participou de vários filmes, novelas na Globo e atualmente está na Record. Prestigiem!

A Educação e a Cultura

Quando pensamos em educação, vêm à nossa mente colégio, escola e livro didático. Muitas vezes esquecemos que a educação vai muito mais além disso. Leitura é educação. Ir à uma exposição ou a um museu é educação. Ver um bom filme também é. Teatro e educação andam de mãos dadas. Por isso, devemos incentivar nossos filhos e as crianças / adolescentes em geral a esse tipo de educação alternativa, que é gostosa e sem obrigações.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Allan – O menino de ouro


Allan era sempre sorrisos. Sincero, cativante, simpático, tinha um astral maravilhoso. Trabalhava e estudava. Era amigo dos pais e, principalmente, da irmãzinha mais nova. Era amigo de todos! Era nosso amigo, apesar da diferença de idade. Era amigo dos nossos filhos. Ele era assim, menino de ouro. Com suas qualidades, com seus defeitos, era simplesmente o Allan.

No dia 22 de março, esse sorriso foi apagado. Digo que foi apagado, porque não foi ele que parou de sorrir. Fizeram isso... Juntamente com a negligencia médica, o Allan se foi. Mas o sorriso somente se apagou no seu corpo físico, porque ele continua irradiando dentro das nossas lembranças e dos nossos corações.

Com o tempo, a dor da perda vai diminuindo e a saudade diluindo. Mas o que vai ficar, para sempre nas nossas lembranças é esse sorriso sincero, expansivo, honesto. Obrigada, Allan, por compartilhar conosco a sua alegria. Obrigada, mesmo que por um momento curto, ter feito parte das nossas vidas. Quanta honra nossa!!! Que Deus te proteja e que você esteja em paz.

Todos os dias ouvimos falar da violência, que está sempre presente e sob qualquer forma, no nosso dia a dia. Já ficou uma coisa banal. Somente quando ela acontece no nosso círculo de amigos ou familiar, é que damos conta de como é dolorosa. Não se sabe direito o que aconteceu com o Allan. Isso ele levou consigo mesmo. Só se sabe que alguém bateu na traseira da sua moto violentamente e, com certeza, de propósito. O Allan voou e se chocou contra um muro. Ele literalmente voou, pois não teve escoriações pelo corpo quando alguém cai. Após, ele deve ter sido virado, pois roubaram o seu celular e sua carteira. Acredita-se, que ao mexerem no corpo, provocaram mais lesões gravíssimas. Levado ao hospital público, já que estava sem documentos e é esse o procedimento do resgate, foi negligenciado e a família não foi avisada que ele estava com traumatismo craniano encefálico. Ficou oito dias num leito, sem explicações algumas. Foi preciso a intervenção do meu médico, ex-aluno e grande amigo para dar a triste notícia da gravidade da situação. A essas alturas, ele já estava com febre, por tanto, com infecção. Um dia e meio após o diagnóstico correto, ele faleceu. Fica registrada a nossa dor e a nossa indignação com o descaso por uma vida humana. Allan estava com 20 anos e tinha muita vida pela frente. Amava e era amado. Apesar desse blog ser voltado para a violência sexual, não poderia de deixar de contar aos amigos sobre outros tipos de violência. Ela acontece todos os dias e, sinceramente, não tenho muitas esperanças que a situação melhore. Então resolvi compartilhar a minha dor. Dor de tantas pessoas, milhões que passam por isso no mundo inteiro. E só me resta dizer: que Deus proteja a todos nós.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ausente

Amigos (as): por motivos de saúde, precisarei ficar ausente por algum tempo.
Desejo a todos muita paz e harmonia.
Até a volta!
Abraços, Bya.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Carta de Protesto ao CQC

Nesta segunda, dia 15, voltou ao ar o programa maravilhoso CQC (Custe o Que Custar) pela BAND.
É um programa que com muito humor, cumpre o seu papel social.
Infelizmente, um fato chamou a minha atenção e da minha família: na entrevista que o Oscar Filho fez com prefeito Gilberto Kassab, bem no final, utilizou um gesto "afeminado" e descriminatório. Achei que foi falta de respeito.
Não moro no Estado de São Paulo e pouco conheço da trajetória do prefeito Kassab. Mas acredito, tentando ser imparcial, que devemos julgar a pessoa de acordo com as suas realizações políticas / sociais e, não, pelas suas opções sexuais.
Pelo que vejo ou leio sobre o Kassab, ele transmite ser uma pessoa culta, determinada e educada e, acredito, que merece respeito.
Tenho certeza que não foi o intuito do repórter de humilhar o prefeito, mas assim mesmo decepcionou.
No sentido de colaborar e também por conhecer muito bem o que é ser descriminada, espero com muito respeito e afeto, colocar o meu protesto, a minha cooperação e a minha crítica construtiva.
Parabenizo mais uma vez pelo trabalho maravilhoso de toda a equipe.
Atenciosamente, Beatriz Albuquerque.

Arco Vida - Webert Gomes

Arco-Vida. É assim mesmo que minha vida segue.Altos e baixos.Dias escuros, nublados, cinzentos...Áridos.Iluminados, alegres, radiantes.Amarelo, azul, cor-de-rosa...Como num árco-íris,Minha vida segue,Alternando as cores,Buscando por águas para sobreviver,Para reforçar as próprias coresE não se dissipar.Não se dissolver.Não se perder no universo que a subsiste.Encanta a visão de alguns.Enriquece algumas paisagens.Mas para outros parece só mais um arco-íris.Alguns o sentem.Alguns o cientificam.Outros não o vêem.Mas está ali: fato!E alguns tentam se comunicar com ele,Como crianças vibradas por suas cores.Ele tenta se expressar através delas,Coloridas pelas emoções,Pelas qualidades e pelos talentos.Tenta se comunicar consigo mesmo também.Entender-se.Mas não é fácil.Feliz, ele se mantém.Por vezes, aparece grande.Outras, pequeno.Mas é sempre o mesmo.E o roxo o renova.Não sabe-se quando o arco-íris se dissipará.Mas enquanto existir, será sempre ele mesmo,Brilhando gradativamente,Nos dias cinzentos e também nos dias claros.

terça-feira, 9 de março de 2010

Abuso Sexual

Infelizmente, a cada dia ouvimos cada vez mais notícias sobre abuso sexual / pedofilia. Parece que virou uma rotina. O pior é que é isso mesmo. Só que antes o tema era um tabu e hoje há mais consciência sobre a gravidade do assunto.
É nojento, horripilante, degradante ler / ouvir as histórias das pessoas que sofreram o abuso. Depressão, ansiedade,vários tipos de fobias são as consequencias de tudo isso. Gravidez indesejada, rejeição familiar, baixa estima, tentativas de suicídio são os resultados prováveis dessa violência. Basta conhecer algumas histórias para se sentir um felizardo, um vencedor. Mesmo para aqueles que sofreram o abuso, sempre há histórias mais tristes e repulsivas. O pior que se comenta o assunto na hora do acontecido. Mas esquece-se o depois! Não importa se você foi abusado por dois dias ou vinte anos. A impotência, o horror, a tortura emocional que prevalecem são os mesmos.
Que bom que hoje em dia o assunto veio à tona. Que bom que o repúdio é quase geral. Mas, infelizmente, não acabou. Políticos, empresários, usam do seu poder para abusar e calar. Só fica uma pergunta: até quando? Até quando pessoas violentadas continuarão se violentando na própria consciência, no próprio físico ou emocional. Não basta somente divulgar, comentar. É preciso punir e dar assistência ao abusado. Quem sabe, assim, ele recupera a sua moral e dignidade e, em vez de ser um "peso" para a sociedade por causa das ditas consequencias, ele seja um cidadão útil e cooperativo.
Sei que não há como acabar com a violência sexual. Mas se cada um fizer a sua parte, no sentido de denunciar, de divulgar, poderemos inibir ao máximo esse mal.

segunda-feira, 8 de março de 2010

“12 Anos, a Liberdade“ – Luis Antonio C.C. Fróes.

Pela legislação em rigor, a partir dos doze anos não é mais necessária a permissão dos responsáveis para viajar no país, seja por via aérea, terrestre ou marítima / fluvial. Realmente é tudo muito bonito do ponto de vista dos menores, que passam a ter uma liberdade imensa tratando-se de um país enorme como o Brasil, e onde o controle ao acesso às fronteiras terrestres é muito baixo. Eu na minha juventude curti muito este direito; quantas vezes viajei de São Paulo para o interior do estado de ônibus ou trem, para a fazenda de um amigo, sendo que algumas vezes sem o conhecimento dos meus pais. Era tudo muito legal, mas esquecia de ver o lado dos pais.

Quero é chamar atenção para o fato de que esta dita liberdade é a causa de muitos desaparecimentos de menores, que são seqüestrados, violentados, vítimas de trafego para fora do país, de pedófilos, prostituição de menores, fornecedores de órgãos e outros. Gente mal intencionada há em qualquer lugar, pronta para fazer de vítimas estes menores que estão curtindo a sua “liberdade”, e como é característico da idade, detestam ser contestados e adoram contestar os pais ou responsáveis. Mas estes casos acontecem e não são poucos, mesmo com o advento do celular, que serve para mantermos o contato, mas não nos dão o paradeiro real do menor.

O que chamo atenção é o fato de tantas crianças circularem pelo país sem nenhum controle dos pais ou responsáveis, muito menos das autoridades estaduais e federais.

Também não há por parte das empresas de transporte nenhum controle e interesse, pois não lhes interessa a burocracia, já que esta aumentaria os seus custos, o que não lhes interessa de modo algum. Exemplo disto é um caso ocorrido há dois anos, se não me engano, de duas adolescentes de São Paulo que foram ao cinema e apareceram alguns dias depois em uma localidade do sul. Pegaram vários ônibus, e andaram por várias cidades até serem reconhecidas graças à divulgação da mídia. A princípio, não aconteceu nada, mas poderia ter acontecido.

Pelo Código da Criança e do Adolescente, os pais ou responsáveis respondem em parte pelos atos dos menores de idade. Mas não tem nenhum meio ou ferramenta para restringir esta liberdade de locomoção, além de muita orientação e conversa entre pais e filhos. Sabemos que isso acontece em pouquíssimas famílias, que numa grande parte existe é o conflito de gerações.

Em minha opinião deve haver algum tipo de controle por parte das empresas, sejam elas terrestres, aéreas ou marítimas / fluviais, no controle de transporte destes menores. Sugiro que ao se vender um bilhete / passagem para um menor, seja fornecida uma autorização para ser escrita e assinada pelos pais ou responsáveis, e, esta ser entregue ao funcionário da empresa transportadora. Ao entrar no transporte devem-se conferir os documentos dos menores juntamente com a autorização. Sei que poderá ser burlado com facilidade, mas é mais um modo de dificultar. Mas as empresas passam a ter também a responsabilidade de checar a situação destes menores, podendo até em caso de desconfiança se recusar a embarcá-los, chamando ou pais ou responsáveis ou o conselho tutelar. É uma medida simples e sem grandes custos para estas empresas. As mesmas até podem por conta própria fazer este controle, o que seria até uma boa propaganda, sem ter obrigatoriedade da lei.

Outro ponto que chamo a atenção é para os menores em transito; nos aeroportos, portos, rodoviárias e estações de trem, que ficam em transito de suas conexões, de vez em quando por várias horas, livres e desacompanhados nos saguões destes, a mercê de qualquer indivíduo mal intencionado. Defendo sim, nestes casos, que haja nestes locais salas especiais para que estes possam esperar até embarcarem novamente e seguirem a viagem para os seus destinos.

Espero, com este texto, chamar a atenção da sociedade em geral, órgãos governamentais, Ongs, empresas envolvidas e aos próprios pais e responsáveis. Não que seja este fato a causa de tantos malefícios aos nossos jovens (menores), nem que vá acabar com tais acontecimentos, mas poderá ajudar a diminuí-los e dificultá-los.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Perigo nos Aeroportos.

Em janeiro, minha filha de 13 anos, saiu de São Paulo e fez conexâo em Brasília. O vôo foi pela TAM. Durante 06 horas ela permaneceu sozinha no saguão, sem nenhum acompanhamento, sem nenhuma assistência. Se há salas VIP's, por que não há salas para os menores? E, se algum maníaco, alguém mal intencionado machucasse a minha filha? É claro que estamos tomando providências cabíveis, mas até quando vai o descaso com as nossas crianças?

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vou...

Sonho com um amor que nunca tive.
Reflito sobre ele com tal paixão quase real.
Quase real, porque não é.
Meu amor sempre foi simbolizado por alguém imaginário que não existe.
Mas está na hora de abandonar essa ideologia.
Ideologia fantasiosa e angustiante,
De alguém que parece tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.

Adeus, meu anjo.
Posso até nunca ter te encontrado, mas a sensação que tenho é que convivi com você a vida toda... sem te ter.
Por isso me despeço, tentando viver a minha vida, porque a nossa vida juntos já vivi a vida toda e nem sequer te encontrei.

Vou junto com a brisa afável que acaricia a superfície do mar, sem mágoa, nem dor. Vou apenas amando-o. Amando a você, que nunca tive, mas odiando a ideologia que eu mesmo criei.

(Webert Gomes)


Gente, os poemas do Webert são demais. Visitem o blog dele: www.webertgomes.blogspot.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dicas dos Livros do Mês de Fevereiro:

· Comer, Rezar e Amar (Liz Gilbert)

· Clarissa (Érico Veríssimo)

· O Desejado – A Fascinante História de Dom Sebastião (Aydanes Roriz)

· A Guerra de Clara (Clara Kramer)

· As Vidas de Chico Xavier (Marcel Souto Maior)

O livro Comer, Rezar e Amar pode parecer de auto-ajuda, mas não é. É a história de uma mulher que aos 34 anos entra em crise aguda e decide procurar uma razão para viver. Entre elas, o seu encontro com Deus. Ela larga um casamento, o trabalho e parte para o auto-conhecimento. Nem tudo são flores. Muitas crises, muito choro e desespero, mas ela consegue se encontrar. O livro simplesmente narra essa jornada, não só exterior, mas também interior. A seguir, coloco frases do livro que achei belas.

· “Bel far niente”- a beleza de não fazer nada. Simplesmente, curtir o ócio!

· “L’amor che move il sole e l’altre stelle” – o amor que move o Sol e as outras estrelas (Dante – Divina Comédia).

· “Dal centro della mia vita venne una grande fontana” – do centro da minha vida veio um grande chafariz...(Laiise Gliick).

· “L’arte d’arrangiarsi” – a arte de produzir algo a partir do nada.

· “Afinal de contas, você é o que pensa. As suas emoções são escravas dos seus pensamentos, e você é escravo de suas emoções” (Liz Gilbert).

· “Em vez de tentar tirar os pensamentos da sua mente na marra, arrume alguma coisa melhor para sua mente brincar. Alguma coisa mais saudável. Tipo puro e divino amor” (Richard do Texas).

· “Há um motivo pelo qual usamos a expressão “salto de fé” – porque a decisão de aceitar qualquer idéia de divindade é um salto tremendo do racional em direção ao desconhecido... Se a fé fosse racional, não seria – por definição – fé. A fé é crença naquilo que não se pode ver, provar ou tocar. Fé é mergulhar de cabeça e em velocidade total rumo à escuridão” (Liz Gilbert).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Depressão – há cura?

No domingo, dia 07, no Canal Livre da BAND passou um programa sobre a depressão. Foram ouvidos dois importantes psiquiatras: Dr. Ricardo Moreno e Dr. Geraldo Possendoro.

A discussão foi em torno da cura da depressão e do grande índice de pessoas depressivas. Várias coisas foram ditas, vários fatos demonstrados:

  • A depressão é sim uma doença e é uma doença que mata.
  • O suicídio pode ser involuntário (10 a 15% de depressivos se matam).
  • É uma doença, que apesar de já existir desde primórdios, é considerada como mal moderno, provocada principalmente pelo stress.
  • Para uma depressão profunda não há cura.
  • 60% dos depressivos deverão usar os remédios para o resto da vida.
  • 40% dos depressivos “leves” alcançam a cura.
  • A importância da terapia com um psicólogo é fundamental.
  • É muito importante procurar um psiquiatra. Pois ele é um médico, assim como o é um cardiologista, um pediatra, etc. Como médico, o psiquiatra poderá fazer uma avaliação e poderá prescrever os remédios (já repararam que quando dizemos que frequentamos um psicólogo, os outros acham legal e ainda perguntam como é a terapia. Mas se dizemos que vamos ao psiquiatra, te olham como você fosse uma louca / um louco)???
  • Há muito preconceito contra os psiquiatras, muitas vezes vindo de outros médicos.
  • Há um enorme preconceito contra os depressivos (muitos acham que é “frescura”, falta do que fazer)!
  • Uma pessoa depressiva geralmente não trabalha, já que não consegue assumir os compromissos.
  • Muitas pessoas passam grande tempo sem apresentar os sintomas da doença, mas infelizmente, ela volta.

Tudo isso foi para mostrar que nós, pessoas com depressão, não devemos, nunca, sentir vergonha da nossa doença. É como sentir vergonha de ter um câncer ou alguma síndrome. É preciso ter consciência de que somos depressivos e procurar ajuda. É preciso conversar com nossos entes queridos, família, amigos e explicar a nossa condição e como a doença funciona.

E, principalmente, nunca nós esconder. Erguer a cabeça e prosseguir. Manter a nossa dignidade. Respeitar-nos nas nossas limitações, para que os outros também respeitem.

Talvez assim possamos encontrar um pouco de paz.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Depressão

Hoje em dia a depressão passa a ser um mal sofrido por milhões. O que antes era considerado "frescura", hoje é considerado uma doença. Doença essa que acaba por envolver não só a parte emocional, como também a física. Doença que monta a sua armadilha em volta da pessoa e a enreda totalmente.
Sofro de depressão desde os meus 16 anos. Na época, meus pais não admitiam a doença e, psicólogo para eles era aquele que não tinha mais o que fazer. Só quem sofre dessa doença sabe como a ajuda profissional é necessária. Não só os remédios, mas também a terapia.
Entrei em algumas comunidades do orkut que lutam contra a depressão e me senti "em casa". Como foi bom saber que o fato de eu não conseguir trabalhar, por não ter forças de assumir compromissos, milhares de pessoas sofrem. O meu pensamento sobre a morte não é tão incomum. E o preconceito por ser depressiva, não o sofro sozinha.
Quando a depressão vem, a primeira coisa que acontece é eu deixar de fazer as coisas que mais adoro: ler, ver TV, ouvir música. A família fica de lado, o que me deixa um sentimento de culpa e impotência. Fico arrasada emocionalmente, tenho crises de choro e minha estima fica a zero. Fisicamente (o que acontece ao mesmo tempo) fico dias sem dormir, não tenho apetite e minha imunidade fica baixa. Muitas vezes, por causa do mal estar físico, fico semanas de cama. E o pior: sem fazer nada. Já tomei remédios, já fiz terapia. Mas o organismo se acostumou às drogas e a terapia, após algum tempo, não faz mais sentido. Aliás, levantar-se, vestir-se e ir até o terapeuta é que é o problema.
Hoje em dia consigo "controlar" melhor as crises de depressão. Fazer trabalho voluntário, manter o blog ajuda muito. Mas sei, infelizmente, que não há cura. Que terei de conviver com ela até o fim. Que os remédios , a terapia são paliativos. Na verdade, a fé e a esperança é que são os verdadeiros remédios que aliviam. Não só a fé religiosa, mas a fé nas pessoas, nos entes queridos que te cercam. E a esperança de passar o dia normalmente, e não "jogada" na cama.
Depressão para mim (e muitos outros) significa viver um dia de cada vez. Esquecer o fracasso de ontem e não idealizar o amanhã. Simplesmente viver o hoje.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Até quando???

Repórter Record - 25/01

O juiz absolve, no interior do Ceará, o pai que engravidou a filha. Para ele (o Juiz), foi a filha de 11 anos que seduziu o pai. Hoje, o menino tem 09 anos e eles já tem mais uma menina de 04. A filha perdoou o pai, eles moram juntos e ela diz que leva uma vida normal. A mãe abandonou os dois. O pai foi preso somente agora e o juiz, Godenberg de Moraes, continua atuando na cidade. Até quando?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A vida é o dever, que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira...

Quando se vê, já é Natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...

Quando se vê, passou-se 50 anos!

Agora, é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...

Seguraria o amor, que está muito à minha frente, e diria que eu amo...

Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá, será a desse tempo que infelizmente...

”Nunca mais voltará.”

(Mário Quintana)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Mundo Paralelo

Enquanto eu me "escondi" do mundo, digerindo o meu drama, eu nunca havia visto, entrado em alguma comunidade que abordava abuso sexual.
Ao abrir o meu blog e orkut, procurei as comunidades e fiquei horrorizada com o mundo paralelo que encontrei. Histórias de arrepiar. Pessoas se "afogando" em depressão e, muitas delas, em auto piedade. Pessoas que passam a vida somente focando o acontecido e deixando de viver, se abandonando. É muito, muito triste e degradante. Cada história é cada história. Alguns, como eu, lutaram, casaram, montaram sua família e tentam, de alguma maneira, sobreviver, apesar das doenças e da depressão. Outros, simplesmente pararam no tempo e vivem focadas no passado. No geral, todos nós temos uma coisa em comum: a tortura emocional, a vergonha e a depressão. Só que não podemos viver para sempre num mundo paralelo. É preciso voltar ao mundo real e lutar. Não podemos mudar o passado e não é sentindo pena de si mesmo que construiremos o futuro. O mundo paralelo nunca deixará de existir. É o mundo da violência, do abuso, das drogas, da rejeição. E não podemos deixar que as pessoas o esqueçam. Devemos sim mostrar às pessoas que é possível sair dele. Nunca abaixar a cabeça e aceitar certas situações. Sempre tentar mostrar o nosso lado forte e batalhador.
Nunca, na minha vida, pensei que fosse encontrar situações tão degradantes, tão horripilantes. E são essas situações que me instigam a lutar não só por mim, mas por essas pessoas. E mostrar a elas que a vida tem momentos bons e que, por mais dolorido que é, somos pessoas "especiais", que estamos aqui para mudar algo, para ajudar e ensinar, e que mesmo na dor, há esperança.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dicas de Livros do Mês de Janeiro:

1. Olhai os Lírios do Campo - Érico Veríssimo
2. As Meninas - Lygia Fagundes Telles
3. O Paraíso das Damas - Émile Zolá
4. Anna Kareninna - Tolstói
5. Uma Breve História do Século XX - Geoffrey Blainey

Leiam esses livros. Eles exaltam as mulheres e mostram como as mulheres, mesmo sendo frágeis, são firmes e determinadas!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DEFICIÊNCIAS (Mário Quintana)

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus. "A amizade é um amor que nunca morre".

Já fui "muda" e estou tentando deixar de ser "deficiente", "louca". Graças a Deus nunca cultivei as outras deficiências!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Filhas do Silêncio II

Por que "Filhas do Silêncio"? Porque na minha época, anos 70 /80, as filhas tinham de manter o silêncio. O sexo era um tabu. Ser abusada pelo pai, era mais ainda. Sua mãe saber disso e não fazer nada (a não ser te culpar por tudo e te rejeitar) era o fim. A quem procurar? Com quem falar? Quem acreditaria em você, mesmo com todas as evidências? É triste constatar que tantas pessoas desconfiavam, mas deixaram passar. Como eu disse no meu primeiro texto: nós, meninas, crescemos e passamos dos 40. Muitas de nós sem conhecer os prazeres sexuais, sem conhecer o que é a paixão, o que é o amor. E eu pergunto: é justo? Muitas de nós com depressão, doenças físicas causadas por doenças emocionais, gordas, descuidadas, com baixa estima. E eu pergunto: o que está sendo feito por nós? E respondo: nada! Quantas de nós poderiam agora estar felizes, realizadas? Com certeza, com ajuda, muitas. Por que se fala tanto da violência contra a mulher e se deixa escapar a pior de todas: a indiferença da sociedade. Quantas cometeram suicídio, mesmo sendo involuntário? Não há estatísticas. E o pior e mais triste é que sinto que esse assunto continua sendo um tabu; as pessoas fogem, não sabem estender a mão. Fala-se tanto em ajuda, em voluntariado. É fácil quando se tem oportunidade! E quando não há essa mesma oportunidade? O que acontece? É fácil: viramos "filhas do silêncio" e continuamos a caminhar na nossa dor e solidão.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pensamentos II

"Quem conhece os outros, é inteligente.
Quem conhece a si mesmo, é ilumunado.
Quem vence os outros, é forte.
Quem vence a si mesmo, é invencível."

Lao Tse

Prece da Serenidade

Senhor:

Dá me serenidade para aceitar tudo aquilo que não possa ser mudado.
Dá-me forças para mudar o que possa e deva ser mudado.
Mas, acima de tudo, Senhor, dá-me sabedoria para distinguir uma coisa da outra.


Força
Wilson Trópia

Tenha ânimo forte.
Não desista. Persista.
Imite a corrente de água que escoa sem cessar, apesar dos empecilhos da marcha.
Agora, hoje, ou amanhã, sorria sempre.
Sorrindo, não há mágoa que possa subsistir no seu coração.
Esforce-se. Recorde que a vitória, para ser verdadeira, precisa ter sido difícil.
Ama o mais que possa. Com amor, será mais fácil você vencer as dificuldades.
Lutar, continuar sempre, é saber desfrutar o verdadeiro valor da vida.

Acho que depois disso, não há muito que comentar!